- Che Guavira - sítio literário

terça-feira, 15 de setembro de 2015

 Foi um gaiato que queimou a placa, transformando 3 em 8
Não é só na África e na Índia
Avaliação do Windows 10 e Office 2013
Minha avaliação sobre o Janelas 10 e o Escritório 2013 é favorável. Muita melhora de desempenho, sistema que não trava. Mas no fim se trocou 6 por meia dúzia, pois se mexeu tanto em coisa que funcionava bem, que acabou estragando.
O arcabouço da tela ficou sem contraste, o que incomoda muito pra se clicar na barra de rolagem horizontal. Os ícones e botões de comando, tanto do Janelas quanto do Explorador e dos programas do Escritório 2013 ficaram grandes, espaçados e muito toscos. Sempre que chegava nova versão o visual ficava mais chique, mais elegante, mais tchã. No 10 não. Ficou tudo muito tosco. Decepcionante.
No Explorador puseram um quadrinho pra marcar o arquivo (ou arquivos) selecionado. Mas a coisa ficou esquisita. Se marca o quadrinho, se pensa que está apagando apenas aquele arquivo e… apaga todo o conteúdo da pasta!
Pra quê mexer no que funcionava bem? O que era ruim, tudo bem, que se procurasse melhorar, mas estragar o que estava bom? O pessoal tá inventando demais! Muita frescura, que acaba virando desastre.
Vejamos o processador de texto, o tal do Word.
Mexeram tanto na tela inicial, pra abrir arquivo, salvar, criar novo, que ficou uma frescura só. Agora se dá um rodeio enorme pra fazer essas coisas, que eram cum clique. Parece que são adeptos do Chacrinha: Não vim pra explicar. Vim pra complicar.
Mexem mais que os engenheiros de tráfego aqui de Campo Grande, sempre mexendo nas ruas e fazendo trapalhada.
Os botões (e isso quase tudo vale pros programas de planilha e banco de dado também) e comando, personalizáveis no alto da tela, são grandes, toscos e espaçados. Por isso tive de deixar de usar alguns, pra não carregar demais a tela, deixando os mais usados na primeira linha, já que desde o anterior não se pode mais dispor os botões em duas linhas (a extra fica latente).
Se posicionar o ponteiro do mause na barra de rolagem vertical, fora do botão de correr, pra ir a salto, se ficar um instante parado some a barra horizontal e se tem de mexer o ponteiro pra ela reaparecer e a barra vertical funcionar de novo, pois quando some a horizontal o movimento da barra de rolagem vertical fica desabilitado. Isso é muito incômodo. Não tinha isso nas versões anteriores.
 Outra burrada foi tirarem o botão de busca da barra de rolagem vertical. Era aquele com dupla seta, logo abaixo do botão de rolar abaixo e acima do de rolar acima. Era extremamente prático, pois bastava dar um control-L pra procurar palavra ou frase e em seguida se usava eles, valendo a mais recente palavra ou frase buscada, sem ficar a caixa de diálogo atrapalhando.
Separaram o control-L (busca) do control-U (substituição). Pra quê? O que funcionava bem, ficou incômodo.
Puseram o botão de busca no novo control-L. Mas precisava tirar da barra de rolagem vertical? Não! Poderiam deixar tanto lá quanto no novo e estúpido control-L.
Com esse novo control-L a busca detalhada no texto fica incômoda, pois uma caixa de diálogo atrapalha e muitas vezes cobre a palavra achada.
Igualmente o fizeram com o comando de verificar ortografia. Agora abre uma janela vertical na direita da tela, cobrindo e atrapalhando, ainda pior que a do control-L.
Mas o pior de tudo foi a incompatibilidade do modo compatibilidade. Ao instalar essa nova versão continuei um trabalho que estava fazendo no Word. Ficou dito, junto ao nome de arquivo, que está na versão compatibilidade. Ou seja: Está trabalhando com arquivo de versão anterior, que obviamente tem menos recurso. Então demora pra salvar. O quê fazer? Salvar-como, pra que passe a ser da versão atual.
Como estava traduzindo, salvei com novo nome, criando outro arquivo, pra traduzir. Mas eis que esse novo arquivo, docx 2013, só deixa disponível o cabeçalho e o rodapé, dos quais não se pode sair, pois o corpo do texto fica em branco, como inexistente. Na barra inferior indica que tem 1300 páginas!, quando são 52.
Mesmo criando outro documento e copiando tudo do outro ocorre a mesma bizarrice.
A solução foi fechar tudo e, no explorador, copiar o arquivo a outro lugar, renomear, copiar de volta e então abrir, pra traduzir, continuando no modo compatibilidade.
Pra colocar as macros no visual beisque ficou muito enrolado, mas ainda dá. Se mexerem mais, capaz de estragarem isso também, pois já na versão anterior modificaram o modo dos arquivos de verificação ortográfica de idiomas. Antes bastava jogar os arquivos na pasta proof.
Deveriam se dedicar menos à espionagem e mais a melhorar o sistema.
Não entendo como podem andar a trás. O bom-senso diz que tudo deveria melhorar, e não melhorar uma coisa e piorar outra.
Tem coisa que não dá pra entender. Por exemplo: Na era do escâner Genius tinha um pouco de inteligência artificial. Se dando nome ao arquivo como AS01, na hora de salvar a página seguinte aparecia sugerido e selecionado AS02. Se mudasse a AS04, o programa já percebia que estava indo de 2 a 2 e no seguinte sugeria AS06. Nunca mais vi isso.
Tem página internética que só tem uma janela pra se colocar um código, palavra, o que seja. Mais nada. Não tem outra coisa a ser feita ali. Então por que se tem de clicar ali pra posicionar o cursor e começar a escrever? Por que o programa já não deixa o cursor lá?
O CDisplay é um programa pra ler gibi (ou foto, figura em geral). Funciona assim: Uma pasta ou série de arquivos compactados. Se for .rar se renomeia a .cbr, se for .zip se renomeia a .cbz. Então as setas e a barra de espaço vão rolando a imagem na tela, como se estivesse lendo uma revista. Faz tempo que tem, mas até hoje, quando se renomeia, sempre aparece a pergunta pra confirmar, avisando que mudar a extensão pode tornar o programa inoperável. Caramba! Até hoje cbr e cbz não foram incorporados? Será guerra de concorrência?
E por que o Janelas 10 não põe um dispositivo pra se recuperar arquivo apagado (desde que não fora sobreposto)? Com os remelexos malucos que fazem no gerenciamento de arquivo isso é essencial.
O Photoshop também está andando a trás. Muito afrescalhamento pra abrir imagem. Agora, ao se editar texto, coloca ponto, ponto de exclamação, interrogação, etc, teimosamente no começo da frase. Assim fica inviável traduzir um gibi consigo.
E a macro do programa, que não sei por quê fizeram tão complicada e pouco prática.
Como usar o Photo editor no Office 2013
Quem é fã do Photo editor, como eu, levou um golpe de misericórdia. O programa ficou incompatível.
Muito melhor que o Paint.
Mas tem um jeito de continuar o usando, embora incômodo.
Colocar a pasta com os arquivos, no disco rígido, aquela que postei noutra ocasião, e ativar um ícone de atalho.
Ao abrir dá uma apitada, com aviso, mas abre o programa. Abrir junto com o Paint ou outro.
Dá pra abrir uma figura em branco ou uma figura nova com o conteúdo do copiar. Então se pode usar normalmente, exceto o girar n graus, já baqueado depois do XP. Só não pode se distrair e salvar, pois aborta no ato. Pra salvar: Copiar, colar no Paint ou outro e salvar. Voltar ao Photo editor e continuar…
O Paint tá bom pra as funções básicas, que o Photo editor faz, tem até algumas vantagens, mas tem desvantagens e é meio incômodo.

3 comentários:

  1. Desde que o Guilherme Portões deixou de mandar na MinusculaMacia as coisas por lá andam estranhas. Apesar de terem melhorando substancialmente o Janelas, da versão 8 para a 10, o Escritório continua estranho. Tentei me acostumar com o Palavras, mas desde a versão 2007 e aquela coisa de abas - e não menus, não me convenceu.
    O Pintura do Janelas 20 é bom. Acho o Loja de Fotos muito complicado. Venho usando o Pintura.rede, que é mais simples do que o Loja de Fotos, mas muito melhor do que o Pintura.
    Você conhece?

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  2. Pois é. O loja de foto, fazendo jus ao nome, é muito mercantilista e desnecessariamente complicado. Nada a ver com o espírito da internete. O pinturas sempre foi uma coisa besta mas deu uma melhoradinha. Esse pintura rede nunca vi. Darei uma olhada. Gostei do krita. Fiquei de aprender a usar a balonização do gimp para substituir o fotoxope, loja de foto. A gente passa mais tempo aprendendo a usar programa que trabalhando com eles. Assim voltamos à idade da pedra.

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  3. Pois é. O loja de foto, fazendo jus ao nome, é muito mercantilista e desnecessariamente complicado. Nada a ver com o espírito da internete. O pinturas sempre foi uma coisa besta mas deu uma melhoradinha. Esse pintura rede nunca vi. Darei uma olhada. Gostei do krita. Fiquei de aprender a usar a balonização do gimp para substituir o fotoxope, loja de foto. A gente passa mais tempo aprendendo a usar programa que trabalhando com eles. Assim voltamos à idade da pedra.

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