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domingo, 19 de abril de 2015


Mônica esqueceu o coelho
Na primeira página da estória Mônica entrou a uma casa escura convidada por um alienígena postado no escuro. Bem anti-educativo, diriam os da patrulha ideológica, pois pode ser um pedófilo.
Na página final da estória saiu sem o coelho.
Sempre estranhei isso de dona da rua, e de bater nos meninos. De minha infância desconheço essas coisas. Coisas de gibi.
Dia destes comentei essas e aquelas da goiaba com Kenzo, um amigo colecionador, que também não gosta muito do excesso de surrealismo nas estórias mais recentes, certamente por falta de inspiração. A personagem conversar com o desenhista, dizer que está num quadrinho, etc. Gosto mais da Luluzinha, que caracteriza muito melhor o conceito de turma, não abusa de surrealismo e estereótipo, e cujos enredos são muito mais inspirados, sem preocupação excessiva com o politicamente correto.
● Há coisas relapsas, outras que francamente não deram certo.
Por que os carrinhos de supermercado não têm a qualidade dos de aeroporto? Claro que o de supermercado não tem de suportar tanto peso. Fora isso, por que os de supermercado são tão fuleiros? As rodinhas sempre travando, rangendo, tremendo. Alguns quase ingovernáveis. E quando se sai da laje lisa ao asfalto do estacionamento, como trepida e soa. Os supermercados deveriam investir menos na fachada bonita e mais no carrinho.
Quanto ao famigerado código-de-barra: É uma tecnologia que não deu certo. Cansei de ver a pobre caixa da loja se esfalfar tentando passar a etiqueta do produto no lêiser. Se estiver um pouquinho molhada, enrugada, amassada, curva, não lê. E lá vai ela tendo de digitar todos os algarismos do código, atrasando a fila. Quando vou pagar algo no caixa eletrônico bancário, a mesma coisa. Sempre tem um que não lê. Sejamos francos: É uma porcaria.
Pedi ajuda ao funcionário do Bradesco, pra pagar a conta de luz, pois o lêiser não conseguia ler. Disse que se a impressão do código de barra não for boa não lê. Eu disse que é impresso da Enersul, e que já paguei imprimindo em impressora matricial LX-300, que usa fita preta como a de máquina datilográfica. Que o problema é o sistema de barra, que é ruim mesmo.
O funcionário passou o papel de todo jeito no leitor lêiser, de cabeça pra baixo. Até decidir digitar os números do código. Só que a máquina dá pouco tempo pra isso. Mal se termina e já esgotou o tempo. Na segunda tentativa deu certo.
Caramba! Ter de teclar aquela carretada de dígito. Que tecnologia de ponta... Porã. Certamente equipamentos de primeira... geração. Tecnologia Hig (parag) way.
Pois é. O cara defendendo o sistema, como se o código de barra fosse do banco. Igual um taxista com quem eu falava sobre a péssima qualidade do asfalto. Disse que pior seria se fosse chão de terra.
Caramba de novo! É por isso que as coisas não mudam. O povo tem complexo de poliana, resolve fazer o jogo-do-contente!
● Sempre que levo o carrinho de supermercado ao carro, não o deixo ali. Faço questão de levar de volta, mesmo tendo o funcionário que faz isso. Muito ruim querer estacionar e ter um carrinho largado ali, atrapalhando. É questão de educação. Há muitos anos um supermercado quis multar quem larga o carrinho em qualquer lugar. Claro que o custo do funcionário coletor foi inserido no custo geral.
● As caçambas pra entulho, que estacionam à beira da calçada, por quê têm adesivo fosforescente que não fosforesce? Num trajeto noturno da Tamandaré ao Santo Amaro várias caçambas só são visíveis bem perto. Até adesivo fosforescente é falsificado nesta terra!
A nova avenida na área da praça do Papa, quando será iluminada? Não tem sinalização nem luz. Uma avenida expressa e na treva. Na noite se tem de ir devagar pra acertar virar a esquina, porque não se enxerga, nem com luz alta. Deveriam, ao menos, pôr uma placa fosforescente nos pontos de cruzamento.
● Conversando com o amigo Ramão, sobre seu arroz-carreteira, eu disse que aquilo é bom mas não é arroz-carreteiro, pois o verdadeiro é pardo, tem muito tempero e aquela famosa raspinha no fundo da panela. Só arroz branco com charque picado é maria-isabel.
● Por que no Tradukka não tem guarani? Tem urdu, malaio, galês, até inglês. Tem uns que nunca se ouviu falar.
● Falando mais sobre a placa que ficaria Proibido entrar com animal. Vejamos como seria tomar a coisa ao pé-da-letra:
Se entrar com bebê é capaz dum funcionário dizer que não pode. Afinal não somos todos animais? É como aquele título que venho escaneando: Aves e animais. Deveria ser Aves e outros animais. Se ave não é animal só pode ser vegetal ou mineral.
E cada cliente só entraria sozinho, porque se não pode entrar com animal, não pode entrar com outra pessoa.
Mas imaginemos um cliente que cria (ou cultiva?) uma planta carnívora, por exemplo, uma drosera. Drosélia é o nome que deu a sua querida planta carnívora (que também não sei por quê carnívora se é insetívora). Levou Drosélia pra passear e no caminho uma entrada ao supermercado. Não pode ser barrado, porque Drosélia não é animal.
Se fosse bem ao pé-da-letra mesmo, ninguém entraria, porque portamos vírus e bactérias. Quanto ao vírus os clientes teriam uma longa disputa judicial, pois os vírus até hoje não se assumiram como animal ou mineral.

Um comentário:

  1. Excelente observações ,por isto estou sempre lendo e aprendendo,
    Parabéns pelo blog.
    Quanto a Mônica ela praticamente morreu pra mim quando foi lançado ela adolescente , que coisa mais idiota pegar uma referência sua e colocar ela em uma época e contexto diferente , veja se tem algum gibi de Tarzan na terceira idade,Fantasma no asilo , Pinduca depois do implante , Reizinho no exílio , .... Coisas do policamente correto que esta acabando com os quadrinhos antigos.

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