Fevereiro 2017 - Che Guavira - sítio literário

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Kyle & Paula
Mas melhoremos a foto, porque hoje é Carnaval:
Mário & Paula
https://www.youtube.com/watch?v=3kIHynjiXto
Muito divertida e instrutiva a série do canal de Paula com brincadeiras em torno das diferenças culturais, que já citei na postagem anterior.
Não fui o único a confundir o nome. Como naquela clássica do Trocando de biquíni sem parar (tocando BB King sem parar), ou a minha da era Abba, quando escrevi o pedido que mamãe levou pra comprar o disco, I red a three (I have a dream), e o vendedor entendeu (Deve ter sido uma gozação na loja)! Ficou coçando: Esse nome dá uma marchinha carnavalesca! Taí, Taiz:
Marchinha do Caio
É Caio
É Caio!
Mas onde foi que o Caio caiu?
[bis]
Ameruiquénou com nome de Caio
Não caio, não caio!
Nessa pegadinha caiada hoje não caio
Trocadilho manjado do caio-não-caio
Na pegadinha malvada do Caio não caio
É Kyle
É Kyle!
É você que não sabe ouvir!
Caile?
O quê cai-lhe
O quê cai-lhe?
Quê nome é esse, que nunca vi?
É Cáil, não Caio!
Limpa a zureia pra podê ouvir!
Cai Caio, Cai alho, cangalho, quê galho
Levou pau da Paula
De paulada a paulada
Esse Caio é o rei do baralho
[bis] [tris]

Coleção de cartão-postal de Joanco


sábado, 25 de fevereiro de 2017

A linguagem tem de ser depurada. A revista usa muito a forma O que é que tem isso? Em vez de O quê tem isso? De modo que é uma profusão de o que é que.
Por exemplo, neste número, no conto Ultraviolento, o enredo predomina entre três personagens: Floriano Slappey, Mórbido Watkins e Willie Grease. Ora diz Floriano Slappey, ora Floriano, ora dom Slappey. Noutros casos, além dos nomes, alterna referência com o psicólogo, o chinês, etc. É ruim pro leitor, pois é mais cansativo e confuso. O certo é apresentar as personagens com o nome completo e então padronizar. O uso doutra forma de referência, seja ou não mais formal, quando é diálogo, a forma que outra personagem usa.
Não sei se o autor ou o tradutor, mas a barafunda dessa múltipla referência nominal faz com que a redação se confunda, não sei se obra do autor, do tradutor, e no meio da trapalhada o revisor. Na tradução ao português, em papel:
[…] Mórbido e Watkins contaram o ganho […]
Tem de ser Mórbido e Willie (ou Walkins e Grease), porque Mórbido e Watkins são a mesma pessoa!
Além de ser tremenda desarmonia estética se referir aleatoriamente às personagem com o nome, ora sobrenome, ora ambos. E citando duas na mesma frase, uma com o nome e a outra com o sobrenome, e trocando o sobrenome da segunda pelo do primeiro.
Outro problema de tradução são as medidas. Não faz sentido o tradutor não converter medidas como pés, milhas, jardas, polegadas, etc, ao sistema métrico. Acontece até o absurdo de apresentar temperatura em grau farenaite.
Neste número datilografei quatro páginas porque a impressão em papel nelas está muito ruim, não obtendo boa leitura do OCR.
Comunicado de la NASA: 3 Exoplanetas habitables, uma farsa. Mas precisa dizer exo? Também vi manchetes tipo extraterrenos doutros planetas. Dizer exoplanetas é como dizer países estrangeiros.
● Os apocalipsismaníacos disseram que Obama seria o último presidente, que o de 2016 seria o último natal, que a tal Elizabete a última rainha, que o atual seria o último papa… Ainda bem que ninguém disse que este é o último carnaval.

Novo blogue de gibi hispânico, de Hasieran
Micos de brasileiros na visão dum ianque (e outras diferenças culturais)
Disse que lá estranham ver brasileiro tirar foto de esquilo, pois é apenas um rato. Bom… Capivara também é um roedor. Aqui ninguém hesitaria em fotografar as araras, dizendo que é apenas um periquito. E quem fotografa esquilo pode o fazer pra mostrar à sobrinha ou ao neto, que só conhece o Tico & Teco.
Que ianque não escova dente depois do almoço e não consegue comer pitsa em guardanapo sem comer o guardanapo. Fez lembrar que em Londres servem batata frita embrulhada em jornal.
Disse que não tem restaurante bom na praça Times. Pela cara que fez o entrevistado, Kyle, que antes ouvi Caio, o Olive garden é uma droga.
Faz lembrar o povo que pensa que Ferrero Rocher é bombom chique. Também o que Vera A Buck contou no livro Histórias de mar, a droga que é ir ao Taiti.
Muito legal o papo sobre diferenças culturais.

Coleção de cartão-postal de Joanco



domingo, 19 de fevereiro de 2017

● Drácula não se originou do príncipe Vlad Dracul (Dracul, em romeno, dragão e também Diabo), apenas o nome. A personagem saiu da epidemia de vampirismo (Que os racionalistas exaltados insistem em rotular como superstição) que grassou na Europa oriental no século 18, causando um fascínio que dura até hoje. O drácula real era um príncipe romeno, não conde, e nunca poderia ser um vampiro póstumo, pois foi decapitado pelos turcos.
● Já falei muito sobre a esquisitice do caráter típico do campo-grandense. Ramão, também nascido aqui, pensa o mesmo. Muitas vezes discutiu com amigos, parentes, conhecidos e desconhecidos, sempre criticando a pouca educação e nenhuma cultura do povo daqui. Uma vez contou a mim:
— Campo-grandense só fala com quem já conhece.
— Pois é. Então como conhecer quem ainda não conhece?!
— Aonde a gente vai ou está e chega um, o povo não dá bom-dia. Muitas vezes a gente diz bom dia! e a pessoa não responde. Até olha com cara feia. Só falta dizer Tens a ousadia de me dar bom-dia? Nem te conheço!
— Falta não. Quando eu era criança, 1973, tinha nove anos, recém nos mudamos à vila Alba, que era um fim-de-mundo, os casebres do BNH, na frente uma mureta de 1m de altura, de cibloco. Eu brincava na calçada quando passou uma senhora de cerca de 60 anos. Eu disse bom dia! Parou e embrabeceu: Que negócio é esse de bom-dia? Por acaso me conheces?, pra dizer bom-dia. Chames tua mãe, pois quero saber. Saí de lado e a doida foi embora.
● Eis uma série documentário criminal sobre delitos em aeroporto. Aqui casos em Lima. Gente pega [pêga] tentando passar droga. É chocante. Mas é um exemplo do que já croniquei. Vejas como são belas as peruanas, dão de 10x0 nas atrizes dos CSI:


Coleção de cartão-postal de Joanco
 





quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

● Eu estava sentado numa sala-de-espera. Numa mureta na parede em frente, a alguns metros, uma garrafa vazia que supus ser de uísque, com o nome aparentemente alemão em letras góticas. Como sou míope não distinguia direito o nome. A figura parecia uma caveira do protótipo do álien cinza, de cabeça oval, mais largo no alto e fino no queixo. Pondo o óculos vi que era ilusão ótica. Na verdade era um cervo, rena ou alce com grande galhada. O nome é Jägermeister (caçador-mestre).
Então pesquisei na internete. É um licor composto por 56 ervas. Diz que é a nona bebida mais consumida no mundo.
Conta a lenda que Huberto era um dos melhores caçadores de sua época. Impiedoso e sistemático, ao entrar na mata se deparou cuma figura lendária: Um cervo branco com enormes chifres reluzentes e uma cruz entre os chifres. Na verdade tal cervo sem a cruz pode ser chamado de gamo-rei ou espírito-da-floresta, tanto que aparece até no filme Branca-de-neve e o caçador. Ao ver o veado sagrado, se converteu ao cristianismo. Após a morte se tornou santo Huberto, o caçador-mestre. Depois de escolher o nome foi a vez do lema, que seguiria o mesmo pensamento: A imagem do cervo eminente, tal qual uma carranca na proa, estampa as garrafas até hoje. https://www.papodebar.com/conheca-o-jagermeister/
O cervo branco fantasmagórico é uma personagem recorrente no lendário terrorífico. Em muitas lendas e contos aparece o cervo branco, que engana e desgraça o caçador, mesmo nosso Anhangá, raiz tupi, em guarani Anhá, de Anhangüera, o que tem parte com o Diabo.
 Está explicado porquê é uma bebida tão exitosa.
● Sobre o mau-gosto do Abba, ou dos produtores. Era um grupo cujos componentes tinham base muito sólida de conhecimento musical, mas como visava o público mundial era muito brega. Gosto 50%.
Um vídeo iutúbico sobre a Suécia disse que o vestuário do grupo era propositalmente brega pra não ser imitado pelo público sueco, pois isso geraria cobrança de imposto. Coisa das leis deles lá. Sei-lá.

Mais capas erradas

Português esculhambado já é ruim. Quando tem erro no índice é pior. Mas erro na capa é de lascar. Como nas placas e cartões, se imagina que o processo passa nas mãos de várias pessoas. Nenhuma aponta o erro?
Quando vejo um erro na conexão dalgo pra baixar, raciocino logo que com tanta gente que baixa, inevitavelmente alguém avisará e logo poderei voltar e estará corrigido. Mas os dias passam e tudo fica como está. A explicação é a simplesmente a nada simples psicologia humana. Se tenho esse comodismo onipresente tipo a expressão indignada Alguém tem de fazer alguma coisa!, os outros também. É o mesmo fenômeno do garoto talentoso, cujo professor, parentes e amigos vaticinam um futuro brilhante. Mas esse êxito nunca chega porque um potencial mecenas acha que há muitos outros mecenas, portanto inevitavelmente um caça-talento o descobrirá.


Quando é algo tipo na base de, não tem crase: Pagamento a vista (Basta comparar com uma versão em masculino: Pagamento a prazo, não ao prazo), fogão a lenha (Fogão a carvão, não ao carvão), barco a vela (Barco a dísel, não ao dísel), trancado a chave (Trancado a trinco, não ao trinco), desenho a mão, grifo a caneta (Grifo a lápis, não ao lápis), atentado a bomba (Atentado à bomba, só se a bomba for a vítima), assalto a mão armada (Idem), levado a força (À força, só se for levado aonde tem uma tal de força) pintura a óleo…

 

A capa do filme diz Canibais humanóides ululantes demoníacos. Vendo a figura penso Se são canibais, então comem os de sua espécie. Então é filme de terror pra eles. Não pra nós. É como a piada do filme de terror pra frango, um bando de frangos no cinema, vendo uma cena daquela máquina giratória que assa frango, a famosa televisão-pra-cachorro. Mas o filme CHUD é sobre humanos, contaminados por lixo tóxico, por isso convertidos em monstros antropófagos. Se são antropófagos, sejam o quê forem, são terror pra nós.
Então se o adeene foi alterado, virando outra espécie, se são antropófagos não são canibais.
Se o adeene permanece humano e são antropófagos, são canibais.
 
 Na capa desse número de Margarida puseram estelas em vez de estrelas. A página onde começa o referido conto o confirma.


Pois é o que acabei de falar: Autor, editor, revisor, capista, etc. Ninguém sabe a diferença entre pedólatra e podólatra? Ou seja: Entre os prefixos pedo e podo? Pior só aquele do contos peruanos.
Aqui posso errar, pois toda minha equipe é composta por Eu, mim e me. Mas numa equipe, passando vários estágios, ninguém percebe ou não se atreve?




Já falei sobre esse típico português-de-jornalista doendo bem na capa.
Uma vez é busca pelo, noutra tascam um busca de, em vez de busca ao.
Do avesso, pelo avesso, em vez de ao avesso.
Tão arbitrário e desarmônico e dolorido quanto os arbitrários à noite, de dia, pela manhã.
Vícios que ocorrem também em castelhano.



Coleção de cartão-postal de Joanco

 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A idéia de que pra ser bonito tem de ser branco não passa de condicionamento cultural
● Nos iutubes da vida vira-e-mexe reencontramos antigas séries que deixaram saudade. Mas também descobrimos algumas que não sabíamos que existia. Então a gente não sabe se lamenta não ter curtido antes ou se alegra por causa da descoberta.
É o caso do seriado Júlia, de 1968
Uma série tão divertida e interessante quanto Jeannie é um gênio ou A feiticeira, por exemplo, sem magia fantástica. Um grande momento é esse episódio, onde aparece o tio que é uma figura! Quem não quer um tio assim? O namorado de Júlia é Don Marshall, do elenco de Terra de gigante.
A estrela, Diahann Carroll (Os nomes e pseudônimos em inglês, não só dos autores de contos policiais, são de lascar. Mas na verdade são bem menos conservadores que nós na composição de nome) parece uma versão negra de Barbara Eden.
Grande injustiça a série não ser tão célebre quanto as que conhecemos (Um exemplo que já postei é Verão azul), mesmo porque a atriz não carece de qualidade:



Embaixo, Gata Borralheira. O outro, que não tem rabo de esquilo, não pode se chamar Marisa Gata Mansa, porque é macho. Agora é Gato de Bota.

À coleção Adeene neles!
 
A diferença entre bom-gosto e mau-gosto


Danny Bonaduce - Ferrugem


Pixinguinha - Seu Nenê

Coleção de cartão-postal de Joanco
 




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Quando queiras, míster
Comecemos a murar, mas com embasamento histórico


(D’Artagnan, El Tony, Fantasía, Intervalo, Nippur)
Enviado por Alfredo Illescas
● O livro Lobisomem, de Sabine Baring-Gould, tem uma falha tipográfica. Falta a última linha do capítulo 2: […] gra-vada na imaginação dos orientais.
● No episódio 21 de Clube do terror, O fantasma congelado, a frase na legenda: Era o inverno mais frio que alguém podia se lembrar nos últimos cem anos. (!)
● Só se pode tirar carteira de motorista ao completar 18 anos. Mas não parece. São raros os motoristas com comportamento adulto. Nem motoristas são, e sim pilotos, e de corrida. Parece que estão num rali. O engraçado é que quando se precisa que andem rápido, vão devagar. Pra virar na esquina parece a primeira viagem em automóvel do motorista de carreta, pois precisam de espaço enorme pra manobrar, e com tanto cuidado como se atravessando uma pinguela. Outra coisa engraçada é que se consideram tão ases do volante mas quando tem curva resvalam, invadem a outra faixa, voltam, invadem o outro lado, como autênticos barbeiros, como se não tivesse faixa ou como se tivesse gelo na curva. Mas não seria nisso que se mostrariam ases no volante, justamente se mantendo na faixa?
● O estacionamento do Mercadão de Campo Grande vivia lotado. Então alguém notou que não havia o correspondente aumento na venda. Tinha uma quadrilha falsificando o carimbo dos vendedores. O sistema funciona assim: Na entrada o porteiro anota a placa do carro e a hora, e o entrega ao motorista. Tem direito a 1,5h de estacionamento grátis caso compre algo ali, onde o vendedor carimba o papel de estacionamento. Então criaram um selo, pra acabar com a pilantragem. Melhorou muito, pois já não é tão difícil achar vaga.
O estacionamento do Comper da Tamandaré tem convênio com a igreja em frente. Ali nunca houve distúrbio de vaga, pois parece que a hora de culto não conflita com a hora de compra.
Mas estranho muito o caso do atacadão Fort da Presidente Vargas, bairro Santo Amaro. Estacionamento gigante com enorme área coberta por teto de alumínio. Nunca tem vaga na área coberta. Num mercado o esperado, o normal, é uns saindo e outros entrando. Quase não se vê carro saindo. E muitas vezes o estacionamento coberto está lotado, semi-lotado o a céu aberto, sendo esperado que a loja esteja cheia e longas filas nos caixas, mas nem sempre. O volume de estacionamento não corresponde ao movimento na loja.
● Um vídeo de Rimbel (David Parcerisa) é sobre a origem dos palhaços.
Interessante informação sobre o folclore europeu, mostrando que as criaturas que se estereotiparam na imagem do palhaço atual eram ou são entidades macabras, ogros, enfim. No final o narrador explicou que é esse, mais-ou-menos, o motivo de não gostar de palhaço.
Mas se seguirmos coerentemente essa cadeia racional teremos de rejeitar os contos-de-fada e não ler Gasparzinho. Todas as religiões também teriam de ser rejeitadas. Idem a muitas descobertas científicas e realizações literárias, teatrais e cinematográficas.
Mesmo a quadrilha junina, que dizem originada imitando as danças da corte de Versalhes, na verdade tem origem nos sabás ou aquelarres das feiticeiras. Em Flor de acônito - Relatos, contos e lendas de Dossier negro.pdf, obra escaneada e traduzida já postada, O baile dos selvagens, onde pus uma nota de rodapé apontando essa idéia. http://cheguavira.blogspot.com.br/2015/08/florde-aconito-relatos-cuentos-y.html
Talvez as danças de Versalhes tenham essa origem, e a quadrilha idem indiretamente.

Coleção de cartão-postal de Joanco
 


 

Esta está desgarrada das 00073, do Taiti

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