- Che Guavira - sítio literário

terça-feira, 17 de março de 2015

Histórias e estórias
Em nossa era onde tudo é falsificado, inclusive história e tradição, as lendas são encaradas como invenção, fantasia.
Quando uma idéia ou informação se propaga como crença, e é falsa, se diz É mito, É lenda, É conto ou É conto-do-vigário. Mas lenda e mito não são necessariamente ficção. Gênero narrativo não está condicionado a ser verdade ou mentira.
Mesmo cientistas derrapam em seu método rigoroso e encaram as lendas no ponto de vista aqui-agora, mais presumindo que estudando. Por isso as lendas doutra era, com gente com outra mentalidade e outra necessidade são encaixadas em nossos parâmetros.
Alguns paleontólogos e arqueólogos reclamaram da mania dos colegas a todo objeto antigo atribuir característica de culto ou magia.
Antes da descoberta da radiatividade era inexplicável o funcionamento do Sol e das outras estrelas. Portanto a narrativa no Ramaiana, sobre uma flecha com o brilho de mil sóis era considerada fantasia.
A lavagem cerebral é tão consistente, que mesmo pessoas cultas tomam as lendas no sentido literal, quando deveriam ver alegoria.
Quando os deuses dos gregos, os heloim da Bíblia, criaram o ser humano pra trabalhar nas minas o fizeram com manipulação genética. Sendo híbrido: Gene dos primatas africanos com o gene divino, era estéril. Como era pra trabalho de mineração os primeiros eram homens. Como os deuses roubavam os humanos dos rivais, porque eram poucos, decidiram mudar o gene pra o tornar reprodutível. Então criaram as primeiras mulheres.
Por isso na lenda conta o que parece absurdo: O macho antes da fêmea, sendo que todo organismo primitivo é basicamente feminino. O macho é uma evolução.
Mas na Bíblia o macho foi criado antes. Inverteram o fato por machismo? Não, porque o ser humano não é produto da evolução. É uma exceção, um híbrido.
Imaginemos um povo da antigüidade, quase na idade da pedra, com vida pastoril, praticamente sem tecnologia e sem escrita. Como guardar um evento marcante, importante como o dilúvio, a torre de babel ou a criação do primeiro ser humano em tradição oral?
Com técnica de memorização.
A técnica de memorização ensina que pra algo não ser esquecido basta imaginar num contexto fantástico. Por exemplo: Pra se memorizar uma lista com pares de objetos basta fazer isso pra cada par. Assim pro par casa–cabelo se pode imaginar uma casa cujo telhado é uma cabeleira, se penteando. A técnica se baseia no fato de que o cérebro descarta tudo o que é banal, cotidiano, familiar, e guarda o insólito porque tudo o que foge do normal pode representar perigo. Então pra não esquecer algo basta associar a algo chocante, espantoso, absurdo, anormal. Não esquecer que o número da casa é 267? Imaginar duas meias pintando o sete.
Assim são as lendas, paradoxalmente frisando o fantástico pra memorizar o real. Por isso são cheias de bizarro, insólito, surreal.
Por isso o evento histórico dos gregos se infiltrarem entre os troianos com navio guerreiro disfarçado de navio mercante aparece na lenda como um cavalo de madeira com guerreiros escondidos dentro. Convenhamos: Os troianos não eram retardados mentais a ponto de recolher um objeto gigante suspeito de estar cheio de inimigos dentro. Mas como a história é sempre contada pelo vencedor, os troianos não puderam contestar.
Na tradição oral, ainda mais se for em forma de poema, não se pode detalhar muito. Por isso simplificação. O conto fica sintético, compacto, resumido.
Em vez de dois povos temos duas pessoas: Adão e Eva.
Não faz sentido um casal se reproduzir e dar origem à humanidade. Já nas primeiras gerações daria consangüinidade. Pior se tiveram só dois filhos machos. Pior ainda se só sobrou um. Com quem se casou?, se eram os primeiros humanos?
É óbvio que a lenda de Adão e Eva é uma alegoria. Os antigos preservaram o que puderam, na esperança que os humanos futuros saberiam ler nas entrelinhas. Não imaginaram que milhões de estúpidos acreditariam literalmente na lenda.
Como muitos que levam a sério uma sátira...
Quando os humanos, instruídos pelos titãs, criaram um foguete, os deuses, querendo manter a humanidade servil, sabotou o projeto. Então, poeticamente, a lenda fala que os humanos, ensoberbados (pois a Bíblia é partidária dos deuses) começaram a construir uma torre que chegasse ao céu. A sabotagem (tal qual os ianques infiltrando um sabotador pra fazer explodir a base de Alcântara, no Maranhão) poeticamente foi contada como uma confusão de idiomas que deu origem à diversidade idiomática no mundo.
Outro fator é que o povo inculto, de tradição oral, conta um evento, que mal compreende, com analogia a coisas que conhece. Não sabendo o que é foguete, coisa de seu passado distante ou te alienígenas superiores, fala em torre.
Assim Ezequiel, vendo um módulo de pouso, o descrevia como podia: Um querubim, com rodas dentro de rodas, que girava totalmente ao lado que ia ao mudar de direção, etc.
Quando um planetóide se aproximava, o meteoro da Carolina, que há 11 mil anos causou o mais recente dilúvio, a facção divina que queria eliminar a humanidade não avisou os humanos. Só se salvou uma elite, recolhendo o material genético de seu rebanho, fugindo numa espaçonave e voltando quando tudo se acalmou.
Milênios depois, como o evento seria contado por um povo sem tecnologia? Um humano escolhido foi avisado pra construir uma arca e embarcar nela um casal de cada espécie, pra repovoar o mundo.
Longe e ser uma chuva de 40 dias e 40 noites, o que pode parecer muito pro oriente próximo mas há lugares onde chove muito mais que isso e não se inunda, o dilúvio foi um cataclismo mundial. Ler O fim da Atlântida, de Otto Muck (independente de Atlântida ser verdade ou fantasia). A onda de choque da chegada do planetóide foi suficiente pra matar os que estavam num raio de milhares de quilômetros do ponto de impacto. Terremotos gigantescos e vagalhões que atingiam o cume do Himalaia. Nada a ver com a imagem estereotipada e pueril dos filmes onde um navio de madeira navega tranqüilamente como se numa piscina sob forte chuva simplesmente.
O mais constrangedor é cientistas, exploradores, escritores, falando sobre vestígio da arca no monte Ararate, pedaços de madeira que seriam da arca de Noé. Francamente! São mesmo cientistas?
Será que procuram também a touca de Papai Noel e as botas que Judas perdeu?
E os que fazem cálculo, pesquisam, teorizam seriamente sobre a estrela de Belém! Caramba! Podemos chamar de cientistas? Cientistas teólatras? Deveriam ter vergonha! Pois além das lendas verdadeiras existem lenas falsificadas, imposturas, como essa de Jesus. Lenda que já foi provada a falsidade. Ler, por exemplo, a trilogia de Robert Ambelain: Jesus, o segredo mortal dos templarios, Os segredos do Gólgota e O homem que criou Jesus Cristo. A ciência capenga muito porque é muito vasta e os cientistas desconhecem as ciências de seus colegas.
No artigo em forma de conto Churrasco de dinossauro, expliquei a falácia, a teimosia, dos cientistas no dogma de que a gravidade é constante. Dizem que tal dinossauro pesava tanto. Pesaria tanto hoje! Na época a gravidade era menor, por isso cresciam tanto.
Também tenho de sorrir amarelo os vendo procurar vida inteligente em planetas com condição parecida com a da Terra. Além de eurocentristas são antropocentristas!
Ora! Os nomos, os titãs dos gregos e leviatãs da Bíblia, seres anfíbios, vieram dum planeta aquático da estrela Sírio, e os deuses provavelmente dum planeta de baixa gravidade duma anã-marrom, ambos mais inteligentes que os humanos.
Os cientistas acham que pra desenvolver a inteligência é preciso observar as estrelas. Esse é um dogma presumido e falso.
PT é ruim?
Pois leiamos as seguintes matérias sobre o entreguista FHC e a quinta-coluna mídia brasileira:


4 comentários:

  1. Boa noite, aqueles 2 livros que vc indicou: COMPLÔ PARA ANIQUILAR AS FORÇAS ARMADAS e os MAGOS ADVERTEM AO BRASIL. Poderia disponibilizar no donwload. Ficaria muito agradecido, fiquei interessado pelos 2 livros.

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  2. Olá, Fábio
    Os colocarei na frente da fila de prioridade
    Terminando os em andamento
    Um abraço

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  3. Olá, Fábio
    Os colocarei na frente da fila de prioridade
    Terminando os em andamento
    Um abraço

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  4. Fábio. Não escanearei os livros porque são muito recentes e estão no mercado.
    Na Estante virtual tem eles baratinho:
    http://www.estantevirtual.com.br/busca?q=magos+advertem+o+brasil

    http://www.estantevirtual.com.br/busca?q=compl%F4+aniquilar+for%E7as+armadas

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