2015 - Che Guavira - sítio literário

domingo, 27 de dezembro de 2015

Guei não é bom original em inglês e tradução ao português
 
At last, a practicing psychologist examines homosexuality thoughtfully and logically and speaks out for heterosexuality.
Gay is not good is a superb and timely book. Revolutionary changes are taking place in America’s values. One of the most ominous is the incredible and totally fraudulent view that homosexuality is a normal condition or that it is freely chosen. Doctor Frank M du Mas challenges this gay propaganda with a thorough exposé and analysis of the facts them every possible angle. His result is to completely explode the gay is normal position with the facts and with his clear, logical, scientific analyses.
Doctor du Mas presents relevant data having to do with the psychological, biological and sociological aspects of the condition and in so doing clearly shows that homosexuality is not good, that homosexuality is an abnormal condition of man. He refutes the major inferences made from the Kinsey report, in particular, the Kinsey homosexual-heterosexual scale which has been used by nearly all gay propagandists to support the claim that everyone has a touch (or more) of homosexuality. The spurious comparisons of animal behavior with homosexuality are exposed and refuted.
The book is easily readable and at the same time is an excellent text for the more serious student of the subject. I believe every family and every young adult should own a copy of the book and study it. Our young people need to be protected from gay pressures. No better support for a stance against the gay way can be found than Doctor du Mas’s very, very fine book and the excellent source material he has appended and briefly discussed.
Doctor Harold M Voth
Senior psychiatrist and psychoanalyst
The Menninger foundation
Topeka, Kansas

Enfim: Um psicólogo praticante examina sensata e logicamente a homossexualidade e fala sobre a heterossexualidade.
Guei não é bom é um livro soberbo e oportuno. Mudanças revolucionárias estão acontecendo nos valores da América. Um dos mais nefastos é a incrível e fraudulenta visão da homossexualidade como condição normal ou livre opção. Doutor Frank M du Mas desafia essa propaganda homossexual cuma exposição e análise completas dos fatos sob todos os ângulos possíveis. O resultado rompe a concepção do homossexual como normal, com fatos e análises claras, lógicas e científicas.
Doutor du Mas apresenta dados pertinentes que têm a ver com os aspectos psicológicos, biológicos e sociológicos da condição, demonstrando claramente que a homossexualidade não é boa, que é uma condição humana anormal. Refuta as conclusões principais do relatório Kinsey, especialmente a escala homossexual-heterossexual de Kinsey, usada por quase todos os propagandistas gueis pra apoiar a reivindicação de que todo mundo tem um toque (ou mais) de homossexualidade. As comparações espúrias de comportamento animal com a homossexualidade humana estão expostas e refutadas.
O livro é de fácil leitura e ao mesmo tempo é um texto excelente pro estudante mais sério do assunto. Creio que toda família e todo adulto jovem deveria possuir uma cópia do livro e o deveria estudar. Nossos jovens precisam ser protegidos das pressões homossexuais. Não há apoio melhor pruma demanda contra o movimento guei que doutor du Mas. Livro muito bom e excelente fonte de material reunido e resumido.
Doutor Harold M. Voth
Psiquiatra sênior e psicanalista
Fundação Menninger
Topeca, Cansas

sábado, 19 de dezembro de 2015

Reflexinhos e reflexões
 

Se o pato Donaldo, que é pato, tem pé de pato; Clara de Ovos, que é galinha, tem pé de galinha; por que professor Pardal, que é pardal, tem pé humano?

O zé-carioca chileno Condorito era assim em 1949. Hoje a cara é mais de tartaruga que de condor.

É um fenômeno notável o bico e o focinho encurtarem ao longo das décadas: Pato Donaldo, Condorito, Pica-pau. Só Lobão e Pateta que não.

Nesta paródia a Dom Quixote os nomes estão invertidos. Teria de ser dom Penote e Sancho Ganso.

Margarida se vinga (A)
 Margarida se vinga (B)

Nem parece que é o mesmo cachorro

Por que tem gente que acha chique chamar ingresso de convite?
Ninguém compra convite. Se é comprado é ingresso.

Aqui pentium virou petium

Neste anúncio internético decerto se redige assim: Não perda a oportunidade de se recuperar da perca.
 ● Uma boa coisa que o ófice 2013 fez no word foi o botão que aparece quando se reabre um arquivo, sugerindo ir ao exato ponto do texto onde se parou na vez anterior.
Mas no windows 10 o recurso de pesquisa de palavra-chave no disco rígido está misturada com busca internética e simplesmente não funciona.
● A prefeitura falida? Mas como?! Não gasta em manutenção e arrecada tanto! Na briguinha palaciana a estilo medieval só falta banquete com envenenamento. Quem paga o pato é o povo, pois em briga de elefante quem sofre é o gramado. Foram interrompidas a tapagem de buraco, a coleta de lixo e a iluminação pública. Pensei que a emissão de IPTU também estaria sem condição de fazer…
● Comprei o livro Histórias de madame ZZ, de Adão Júnior, edição 1928. Pesquisando na internete constatei que Adão Júnior era pseudônimo de Millôr Fernandes. Mas é claro que o autor do livro de 1928 é outro Adão, pois Millôr nasceu em 1923.
● Saiu a edição de 40 anos de sir Lock Holmes, uma das personagens disney parodiando Sherlock Holmes. Enredos muito fracos. A personagem é insossa, cuja graça consiste apenas em tocar violino desafinado. E depois aquele anacronismo pra lá de esquisito de Míquei ser seu doutor Watson. Das personagens disney que conheço, até agora é a única que não gostei. Espero que o outro cherloque, Berloque Gomes, seja bem melhor.
●  No trânsito Lima não tem essa de fazer como aqui, onde o pessoal, por saber ter preferência, em vez de atravessar a rua logo, fica desfilando. Se bem que tem umas que podem desfilar, desfilar no sentido contrário e desfilar de novo, que não tem problema.
● Vendo vídeos de grupos musicais dos anos 1970 algo me chama a atenção: Não se vê gordo nem magreza normal. Mais que magros, são esquálidos!
Podes pesquisar tudo quanto é vídeo dos grupos da época nos iutubos da vida. Tudo magrela. Parece que se andar na rua o vento leva. Naquela época gordo era exceção.
● Num artigo disseram que fulana tem beleza apolínea. Mas apolíneo vem de Apolo, da mitologia grega, belo como Apolo. Fulana pode ter beleza minérvica, afrodítica, mas apolínea só se for como as musas carnavalescas musculosas de hoje: Anabolizadas, siliconadas e fotoxopadas.
Parece aquela vez que FHC, Fernandinho garboso, disse que os que o acusavam não passavam de cassandras. Mas Cassandra, na mitologia grega, foi punida ganhando o dom da profecia mas que ninguém acreditaria nas previsões.
Se os acusadores são cassandras, o que dizem é verdade mas ninguém acreditará.
!
Uma das definições de paço:
Demos um paço fundamental para implantar tecnologia no Brasil
Que pérola!

Aqui Frankenstein virou Frankestein
Frankestein [sic], el vampiro y compañía - México, 1961


 Esta pensei que era gafe mas não é
Doutor Silvana em inglês é doctor Sivana

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Olha o Loveca de novo aí!, gente
Terceira edição de O mundo fantástico de HP Lovecraft e lançamento de O mundo sombrio, estórias dos mitos de Ctulhu, de Robert E Howard, continuador da obra do Loveca
Prorrogada até 31 de dezembro a aquisição dos livros
Se pode baixar a amostra-grátis, um conto do livro de Howard

domingo, 13 de dezembro de 2015

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

A personagem tio Patinhas foi tirada (pobre plagia, classe média copia, rico se baseia) do conto de Carlos Dickens A Christmas carol, com vários títulos em português: O cântico de Natal, Conto de Natal, O natal do avarento, Três espíritos do Natal, O natal de senhor Scrooge, etc.
Outras personagens tiveram origem noutras: Super-pato (nome infeliz, pois o adequado é como no castelhano Patomas) em Fantomas. Professor Pardal no Arquimedes da antiga Grécia, Super-pateta em Super-homem, Morcego-vermelho em Batman, sir Lock Holmes e Berloque Gomes em Sherlock Holmes, agente 00-Zéro em 007, sua parceira Pata Hari em Mata Hari, Míquei nalgum detetive…

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Escaneio original. Não foi fotoxopado. As páginas não foram branqueadas.
O escaneio não é dum gibi original, mas duma cópia xerox [xérox é pronúncia em língua inglesa] que comprei dum colecionador. Só as capas são cópia colorida. Por isso as potenciais páginas coloridas estão em tom-de-cinza e com qualidade gráfica diminuída.
Infelizmente a qualidade dos enredos não é grande coisa, apesar de ser edição natalina.
O bizarro ficou por conta da princesa zulu que tem a cara de Rita Rayworth mas que se revela como princesa indiana. É de lascar!
A voz dos sinos, republicada como Os carrilhões ou O carrilhão, conto de Carlos Dickens
Ver crítica minuciosa sobre as edições brasileiras em
Eis a transcrição, que datilografei, pois a má qualidade da imagem não permite conversão OCR, do conto de Carlos Dickens:
A voz dos sinos (Os carrilhões)

Ótima edição. Uma verdadeira relíquia. Obrigado, pessoal.
Sobre o personagem RADAR (O POLICIAL INTERNACIONAL):
A estória foi publicada originalmente na revista MASTER COMICS #53, em 1944, pela editora Fawcett.
A trama gira em torno de nazistas tentando provocar um levante na África do Sul fazendo os povos bôeres e zulus se unirem contra os ingleses.
Algumas traduções dadas:
# Princesa Dwina para Princesa Lina;
# Marchmont Q. Featherstone (disfarce do herói) para Benjamin Stone.
A notificação que o herói recebe da missão, no original é assinada por The Big Four (possivelmente seu superior).
Curioso também é o termo de tratamento local usado aqui, mynheer, um equivalente a senhor. Sem falar no último quadrinho da estória que foi deixado a tradução de lado para encaixar um Feliz natal.


domingo, 1 de novembro de 2015

Correção:
cedido por Jorge Cavalcanti, substitui O guri 145 (postado anteriormente) com capa e numeração incorretas e incompleto (falha minha)
Joanco
As páginas 163 a 166 em duplicidade porque o clareamento deixou o texto muito esmaecido. Por isso deixei o original junto. (corrigida numeração errada)
Che Guavira

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Dã!?
Invasão alienígena parece improvável
Cientistas publicaram dados sobre a existência de civilizações extraterrenas em 93 galáxias
Astrônomos do instituto de radioastronomia da Holanda, Astron, investigaram 93 galáxias e publicaram os mais recentes dados sobre existir ali vida extraterrena avançada.
As potenciais civilizações avançadas aproveitariam energia em escala galática. As chamadas civilizações kardashev, tipo 3, cuja atividade geraria calor residual que os novos telescópios podem detetar.
Mas as 93 galáxias observadas pelo Astron mostram que tais civilizações avançadas seriam, com esse parâmetro, inexistentes ou muito raras no universo local.
Michael Garrett, diretor científico do Astron, disse:
Durmamos tranqüilos, pois uma invasão alienígena parece improvável.
Mas continua procurando galáxias candidatas, pois garantiu que alguns desses sistemas exigem estudo mais aprofundado.
A galáxia mais próxima está a 163 mil anos-luz. A mais distante até agora conhecida está a 13,8 bilhões de anos-luz.
Tudo o que vemos no espaço é visão do passado. O que vemos da galáxia mais próxima não é o presente mas o que ocorreu há 163 mil anos, pois sua imagem, viajando à velocidade da luz, só chega até nós depois desse intervalo.
Portanto astrônomo está mais pra arqueólogo que pra geólogo.
Jacques Bergier, em seu livro As fronteiras do possível, diferenciando o que se pode realizar com avanço tecnológico e o impossível, afirmou que civilização galática é impossível.
Deixemos essas tolices de civilizações galáticas pros livros e gibis de ficção-científica juvenis.
A conclusão do artigo acima não faz sentido. O máximo que poderíamos extrair é ver um passado remoto, como se num videoteipe, e aprender com isso, estudar esse passado, o imitando. Mas interação é impossível.
O que nos leva a pensar na ignorância científica de buscar vida consciente em sistemas semelhantes às condições terrenas. Mas os deuses, os heloim da Bíblia, segundo as tabuletas sumérias, são dum planeta orbitando uma estrela anã-marrom. E os titãs, Lúcifer da Bíblia, que fundaram a Suméria e o Egito, viriam dum planeta aquático orbitando a tremendamente brilhante estrela Sírio, nada parecida ao Sol.
O dogma científico de que a o desenvolvimento inteligência tem como premissa básica mãos pra escrever e forjar e a observação das estrelas é uma falácia, afirmação gratuita.
Assim como inventam teorias bobas de escravos rolando pedra em rolos de madeira, pra construir a grande pirâmide, ou trogloditas simiescos morando em caverna, gritando Uga uga! fugindo de dinossauros e arrastando a namorada no cabelo após a nocautear a paulada.
Em 2012 expliquei, numa tese em forma de conto, o que teria causado a extinção dos dinossauros:
Ontem o seguinte artigo:
Espero que cientistas parem de teorizar bobagens tipo O dinos tinham vários corações, pra explicar o fluxo sanguíneo em animais tão grandes.
Autores do realismo fantástico francês já sabiam disso. Só cientistas tipo B se aferram ao dogma de que a gravidade é constante ao longo das eras.
Infelizmente predominam os cientistas tipo B, conforme classificou Carl Sagan, que aventam até o absurdo pra defender seus dogmas. Um amigo, que se mestrou na universidade, disse sobre sua insatisfação em ficar no meio de cientistas, gente vaidosa e invejosa, mais ligada ao ego que à natureza.
É por isso que fica aquela coisa de Plutão é planeta, não é planeta. Vêem tudo como um clube esnobe. Essa coisa de clubinho de planeta, tão pueril, não parece digna de cientista e sim de madame novorrico colunista social tirando a bola preta.
Meses atrás um artigo sobre a teoria dum físico, de que um buraco negro abre um novo universo. Que o bigbangue consiste na entrada de matéria transformada em energia torrencial gerando os raios cósmicos.
Isso sempre me pareceu óbvio.
Só muito depois, quando as estrelas se formaram, o hidrogênio, único elemento, se transformou na miríade de elementos que conhecemos, no infernal cadinho estelar. Por isso a frase Somos poeira de estrelas.
Minha idéia é de que o buraco-negro perfura a quarta dimensão do espaço, o deformando, pra abrir um novo universo tridimensional.
Façamos uma analogia. Imaginemos um universo bidimensional. Um disco cedê, simbolizando esse universo 2D, sobre uma película esticada de balão de látex. Só existe comprimento e largura. O buraco do cedê é o buraco-negro porque as moléculas se atraíram tanto e atraíram mais matéria, que o cedê se reduziu a um superpesado anel fino em torno do buraco. O peso dessa matéria afundou a película, que formou um saco contendo outro cedê, que é a matéria que caiu ali, moída. A luz jorra do cedê de cima ao de baixo. O quê aconteceu? O peso do cedê original deformou a película, que formou um saco contendo o cedê de baixo, que continua sendo bidimensional. O cedê original se deslocou na terceira dimensão do espaço, a altura.
Dicionário Disse-o-Mário
● Antes da tevê ser colorida era:
Quem disse preto-e-branco errou. A resposta é tons-de-cinza.
● Quantas letras tem a palavra baú?
2 letras, porque ú é caractere especial
● Qual o país mais populoso do mundo?
Holanda, porque o mais populoso é o que tem mais habitante por metro quadrado
● O pessoal fala muito em cinema 3D. Mas aquilo é mesmo tridimensional?
Claro que não! É só um simulacro, ilusão ótica. Não é 3D, apenas simula. Uma tela 3D teria de ser um cubo de vidro, cuja imagem poderíamos olhar em volta, encima, embaixo, de modo que os pontos de luz que formam a imagem sejam distribuídos no espaço, em vez de no plano como na tela que conhecemos. Essa tecnologia ainda não existe.
● Qual o país sul-americano cujo nome foi tomado duma ave?
Segundo uma das controversas etimologias o nome Chile viria duma ave. O bicho peru (pavo em castellano e turkey em inglês) aqui se chama assim porque chegou via Peru, trazido da Flórida, local de origem.
● Mesmo autores de ficção-científica têm idéia vaga, confusa ou estereotipada quanto ao vocábulo quarta dimensão, a confundindo com universo paralelo, e afirmando que o tempo é a quarta dimensão. Se propôs equacionar o espaço-tempo considerando o tempo uma quarta dimensão do espaço, como comodidade, pra facilitar o cálculo. Mas o tempo é uma grandeza, como o espaço. Não é a quarta dimensão do espaço, o que seria absurdo. Percebemos três dimensões espaciais (altura, largura, comprimento) e uma de tempo. Quando se diz quarta dimensão, se refere à quarta dimensão espacial, que não conseguimos imaginar, apenas equacionar. Ainda não vi alguém postular as dimensões temporais. Pode ser que pra se chegar a um universo paralelo se tenha de passar na quarta dimensão espacial, mas esse universo paralelo seria tridimensional como o nosso. No caso seguinte, se a menina fosse da quarta dimensão não teria aparência tridimensional como nós e uma parte sua nos seria invisível.
● Outro lugar-comum é a idéia de que o humano descende do macaco. Nunca se afirmou isso, e sim que humano e macaco têm um ancestral comum. Humano e macaco são contemporâneos. Pai e filho não podem ter a mesma idade.
● A palavra fiat pertence a qual idioma?
Fiat lux significa Se faça a luz, em latim. FIAT é sigla de Fabbrica Italiana Automobili Torino (Fábrica Italiana Automobilística de Turim), trocadilho com a palavra latina.
● O vocábulo japonês camicase:
Não significa aviador suicida mas vento divino, pois um vendaval salvou duas vezes o Japão contra invasão, destruindo a frota mongol. Os aviadores suicidas se denominaram assim por ter objetivo de evitar mais uma invasão.
● Se tem quem adivinha o futuro, por que não acerta na loteria?
Porque eventos interativos mudam quando previstos. Por exemplo: Se a loteria é manipulada, de modo que só sejam sorteados números que não foram jogados, o adivinho acerta, mas ao ser jogado o resultado que sairia é mudado. Se ninguém jogar, o resultado se confirma.
É por isso que a magia tem de ser secreta. Quando banalizada se dilui. É como o inconsciente, que procura uma meta, realizar um desejo da pessoa. Se ela deseja muitas coisas, a meta se dilui, e a probabilidade de realização cai.
● Dizem que na Terra tem mais água que terra, pois os oceanos se espalham em 70% da superfície. Mas no fundo de todo oceano não tem terra? No fundo a terra cobre 100%.
● Por que não fazem avião com o material da caixa-preta?
Porque assim passagem seria muito caro


— Baixei o filme América 3000. No futuro remoto o mundo é dominado pelas mulheres.
— Oba! Adoro filme de terror.


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Suplemento-revista dominical de El espectador, Bogotá
faltam páginas 15 e 16
— …cheguei meio-dia e meio, professor.
Meio-dia e meia! Meio-dia e meio é um dia inteiro.
— Então se deve dizer meia-noite e meio? Porque meia-noite e meia é uma noite inteira!
A questão é que a forma de expressão se baseia numa regra erudita mas a forma de construção é matematicamente precária. É construção convencional, popular, informal mas equivocada.
Não digo que tenhamos de ser matematicamente precisos ao formular uma frase, mas que quem postula como correta uma expressão pode estar equivocado, e que o considerado correto nem sempre é tão correto assim.
Já dissequei essa lógica no famigerado caso de modismo em torno de entrega a domicílio e outros.
Quando dizemos 1 hora e meia, o termo meia se refere a hora. 1 hora mais meia hora, porque a referência é hora. A forma rigorosamente correta é uma e meia hora: 1,5h em notação decimal, ou 1:30h em notação hexadecimal, já que a métrica horária não é decimal.
1 milhão e meio de reais é 1 milhão de reais e 50 centavos porque o parâmetro é a moeda chamada real: 1 milhão mais meio real. 1 milhão e 500 mil reais é 1 e meio milhão de reais (1,5 milhão de reais): R$1.500.000,00.
Na expressão meio-dia e meia, por exemplo, a construção é dúbia. O parâmetro é dia mas o meia se refere a hora. Caso se queira ser rigorosamente exato: Doze horas e meia (Melhor doze e meia horas), pra meio-dia e meio, e zero hora e meia (zero e meia horas), pra meia-noite e meia.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Conversaciones reales con el otro mundo
La niña de la cuarta dimensión
Los misterios del sexto continente
El asesino vive nel siglo 22 ● cuento
Invasión mundial de extraterrenos
En esta obscura edición española, ediciones Freelive, Barcelona, 1ª edición, 07.2003, cuatro tesis de realismo fantástico y un cuento de ciencia-ficción

Tradução de Che Guavira
Diálogos reais com o outro mundo
A menina da quarta dimensão
Os mistérios do sexto continente
O assassino vive no século 22 conto
Invasão mundial de extraterrenos
Nesta obscura edição espanhola, ediciones Freelive, Barcelona, 1ª edição, 07.2003, quatro teses de realismo fantástico e um conto de ficção-científica

domingo, 4 de outubro de 2015

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Escaneado por Joanco dum exemplar cedido pelo colecionador Jorge Cavalcanti
Obrigado a Jorge, nosso novo colaborador

Comentário de Nabil
A estória que ilustra a capa dessa edição de O GURI foi publicada originalmente em CAPTAIN AMERICA COMICS #62, em 1947.

Vemos uma apresentação de ciganos como distração enquanto um crime ocorre e temos ainda uma revelação no final sobre a filha do chefe cigano.

Nas "versões dadas" pela editora temos:
- de "Escola Lee" (Lee School) para "Escola Real".
- de "Senhora Thorndyke" para "Senhora de Silva".
- de "FBI" para "polícia secreta".
 Obrigado Joanco, Che Guavira e Jorge Cavalcanti pela oportunidade de ler esse clássico dos quadrinhos.

Publicado originalmente em MARY MARVEL #09, em 1947, o enredo que envolve o aniversário da heroína e também de seu alter-ego apresenta alguns personagens obscuros que ganharam nomes curiosos na tradução:

- O garoto "Creighton Tinkerman" virou "Paulinho".
- O criminoso "Uncle Blacky'' (que usa um traje similar ao do Adão Negro) virou "Tio Negro".
- A garota "Freckles Marvel" virou "Sardenta Marvel".
 Há uma organização mencionada como "Companhia Crime" (do original "Crime inc.") assim como a "Companhia Shazam" (do original "Shazam inc.").
 Curioso também é que logo na primeira página da trama tem um desenho ilustrativo com vários personagens juntos de Mary Marvel que está assoprando as velhinhas de seu bolo de aniversário. Três desses personagens não estão na estória.

Publicado originalmente em MASTER COMICS #42, em 1943, temos aqui BALBO O GAROTO MÁGICO que investiga um conhecido criminoso que troca notas de dinheiro verdadeiras por outras de menor valor.
 Fatos Curiosos:
 - O garoto faz surgir duas bandeiras sendo uma dos Estados Unidos e outra da Inglaterra. A "versão nacional" coloca bandeiras do nosso país no lugar. Nessa mesma cena o jovem teria dito que são "símbolos mágicos que derrotarão as forças do Eixo". O que foi traduzido nem fala que estamos lutando contra os nazistas e cia.
 - Trocar valores monetários estrangeiros por nacionais na tradução é (ou era) até comum. Mas parece que aqui o criminoso trocava uma nota de dólar por 10 (dez) centavos da moeda no original. Na tradução ficou nota por nota.
 - O homem que tenta pegar o criminoso na edição trabalha para o Departamento do Tesouro. A tradução ficou só em "policial".
Outras traduções:
 - O criminoso "Slick Ace" Walsh ficou só como "Slick Ace".
- "Sharkey", o capanga do criminoso, virou "Toni".

- "John Smith", o amigo do garoto mágico, ficou só como "João".

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Suplemento-revista dominical de El espectador, Bogotá

Crônicas limenhas 3
Da autobiografia não autorizada de Che Guavira
As escadarias à praia ● A demonização da coca e do baralho Água suja Minha aventura ciclística Um mar de museus Santos que foram deuses Submarino real e fictício Brasília, o grande erro Tristeza! Cada capital com seus malucos
A partir da Ricardo Palma dois estirões vão direto à praia: A José Pardo, que desemboca numa escadaria pronta, e a José Pardo, cuja escadaria, difícil de achar, fica na altura da ponte de Vilhena, num acesso estreito e com muitos trechos em obra. Tem que ter fôlego pra encarar principalmente a subida. Dei muita volta pra achar. Tinha até um grupo de turista na mesma situação. Com gesto indiquei a entrada.
— Speak english?
— Nou. Nou ispique.
Na primeira descida fui ao restaurante Rosa náutica, construído encima dum recife, com vista panorâmica. Um grupo de japoneses fotografando os pássaros marinhos de bico vermelho, alguma espécie de fragata. Muito surfista mas quase nenhum banhista. O garção disse que se toma banho, mas com algum calçado, como sandália, porque tem pedra cortante.
Ao lado do restaurante uma lojinha vendendo licor, café em pó, chocolate, folha de coca. Comprei um pacote de folha de coca e uma garrafinha de licor de coca.
Masquei muita folha de coca e só o que senti foi um pouco de adormecimento no palato, como se fosse menta. Decerto pra ter efeito palpável tem de mascar o dia inteiro, como fazem trabalhadores rurais.
Não sei por quê essa demonização da coca que tem aqui. Afinal de qualquer coisa se pode fazer droga. Até xarope pode ser usado como droga, ou cheirar cola. Deve ser o preconceito gerado pelo estereótipo.
Uma vez tivemos um ponto facultativo no serviço. Aqueles feriados emendados que ficam meio feriado meio não. O pessoal jogava muito bozó. Alguém levou baralho. De repente a chefe irrompeu com aquela expressão de pavor histérico tipo filme de drácula, Não, não vás ao castelo!, e mandou guardar, porque é proibido, patati-patatá.
Só porque é baralho. Ou seja: Puro preconceito.
Com a sem-graça coca acontece o mesmo.
No dia seguinte voltei à praia com idéia de entrar na água, mesmo fria. Aqueles calhaus redondos e grandes no lugar da areia já é desconfortável de pisar. Mais a incerteza das pedras a diante e a onda arrebentando forte na areia. Mas foi só a onda bater nas coxas, molhando a bermuda e deixando um cheiro horroroso de mar sujo, pra desistir de vez da idéia maluca de entrar na água.
E os surfistas? Sei-lá! Deve ser alguma subespécie adaptada ou um bando de malucos que não se importam com a saúde. Definitivamente: Ter muita gente na água não é recomendação de banho.
A avenida beira-mar de Lima fica no alto do morro. Lindas calçadas e muros de pedra. Uma paisagem deslumbrante sob um céu venusiano. Se é uma parte onde Lima é bonita, é ali. E põe beleza nisso!
Nas sinuosas calçadas muitos corredores, bicicletas e pedestres. A gente tem de estar atento pra não atrapalhar a passagem dos corredores e ciclistas. Ali parece não haver a impaciência e irritação do trânsito. Todos convivem harmoniosamente.
Numa barraca tinha bicicleta pra alugar. 20 sóis por hora. Peguei uma, pra matar a saudade de andar de bicicleta, pois em Campo Grande não dá, com asfalto tão ruim machuca todo o sentador, e como a cidade não é plana nem os motoristas bem-educados…
Os telejornais sempre falaram muito nisso de usar bicicleta, mas se esquecem de que só é viável em cidade plana, a não ser que seja motorizada.
Frente ao mar, peguei a direção esquerda. Enquanto estava plano, maravilha. Mas na ponta fui descendo o morro em espiral, descida bem acentuada, precisando frear a todo momento. A ciclovia terminou numa rodovia sem acostamento. Então voltei a pé, empurrando a bicicleta, pois só o Super-homem pra subir nela.
O locador disse que mais abaixo na rodovia a ciclovia continua. Melhor não responder, pra não xingar o cara.
Poderia continuar, nessa vez indo ao lado direito, mas preferi entregar o veículo. Foi a decisão mais acertada, pois dali procurei a descida ao restaurante Rosa náutica, e a bicicleta seria um estorvo, pois só tem descida em escada e a bicicleta não tem roda quadrada.
Quando desci o morro em bicicleta toda a lateral era avenida, desembocando na rodovia. O barulho era intenso, e quanto mais baixava mais forte o cheiro de escapamento automobilístico. Os corredores mais radicais subiam e desciam ali. Fiquei pensando no quê aqueles corredores teriam na cabeça, pois se correm na ilusão de que isso é saúde, na verdade conseguem o contrário, pois correndo absorvem muito mais poluição do que respirando andando. Correr na beira-mar ainda vá, mas ali, junto aos carros! Tem cada maluquice neste mundo!
Quase todo museu funciona assim: Se paga a entrada e no fim se dá uma gorjeta espontânea ao guia.
O museu Larco é especializado em estatuetas e recipientes de cerâmica. Tem uma seção de estatuetas eróticas, bem estilizado. Tem uma sala com imensas prateleiras até o teto, com as peças sobrantes, que não foram expostas. É um dos raros museus que deixa acessível ao visitante o excesso de contingente.
O museu do Exército é num forte meio acastelado, com ameia e tudo, de frente ao mar. Tem uma coleção de tanques da segunda guerra mundial, da qual o Peru não participou porque estava em guerra contra o Equador. Foi ali que contou sobre os ramos dobrados em luto pelas províncias perdidas. O Equador também deve ter seus ramos dobrados…
No museu da Catedral um percurso em todo o recinto, com muita pintura e escultura. Ali um mexicano, diante da estátua da virgem, perguntou se seria um caso duma deusa transformada em santa, como ocorreu em sua cidade natal. Eu disse que é um fenômeno corriqueiro, que muitos deuses viraram santo, como, por exemplo, uma (tem mais de uma) santa Brígida, que nada mais é que a deusa Brigite santificada. Que até tem um livro que fala só sobre o assunto, Os santos pagãos - deuses ontem, santos hoje, de Juan G Atienza. O guia ficou muito interessado em adquirir o livro.
Um muito interessante é o museu do Submarino, que é um submarino mesmo. Eu era o único visitante no momento. Eu e o guia subimos no cais e descemos uma escada estreita, metálica, no alto do submarino.
Esse submarino é ianque dos anos 1950, da época do seriado Viagem ao fundo do mar.
Eu disse ao guia que seria interessante fazer uma tese comparando o submarino verdadeiro com o da série televisiva. Mostrar o que tem de inverossímil e ou fantasioso na série, etc. Um vídeo assim seria muito bacana.
O submarino verdadeiro tem espaço muito estreito. Mal dá pra andar ali. Todo espaço é aproveitado ao máximo. As mesas e camas são dobráveis. Até a pia pra lavar o rosto, escovar os dentes e fazer a barba é retrátil e dobrável. Tudo muito engenhoso. A passagem é muito estreita em toda parte. Onde tem as camas, retráteis, quase não dá pra passar quando estão armadas. Um setor, na dianteira, antes da sala de máquina, tem cheiro de mofo. É incrível a quantidade de medidores: Cronômetros, velocímetros e um sem-fim de ômetros. É aparelho a todo lado. No final se simula alarme de incêndio, tocando o alarme e papel laminado simulando fogo. Bonecos manequim exemplificam como dorme um oficial e o pessoal da cozinha. Tem torpedo na popa e na proa.
No submarino da vida real não tem espaço pra tantas peripécias, com luta, correria e até sabotador fugindo na tubulação de ar condicionado! Bom… Na série o submarino é futurista, o Seaview (Vista marinha), que eu sempre entendia Sibil, meio inspirado (classe alta plagia, classe média copia, rico se inspira) no Nautilus de 20.000 léguas submarinas, de Júlio Verne.
A volta foi um pouco atribulada. A pressão no avião fez o catarro do resfriado ir aos ouvidos, por isso não ouvia minha voz nem o tique-taque do relógio de pulso. Como na conexão em Guarulhos a saída seria em Congonhas, perdi o vôo. O seguinte era via Brasília, com espera da manhã à tarde. Então telefonei a minha tia Cecília, em cuja casa morei quando criança em 1971 e 1972, e fui pertardar (pernoitar na tarde) lá.
Titia lamentava eu não me formar nem me casar. Eu dizia que hoje tem faculdade a todo lado, até curso de uma vez por semana, até na internete. Todo mundo é formado. De modo que não é mais uma elite. Esse prestígio todo do diploma é coisa de quando se amarrava cachorro com lingüiça e paraguaio com tabaco. E que a gente se casa quando cresce. Como ainda não cheguei a 1,80m…
Brasília está muito diferente daquela época. Não sei se era o resfriado que me deixava enjoado ou se a cidade é ainda mais tumular que Campo Grande. Muito mais árvores, os imensos gramados, os blocos de apartamento. Ali tenho as mais belas lembranças da infância. O número de telefone na época, nunca esqueci, 43-0863.
O que estranhei é não ver as crianças brincando. Eu andava a pé e de bicicleta a todo lado. Tio Benedito proibia sair da quadra, pois era perigoso atravessar a avenida, mas como eu tinha uma paixãozinha na escola, que eu achava que morava na 207, de vez em quando dava uma fugidinha, mas nunca a vi. Nos fins de tarde era uma barulheira infernal, pois no prédio ao lado em frente tinha uma ladeira acentuada onde a molecada descia em carrinho de rolemã, muito em voga na época. Nunca me atrevi a tanto. Minha bicicletinha já me satisfazia.
Estranhei ter muita planta de jardim no gramado, coisa inexistente na época. Mas o que me entristeceu foi uma placa, bem no meio do gramado: Proibido animais no gramado. Ninguém ali, seja passeando ou brincando. Nenhum grupo. Só esparsos e esporádicos idosos andando sozinhos.
E o pior era que o gramado nem era tão cuidado, tão de ouro assim. Em muitas partes pelado, aparecendo a terra.
Tem maluco que corre e maluco que põe placa. Cada capital com seus malucos.
Que espécie de retardado mental mandou pôr aquela placa ali? Os animais brincarão onde? Na calçada? No asfalto? O mesmo tipo de retardado que proíbe entrada de bermuda, de empregado no elevador social, etc. Uma doença, uma praga.
No calçadão litorâneo de Lima estava sempre repleto de gente. Crianças famílias, estudantes, andando nas trilhas, a pé, de bicicleta, correndo, crianças e jovens brincando nos vastos gramados, até um encontro de criadores de cães de pedigri trocando nos gramados, com os cães correndo a todo lado.
E em Brasília uma placa daquelas. Que tristeza!
O centro-oeste brasileiro dá a mesma impressão de faroeste, de centro-oeste ianque, de deserto, de aridez, solidão e estagnação. Deve ser mesmo um fenômeno geológico influindo na psique. Vejam como a Ásia central é estagnada.
Por favor, enterrem essa bobagem que é Brasília ou a deixem como uma espécie de chernobil. Brasília é uma urucubaca. A maior trapalhada que o Brasil cometeu. Construída em área insalubre, muito seca, onde as aulas chegam a ser suspensas por causa da baixa umidade aérea, cuja construção, baseada em profecias supersticiosas e maluquices maçônicas, feita por um arquiteto brega e simplório, levou o país à bancarrota e enriqueceu Juscelino. Restaure o Rio de Janeiro à condição de capital nacional, coisa que nunca lhe deveria ser tirada, ainda menos com aquele argumento fajuto de que capital litorânea seria facilmente atacada. Atacada por quem? Então teríamos de fazer uma capital subterrânea, Subrasília, pois existe míssil!
Os primos estavam preparando uma festa junina praquela noite na casa de primo Preto. Prima Estela chegou com arroz-doce. Tive de encarar umas colheradas daquilo, ante aquela frase Eu que fiz!
Duas coisas que me dão mais ojeriza que cebola crua: Arroz-doce e café-com-leite. Já experimentei o tal arroz-com-leite, pra ter certeza de que não é só porque o anterior não estava bem feito. Não tem jeito. O treco não fica bom nem com pimenta. Café já não é muito atraente pra mim, com leite, então, ai! Eu tinha de tomar aquilo toda manhã antes de ir à escola. Aquele treco açucarado me embrulhava o estômago e embrulha até hoje. Só quando passei mal fui liberado de ter de tomar.

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