sábado, 25 de novembro de 2017

Os Flintstone 007, 10.1978



Enviado por Fandoido
(Em francês)


Enviado por Márcio Rodrigues

Com licença, doutor
Ótimo livro de causos onde os protagonistas são representantes da indústria farmacêutica
Tudo normal se fossem representantes de saco plástico, parafuso, sabonete. Mas aqui são os médicos as vítimas da empurroterapia.
Em nosso imaginário o médico dispõe dos remédios e escolhe com muita sabedoria o mais adequado ao cliente. Mas é com pasmo, choque e decepção que vemos como o livro nos abre os olhos. Há décadas sabemos que médicos recebem propina de laboratório, pra receitar tal remédio. Mas aqui vemos que o remédio não é sagrado, mas concebido como saco plástico, parafuso ou sabonete.


Histórias agudas e crônicas da turma pioneira
Um livro de causos mediano, fraquinho até. O autor não é dos melhores nem tem muito discernimento em distinguir o que é picardia divertida e irreverente do que é banditismo mesmo, ser ladrão.
Nesse aspecto, decepcionante

À coleção Adeene neles!
Fernando, blogue Noite sinistra - Penadinho
(Um amigo que não deve ser apresentado depois das 18h)

A Morena beer e a Moagem estão lançando muita novidade.
Além da cerveja de mandioca de guavira, tem de tereré (erva-mate), baru (O mesmo que cumbaru, mas, não sei por quê, no rótulo aparece cumbarú. Como já exemplifiquei que não adianta reforma ortográfica então)
Não tenhamos pressa pra degustar as novidades, pois as garrafas aparecem no supermercado em torno de R$11, no Mercadão a R$22 e no xópim a R$30.
Muito bom a onda de novidade, mas devagar com o andor, pois o apreciador entende o nome do rótulo como o sabor. Então começa a aparecer nome que não é o sabor, como jacaré, ipê… É uma faca de dois gumes.
Se começar a aparecer demais novidade que não é bem novidade, o efeito pode ser contrário.
E é preciso uma lei pra pôr em destaque o teor alcoólico e os ingredientes, pois o conteúdo do rótulo é só pra quem tem lupa ou olho de águia. Pior que bula de remédio. Espero que esta fase de esplendor não descambe ao tradicional lei-de-gérson.

Coleção de cartão-postal de Joanco
 



E o blogue faz uma pausa prum giro na Colômbia


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Sissi 156, 22.04.1963


Uma técnica, não sei se foi desenvolvida, pra analisar o movimento dum corpo é tendo como parâmetro o centro-de-massa. Por exemplo, no célebre vídeo do pé-grande, que alguns acham que é alguém fantasiado, um softuer analisando a seqüência do movimento comparado com o esperado prum corpo com massa estimada dum pé-grande determinaria a probabilidade do movimento ser verdadeiro.
Um homem não consegue imitar o andar duma mulher, assim como uma mulher não consegue fingir estar de salto-alto. Isso se deve ao centro-de-massa do corpo tridimensional.
As fórmulas pra achar o centro-de-massa, que é o centro geométrico quando a densidade é uniforme, são:
1 ● Gráfico bidimensional, y = ƒ(x)
 



2 ● Gráfico tridimensional, z = ƒ(x,y)
 




 Coleção de cartão-postal de Joanco







quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Zezé 033, sem data

Enviado por Fandoido
Mais um gibi que é uma jóia

Enviado por Márcio Rodrigues

Festival da cerveja ipa

Sinopse do livro A terra da noite

 Amigo desaparecido
O gato preto que todo dia vinha comer ração e vez e outra tomar um cafuné, não apareceu mais

Uma amostra do hospício que é a internete



Coleção de cartão-postal de Joanco
 



segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Xuxá 035, 03.07.1951 - A ferro e fogo

Do acervo de Joanco
Se as personagens dos gibis fossem reais, fico pensando em quais transtornos psíquicos teriam Xuxá e sua turma, quê adultos tranqueiras seriam os sobrinhos do capitão…


Enviado por Fandoido
A qualidade das estórias destes gibis é algo encantador

Enviado por Márcio Rodrigues

Coleção de cartão-postal de Joanco


Mistério e misteriosismo
Um crítico disse que Edgar Allan Poe era inteligente demais, pra escrever terror pelo terror. O terror era uma decorrência. Não se sentava à mesa pensando: Quero escrever um conto terrorífico, como tantos escritores góticos da moda.
Esse conceito serve de critério pra julgar qualidade.
O mesmo princípio devem observar os pesquisadores e demais diletantes de mistério, que estudam civilizações desaparecidas, assombros e fantasmagorias, e enigmas de todos os tipos. Uns são pesquisadores, outros misteriosistas.
Acompanhei alguns canais desses que se dizem pesquisadores. Com entusiasmo inicial, com senso crítico a seguir, e enfim me aborrecendo com algumas posturas decepcionantes.
Aviso, de antemão, que não são meus rivais, pois não sou pesquisador. Minha cultura é livresca. Ou então diria que sou pesquisador dentro dos livros. Quando viajo não vou a Machupicho mas aos sebos. Mas o pesquisador mesmo é quem vai ao local fotografar e estudar, quem entrevistas pessoas, pesquisa extensivamente em bibliotecas, museus, arquivos históricos, consulta jornais antigos…
E quanto à postura e meta do pesquisador?
Nunca a de advogado, abraçando uma idéia como um torcedor fanático, e procurando convencer os outros a todo custo. O verdadeiro pesquisador quer descobrir a verdade, não convencer os outros.
Princípio científico
O pesquisador, mesmo denunciado as farsas científicas, não pode descuidar os princípios científicos: Não tomar evidência por prova, processar com competência a estatística, não se deixar levar pelo prestígio de autoridade, etc.
O pesquisador tem de ser como o detetive dos contos policiais. Estudar o caso, procurar pista, ser astuto pra rejeitar pista falsa e procurar chegar à verdade. Deve ter um projeto, uma linha de ação, pra filtrar as contradições, incoerência e inconsistências, estabelecer uma teoria que pode ser mudada com novas descobertas mas que é a mais realista que conseguiu obter até então, até chegar à verdade. Quando quanto mais pesquisa mais fortalece a teoria, mesmo tentando a destruir, é porque está no caminho certo.
Mas o quê vemos em geral nas postagens sobre enigmas? A síndrome do advogado, mesmo nos comentários. É um fenômeno conhecido dos psicólogos: A imbecilização. Quem crê nos mistérios não quer abrir mão desse prazer. E o descrente também não quer admitir que está errado. A primeira informação entra e se instala, e não pode mais ser contestada. Mesmo indivíduos intelectuais têm preguiça de pensar. Querem um mundo confortável, com tudo rotulado, maniqueísta.
Os descrentes vêem os artigos sobre mistério como contos criativos. Os crentes ficam eternamente saboreando cada mistério como saboreando um conto, sem comparar uns com os outros pra criar uma visão global, um campo unificado do fenômeno. Infelizmente não é só o populacho quem vive nesse universo instintivo. Muitos pesquisadores e cientistas acadêmicos têm essa postura mental.
É o que acontece em muitas postagens. Falo especialmente sobre as postagens de quatro espanhóis a quem chamo Os três mosqueteiros (que são quatro). A cada uma um assunto solto, como de quem acabou de descobrir os mistérios, como leitor adolescente. Só saboreia e se espanta. Não é postura de pesquisador.
Num documentário científico sobre o mapeamento ao universo um exemplo de desleixo ao usar os princípios científicos. Acompanhando a trajetória da luz em dois pontos, verificaram se tinha curvatura. Com curvatura o universo é finito, e em linha reta é infinito (!). mas como?! Pra verificar a curvatura da terra se observa a trajetória em dois pontos. Quanto mais distantes mais precisa a observação. Mas esses pontos têm de estar na superfície, na borda. Onde está a borda do universo? E se são cientistas deveriam ter percebido que infinito não existe.
Mente aberta
Os três mosqueteiros agem como advogado. Adotam uma teoria, que vira dogma. Se aparecer contradição fingem que não perceberam, pois é muito dolorido reexaminar uma tese já tão querida, e bola-pra-frente! Já dei exemplo de procurar encaixar a força como reptiliano uma estatueta que é gritantemente dum mamífero.
Ubirajara Rodrigues, em O caso Varginha, disse que os ufólogos em geral são tendenciosos. Só lhes agrada a imagem do alienígena pequeno. Os casos de gigantes são ignorados, excluídos da estatística.
Ignorância congestiva
Em La biblioteca del dragón, Orlando Mejía Rivera disse que muitos escritores novatos de ficção-científica, por ignorância postulam questões que há muito já foram discutidas e resolvidas. Creio que isso ocorre em todos os ramos, porque os ramos de conhecimento são muito vastos. É impossível alguém saber tudo, mesmo em sua especialização. No século 18 um sábio, um desses maníacos, botou na cabeça saber tudo o que existe na ciência. Teve de desistir. Imagines hoje! Nas postagens de nossos misteriosistas freqüentemente vejo temas já resolvidos e farsas sendo seriamente discutidos.
Muitas vezes encontro um artigo onde o articulista que, por exemplo, explica etimologias bem instigantes, mas logo tasca um anacronismo tipo Jesus de Nazaré. Mas devo encarar com naturalidade, pois primeiramente a soma, e em seguida a integração do conhecimento, que nos farão avançar. A figura do sábio maioral, manda-chuva, ficará à era ingênua que passou.
Então no comentário, quem sabe ajuda: Não, meu amigo. Jesus de Nazaré, não. Nazareno não é nazaretano. E Nazaré é uma invenção do século 8. Ou então. A tese de Jesus extraterreno foi uma idéia dum estudioso soviético, combatida pelo governo. Tese já superada, pois os documentos comprovam quem era o Jesus histórico, nada parecido com o divino, muito menos com o álien. Farta documentação histórica e estudo comparativo desmantelam essas duas versões fantasiosas. Ver a trilogia de Robert Ambelain, Jesus ou o segredo mortal dos templários, Os segredos do Gólgota e O homem que inventou Jesus Cristo.
Veracidade inconsistente (Ficção acreditada e vice-versa)
Outra falha é, igualmente por ignorância, absorver ficção como realidade. Já postei aqui sobre a novela publicada em capítulos e que tomou dimensão de realidade, virando notícia, o mistério do navio Urang-medan.
Há mais de um vídeo dos três mosqueteiros, discutindo as aparições de crianças de olhos negros, de julho de 1997, mas na verdade é invenção do escritor terrorífico Brian Bessel, criando uma lenda urbana que viralizou.
Necronomicão, um livro fictício, muito freqüente nos contos de Lovecraft é tido como real por muita gente, que o solicitam nas bibliotecas.
Sherlock Holmes já foi tido por muita gente como detetive do mundo real.
Menos conhecido que Ondina, mas notável pelo realismo convincente e isenção de artifícios góticos cediços é A bruxa de âmbar, de Wilhelm Meinhold, outro produto do gênio fantástico alemão da primeira metade do século 19. O conto, passado no tempo da guerra dos 30 anos, se apresenta como um manuscrito dum clérigo, encontrado numa velha igreja em Coserow, e gira em torno da filha do narrador, Maria Schweidler, injustamente acusada de feitiçaria, quem descobriu um depósito de âmbar que por várias razões mantém secreto, e a riqueza inexplicada assim conseguida deu peso à acusação instigada pela perversidade dum nobre caçador de lobo, Wittich Appelmann, que a assediou em vão com propósito ignóbil. Os atos da verdadeira bruxa, que posteriormente encontrou na prisão um fim horrível, foram hipocritamente imputadas à infeliz Maria. E depois dum típico julgamento de bruxaria, com confissões arrancadas sob tortura, ela estava a pique de ser queimada na fogueira quando na última hora foi salva por seu amado, um jovem fidalgo dum lugar vizinho. A grande força de Meinhold reside no ar de verossimilhança chã e realista, que intensifica o suspense e a impressão do nunca visto, e quase nos convence de que os espantosos acontecimentos devem ser verdade ou estariam muito perto da verdade. O realismo é tão completo que em certa ocasião uma revista popular publicou os pontos principais de A bruxa de âmbar como um fato acontecido no século 17! (Lovecraft, O horror sobrenatural na literatura)
Os arqueiros, que, tomado por história verdadeira, deu origem à lenda muito difundida de Os anjos de Mons, fantasmas dos velhos arqueiros ingleses de Grecy e Agincourt, que combateram em 1914 ao lado das fileiras castigadas dos gloriosos velhos desprezíveis da Inglaterra. (Lovecraft, O horror sobrenatural na literatura)
Um caso real que se mesclou com ficção é o caso da desaparição do navio Mary Celeste. Antes de criar Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle escreveu um relato de ficção baseado no caso do Mary Celeste, Marie Celeste. A maior parte do que hoje se diz sobre o Mary Celeste foi tirado do Marie Celeste, de Conan Doyle.
O contrário, descrer no que existe, também é comum. É o caso do vampirismo, dos fantasmas, dos ufos, etc, porque os detentores do poder querem manter secretos certos conhecimentos-chave.
Vm granmisterio, 01.08.2017, Facebook perdió el control de su Inteligencia Artificial ¿Esta la humanidad en PELIGRO? Assim mesmo, acentuação desleixada, pois é típico das postagens de internete o desleixo em revisão, e perigo em maiúsculo. https://www.youtube.com/watch?v=UqPjniBKHnk discutiu seriamente a noticia sem considerar que pode ser uma brincadeira, a típica notícia-de-verão européia, equivalente a nosso primeiro-de-abril e ao dia dos inocentes hispânico (28 de dezembro), sem considerar se no estágio atual da tecnologia tal evento é possível e sem rastrear as fontes da informação.
Nas narrativas de ficção-científica o tema da cabeça mantida viva num caldo-de-cultura. Essa cabeça ter pensamento e emoção como qualquer humano comum é a primeira impressão do público da narrativa. Mas não basta manter a cabeça viva, que o cérebro receba nutriente suficiente pra se manter vivo e alerta. A cabeça é interativa com o corpo. Carência ou excesso nutricional, mal funcionamento dum órgão, estímulo externo e uma série de fatores influem no humor, ânimo e conseqüentemente no pensamento e na ideologia da cabeça. Então como processos lógicos intrincados mas ainda primitivos teriam mentalidade e maquiavelismo humanos?
Em Ufópolis, 20.07.2017, https://www.youtube.com/watch?v=pB5-APGBOC4&list=LLwnJnQOsH6kvcXguYzxQ-PA&index=53, mas apresentado pelo apresentador de Mundo desconocido, pois seu amigo Vicente Fuentes estava no hospital, uma matéria sobre Mayak, um satélite russo muito brilhante. O apresentador divagou sobre o nome:
— Esse misterioso satélite se chama Mayak. Até no nome tem um mistério […] Uma pirâmide celeste brilhante vendo duma atalaia toda a Terra. [Mas brilhante pra ser visteo, não pra ver. E não está cheio de satélite que nos vê há tanto tempo?] Isso não te lembra algo? A pirâmide com o olho do destino, tão utilizada desde a antiga Suméria, no chamado Curgal, até a moeda do dólar, supostamente idealizada e projetada pelos iluminados […] Esse satélite se chama Mayak. Estou convencido de que o nome tem significado no contexto científico russo [Então por quê não pesquisou o significado?, pra fazer uma apresentação melhor], mas mayak soa foneticamente Maia, uma deidade hinduísta, que se refere à irrealidade na qual vive o ser humano […]
Mayak (em russo, farol)
Mayak é originalmente o nome dum complexo industrial russo, Маяк производственное объединение, de маяк, Associação de produção do farol.
Um satélite piramidal brilhante parece algo óbvio: Brilhante pra ser visto, não pra ver. A forma piramidal emite uma energia-da-forma que alinha a nível subatômico as partículas duma lâmina. Por isso afia lâminas. Potencializa a qualidade da água. E conserva ressecando, as substâncias. Saber como resultam coisas dentro duma pirâmide no espaço é um conhecimento muito interessante.
Daí já se tem idéia da pendência, do gosto, da gana de ver mistério em tudo. O Youtube é o tablóide do século 21.
É um princípio de toda investigação que se deve primeiro esgotar todas as explicações banais antes de aventar o fantástico. Exatamente como numa investigação criminal. Primeiro, se a notícia é verdadeira.
Do jeito que esses caras encaram as coisas, nunca descobririam o criminoso, ficando eternamente se divertindo em mistério e mais mistério, como tio Patinhas nadando na piscina de moeda.
No Youtube, em outubro de 2017, uma manchete sobre robôs geneticamente modificados, que o autor logo retocou. Como!? Os robôs de hoje são máquinas metálicas eletrônicas. Ainda não se criou o computador orgânico. Esse maluco acha que extraíra adeene dum aspirador-de-pó ou duma geladeira? Á! Sim! A matéria era sobre pessoas geneticamente modificadas pra ser um soldado ideal. Humanos robotizados em vez de robôs humanizados.
Pressa, desleixo e sensacionalismo fazem estrago na rede.
Um caso clássico é o das pedras de Ica, Peru. No local se descobriu imensa quantidade de pedras com desenhos exibindo técnicas que se crê inexistentes na época. A quantidade de pedras com gravura descarta a suposição de falsificação. Mas algumas foram falsificadas. Se notou que nas pedras nas quais apareciam humanos junto a dinossauros os dinos se parecem muito aos dos filmes, gibis e desenhos animados. Recentemente se descobriu que na verdade os dinos eram emplumados, o que escancarou a falsificação.
Manchetes recicladas
Outro problema é notícia antiga reciclada, que volta como novidade. Temas antigos apresentados como novos, como a vida depois da vida…
Ao longo de 2010, 2012, etc, Mundo desconhecido várias vezes abordou o tema vida póstuma. Esses pesquisadores, de quem esperávamos postura bem científica, vira-e-mexe ficam muito místicos.
Em 22.08.2017 apresentou uma notícia científica.
Disse quem surpreendente estudo da universidade de Southampton, prestigiada universidade do reino unido, onde 32 cientistas, não mais nem menos (E o apresentador faz caras-e-bocas e muita ênfase, pra estimular o potencial assombro da platéia), investigaram 2600 casos de parada cardíaca com morte e posterior reanimação.
Aqui vemos mal disfarçadamente o argumento de autoridade: Se foi o papa quem disse, ninguém pode contestar. O princípio científico rejeita isso.
Mas devemos ter cuidado de não aplicar o argumento de autoridade invertido. Não é porque fulano é desinformador que não possa estar certo. Apenas que se deve ter cuidado e reserva com elação a fulano.
E desenvolveu a apresentação sob o ponto-de-vista de que são provas ou evidências de vida póstuma.
Grifei o vocábulo morte, um dos pontos-chave da manipulação. Se fosse morte, a reversão subseqüente não seria reanimação e sim ressurreição.
Uma notícia surrada. Desde que sou criança, e tenho certeza de que desde muito antes, há manchetes desse tipo. Um clássico é Vida depois da vida, e uma continuação Reflexões sobre a vida depois da vida, de Raymond A Moody Jr. De modo que já vi muitas vezes essa manchete, e verei outras tantas, pois mal se passam alguns anos, e a notícia volta, reciclada, propagada como novidade.
Esses caras da universidade de Sul-Rampetão mais parecem aquele astronauta brasileiro, Marcos não-sei-das-quantas, experimentando brotar feijão no espaço!
Como um iutubeiro que se diz pesquisador não sabe que o conceito de morte ainda é obscuro? Já nos anos 1970 os médicos perceberam que estabelecer a morte a partir da parada cardíaca é temeridade e irresponsabilidade. Em O vampirismo, de Robert Ambelain, postado aqui, está escrito na sinopse na capa traseira da edição portuguesa:
Sensacionais e recentes operações cirúrgicas levaram as mais altas autoridades médicas a admitir que a definição oficial de morte legal, que se apoiava, até então, na confirmação da parada absoluta do coração e da respiração, seria de rever, tendo em consideração as conclusões resultantes das referidas operações.
Entre os 32 cientistas de tão prestigiada universidade, nenhum sabe sobre isso? Nenhum cientista britânico atual sabe o que já sabiam cientistas franceses há décadas?
Quando nos livraremos da ignorância e do sensacionalismo? Os fenômenos de catalepsia (coma profundo) com desdobramento alternado ou não com alucinação, nada têm a ver com morte! Quem confundia duplo ou fantasma com persistência do indivíduo morto eram os ignorantes sobre o fenômeno, tal qual na primeira exibição cinematográfica, um trem avançando, que fez a platéia fugir em pânico.
Catalepsia é morte aparente. E morte aparente não é morte.
Nos casos em que a pessoa morrendo aparece a quem tem consigo forte ligação emocional, é fenômeno de desdobramento, antes da morte, por isso aparição efêmera.
Hoje, com tanto conhecimento, com esse tema já estudado a fundo, persistir nesse discurso é desonestidade, ignorância ou estupidez. Deixemos de lado esse sofisma e não demos mais atenção a essa palhaçada.
O quê aconteceria com o cristianismo caso descobrissem vida inteligente noutros planetas?
Quantas vezes já vimos manchete semelhante?
Vi a manchete dizendo que a descoberta de livros metálicos numa tumba abalaria a estrutura da Igreja católica e variações dessa idéia-base. Desde a descoberta dos rolos do mar Morto esse clichê é repetido, ecoando e reecoando ciclicamente.
Já vimos e veremos muitas vezes infindáveis variações dessa tolice, renoticiada de tempos a tempos.
Pois tantos livros de estudo de história comparada, como a trilogia de Robert Ambelain, estão aí, não foram censurados e não abalaram a Igreja. Igualmente, um estudo em 5 volumes, de Oscar Quevedo, Os mortos interferem no mundo?, não abalou o espiritismo.
Isso porque os crentes não estão num universo mental racional mas emocional. Não querem saber de contestação. Vivem enclausurados em seu universo psíquico fechado e confortável.
Em artigos sobre a farsa da Apolo 11 vi alguns comentários dizendo que a União Soviética denunciaria a farsa. Mas é pelo mesmo motivo de que não adianta apresentar contestação aos crentes, os soviéticos não perderiam tempo e esforço em denunciar o fato aos escravos mentais dos farsantes. Sabem que seria esforço vão, assim como te calas diante daquele teu amigo fanático cientificista que não crê que a Terra é oca, ou teu amigo espírita, que te xingará se tentares lhe abrir os olhos.
Um notícia sensacional sobre o mistério dum colchão que se incendeia sem causa aparente. O repórter entrevista cientistas, espíritas, o público, a polícia. Se fala em fantasma, feitiço, Diabo, duende, ufo, fraude… E começa tudo de novo: Vigiar o local, espalhar farinha no chão, armar arapuca, instalar câmera, orações ou uma sessão espírita…
Tanto escarcéu prum fenômeno já há muito estudado e conhecido, que só é mistério ao populacho ignorante: O surrado e banal poltergaiste, do alemão poltergeist, espírito brincalhão. Comumente um adolescente reprimido é a causa, inconsciente mas perigosa, incendiando, atirando pedra e objeto. Oscar Quevedo explicou que fenômenos psíquicos têm alcance máximo de 50m. Acaso estamos todos a mais de 50m da casa vizinha? Não! 30m quando muito.
Anacronismo e presunção sobre o passado
Num dos carnavais dos anos 1990, se não me engano na ocasião do maravilhoso Quizomba, num de seus arroubos de empolgação, declarando que os egípcios eram negros e que Cleópatra era negra.
Mas Cleópatra era grega da Macedônia. Era o período do Egito sob dominação grega. Embora ao simplismo dos historiadores todo período anterior à queda do império romano é chamado idade antiga, cronologicamente estamos muito mais perto de Cleópatra que Cleópatra dos faraós.
O canal Rimbel35, num desses típicos arroubos de precipitação pouco científica, analisando estatuetas egípcias zoomorfas e zooantropomorfas, concluiu que eram muitas as espécies de seres extraterrenos presentes naquela fase.
Primeiro: Não se pode concluir que são extraterrenos só porque são de aparência não-humana.
Segundo: Assim como os arqueólogos e historiadores têm o vício de ver, em todo objeto estranho, objeto de culto, não podemos simplesmente deduzir que todo texto seja relato histórico e toda imagem retrato da realidade. Os textos são relatos ou fábulas, e as figuras objeto de culto ou arte conforme a conveniência do cientificismo vigente. Os antigos não escreviam ficção e não faziam arte? As estatuetas não podem ser representações simbólicas? Em muitos brasões figuram leões e outros animais inexistentes no local, simplesmente porque simbolizam coragem, força, astúcia. Mesmo nos países tropicais e no resto do hemisfério sul se pinta o Natal com neve. Um historiador futuro deduziria que o Brasil era um país gelado.
Terceiro: Está provado que as estatuetas são contemporâneas do auge da civilização egípcia? O auge foi no período antediluviano, há mais de 12 mil anos. O Egito faraônico foi um período tardio, degenerado, mal recuperado da espantosa catástrofe do dilúvio, cultuando a lembrança dos antigos deuses. O nível de vida no Egito faraônico era tão ou mais precário que na Europa medieval. As estatuetas podem ser criações poéticas estereotipadas, como o são as lendas e mitos gregos sobre os deuses.
Os deuses gregos, posteriores aos faraós, são deuses tardios. Cérbero originalmente tinha 50 cabeças, lembrança do período orbital de Sírio A, B e C. Os poetas, ignorantes, simplificaram a 3.
Então quê raio de investigadores são esses, mal-informados, advogados, precipitados e simplistas?
Pintura de há 300 anos mostrando o batismo de Jesus com discos voadores ao longe
E o iutubeiro discutindo seriamente o quadro, como se o pintor fosse um fotógrafo da época, contratado pra pintar vendo Jesus ser batizado.
É de lascar!
É o mesmo que Salvador Dali pintar a chegada de Colombo. Mesmo quadros como A batalha de Riachuelo não são de se fiar. São apenas imaginação artística. Mesmo uma foto tão famosa quanto aquela dos soltados fincando a bandeira no fim da segunda guerra mundial é reconstrução posterior, pois o fotógrafo chegou atrasado e pediu pra refazer a cena.
Ignorar a bíblia
A bíblia do realismo fantástico é O despertar dos magos (Le matin des magiciens), de Louis Pauwels & Jacques Bergier. Um livro rico, instigante, de alta filosofia e alta ciência, discutindo os porquês e senões, incitando a pensar lateralmente, de forma criativa, a ver além das aparências e dos condicionamentos.
Não se pode conceber um aficionado, muito menos pesquisador, que não conheça essa obra capital, essencial, indispensável.
Esses três mosqueteiros e tantos outros não cometeriam tantos sofismas se conhecessem esse livro.
Ali estão os princípios de pensamento lateral. Que Coulomb provou matematicamente ser impossível corpo mais pesado que o ar voar. Que os cientistas diziam que não pode cair pedra do céu porque no céu não há pedra. Ridicularizaram Wegener e sua deriva continental. Que a idéia duma civilização superior é simplista, porque não se pode comparar duas coisas tão desconectadas.
Uma vez discuti com Glauder sobre Leonardo da Vinci e a teoria de que seria um crononauta ou alienígena. Glauder e Lígia citaram o objeto voador com asa de pássaro, bem tosco, que não funcionou, e que portanto não pode ser um alienígena ou crononauta tecnológico.
Eu disse que esse raciocínio está errado, é um sofisma. Então citei o exemplo dado por Pawels e Bergier, de que a ciência e a tecnologia não seguem necessariamente a linha que conhecemos. Noutro planeta se pode ter inventado a televisão sem conhecer o rádio. Pawels e Bergier demonstraram que na Alemanha nazista a ciência e a tecnologia tomaram um rumo desconcertante, com conceitos que nos espantariam.
Imagines um matemático que nunca ouviu falar sobre Euclides, Pitágoras nem imagina que existe o Principia mathematica. Um escritor detetivesco que nunca leu Edgar Allan Poe.
Pesquisa fragmentária
Num vídeo em conjunto, os dois autores respectivos de Vm granmisterio e o de Rimbel35 expuseram a tese de que o autor Zecharia Sitchin é um farsante. Poucos dias depois JL, em seu canal Mundo desconocido, disse que o que Sitchin escreveu é verdade. Então nos comentários pedi várias vezes aos senhores pesquisadores analisar a obra de Sitchin, pra estabelecer o que deve ser verdadeiro e o que deve ser falso. Pois se são pesquisadores! Nenhuma resposta. Aliás, na comunidade dos três mosqueteiros, que são quatro, não é praxe responder a comentário. O pretexto é o velho e surrado bordão de que são milhares.
Em 11.04.2017 o canal Vm granmisterio postou um vídeo analisando a desaparição de Bruno Borges (https://www.youtube.com/watch?v=lgaLc7mKCUU). Em 20.04.2017 Rimbel35 fez o mesmo (https://www.youtube.com/watch?v=w-XgEHUFkD0). Em agosto de 2017 Bruno reapareceu. Era um blefe ou tentativa de blefe publicitário. Nos comentários inseri conexão das notícias e perguntei se não falariam mais no assunto. Nenhuma resposta. Bruno reapareceu, e quem fez vídeo sobre isso não tocou mais no assunto. Ou seja: Só é interessante enquanto é mistério. Se era mentira o assunto vira tabu. Isso não é postura de pesquisador sério e é um desrespeito aos telespectadores.
O canal Mundo desconocido tem o costume de bloquear comentário quando lhe apraz, mas não bloqueia o clique positivo nem o inscritivo. Nunca clico positivo num vídeo com comentário bloqueado, e acho um desrespeito ao telespectador, além de ser um retrocesso, pois tira a interatividade, o transformando em televisão.
E que tal o tal Rimbel? Disse que sabe coisas que não pode revelar.
Pra quê-diabos, então, ver e ouvir o sujeito falando?!
Pseudomistério
Um vídeo documentário estrangeiro onde um cientista, ouvindo contar sobre a tarântula gigante da Amazônia, que é do tamanho duma mão aberta, busca descobrir se existe mesmo. Mas ao menos há décadas se sabe sobre isso. Será que é mistério só pra estrangeiros?
Mas só na Amazônia? Me lembro que cerca de 1970, eu era pequenino, morando em Rio Verde de Mato Grosso, ou se já em Campo Grande, na rua 13 de junho, a casa era infestada por tarântula. Na noite meus pais matavam o bicho jogando álcool e ateando fogo. Me lembro que numa faxina na cozinha, ao puxar um armário encostado na parede, bem no meio da parede estava uma tarântula, negra, peluda, enorme, do tamanho duma mão aberta.
Também já li sobre a centopéia de 30cm, que existiria na Amazônia. Só lá? Pois cerca de 1978 assistíamos televisão no começo de noite quando cruzou a sala uma centopéia de 30cm, passando entre as pernas de minha irmã e indo ao fundo da casa, onde papai a matou com álcool e fogo. Ao a sujeitar cuma vassoura, disse: Nossa! Como é bravo!
Na frente da casa tinha um terreno baldio, na verdade três, que não tinha lixo mas era matagal. No outro lado a avenida Júlio de Castilho. Os três terrenos, cerca de 20m×30m cada, viraram duas praças, que cerca de 2015 a prefeitura unificou retirando a rua que os separava. Como aparece bicho tão grande em espaço tão restrito?
Poucos anos depois, no terreno vizinho ao terreno onde tínhamos uma edícula no balneário Atlântico, Campo Grande, saída a Três Lagoas, área de mata, terra arenosa, onde tinha uma casa de madeira arruinada, quase abandonada, vi duas dessas centopéias de 30cm entrando no oco do assoalho de madeira meio podre.
Também só se fala sobre a formiga Tocandira na Amazônia. Mas em 1981, em Rio Negro, Mato Grosso do Sul, entrada do Pantanal de Mato Grosso, eu ia descalço até a rede onde dormiria, pois era verão, quando pisei numa dessas enormes formigas pretas. A dor é uma queimação como de taturana, bem mais intensa que ferroada de abelha ou vespa.
Mas o público em geral, e parece que até cientista, acredita que esses bichos grandes, só na Amazônia.
Conspiração travestida de profecia e passado travestido de futuro
Vemos profecias que são conspiração (Assim é fácil profetizar) e eventos passados sendo anunciados como futuro.
O Apocalipse, que significa revelação, é passado, descrição de cataclismos bíblicos ou pré-bíblicos, como a chegada de Vênus como cometa, se estabilizando na órbita solar, causando cataclismo na Terra. Nibiru é o nome de Vênus em sumério. O tal planeta X, na órbita ultraplutônica, deve ter outro nome, pois Nibiru é Vênus. Alguns põem o nome Nibiru ao tal planeta X, que seria o dos heloim. Mas o planeta divino é Marduque.
O planeta dos deuses teria de estar acompanhado por uma estrela anã-marrom, que seria o grande astro, e não o planeta, pois o planeta dos deuses, gigantes, obviamente tem de ter baixa gravidade.
Além do mais, um planeta além de Plutão não pode ser tão veloz a ponto de já ter chegado ou estar chegando perto da Terra.
Outra palhaçada é o mapa futuro da Terra, que só a leigos ilude, mostrando mapas passados como futuro, como a América do Sul fragmentada, com o mar Amazônico, o tal mar de Xaraés?, no lugar da Amazônia.
Se é algo ao qual não devemos dar trela, é às tais profecias, pura manipulação. Mesmo se fossem reais, podem se referir ao futuro dum mundo paralelo, não necessariamente deste.
Outro catastrofismo é uma nova idade glacial, como se entrássemos nela gradativamente como chegando o inverno. Pruma nova era glacial precisamos dum inverno nuclear. Talvez nem uma guerra nuclear o possa fazer.
A mais recente era glacial foi há cerca de 10 mil anos, depois do dilúvio, há cerca de 12 mil anos, quando um planetóide, o meteoro de Carolina, se chocou contra a Terra e convulsionou tudo, extinguindo quase toda a humanidade, com vagalhões que atingiam os cumes do Himalaia e com cinza vulcânica transformando a superfície do Atlântico em lodo e deixando o céu encoberto durante ao menos 1000 anos.
Dali as lendas duma era quando não existiam as estrelas e era eternamente noite. Por isso a posterior adoração ao Sol, os membros da casta dominante se proclamado filhos do Sol.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

O mistério do álien brasileiro

 Rejeito a sigla ET (extraterreno, erroneamente extraterrestre (as baleias são extraterrestres)) simples modismo do famoso filme do Espilbrega, e porque sigla não é vocábulo.
No caso de Varginha não se tratam e seres extraterrenos e sim intraterrenos.

Mais três matérias na revista:



À coleção Síndrome de roberto-carlos
(E que tudo o mais vá pro Inferno)



Finalmente, milagre!, um cego na calçada tátil, na Maracaju com Rui Barbosa. Na volta, outro, em sentido contrário, na Maracaju com 13 de maio.
Isso é incrível!

Coleção de cartão-postal de Joanco