Junho 2012 - Che Guavira - sítio literário

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Cuentos del número 10 al 18
Primer volumen de la colecta de los cuentos de la revista española Álbum salón:
Número 10, de 23.01.1898 hasta número 18, de 16.05.1898
Contos do número 10 ao 18
Tradução ao português, de Che Guavira, do primeiro volume da coleta dos contos da revista espanhola Álbum salón:
Número 10, de 23.01.1898 até número 18, de 16.05.1898
Amigos,
felizmente passou os 300 livros encomendados (27 junho 13:41h estamos com 305 livros). Quero agradecer a todos, em especial àqueles que adquiriram mais de uma unidade e principalmente os que compraram 4 ou mais livros, entretanto, todos levam aqui nosso reconhecimento.
Já falei algumas vezes de terminar o marquetim, ainda bem que não terminei e que tivemos o espaço no sítio 'Jovem Nerd' que alavancou as vendas, alcançando nossos objetivos, graças aos amigos Bruno e Stephan. Poderíamos até ter novas metas (400- imagine), mas praticamente uma pessoa apenas para cuidar do marquetim e logística, com certeza alguma etapa do livro iria ficar prejudicada.... por conta disso, talvez eu encerre de vez a venda em 15 JULHO, então quem quiser mais algum livro, lembre-se, acerte até lá, ok? Mas, isto é talvez.
Uma última cartada no markeging é o pedido para um podcast no site 'Jovem Nerd' (que eles chama 'Nerdcast'). O podcast (http://pt.wikipedia.org/wiki/Podcast) é um bate-papo/entrevista em áudio com efeitos, que é gravado e depois disponível para download ou execução direto (streaming) no próprio site.
Fizemos alguns contatos com os diretores do site e aguardamos resposta. Por gentileza, mandem emails para o Alexandre Ottoni <alexandre@jovemnerd.com.br>; solicitando a gravação de um 'Nerd Cast' com o Denílson Ricci do www.sitelovecraft.com 
Se cada um de vocês pedir este Nerd Cast contará muito a nosso favor!
Se for aceito, com os mais de 5mil downloads que tem os nerdcast deles, iremos contratar alguém para logística e o livro irá, pode apostar, ter uma edição de mais de mil unidades, podendo até pensarmos em ter capa dura, marca pág. d fita, etc.. para todos que compraram o livro.
Embora tivemos alguns problemas de diagramação (juro, não pensei que fosse algo complexo, embora com todo empenho do nosso diagramador - excelente profissional), ainda está mantido a impressão para finais de julho....
abraços,
Denilson

terça-feira, 26 de junho de 2012

● Nessa barafunda infernal de textos apocalípticos picaretas tem um que anunciou Nasa prevê mega tempestade solar pra 2012. Segundo esses profetas uma grande tempestade solar causaria apagões mundiais. E encerrou o texto com chave de ouro: E em 2012 o estrago pode tomar proporção global, causando uma regressão de até 100 anos na humanidade, segundo a própria Nasa.
Então me lembrei donde vi esse conceito de retrocesso de 100 anos. Foi no mais recente livro que escaneei, Café molecular, antologia de contos de ficção-científica soviéticos. No conto A coluna negra, de Eugênio Voiskunski, uma perfuração petrolífera liberou uma misteriosa coluna negra, que seria de plasma, que não parava de crescer e cujo magnetismo impedia toda eletricidade na Terra, mesmo uma simples faísca. Que isso levaria a humanidade a um retrocesso de 100 anos. Na época em que o conto foi escrito, reportar a 100 anos antes se vê uma era sem o uso geral de eletricidade. O que não é o caso de 2012.
Café molecular está aqui na página, pra baixar.
Claro que copiando idéias de contos de ficção-científica fica muito mais fácil a patranha ser verossímil. Quanta falta de imaginação!
● No domingo terminou uma feira do livro na antiga estação ferroviária. Foi a primeira vez que fui a uma feira de livro e nada comprei. Não era barato como o noticiário disse, pois dos livros a 10 reais nada atraente. Tudo muito caro. Venderam o evento como cultural mas não passou de puramente comercial. As pessoas têm uma idéia muito vaga e confusa sobre o que é cultural. Pra elas só por ser livro ou peça de teatro já é automaticamente cultural. Não é assim. Não é se pondo criança a declamar poema de sua autoria, levar algum palestrante, que torna o evento cultural.
Na internete não consegui encontrar informação sobre o horário de atendimento. Tudo o que foi dito é que estreou na quinta-feira, 9h e vai até domingo. Não disse hora que abre e fecha. É um evento mais voltado a incentivar a criança a ler, mas com esses livros de baboseiras, nhenhenhém, mostrando bichinhos fofinhos e bobinhos. Criança merece respeito, qualidade. Basta ler uma obra de Monteiro Lobato pra ver qualidade sem baboseira, infantil sem ser infantilóide. Não é de hoje que autores e apresentadores sem qualidade se refugiam no universo dito infantil, onde se livram de ser criticados. Fantasia é bom. Mas quando a fantasia se torna redundante, falseando a realidade, deixa de ser saudável fantasia e se torna estereótipo, perturbando o desenvolvimento do senso de realidade da criança. Tudo é bom na dose certa, fantasia também.
O noticiário disse que estaria presente a biblioteca do Esquenta, o programa musical da Globo. Mas se tratava apenas de mesas com redoma com livros abertos exibindo o autógrafo. Pra quê isso?

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Me chamou a atenção a semelhança desses dois relatos. O primeiro brasileiro e o segundo ianque, que traduzi do inglês.
Me llamó la atención la semejanza de esos dos relatos. El primer brasilero y el segundo yanke, que traduje del inglés.
Do mesmo modo que me chamou a atenção a semelhança dos relatos que colhi em inglês e castelhano, em 1996, sobre o Chupa-cabra, e os relatos de camponeses brasileiros da mesma época, isolados no campo, sem internete e sem muita instrução, que, evidentemente, não poderiam estar influenciados.
De la misma manera que me llamó la atención la semejanza de los relatos que recogí en inglés y castellano, en 1996, sobre el Chupacabra, y los relatos de campesinos brasileros de la misma época, aislados en el  campo, sin internet y sin mucha instrucción, que, evidentemente, no podrían estar influenciados.
Que cada um tire sua conclusão.
A aparição da criatura triangular
Relato enviado por Débora (Venâncio Aires, Rio Grande do Sul), Publicado em 13.08.2004 en www.estronho.com.br
La aparición de la criatura triangular
Relato enviado por Débora (Venâncio Aires, Rio Grande do Sul), Publicado en 13.08.2004 en www.estronho.com.br
Este relato é um dos mais loucos que já vi. É curto mas meio esquisito. Foi quando eu tinha 5 ou 6 anos. Me lembro de que era na época que eu morria de medo do tal bicho-papão.
Este relato es uno de los más locos que ya vi. Es corto pero medio raro. Fue cuando yo tenía 5 o 6 anos. Me recuerdo de que era en la época que yo moría de miedo del tal viejo del saco.
Eu morava em Viamão, Espigão, Rio Grande do Sul. Estava numa sala de minha casa. Era um dia super chuvoso. E bem na minha frente, donde eu estava sentada, tinha uma janela bem grande, onde se avistava um grande barranco. Minha mãe e meu irmão estavam junto comigo, era cerca do meio-dia. Já como eu era muito enjoada não queria comer a sopa que minha mãe fizera pra mim. Quando ela começou a dar de colher em minha boca não gostei da sopa. Claro que então não queria comer, de jeito nenhum! Falei a mamãe, e lógico que ela se irritou e começou a chamar o bicho-papão.
Yo residía en Viamão, Espigão, Rio Grande do Sul. Estaba en una sala de mi casa. Era un día súper lluvioso. Y bien delante de mí, donde yo estaba sentada, había una ventana bien grande, donde se avistaba un gran barranco. Mi madre y mi hermano estaban junto conmigo, era cerca del medio día. Ya que como yo estaba muy enojada no quería comer la sopa que mi madre hizo para mí. Cuando ella empezó a dar a la cuchara en mi boca no me gustó la sopa. Claro que entonces no quería comer, de ninguna manera! Hablé a mamá, y lógico que ella se irritó y empezó a llamar el viejo del saco.
Na mesma hora, chorando, avistei um tipo de criatura que não dá pra saber direito o quê, mas era em forma triangular. Ia descendo aquele barranco, em forma de um lado do triângulo depois o outro.
A la misma hora, llorando, avisté una clase de criatura que no da para saber bien qué, pero era en forma triangular. Iba descendiendo aquel barranco, en forma de un lado del triángulo después el otro.
O engraçado é que meu irmão e minha mãe também viram.
Até hoje me lembro daquela criatura gosmenta, amarela, com manchas pretas e, aparentemente sem olho, nariz, só com um grande buraco que parecia uma grande boca. Juro que vi aquilo! Meu irmão e minha mãe também. Depois de termos visto aquilo fomos à cozinha e ficamos lá até a criatura sumir.
Lo extraño es que mi hermano Y mi madre también vieron.
Hasta hoy me recuerdo de aquella criatura viscosa, amarilla, con manchas azabaches y, aparentemente sin ojo, nariz, solo con un grande agujero que parecía una gran boca. ¡Juro que vi aquello! Mi hermano y mi madre también. Después de ver aquello fuimos a la cocina y quedamos allá hasta ver la criatura desaparecer.
Esse fato ficou como uma lenda pra nós.
Ese hecho quedó como una leyenda para nosotros.

Criatura triangular
Triangle creature
Jay
Minha filha e eu vivemos algumas milhas ao norte de Lawrence, Cansas, no alto das colinas a norte do rio.
Mi hija y yo vivimos algunas millas al norte de Lawrence, Cansas, en el alto de las colinas al norte del río.
Estávamos indo até casa numa noite ao longo de nossa estrada de terra quase no crepúsculo quando viramos uma esquina perto da casa. Em nossa frente, cruzando a estrada estava uma negra criatura triangular que sobre um pé alto alternava com a ponta de baixo e corria a diante em duas pernas magras que se deslocavam ao ângulo do topo. Era tão rápido quanto um pássaro correndo ou mergulhando, por isso prestamos muita atenção. Ainda tinha muita luz lá fora e usávamos nossos faróis. Portanto ficou bem iluminada. Colidiu com o capim alto e entrou na mata. Saí do carro e a tentei seguir mas não a pude ver no capinzal.
Estábamos yendo hasta casa en una noche al largo de nuestra carretera de tierra casi en el crepúsculo cuando viramos una esquina cerca de la casa. En nuestra frente, cruzando la carretera estaba una negra criatura triangular que sobre un pie alto alternaba con la punta de abajo y corría a delante en dos piernas flacas que se desplazaban al ángulo del topo. Era tan rápido cuanto un pájaro corriendo o zambulliendo, por eso prestamos mucha atención. Aún tenía mucha luz allá fuera y usábamos nuestros faroles. Por tanto quedó bien iluminada. Se chocó contra la vegetación alta y entró en los  matorrales. Salí del auto y intenté la seguir pero no la pude ver en la vegetación alta.

My daughter and I lived a few miles north of Lawrence, Kansas up in the hills north of the river. We were driving home one night along our dirt road around dusk when we rounded a corner close to home. In front of us crossing the road was a black triangle-shaped creature, about a foot tall inverted with the point down and scurrying along on two spindly legs that came off the top corners. It was about as fast as a running bird or duck, so we got a good look at it. There was still plenty of light out and we had our headlights on, so it was well illuminated. It ran into the tall grass and into some woods. I got out of the car and tried to follow it, but could not see it in the tall grass.
Your true tales, 09.2006

sábado, 23 de junho de 2012

Colaboração de Joanco
Escã de trolleycarz
Enviado por não mais estar disponível no sítio original
em inglês - in english

sexta-feira, 22 de junho de 2012

segunda-feira, 18 de junho de 2012

● A Eurocopa já estreou com o juiz ajudando o time da casa, Polônia. Por causa dos arruaceiros russos a Rússia está ameaçada estrear na Eurocopa de 2016 com 6 pontos a menos. Será coincidência a Grécia se classificar sobre uma Rússia que era líder? Parece a situação da França em 1998, quando agitações de imigrantes islâmicos precisavam duma catarse. Ou a goleada de 9x0 da Argentina sobre o Peru em 1978. Não me espantarei se a Grécia for campeã e que a punição aos russos acabe se diluindo...
E a marmelada descarada do jogo Espanha x Croácia. Eta desportinho sem-vergonha esse tal de futebol! E tem mané que paga ingresso pra ver essas porcarias.
● Não pára de surgir artigo apocalítico, cada um mais disparatado que outro. Peter Brookesmith organizou uma coletânea O mundo dos discos voadores, onde expõe como se analisa a autenticidade foto de ufo e de relato de testemunha. Uma das características de embuste é quando o relato é demasiado realista, procurando ser verossímil demais. Uma característica do embusteiro é exibir elementos demais, pra reforçar a tese. Também são indícios de embuste: Contradição, elementos alheios ao tema (supérfluos ou redundantes), afirmações sem base. É o que vemos nesses artigos sobre o apocalipse 2012, numa barafunda de disparates contraditórios num mesmo artigo, contradições e mesmo descarada profecia, como, por exemplo, estipular uma guerra mundial em 2018.
Colaboração de Joanco
Enviado por não mais estar disponível no sítio original
em inglês - in english

sábado, 16 de junho de 2012

Mulher piloto 1
(ou pilota, segundo os adeptos de presidenta)
A presidenta
Viu o desfile das modelas
Condecorou as pilotas da fórmula 1
Combateu os piratos, os donzelos, magrelos e magricelos
E falou com policialas e oficialas
Diz que quando o ônibus espacial explodiu foi justamente depois de anunciarem a primeira mulher pilotando o treco. Diz que a reentrada na atmosfera tinha de ser com a nave no ângulo exato, pra minimizar atrito. Uma barbeiragem e... já era!
Tá explicado!

Mulher piloto 2
O juiz interrogando o sujeito:
— Então te recusaste a permanecer no avião que decolaria tendo como piloto uma mulher?
— Sim, meritíssimo.
— Mas não sabes que elas voam tão bem quanto os homens?
— Voar, voam. Mas meu medo é na hora de estacionar.

Ciber-horário reservado ao PFB (partido do futebol brasileiro)
Caros ciberleitores
Todos sabemos que o Brasil não ganharia a copa mesmo, pois se terá de ganhar a seguinte em casa não deixariam ganhar muito seguidamente. Então por que crucificaram o Dunga? Só porque não dava bola à imprensa? Pois ele nunca perdia contra argentino.
Meu povo: Com técnico ruim não tem craque que dê jeito. Assim salvaremos Neymarta e Érikaka de correr no campo como se na esteira de academia.
Também poremos Marta & Ciª em sungas de vôlei em vez daqueles calções masculinos horrorosos. E jogador aprenderá a cantar o hino nacional. Ao menos isso de cultural na vida deles.
Clube que demite técnico pra puxar saco de supercraque gandaieiro não poderá depois ficar esperneando se o boêmio resolver chutar o clube.
E a ABL será proibida de homenagear supercraque que nem bula de remédio lê. (Ai, que vergonha! Espero que nenhum português leia isto)
Projeto Lovecraft
Já recebi minha parte dos textos pra derradeira revisão do livro

Colaboração de Joanco
Enviado por não mais estar disponível no sítio original
em inglês - in english

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Reflexinhos e reflexões 14062012
● Num episódio de CSI o perito colheu uma prova que foi julgada ilegal pela maneira de obter, o que pôs a causa a perder. Aqui vemos esse tipo de perversão. Isso é errado e precisa mudar. Se uma prova é obtida de maneira ilegal, como, por exemplo, uma gravação não autorizada, isso não pode anular a prova. Tem de haver outro processo pra punir o responsável pela obtenção ilegal mas a prova tem de ser válida. Se um falso médico salva a vida duma pessoa, exercendo medicina ilegalmente, a pessoa não pode ser condenada a pena de morte já que ia morrer mesmo. O médico tem de receber a honra pelo ato e também responder a um inquérito por exercer medicina ilegalmente. Assim como quando alguém que dirige sem carteira de habilitação é vítima duma batida, sendo o outro, habilitado, o culpado, não perde o direito por isso. Ganha a causa por não ser o culpado mas responde a outro inquérito, por dirigir sem carteira. As duas ações são separadas.
● A afirmação do casal Valdívia, de não querer mais no Brasil por causa do seqüestro-relâmpago não tem cabimento. Parece mesmo pretexto. Teria se as autoridades não se importassem, por exemplo. Quer dizer que no Chile isso não aconteceria? Se fossem europeus diriam que não querem mais ficar na América do Sul. Se fossem baianos diriam que não querem mais ficar em São Paulo. Se fossem marcianos diriam não querer mais morar na Terra. E assim vai. Tudo irracional.
● Não tem cabimento se eleger político despreparado. Deveria haver uma faculdade pra alguém depois se candidatar. Administrar um país, estado ou prefeitura é coisa muito séria pra se deixar nessa demagogia barata de democracia irresponsável. Um presidente se gabar de ser quase analfabeto é um absurdo. Honroso e digno de admiração seria se o cara fosse despreparado, quase analfabeto, o que seja, mas lutou, se esforçou, estudou e depois se elegeu, já bem preparado. São duas situações muito diferentes.
● É só observar bem. As lombadas eletrônicas sempre são instaladas numa reta em declive, de modo a maximizar a probabilidade de multar por velocidade. Não são distribuídas de modo a impedir a velocidade acima do permitido. Depois de multado se pode correr a vontade. Com essa distribuição assim esparsa e arbitrária se evidencia que o objetivo é arrecadar multa, não inibir a contravenção. Também não ajuda o pedestre a atravessar a rua. Na verdade até atrapalha. Atrapalha também o tráfego, porque pra forçar a multa o limite de velocidade é muito abaixo do ideal à pista e os motoristas acabam passando ainda mais devagar. A pouca utilidade que tem, como fotografar uma fuga é pífia diante dos malefícios que traz. Deveria ser um instrumento voltado exclusivamente a flagrar delito, não a arrecadar multa.
● Muito se discute a liberdade de imprensa. Dizem que a concorrência é um meio salutar de se atingir qualidade na programação de tevê, etc. Muito simplista e até sofista essa idéia, pois acontece muito de haver falsa concorrência. Os obscurantistas que dominam esses pontos-chave usam um teatro. Se apoderam de várias marcas e encenam uma falsa concorrência, só de fachada. Mesmo os mais altos diretores dessas marcas ignoram esse teatro.
● É tudo mentira o que vemos no noticiário sobre os tais massacres sírios. Não acredites em tudo que sai na imprensa. Nada noticiaram sobre a interessante passeata das vadias, noticiam o movimento topfree na seção dos bizarros. Chamam Cadafe e Bachar de ditador, pra discretamente indispor o público contra eles.
Massacres sírios. Tudo mentira, como estava na cara:

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Escaneagem de Joanco
Revisagem, restauragem e fotoxopagem de Che Guavira
Na estória onde Tocha-humana e Centelha perseguem bandidos no clube. Os bandidos apagam a luz e os heróis ficam no escuro. Mas que tocha é essa que não ilumina?
Comentário do leitor:
rico493816 de junho de 2012 06:20
Verifiquei e concordo. Mas em se tratando de quadrinhos, não podemos ser muito perfeccionistas em todos os detalhes. Caso contrário não existiriam superhomem - cap. marvel e outros superherois. Vamos dar a seguinte desculpa ao escritor da aventura: o quarto era muito, muito grande e o tocha amesmo inflamado não podia ver tudo 100%


Publicado originalmente em HUMAN TORCH 30, de 1948, com traduções das mais variáveis. Para se ter uma idéia o título original de "Gay Nineties Gamble" virou "O Segredo de Sara Bolland", e essa Sara Bolland é uma "tradução" de Sarah Heldburn.

Quase ninguém escapou dessas "traduções de Nomes". Exemplos:

Gay Nineties - Aquárium (Clube Noturno)

Bradford Maclain - John Bradford
Elise Browning - Elise Cordoba
Willie Flower - Oriel Assis
Phil Brady - Fernando Borla

Sem ser perfeccionista mas o Tocha Humana fuma cachimbo na trama. Não é ele um andróide?
Pois é, Nabil. Traduções bem malucas. Willie deveria ser Guilherminho, Phil Filipe ou Fil, Elise Elisa. Mas esse John foi de doer!
Só não sei como não fizeram super-herói tomador de coca-cola.

domingo, 10 de junho de 2012

Quase nostalgia 3
Da autobiografia não-autorizada de Che Guavira
Só liberada por causa da lei de liberdade de informação
Na infância fui uma criança muito solitária. Sempre foi minha natureza. Soltei pouca pandorga. Minha irmã que fazia pandorga e vendia aos moleques. Também não joguei bolita, a bola-de-gude. Na fase mais pra infância eu era muito anti-social. Meu mundo era ver desenho e seriado na tevê e ler gibi, dos quais eu tinha bastante. Mas pra não ter de comprar mamãe fazia trocar. Aí nessa de trocar 2 por 1 foi esvaziando o acervo.
Sei que nos gibis aconteceu o mesmo fenômeno que nos filmes. Me lembro que quando lia um almanaque do Super-homem, em preto-e-branco, tinha enredo. Eram histórias bem elaboradas, saborosas. Tudo muito diferente dos gibis mais recentes, dos anos 1980 a cá, no tal formatinho, onde só tem ação, sem enredo: É raio e soco a todo lado, demolição de parede parede, luta, uma barafunda infernal sem sentido, com enredinho mixuruca, mais pra Godzila que eles mesmo em preto-e-branco.
Depois que ficou colorido perdeu o sabor. O que aconteceu também nos filmes. Quanto mais sofisticado menos saboroso. Hoje os filmes são só pretexto pra exibição de efeito especial. A meu ver isso acontece por um motivo bem simples, uma lei da física: Aumentou a quantidade diminui a qualidade. É o que acontece na indústria. Tudo o que se ganha dum lado se perde doutro. Também os lugares mais divertidos onde trabalhei e os cursos onde tinha os melhores colegas eram precários. Já os onde se ganha bem e se tem estrutura boa o ambiente é opressivo. É como a sabedoria contida na história do anel de Polícrates. Por isso temos de saborear o que temos de bom agora, pra dão cair naquela do Eu era feliz e não sabia.
Os seriados eram bem elaborados. Os títulos eram traduzidos e os nomes das personagens, na maioria. Até nossa dublagem era internacionalmente reconhecida como de qualidade. Não era como hoje, com preguiça de se traduzir os títulos e essa bobagem de se pronunciar até sigla em inglês. Hoje, como tudo é descartável, se trata os seriados como um papel de bala, relaxado, sem acabamento. Não se tinha pressa. As vinhetas dos seriados tinham uma música gostosa, os nomes dos atores, junto com as respectivas personagens eram apresentados calmamente com cada um aparecendo. Por isso se tornavam inesquecíveis. Por isso, por exemplo, tenho na memória até hoje as fisionomias, os nomes de ator e personagem e a melodia de Perdidos no espaço. Hoje nem se consegue ler o nome dos atores (das personagens nem aparecem), de tão rápido que aparecem na tela, tudo muito apressado. O título do episódio se lia e ouvia claramente. Hoje nem se consegue pegar, como se não tivesse importância. Também se respeitava a seqüência dos episódios. Não era como hoje, quando as emissoras só vêem o seriado como tapa-buraco da programação e exibem fora de seqüência, larga um, passa outro, depois volta a exibir, muda de horário, muda de dia, num total desrespeito ao telespectador.
É por isso que é urgente a necessidade dum código de defesa do telespectador. Já fizeram pro consumidor. Até pro torcedor! E o telespectador? Quando terá seu direito respeitado? As emissoras mentem, manipulam, exibem o que bem entendem, do jeito que querem, mudam, extinguem. Nem se dão ao trabalho de avisar que tal seriado mudará de horário. Nada. É preciso acabar com essa sem-vergonhice. Código de defesa do telespectador já!
Tinha um seriado em desenho quase animado. Eram aventuras dos super-heróis Hulk, Thor, Homem-de-ferro, etc, em seqüências estáticas, tudo bem tosco. Tinha uma canção de abertura, em inglês, que eu gostava muito mas não sabia cantar. Tinha um colega maior que sabia cantar e de vez em quando eu ouvia.
Tinha toda aquela censura da ditadura militar mas não existia esse exagero do politicamente correto de hoje. Hoje é bem pior. O programa era aprovado e reprovado pela censura federal. Hoje é essa classificação etária boboca, que não tem sentido e vai pela cabeça de quem administra a coisa. O resultado é que nas tevês ditas educativas só passam desenhos infantilóides nhenhenhém, com bichinhos com voz de falsete que dá um tom meigo muito falso e histórias boboquinha e babaquinhas.
Uma programação toda cheia de violência e psicopatas, como temos visto, faz mal a todos, até aos adultos, e é produto duma manipulação maligna. Não é por um filme que passe mas pela insistência. Vai minando o subconsciente.
Agora histórias normais, da própria vida, não tem por quê da criança não poder ver. Até acho que impedir a criança de ver a realidade é um desrespeito contra ela. E bem sei o mal que uma educação demasiado puritana e repressiva causa na vida duma pessoa porque senti isso na pele. É por isso que índio não tem crise de adolescência, porque não lhe é escondida a realidade pra depois causar um choque. Esconder o mundo real da criança, a mostrar somente uma realidade pasteurizada, estereotipada, é uma violência. É por isso que sou contra essa classificação etária arbitrária, presumida, sem nexo. Não tem base científica pra fazer isso, apenas preconceitos puritanos, uma visão de mundo vitoriana.
E tem tevê educativa que prega essa classificação e faz apologia ao homossexualismo, como no Carnaval uma propaganda onde uma camisinha falava com um guei que ia se encontrar com outro e dizia: Vai fundo, arrasa! Isso não é campanha de tolerância, é apologia, o que mostra uma mentalidade equivocada.
Quando criança eu era louco pra ver os filmes da madrugada. Tinha Angélica, a corujinha da madrugada, que eu nunca podia ver porque passava quando eu morava com meus tios. Mas em casa pude ver os filmes de Drácula, lobisomem, Frankenstein. Maravilhosos filmes que não passam mais na tevê. Vi aquela dos crimes do museu de cera... Mas o inesquecível mesmo foi aquela do Abbott & Costello contra Drácula, Lobisomem e Frankenstein, o melhor filme de todos os tempos. Até tome um copo de água com açúcar vendo aquele monstro de Frankenstein derrubando portas e portões atrás da dupla.
Nudez, enredo adulto, nada disso prejudica a criança. O que prejudica são os falsos valores e o exagero. Na dose certa até veneno é remédio. Chega de síndrome de Buda, onde a criança vê um mundo maniqueísta, onde o bom é bonito e o mau é feio e tem voz rouca. Mesmo porque enredo adulto não poderia me afetar porque eu não entendia os enredos. A criança vê tudo como uma série de ação, não consegue apreender o enredo. Quando via um adulto falando sobre o enredo do filme eu me espantava porque não percebia isso. É porque o cérebro da criança ainda não está formado e esse tipo processamento ainda não madurou.
O que era prejudicial era os professores mandando a gente resumir Dom Casmurro, Música ao longe, Clarissa. Não tínhamos maturidade pra entender esses romances e tudo parecia uma tristeza horrorosa, com velórios e tragédias. Imagine a idéia dos professores mandando criança de 11, 12 anos ler Dom Casmurro! É por isso que o jovem não lê. Porque na escola o obrigam a ler coisa imprópria à idade, romances que ele não consegue entender. Essa estúpida política fez com que eu tivesse na estante, durante anos, O enfermeiro, uma coleção de conto de Machado de Assis, autor do Dom Casmurro. Por causa dessa estupidez fiquei muitos anos com ojeriza de autor nacional. Até que um dia, com vinte e tantos anos, resolvi ler aquele volume, O enfermeiro, e me apaixonei. Vi a similitude dos contos de Machado com os de Maupassant e me lembrei dos professores burros, que nos forçavam a ler livros impróprios à idade.
Se dependesse dos professores nunca me tornaria um leitor. Depois dessa maçada um livro adotado foi o extremo oposto, muito infantil pra nossa idade. Mas por muita sorte apareceu O homem que calculava, de Malba Tahan. Foi minha salvação. Esse sim, um dos melhores livros do mundo, que ninguém deve morrer antes de ler.
Felizmente hoje há professores esclarecidos, que deixam às crianças a decisão final sobre qual livro adotar. Creio que houve e há uma campanha intencional de desincentivar a leitura fingindo incentivar. É por isso que se consagraram tantos autores ruins: José de Alencar, Jorge Amado, Murilo Rubião, Guimarães Rosa, por exemplo, são autores consagrados pode ser por motivos históricos mas são literariamente muito ruins e muito chatos. E adotar esses autores na escola é um poderoso desincentivo a formar um leitor. Dia destes resolvi ler um volume de Virgínia Woolf e... que decepção! Melhor mandar o livro à reciclagem de papel. Sem falar no poeta que não sei por que-diabo endeusam tanto, o tal Manoel de Barros, que enrola e engrola com nada e coisa nenhuma pra ir a nenhures, como juntando sereno, vapor, granizo e garoa pra fazer um coquetel de água mineral.

sábado, 9 de junho de 2012

Não recomendo essa receita (cozer arroz em garrafa pete):
Seria maravilhoso se não tivesse um problema:
Garrafa pete libera toxina sob calor. Tanto é que médicos já alertaram sobre o costume de se deixar garrafa com água no carro: Pega sol, esquenta e libera toxina. E a pessoa bebe essa água.
E ainda tem outro problema se a garrafa for nova. Já comentei isso.
Melhor usar aqueles saquinhos plásticos, mas que não são de plástico, próprios pra assar. Tem de vários tamanhos. A carne fica mole, quase desmancha, como se em panela de pressão.
Pra amolecer carne na panela (pressão ou não) pôr umas gotas de seiva de mamão. Do mamão mesmo, da casca, não sei se da planta serve. Mas é bem pouquinho, senão desmancha.
Também se deve evitar tomar café naqueles copinhos descartáveis. O mesmo problema da toxina liberada por líquido quente.
Esses recipientes foram feitos pra refrigerante, líquido frio. Não são próprias pra armazenar líquido quente.
Mais uma irresponsável propaganda de nossa imprensa venenosa.
Jornalistas: Procurai verificar com cientista antes de divulgar certas novidades.
Crime de lesa-humanidade

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A casa das bruxas
HP Lovecraft
Editora Francisco Alves, 1983
Errata
O título original é At mountains of madness and other tales of terror. Se a novela Nas montanhas da loucura é o nome do livro no original, a primeira narrativa da coletânea e o texto mais longo, qual o pretexto pra colocar o título do livro, em português, como A casa das bruxas? Ainda mais se levando em conta que o título do conto é O sonho na casa da bruxa (The dreams in the witch house) e não A casa das bruxas.
O título do livro da Francisco Alves é A casa das bruxas mas na capa traseira uma sinopse de Nas montanhas da loucura, sem citar o título, dando a impressão de que está falando do conto A casa da das bruxas.
Tudo muito equivocado.
Eis uma errata de Nas montanhas da loucura:

Erro tipográfico
página 60, §3º, linha 4:
com uma categoria declaração de opinião
com uma categórica declaração de opinião
página 77, §2º, linha 15:
destruída de obstáculos e bem adaptada
destituída de obstáculos e bem adaptada
página 79, §2º, linha 4:
lares —  média 1,80m por 2,50m.
lares —  media 1,80m por 2,50m.
página 84, §3º, linha 5:
tanto havíamos ansiado. Muito embora nos nos houvés-
página 106, §1º, linha 7:
Taylor, Wegener e Toly
Taylor, Wegener e Joly
(Taylor, Wegener e Joly aparece corretamente na página 102)
página 106, §2º, linha 2:
do cardonífero, há cem milhões de anos
do carbonífero, há cem milhões de anos
página 108, §2º, linha 2:
esculturas de decadentes que levavam
esculturas decadentes que levavam
página 142, §2º, final:
com grandes bandos de pingüins fonéticos guinchando e correndo em debandada
com grandes bandos de pingüins frenéticos guinchando e correndo em debandada
One could picture the demoniac fray between namelessly monstrous entities as it surged out of the black abyss with great clouds of frantic penguins squawking and scurrying ahead.
página 153, §2º, linha 8:
tempo, causação ou orientação.
tempo, causa ou orientação.

Erro tradutivo
página 62, §1º, linha 4:
Os instrumentos anatômicos de lake tinham sumido, mas havia sinais de que tinham sido cuidadosamente levados.
Lake's anatomical instruments were missing, but there were evidences of their careful cleansing.
Cleansing significa purificar, lavar, limpar.
Os instrumentos anatômicos de lake sumiram mas havia sinal de que foram cuidadosamente esterilizados.

Erro diagramativo
página 62, §1º, linha 4:
A página 43 não continua no começo da 44 e sim na linha:
solares. Isso ajudaria também a impedir que o possível
Até o fim da página, continuando no começo da página até a linha acima da
solares. Isso ajudaria também a impedir que o possível
ou seja:
antes de me retirar despachei uma mensagem final ao
e então vai ao início da página 45.


sábado, 2 de junho de 2012

Figura extraída de
Gaia
Mário: Se as translações são elíticas é porque existe um corpo que deforma a trajetória. Uma estrela escura?
Glauder: Pode ser como Sírius C
Mário: As translações teriam de ser circulares. Diz que sistema binário ou mais seria o padrão. Júpiter mesmo é uma estrela anã em formação.
Glauder: Nunca entendi por quê nossas órbitas não são circulares. Forcas iguais gerariam círculos
Mário: O Sol é um dos focos. E o outro? A Terra não é esférica mas meio pêra. O que apóia o que Sitchin relatou sobre o choque que despedaçou Tiamate, a metade gerou os asteróides e a outra metade a Terra. O rombo foi preenchido pelo oceano. De fato, as placas continental e oceânica são diferentes. A Terra deveria ser esférica, como todos os outros planetas.
Glauder: Mas se foi um choque porque é oco e com uma anã no meio? Se foi choque teria de ser maciça e sem magma. A não ser que a Terra seja uma coisa viva como nós.
Mário: É a hipótese gaia
Glauder: Então seria como um óvulo se partindo em dois e gerando outra célula. Então ela realmente é viva e nem percebemos.
Mário: Talvez tenha arrancado só uma lasca
Glauder: E porque a casca ficaria redonda  e se encheria de vida
Mário: Somos as bactérias
Glauder: E a atmosfera,  os gases seriam repelidos no impacto. Não justifica ser só uma pedra. Acho que a pedra é só pele morta.
Mário: Carapaça de rinoceronte. Não é tudo eternamente reciclado, como concebemos. Há água nova, ar novo, poeira cósmica...
Glauder: Sim. Mas ela teria de ser viva. Acho que somos só parte da Terra. Seus organismos mesmo.
Mário: Talvez seja como uma planta
Glauder: Bem como bactérias colonizadoras. Pode ser célula vegetal. É dura por fora e mole por dentro.
Mário: Somos bactéria ou células dela
Glauder: E o núcleo da célula seria nosso Sol. É oco porque não notamos o meio onde estamos imersos, que é o citoplasma
Mário: Passou um tempo doente, e já se vacinando
Glauder: é bate com isso: Organismo vivo
Mário: Gaia ciência. Seu tempo de convalescença é de milhares de anos
Glauder: É que somos micróbios. Pra ela é nada. Por isso não conseguimos falar com ela.
Mário: Se fosse só uma bola de boliche com ecossistema na casca, se exauriria logo. Tem alergia, micose, câncer. E aprende a neutralizar as células cancerosas e bactérias nocivas. Como um faquir controlando a pulsação. Talvez um oco em várias camadas. O quinto dos infernos... Uma rocha dura se estilhaçaria na queda dum planetóide. Mas é como se fosse só um osso quebrado, uma febre, um trauma mental...
Glauder: Na verdade eles se reproduzem assim, por quebra. É como células que se duplicam. Somos filhos de Tiamate.
Mário: O magma como pus,  as veias os rios, a terra o couro, os pólos ouvidos, boca?
Glauder: E o núcleo não é só uma célula, como as nossas.
Mário: O coração
Glauder: Não estamos nessa escala. O núcleo é como a das nossas. Na verdade pulsa com energia vital e não nuclear
Mário: Plasma, algo assim
Glauder: Não sei. Acho mais algo orgânico
Mário: Que sempre procura o equilíbrio. Talvez algo ainda desconhecido, como não se podia explicar o Sol antes da bomba atômica. Os obscurantistas podem ser apenas um remédio forte que ela tomou
Glauder: Têm a ver com nossos deuses. Só isso. A Terra só nos exterminará em ultimo caso. Ainda temos tempo pra convergir
Mário: Os deuses deixaram um remédio a mão. Ela tomou, fez efeito. Tem efeito colateral, como um anti-biótico. Diz que uma galáxia tem muito mais estrela que neurônios no cérebro.
Glauder: Somos partículas subatômicas. Estamos nesse nível
Mário: Deve haver algo além da inteligência. Outro nível, que não podemos imaginar.
22:53 Glauder: Imagine uma bactéria. Achas que tem noção que pensas. Pra ela és o universo. Uma coisa. Mais nada.
Mário: Um ambiente
Glauder: Quando ela te come é como nós, felizes, minerando ouro, diamante... As que vivem de boa em nós são as amigas.
Mário: Umas vivem sobre a pele, outras dentro. A Terra é uma melancia.
Glauder: E realmente deve existir o éter, o material que preenche o universo, como a água em nós
Mário: Devem ser essas subpartículas
Glauder: Só que nem notamos
Mário: Como não existe vazio, tem de ter partícula que o sustente
Glauder: Equivalente à água
Mário: Como não sentimos as ondas de rádio e tevê
Glauder: Ou luzes fora do espectro de nossa visão
Mário: Tudo é onda. Vênus pode ter 480 graus fora, mas dentro pode ser igual o dentro daqui. Se chegou como um cometa e foi capturado pelo Sol... Pode ser que tenham tecnologia pra o fazer viajar como uma nave. Talvez fugindo duma estrela moribunda.
Glauder: Ou simplesmente colidiu
Mário: O espaço parece mesmo um ecossistema: Luz solar, poeira cósmica, meteoritos...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Quase nostalgia 2
Da autobiografia não-autorizada de Che Guavira
Só liberada por causa da lei de liberdade de informação
Quando a TV Morena virou Globo passava o seriado Espaço 1999. De repente ficamos sem ele. Aquela série maluca onde a Lua saiu de órbita e ficou vagando no espaço. E com ela uma estação espacial, onde se passa a série. Só faltou contar como ficou a Terra sem a Lua. Se fosse hoje poderíamos entrar com ação por perdas e danos em perder o seriado, os capítulos da novela. Alegar que as crianças sofreram com isso, etc e tal.
Gostava desse, apesar de não gostar de filmes ambientados em rotina marcial, cheios de Pois não, senhor. Sim senhor. Senhor..., e nada de humor, como Jornada nas estrelas (Star trek). Me sinto mais aconchegado com monstros exóticos, planetas misteriosos e sem seres humanos. Nos filmes de ficção científica, terror, sempre fica aquela frustração ao ver a humanidade derrotar o monstro. Sempre torço um pouco pro monstro. Ao menos um empate vai bem.
Mas era uma época quando nem se falava em cidadania, ecologia, bulem, assédio, etc. Idade da pedra mesmo. Mas uma idade da pedra gostosa. Eu não queria ser adolescente hoje. Criança hoje? Deus-me-livre!
Não gostei de ser criança. Ser criança só é maravilhoso em programa infantil (infantilóide, melhor dizendo) picareta, que cultiva o estereótipo da criança. Aquelas canções e programas infantis de fim de ano, onde se decantava o quanto é bom ser criança. Bom o cacete!
Quando se é criança ninguém te respeita. Sai da frente! Não enche! Se tinha de ser respeitoso com os adultos mas não vice-versa. Estás vendo televisão e os adultos começam a conversar alto, interromper. E não podes dar um pio. Ninguém respeita tua opinião, privacidade. E tudo é na base da bronca. Quantas vezes foste humilhado e foste chorar amargurado e tudo ficou por isso mesmo? E ficavas com água na boca de vontade de comprar aquele gibi mas não tinhas dinheiro.
O ensino não era tão ruim quanto hoje mas não havia tudo isso de direito e tal. Cada professora neurótica! A gente ia a tranco e barranco. Depois, recordando, se fica estupefato de ter sobrevivido.
No trânsito nem pensar em direito do pedestre, essas coisas. A gente tinha de sair da frente do carro de qualquer maneira. O pedestre nunca tinha razão e sempre saía perdendo. Me lembro duma propaganda, na tevê, do Opala SS, que hoje seria impensável. Esse opala tinha a traseira inclinada, igual uma Variant. O Opala fazia cavalo-de-pau, cantava pneu, dava guinada de 90 graus feito disco-voador. Era um charme.
Cinto-de-segurança era luxo, capacete de motociclista também. De ciclista, então... Se podia lotar o carro de gente, transportar carga de qualquer jeito. E vivíamos muito bem.
Só o que não mudou é que até hoje os ônibus são lotados até a porta, feito lata de sardinha. Hoje se paga com cartão, se entra na frente (antes era atrás) e não se pode mais ir pendurado na porta, no lado de fora (já fiz isso).
Pois é. Nem tudo mudou. Os saudosistas têm de reconhecer que ônibus lotado não foi extinto!
Zé Gotinha seria frescura. As vacinas era com agulha grossa e depois, muito modernismo, pistola de ar. Uma vez chegou à escola uma equipe de vacinação e fiquei me escondendo. Levei uma dura da vacinadora: Tens 11 anos e ainda com medo de vacinar? Nessa época todo adulto, seja médico ou professor, era sempre tosco e mal-humorado. E assim eram os vacinadores. Nem um sorriso. Pareciam estar ali na marra.

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