quarta-feira, 10 de julho de 2019

Birutéia 003, 10.1976

Tradução do enviado em inglês por Danilo Meneses

Não te iludas com a aparente puerilidade dos enredos do gibi. Aquela do rei chocando um ovo de dragão sem querer foi ótima tirada. É melhor que muitos com cunho muito mais sério. Usa inglês arcaico e cheio de trocadilho, pois se passa num castelo medieval do rei Ding-a-Ling.
O povo o chama Dingy: Sujo, sombrio, surrado
Sujo no sentido de esmaecido, desbotado, escurecido, encardido (cabelo marrom-sujo)
No inglês parece que faz quase trocacilho Dingaling (amalucado, excêntrico) com Dingy (encardido, amarelado). Na edição Diversões juvenis, que postei há pouco, se chama Dingling. Pensei o chamar Doidivana e o povo o chamar Doidim, mas Matusquela (amalucado) ficou melhor, pois o povo o pode chamar Matusco (ignorante, tosco) ou Matungo (vira-lata). Birutéia deixei assim mesmo porque foi mais publicado assim, mas gostei mais de bruxa Caxuxa, da Ebal. Cachucho é outro nome do peixe chamado vermelho (Lutjanus purpureus)
Deviam fazer as edições com nota, não só dar um nome mais-ou-menos, e pronto, pois se perde muito da graça nos trocadilhos intraduzíveis ou quase. https://www.inglesnapontadalingua.com.br/2018/08/o-que-significa-ye-thou-thee-thine-thy.html
O quê significa ye, thou, thee, thine, thy?

Por favor, divulgues meu blogue aqui no sítio.
Aceito doações de bolsilivros digitalizados ou fisícos pra meu blogue Oeste em Bolsilivros. Quem puder me ajudar ficarei muito agradecido.
https://oesteembolsilivros.blogspot.com/
Um abraço amigo a todos

Valeu, Pedro, já passarei aí

À coleção Adeene neles!
Birutéia - Marta

Messi - Helmut Lotti - Lloyd Bridges

Emiliana - Irene Ryan - Milenio 3

Coleção cartão-postal de Joanco






quarta-feira, 3 de julho de 2019

Careta 729




Imperador Omar Melão é ruivo e obeso na página 32, e moreno e gordo na 61



— Não esqueças que sou o senhor homem, quem comanda aqui, pois tenho o dom do raciocínio
 — Ter, tem. Mas não usa. Né?

O supermercado polonês é diferente do brasileiro
Nesse vídeo uma brasileira morando na Polônia fala sobre o supermercado de lá. No vídeo não se vê funcionário. Pra pegar o carrinho tem de pôr uma moeda e retirar no mesmo lugar ao o devolver. Assim se garante que o carrinho não será largado no estacionamento. E é tudo auto-atendimento. O cliente pega e escolhe qual é o item. E a apresentadora dizendo que tem ninguém vigiando, que não passa na cabeça deles que alguém passe um produto como outro mais barato. Ao passar um objeto à parte mais baixa, que é uma balança, o sistema só deixa continuar ao se detetar o peso, que é pra não pagar duas vezes. A apresentadora elogiou a preocupação em não deixar o cliente pagar duas vezes um produto.
Nos comentários o pessoal falando de como é bom viver num lugar de gente honesta, blablablá patati-patatá.
Em todo vídeo falando sobre outro país se nota nos comentários um crônico e recalcado complexo de vira-lata. O complexo é algo terrível, já virando depressivo. Só porque a coleta ao lixo é eficiente, são eficientes em tudo, são deuses.
É sobre esse raciocínio simplista que quero falar. É isso que leva a idéias racistas e outras tantas barbaridades tão persistentes. As pessoas não analisam o contexto e generalizam a partir dum ponto específico. Vemos isso em muitos iutubeiros de mistérios e conspirações. Ou seja: Falta o raciocínio científico.
Calma aí!, pessoal. Se os poloneses são tão estupendamente honestos assim, emprestes dinheiro a todo mundo, pra ver se é verdade. Topas? Se são, por quê tiveram de investir num sistema eletrônico pra garantir que não largarão o carrinho no estacionamento? Se não mostrasse como funciona, algum brasuca-lata diria que lá o povo é tão educado que não larga o carrinho no estacionamento! E, como mostrou noutro vídeo, não precisaria ter policial na rua pra multar, ou levar à delegacia se não tiver como pagar a multa na hora, quem andar na rua tomando bebida alcoólica. E, como mostrou noutro, não teriam o disseminado costume de estacionar o carro encima da calçada, pois, como disse a apresentadora, tem lei pra isso mas é uma daquelas leis que não pegam.
A ingenuidade da apresentadora achando que ninguém vigia. É lógico que vigiam cum sistema muito eficiente.
A balança que impede pagar duas vezes é preocupação contra processo, pois o europeu é cioso de seus direitos. É tudo questão de estatística, como explicou um especialista em direito do consumidor. No Brasil as empresas são picaretas porque quase ninguém reclama. Então o que tiver de pagar a alguém que reclamar compensa em comparação com a multidão que não reclama. Se a maioria reclamasse as empresas não se atreveriam tanto, porque não compensaria.
Mas outro entrave é o legislativo e o judiciário. Uma vez Glauder foi à justiça pra  reclamar contra 40 centavos a mais na conta telefônica-internética. O juiz não deixou, dizendo que é uma bagatela, pondo no chinelo todas as campanhas publicitárias pra que o povo reclame, mesmo que seja bagatela.
Como na embalagem de bacalhau português Consumir depois de abrir, gerando muita piada. É apenas pra se precaver contra os processos.
Mas um turista que tem de bloquear o cartão-de-crédito aqui o faz e pega outro na hora. Na França leva um mês. https://www.youtube.com/watch?v=5gQDazpjqic
As pessoas presumem e logo já têm certeza. Essa preguiça mental não leva só a complexo de vira-lata e a conspiranóia. Leva também a tragédia.
Na década de 2000 estava na moda a queda-livre com elástico, inspirado no ritual de rito-de-passagem pós-adolescência dos nagol de Vanuato, https://pt.wikipedia.org/wiki/Naghol. A moda parou depois duns casos da corda arrebentar. É que não existe fábrica dessa corda. Era feita artesanalmente. Nunca houve estudo sobre fadiga do material, ressecamento, etc. Se presumia que a corda serviria indefinidamente.
Um alerta pra quem ainda não pensou que a reciclagem não é ad infinitum.
Até as russas já perceberam que a moda é se casar cuma russa. Já apareceram algumas explicando que não é tão idílico assim.
Essa síndrome de presumir só é admissível em gente muito jovem, pois a pessoa adulta e boa da cabeça sabe que não existe troca só com vantagem ou só com desvantagem. Que tudo consiste em analisar se compensa.
É justamente nisso, nessa preguiça mental, nessa tendência de raciocinar apressado e prematuro, onde está a chave pra manipular a sociedade. Toda nossa tragédia intelectual-espiritual vem disso.
Desse pensamento sonambúlico brotam ideologias esdrúxulas fazendo as pessoas aceitar ser normal usar o órgão excretor como órgão sexual improvisado, um sexo na imundície mais abjeta ser visto como apenas uma variação criativa da normalidade. Nada pode ser mais surreal que isso.
As lendas urbanas. Estão usando os rumores coletivos pra propagar marcas, porque já perceberam que as propagandas tradicionais, principalmente aquelas com celebridades idiotas anunciando tal produto, não convencem mais.
É como a antiga sede de correr mundo e viver aventura. É isso que Dom Quixote satiriza. As narrativas, os gibis não transmitem cansaço, dor, odor. O herói não pega resfriado, não torce o pé, não tem dor-de-barriga nem a coluna puxando. Herman Melville e tantos outros não pensaram em escorbuto ao se lançar ao mar e percorrer o mundo.

Coleção cartão-postal de Joanco
 



sexta-feira, 28 de junho de 2019

Robert Ambelain - Los secretos de Israel - Os segredos de Israel


ENIGMAS
O quê a Bíblia oculta?
¿Qué oculta la Biblia?
Enfim saem à luz os segredos, zelosamente guardados ao longo de milênios, quanto à origem fraudulenta dos textos sagrados da religião judaica e, portanto, também das religiões cristã e islâmica
En fin salen a la luz los secretos celosamente guardados a lo largo de milenios, que conciernen al origen fraudulento de los textos sagrados de la religión judía y, por tanto, también de las religiones cristiana e islámica
Arqueólogos e historiadores o insinuam com prudência mas Robert Ambelain o afirma sem eufemismo e com argumentos contundentes:
Arqueólogos e historiadores lo insinúan con prudencia mas Robert Ambelain lo afirma sin eufemismo y con argumentos contundentes:
• Os antigos hebreus eram pagãos e politeístas
• Los antiguos hebreos eran paganos y politeístas
• Moisés não recebeu nem transmitiu revelação divina
• Moisés no recibió ni transmitió revelación divina
• A maioria das personagens do Antigo testamento jamais existiu
• La mayoría de los personajes del Antiguo testamento jamás existió
• A lenda do Êxodo foi inventada pela classe sacerdotal
• La leyenda del Éxodo fue inventada por la clase sacerdotal
• Os essênios foram místicos judeus que se rebelaram contra essas tergiversações
• Los esenios fueron místicos judíos que se rebelaron contra esas tergiversaciones
Os mistérios da cabala, o deus com cabeça de asno e a circuncisão são outros temas sobre os quais Ambelain aporta informações surpreendentes
Los misterios de la cábala, el dios con cabeza de asno y la circuncisión son otros temas sobre los cuales Ambelain aporta informaciones sorprendentes
Um livro que mudará nossa visão sobre a história passada e presente
Un libro que cambiará nuestra visión sobre la historia pasada y presente



Nas figuras acima se vê uma falha na edição: Um trecho da página 85 se repete na 140
En las figuras arriba se ve una falla en la edición: Un trecho de la página 85 se repite en la 140
Abaixo um apanhado dos trechos mais interessantes. Se constatou que o deus do antigo testamento, o que gerou a idéia estapafúrdia dum deus superfantástico, ultracósmico, absoluto, nada mais é que uma entidade maléfica e parasitária como tantas outras.
Abaijo una recoja de los trechos más interesantes. Se constató que el dios del antiguo testamento, lo que generó la idea absurda de un dios superfantástico, ultracósmico, absoluto, es nada que una entidad maléfica y parasitaria como tantas otras.
O demiurgo egípcio leva o nome de Atem, Tem, ou Atum. Como disse, é nosso Adão. Pois se recordamos que as antigas línguas orientais ignoram as consonantes vocalizadas, transcreveremos assim esses diferentes nomes: Atem ATM, Atum ATM, Tem TM, Adão ADN.
El demiurgo egipcio lleva el nombre de Atem, Tem, o Atum. Como dije, es nuestro Adán. Pues si recordamos que las antiguas lenguas orientales ignoran las consonantes vocalizadas, transcribiremos así esos distintos nombres: Atem ATM, Atum ATM, Tem TM, Adán ADN.[1]

Mas parece muito arriscado sustentar, por tudo o que precede, que antes do cativeiro em Babilônia e, sobretudo, antes do reinado do jovem Josias e a descoberta milagrosa do Lei, de Moisés, os israelitas já se dirigiam a um deus eterno, transcendente, além de tudo o que o espírito do homem pode conceber.
Pero parece muy arriesgado sostener, por todo lo que precede, que antes del cautiverio en Babilonia y, sobre todo, antes del reinado del joven Josías y el descubrimiento milagroso del Ley, de Moisés, los israelitas se dirigían ya a un dios eterno, trascendente, más allá de todo lo que el espíritu del hombre puede concebir.
Se tratava, simplesmente, a cada vez, dum baal (senhor) local, espécie de gênio dum lugar dado, crença que encontramos em todo o mundo. A geografia religiosa do Antigo testamento o confirma com seus numerosos Baal-dalgum-lugar: Baal-Ath, Baal-Ath-Beer, Baal-Berith, Baal-Gad, Baal-Hamon, Baal-Hermon, Baal-Meon, Baal-Peor, Baal-Peratsim, Baal-Schalischa, Baal-Thamar, Baal-Tsephon, etc, todos os quais designam um lugar ou uma cidade. E será preciso aguardar séculos pra que Israel aceda realmente à noção do deus único, absoluto, incognoscível, que é agora a sua.
Se trataba, sencillamente, a cada vez, de un baal (señor) local, especie de genio de un lugar dado, creencia que encontramos en todo el mundo. La geografía religiosa del Antiguo testamento lo confirma con sus numerosos Baal-de-algún-lugar: Baal-Ath, Baal-Ath-Beer, Baal-Berith, Baal-Gad, Baal-Hamon, Baal-Hermon, Baal-Meon, Baal-Peor, Baal-Peratsim, Baal-Schalischa, Baal-Thamar, Baal-Tsephon, etc, todos los cuales designan un lugar o una ciudad. Y será preciso aguardar siglos para que Israel acceda realmente a la noción del dios único, absoluto, incognoscible, que es ahora la suya.
Se observará que os gênios do esoterismo árabe, que tão a miúdo se mencionam no Corão, os famosos jnun’o uta, são chamados normalmente siadna (nossos senhores), ou também melkin el ardh (os senhores do solo), às vezes inclusive uled tahat el qua (o povo de baixo).
Se observará que los genios del esoterismo árabe, que tan a menudo se mencionan nel Corán, los famosos jnun’el uta, son llamados normalmente siadna (nuestros señores), o también melkin el ardh (los señores del suelo), a veces incluso uled tahat el qua (la gente de abajo).
Assim, os baalim são apenas o equivalente aos jnun (djin, gênios) das mil-e-uma noites.
Así, los baalim son apenas el equivalente a los jnun (djin, genios) de Las mil y una noches.
 […]
Resta saber se as perguntas que Moisés fez a seu jovem médium Josué, filho de Num, foram respondidas pelo deus supremo ou simplesmente por alguns djenun’ das tradições árabes, que então eram denominados baalim. O fato de haver textos pentatêuticos vinculados a Javé e outros a Eloim demonstra que a coisa não era certa. Eloim significa ela-os-deuses. É um feminino singular associado a um masculino plural.[2] E a tradição rabínica afirma que o salmo 91 foi composto por Moisés quando subiu ao Sinai, temendo os espíritos malfeitores. O que é significativo.
Resta saber si las preguntas que Moisés hizo a su joven médium Josué, hijo de Nun, fueron respondidas por el dios supremo o simplemente por algunos djenun’ de las tradiciones árabes, y que entonces eran denominados baalim. El hecho de haber textos pentatéuticos vinculados a Yavé y otros a Elohim demuestra que la cosa no era segura. Elohim significa ella-los-dioses. Es un femenino singular asociado a un masculino plural.[3] Y la tradición rabínica afirma que el salmo 91 fue compuesto por Moisés cuando subió al Sinaí, temiendo a los espíritus malhechores. Lo que es significativo.
Encontramos essa tradição no livro de Tobias: Então o anjo Rafael capturou o demônio e o acorrentou no deserto do alto Egito. 8, 3 No Saara, a gareth-el-djenun’ tem a mesma sinistra reputação. A montanha dos Gênios tem fama de enfeitiçada, e muitos camponeses acreditaram, dados os diversos fenômenos que ali se produzem. O mesmo ocorre com o Tannezruf, ou país do Medo.
Encontramos esa tradición nel libro de Tobías: Entonces el ángel Rafael tomó al demonio y lo encadenó nel desierto del alto Egipto. 8, 3 Nel Sahara, la gareth-el-djenun’ tiene la misma siniestra reputación. La montaña de los Genios tiene fama de embrujada, y muchos campesinos lo creyeron, dados los distintos fenómenos que allí se producen. Lo mismo ocurre con el Tannezruf, o país del Miedo.
Finalmente, o atento estudo sobre os nomes dalguns djenun’ da magia árabe mostra que se trata de nomes muito deformados de antigas divindades egípcias.
Finalmente, el atento estudio sobre los nombres de algunos djenun’ de la magia árabe muestra que se trata de nombres muy deformados de antiguas divinidades egipcias.
O que confirma nossa hipótese de que os eloim do antigo Israel e os djenun’ do islã são entidades parecidas.
Lo que confirma nuestra hipótesis de que los elohim del antiguo Israel y los djenun’ del islam son entidades parecidas.

Coleção cartão-postal de Joanco
 






[1] Adán-ADN. Muy sugestiva la transcripción coincidir con la actual sigla del ácido desoxirribonucleico. Nota del digitalizador
[2] Se observará que Astartéia, divindade feminina cananéia, derivou Astorete, palavra que designa um conjunto de divindades secundárias, tal qual Eloim, e também mundo dos bem-aventurados
[3] Se observará que Astarté, divinidad femenina cananea, produjo Astoreth, palabra que designa un conjunto de divinidades secundarias, al igual que Elohim, y también mundo de los bienaventurados

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Riquinho 0028, 03.1970

Escaneio de Danilo Meneses


As cabeças de pedra olmecas são nitidamente negróides
Em Leyendas prehispánicas mexicanas, de Otilia Meza, página 141, La Xtabay (lenda maia) que dalém das fontes de Chapopote (Chapopotl) chegou um homem muito negro seguido dalguns sacerdotes pintados de negro e a cujo deus principal utavam de hule. Se chamava Ek aquele misterioso sacerdote de cor escura e lábios grossos e sensuais. [...] Ek, o homem de negra carne e dentes brancos como a Lua...
Recomendo Os impérios negros da idade média, de Philippe Aziz, coleção Grandes civilizações desaparecidas, Otto Pierre editores, Rio de Janeiro, 1978

E aos racistas de plantão, a lembrança de que branco não é necessariamente bonito:


Durante todo o século 20 o telefone funcionava perfeitamente. Agora se liga a um número e dá a mensagem de que não existe. Liga a outro e diz que está programado pra não receber mensagem. Mas no dia seguinte se descobre que só pode ser alguma falha, pois estão todos normal. Antes o telefone era independente. Se caía a rede elétrica se podia ligar pra pedir socorro. Hoje, se cai a energia ou a conexão internética o telefone cai junto.
Isso é progresso tecnológico?
Não põe data mas quer reclamar direito autoral. É incrível a quantidade de livros recentes, antigos, antiqüíssimos, que não põem data da edição. Então como reclamar direito autoral?, se a data é o item mais importante.
O terraplanista que afirmou que a gravidade não existe porque duas bolinhas próximas não se atraem!
Pois é. Essa é a lógica dos terraplanistas!
É como os que ao ver falha na teoria da evolução já concluem que não existe.
O fato da evolução não ser como pensamos não autoriza a concluir que não existe.
Também o fato de o ser humano não ser resultado de evolução natural na Terra e sim híbrido de primatas africanos com os eloim de Marduque não autoriza a negar que ela existe.

Coleção cartão-postal de Joanco
 



domingo, 23 de junho de 2019

Papai Noel 053 - Tom & Jerry, 06.1956


São Pedro-e-São Paulo
Um punhado de rochedos pontiagudos forma o arquipélago São Pedro-e-São Paulo a 1000km do continente. É o pedaço do Brasil mais perto da África, chacoalhado freqüentemente por terremoto, menor que dois campos de futebol, sem vegetação nem água doce. Mas brasileiros moram ali desde 1998.
A principal ilha é Belmonte.
Um aventureiro italiano decidiu cruzar o oceano Atlântico num caiaque em 2006.
A morte estava próxima pro italiano Alex Bellini. Perdido havia cinco dias, sem comer, num caiaque no meio do Atlântico. Com 28 anos, parecia ser o fim da aventura de travessia solitária no Atlântico num pequeno barco partindo de Gênova rumo ao Ceará, pois em duas ocasiões uma grande onda virou o barco. Assim se perdeu a maior parte da comida e equipamento.
Havia um fio de esperança. Tinha um telefone via satélite, no qual recebia instrução de sua equipe na Itália sobre um arquipélago brasileiro na região. Mas o território não constava nas cartas náuticas de Alex. Pior: A ondulação marinha escondia o baixo relevo das ilhotas. Nada acharia. Só um milagre o salvaria.
Mas a sorte estava consigo. No barco de apoio à pesquisa no arquipélago São Pedro-e-São Paulo um pescador percebeu algo alaranjado flutuando no horizonte do imenso mar azul. Era o barco do italiano exausto e faminto.
Em 2016, morando em Londres, Alex contou a aventura de 2006:
— Tento imaginar a cena. Eles me vendo chegar num barquinho sem motor, só com o remo, magro como um prego, barbudo, ressaqueado por dormir pouco, assustado. A idéia de ver alguém em carne-e-osso após sete meses era como ver os santos, nossa senhora e Jesus. Situação muito dramática porque arrisquei a vida. Um pequeno arquipélago muito feio e rochoso, cheio de guano e sem lugar pra se sentar. Mas era oportunidade de sobrevivência.
Enfim perguntei sobre uma estranha coincidência em seu resgate, em torno dos nomes dos santos que batizam os rochedos. Explicou que assim que chegou à ilha Belmonte conseguiu ligar a um amigo pra informar estar a salvo. Quando contatei meu amigo, em Valtelina, pra contar que cheguei a São Pedro-e-São Paulo, lhe gelou o sangue. Disse Não acreditarás. Há alguns dias mamãe sonhou contigo preso ao campanário da igreja de nossa paróquia de Aprica. A igreja de Aprica é consagrada a são Pedro e a são Paulo, seus santos protetores! Muito misterioso. Bela coincidência. Era o que eu fazia. Estava agarrado à esperança de chegar a São Pedro-e-São Paulo pra escapar da fome.
Após se recuperar partiu do arquipélago e chegou a Fortaleza, totalizando 226 dias de navegação atravessando o Atlântico.
Em 2008 atravessou o Pacífico.
Élcio Braga
A ilha brasileira mais perto da África



Os raios e as cavernas
[…]
Mas nossa relação e colaboração com senhor Dauzère não acabaram aqui.
Depois de ser atraído por si aos cumes e me familiarizar com os fenômenos meteorológicos, seria eu agora quem o guiaria às grutas e àlguns mistérios delas.
O físico Camille Dauzère seguia desde havia tempo um estudo sobre a formação das tormentas e do granizo. Isso o levou, associado a um naturalista autodidata, a realizar uma vasta pesquisa sobre a distribuição dos pontos onde caíam os raios na região de Bagnères de Bigorre.
Joseph Bouget, um observador genial, notara e determinara que essa distribuição dos lugares estava condicionada pela natureza das rochas. As melhor condutoras de eletricidade eram as atacadas mais freqüentemente. Inclusive determinou que o raio preferia não só certas rochas (quisto e granito) mas também as linhas de contato de dois terrenos mineralogicamente diferentes.
Professor Dauzère não demorou a desenvolver e aperfeiçoar essas preciosas observações iniciais de seu colega, as orientando até uma nova hipótese, que consistia em ver na maior ou menor ionização do ar a razão da atração do raio a um lugar.
Esses íons são produzidos pela radiatividade das rochas. Isso fazia lembrar um pouco as conclusões de Bouget, segundo as quais as rochas mais radiativas são as de granito e as menos radiativas as calcárias.
Assim se explicava a influência da constituição geológica do solo sobre a freqüência dos raios. Mas parece haver uma curiosa exceção pràs calcárias contíguas às entradas de gruta e abismo.
Nesse ponto foi quando os senhores Dauzère e Bouget me associaram a suas investigações. Apontei que encontrara freqüentemente os vestígios do raio perto dos orifícios das simas (funis, rochas quebradas e, sobretudo, árvores marcadas com os sulcos característicos produzidos pela chispa elétrica).
Assim conduzi senhor Dauzère aos salões das grutas, onde media a ionização do ar cum contador gáiguer. Media também no interior, onde se confirmou (Elster e Geitel o demonstraram em 1900) a crença de que o ar subterrâneo é radiativo.
No verão, o período das tormentas, as grutas, que exalam uma corrente de ar intensamente ionizada captam a descarga elétrica do raio que cai ao salão da caverna ou ao orifício da sima.
Sob o grande pórtico rochoso da gruta de Labastide encontrara uma sulfurita da espessura dum punho, completamente vitrificada, prova incontestável do raio naquele lugar. EA Martel garantiu a mim que a sima de Padirac atrai freqüentemente os raios nas violentas tormentas de verão.
As observações e as provas desse tipo são inúmeras. Não há dúvida de que o pior que se pode fazer numa tormenta no campo é buscar refúgio numa gruta.
Essa inesperada  relação  entre o raio e as cavernas foi a miúdo tema de conversação com senhor Dauzère, sem deixar de comentar a outra relação, ainda mais inesperada, entre as greves e a ascensão de espeleólogos ao pico do Midi.
Mas se definitivamente não fiz mais que dar uma modesta contribuição ao estudo de senhor Dauzère sobre os raios e as grutas, informei em relação com esse tema sobre dois fatos que, mesmo sem ter algo de científico, nem por isso deixaram de lhe interessar.
Quando criança Santo Agostinho tinha medo do ruído do trovão, a tal ponto que quando estourava uma tormenta corria pra se refugiar numa pequena caverna.
Um dia o raio caiu sobre seu esconderijo, o comovendo enormemente. Doravante o menino se não se curou da fobia ao menos aprendeu que os lugares subterrâneos não são precisamente um refúgio seguro contra a cólera do céu.
Pra terminar evoquemos retrospectivamente os raios de Júpiter que Vulcano e seus ciclopes forjavam nas moradas subterrâneas. Aqueles famosos raios de bronze que Mercúrio quando criança quis roubar na gruta onde estavam depositados mas que não levou porque eram pesados demais.
Os antigos, a miúdo observadores penetrantes e sutis, perceberam a atração do raio às cavernas. Acaso imaginaram e dissimularam de propósito, sob um mito, a origem subterrânea dos raios?
Nesse caso anteciparam em milhares de anos a idéia nova e surpreendente da influência das radiações profundas das entranhas da Terra sobre as nuvens tempestuosas no canal das cavernas.
Norbert Casteret, Minha vida subterrânea (Ma vie souterraine), capítulo 24 - O raio e as grutas

Los rayos y las cuevas
[…]
Pero nuestra relación y colaboración con señor Dauzère no acabaron aquí.
Después de ser atraído por sí a las cumbres y me familiarizar con los fenómenos meteorológicos, sería yo ahora quien lo guiaría hacia las grutas y hasta algunos misterios de ellas.
El físico Camille Dauzère seguía desde hacía tiempo un estudio sobre la formación de las tormentas y del granizo. Ello lo llevó, asociado a un naturalista autodidacta, a realizar una vasta encuesta sobre la repartición de los puntos donde caían los rayos en la región de Bagnères de Bigorre.
Joseph Bouget, un observador genial, notara y determinara que esa repartición de los lugares estaba condicionada por la naturaleza de las rocas. Las mejor conductoras de electricidad eran las atacadas más frecuentemente. Precisó incluso que el rayo prefería no sólo ciertas rocas (esquisto y granito) sino además las líneas de contacto de dos terrenos mineralógicamente diferentes.
Profesor Dauzère no tardó en desarrollar y perfeccionar esas preciosas observaciones iniciales de su colega, las orientando hacia una nueva hipótesis, que consistía en ver en la mayor o menor ionización del aire la razón de la atracción del rayo a un lugar.
Esos iones son producidos por la radiactividad de las rocas. Ello recordaba en algo las conclusiones de Bouget, según las cuales las rocas más radiactivas son las de granito y las menos radiactivas las calcáreas.
Así se explicaba la influencia de la constitución geológica del suelo sobre la de los rayos. Pero parece haber una curiosa excepción para las calcáreas contiguas a las entradas de gruta y abismo.
En ese punto fue cuando los señores Dauzère y Bouget me asociaron a sus investigaciones. Señalé que encontrara frecuentemente las huellas del rayo cerca de los orificios de las simas (embudos, rocas rotas y, sobre todo, árboles marcados con los surcos característicos producidos por la chispa eléctrica).
Así conducí al señor Dauzère hasta los porches de las grutas, donde medía la ionización del aire con ayuda de un aparato gáiguer. Medía también nel interior, donde se confirmó (Elster y Geitel lo mostraron en 1900) la creencia de que el aire subterráneo es radiactivo.
En verano, el período de las tormentas, las grutas, que exhalan una corriente de aire intensamente ionizada captan la descarga eléctrica del rayo que se abate sobre el porche de la caverna o al orificio de la sima.
Bajo el gran pórtico rocoso de la gruta de Labastide encontrara una sulfurita del grosor de un puño, completamente vitrificada, prueba incontestable del rayo en aquel lugar. EA Martel aseguró a mí que la sima de Padirac atrae frecuentemente los rayos en las violentas tormentas de verano.
Las observaciones y las pruebas de ese tipo resultan innumerables. No hay duda de que lo peor que se puede hacer en una tormenta nel campo es buscar refugio en una gruta.
Esa inesperada  relación  entre el rayo y las cuevas fue a menudo tema de conversación con señor Dauzère, sin dejar de comentar la otra relación, más inesperada todavía, entre las huelgas y la subida de espeleólogos a la cima del Midi.
Pero si en definitiva no hice más que aportar una modesta contribución al estudio de señor Dauzère sobre los rayos y las grutas, informé en relación con ese tema sobre dos hechos que, aun sin tener algo de científico, no por eso dejaron de le interesar.
Cuando niño San Agustín tenía miedo al ruido del trueno, hasta tal punto que cuando estallaba una tormenta corría a se refugiar en una pequeña cueva.
Un día el rayo cayó sobre su escondite, lo conmoviendo enormemente. Desde aquel día el niño si no se curó de la fobia al menos aprendió que los lugares subterráneos no son precisamente un refugio seguro contra la cólera del cielo.
Para terminar evoquemos retrospectivamente los rayos de Júpiter que Vulcano y sus cíclopes forjaban en las moradas subterráneas. Aquellos famosos rayos de bronce que Mercurio cuando niño quiso robar en la gruta donde estaban depositados pero que no llevó porque eran demasiado pesados.
Los antiguos, a menudo observadores penetrantes y sutiles, ¿percibieron la atracción del rayo a las cavernas, y acaso imaginaron y disimularon a propósito, bajo un mito, el origen subterráneo de los rayos?
En ese caso anticiparon en millares de años la idea nueva y sorprendente de la influencia de las radiaciones profundas de las entrañas de la Tierra sobre las nubes tempestuosas nel canal de las cavernas.
Norbert Casteret, Mi vida subterránea (Ma vie souterraine), capítulo 24 - El rayo y las grutas


Coleção cartão-postal de Joanco



quinta-feira, 13 de junho de 2019

Capitão América 1

Colaboração de Danilo Meneses
Alterado a .cbr

Dica do leitor Almir:
Olá amigo, obrigado pela postagem.
Em relação à ela branca, percebi o seguinte:
Com a versão antiga do WINRAR, por padrão o arquivo ao ser compactado utiliza o formato RAR4, que abre normalmente em qualquer leitor de CBR.
Entretanto, nas versões mais recentes do WINRAR a partir do 5.0, por padrão, a versão de formato é a RAR, o que acaba gerando estas incompatibilidades.
Para resolver o problema, basta alterar na hora de compactar para o padrão RAR4 que o arquivo será aberto sem problemas, inclusive no CDisplay.

Obrigado, Almir. Funcionou perfeitamente

Dois livros do canal Belém de arrepiar
O livro Belém de arrepiar virtual e impresso. O impresso em promoção.
Pra outubro o livro Casas mal-assombradas, em pré-lançamento.  Como os do projeto Lovecraft, comprando agora, pro autor financiar a edição.
WhatsApp (91)985140274, com Nathan
Meu exemplar já chegou. Só falta outubro chegar.
https://www.youtube.com/watch?v=oNbB7XGBcMI

Hoje, 13 de junho, dia do padroeiro de Campo Grande, festa junina, que é ainda mais sem graça que o carnaval local. Muito descaracterizada, som alto e nada junino, quadrilha tosca, rojão em vez de fogueira e as comidas nada típicas. Ainda mais que as barracas costuma ser de igrejas, gente que acha que porque é beneficente não precisa ter caridade.


















Fotos de dom Ramão
Quando se vê a prefeitura limpando o capim que toma conta nas imensas quadras gramadas (capinzadas) na cercania da praça do papa é porque é carnaval ou são-joão. No resto do ano o colonião tira toda a visão dos motoristas nos cruzamentos e rotatória da avenida Alfredo Scaff e Cassimiro Sandim de Rezende. Mas só limparam a avenida. As travessas Carmélia Dutra e Isakia Nahas Siufi continuam matagal. O que chama de calçada não passa duma estreita passarela de piche sempre tomada por capim, de modo que o pedestre tem de andar na rua.
Se o cidadão tiver uma falha que for na calçada, os fiscais pegam no pé, mas só se tiver denúncia, tal qual em ditadura comunista. Senão, matagal e entulho, como se vê em todo o bairro. Mas a prefeitura faz se quiser, e tudo bem. De modo que na avenida Cassimiro até hoje nada de sinalização nem iluminação.
O supermercado Comper da Tamandaré com Benjamim Constant tá cheio de mosca. Em 04.06.2019, moscas dentro da vitrina de salgadinho, passeando nas comidas. Na semana passada um festival de degustação, e já na seção de lingüiça a moça abanando mosca. Nos bolos um véu de tela grossa, onde as moscas estavam pousadas, em contato com a comida do mesmo jeito que se não tivesse a tela. Falei ao atendente que com aquela tela de véu de viúva a mosca está em contato com a comida do mesmo jeito. Na semana anterior, as moscas pousando no pão exposto a degustação. Ô!, seu fiscal. Vocês só são rigorosos com o pequeno empresário. Enchem tanto o saco e não deixam o empresário trabalhar. Mas com os grandes fingem não ver. Vamos lá, seu fiscal. Levante essa bunda gorda da cadeira e multa no Comper, ou fechar a loja.
Ramão contou que sua prima veio a Campo Grande nos anos 1980 pra cuidar da mãe. Enfermeira da Santa casa de São Paulo, graduada, com forte especialização, não se adaptou ao sistema do hospital daqui, sem o controle de qualidade de São Paulo. Disse que estava tudo errado, que não era assim que se procedia. Muito empreendedora, chutou o marido acomodado e hoje mora sozinha. Lá, é claro.
Eis um sumário apanhado de topônimo do vocábulo paraguai. Mais um exemplo do samba-do-crioulo-doido que é a toponímia em geral. O mais esdrúxulo e forçado é o de Armando de Aguiar.
Paraguai - etimologia
Existem duas versões cercando esse nome. A denominação vem do guarani, como muitos outros nomes da região, mas as traduções, às vezes, não coincidem.
Examinando o nome em castelhano, Paraguay: Alguns afirmam que para se refere a mar, gua significa vindo de, e y, água. Água que vem do mar.
O pesquisador paraguaio Jorge Rubiani afirmou que o nome vem da palavra paragua, nome dum cacique que fez um pacto com os espanhóis.
Paragua, segundo Rubiani, significa coroa de pena.

O exato significado da palavra permanece desconhecido, podendo derivar do rio do mesmo nome. Um dos mais comuns significados atribuídos é que significa água dos paiaguá, uma das tribos nativas. Outro significado é que derive das palavras nativas paragua e i que significam rio coroado.
[Aqui o dicionário confunde i, pequeno com y, água]

O topônimo Paraguay tem origem relativamente incerta. Se sabe que provém do guarani e que teria sido dado inicialmente ao rio, porém não há etimologia fidedigna no idioma. As opções prováveis são água do mar (de pará, mar; guá, que denota origem, e y, água: Água que vem do mar, onde mar provavelmente se refere ao Pantanal) ou uma modificação de payagua-í [idem] (água dos paiaguás ou rio dos paiaguás).
Em guarani, se costuma escrever o nome como Paraguái, e ocasionalmente se usa a forma Paragua-y pra se referir à cidade de Assunção. Em tupi o vocábulo teria origem no termo Paragoáy (de paragoá, papagaio e y, rio): Rio do papagaio. Eduardo de Almeida Navarro defende que o nome do país e do rio provém da língua guarani antiga, significando rio dos paraguás pela junção de paragûá, paraguá, uma variedade de psitacídeo, e y, rio.

Paraguai
Descoberto pelo português Aleixo Garcia
Não deixa de ser curiosa a origem do nome Paraguai. O ouviram em primeira vez os portugueses do Brasil e os espanhóis do Peru, pronunciado na língua guarani, mas soando de maneira diferente na palavra payaguá, significando terra forte. Como essa terra era atravessada por um grande rio que os indígenas diziam yem, ficou payaguasyem. Como o tempo se deu a elisão do S, do E e do M, e a palavra passou a ser payaguay, cacique poderoso. Mais tarde o primeiro Y foi substituído por um R, e surgiu definitivamente a palavra Paraguay.
Armando de Aguiar, O mundos que os portugueses criaram
Durante anos fui cliente da oficina automobilística M. Pedia sempre uma revisão geral, pra ver tudo. Até ver se a estatueta de são Cristóvão ainda está benta. Mas recentemente pus um comentário no mapa, relatando um evento:
-- Fui cliente durante anos. Todo ano pedia revisão geral a meu Gol 1000 1993. Logo na revisão no fim-de-ano voltei pra resolver o problema de custar dar partida na manhã. O dono da oficina, seu F, não podia ir ao local. Ficou lá 3 dias e disseram que estava normal. Chamei no dia seguinte e marcou prà tarde. Não apareceu e não avisou. Então chamei outro mecânico, que constatou a bóia furada, vazando gasolina (havia anos), com risco de incendiar, e ausente a proteção do carburador.
Alguns meses depois seu F me visitou pra reclamar, pois um amigo avisou sobre o comentário.
-- Seu Mário, tem de tirar de lá.
-- Mas disseste que tens de recusar serviço e demitir funcionário porque a oficina cresceu demais. Assim meu comentário não atrapalha, só ajuda. Então antes mandes tirar o elogio dalguém que disse que teve ótimo e barato serviço elétrico. Pois a oficina não faz parte elétrica.
-- O pessoal confunde parte elétrica com injeção eletrônica.
-- Não! Uma vez falei contigo pra ver os faróis e a buzina, e disseste que ali não faz parte elétrica. Tá na cara é o que o comentário é do teu pessoal da igreja, pra encher lingüiça. Isso é antiético. Em meu comentário não tem ofensa nem acusação. Só relatei o evento.
-- Pegar fogo, não pega. Não é assim.
-- Disseste ter posto um novo sistema hermético de água, que não precisa olhar. E não era verdade. A água já estava baixa.
-- Informei o que o engenheiro me informou.
-- Engenheiro? Eu pensava que eras um mecânico de primeira, o melhor.
-- O brasileiro precisa entender que tem que valorizar todo o tempo de bom serviço. Só um probleminha, e todos os bons serviços até então são esquecidos.
-- Concordo. Sempre fui bom cliente, nunca enrolei pra pagar nem pechinchei. Por isso acho que se eu desse o calote nessa última revisão geral, acho que isso tem de prevalecer ante todos os anos de bom cliente.
-- Dou um mês pra tirar, ou irei procurar meus direitos.
-- Vás te queixar ao bispo.

À coleção Adeene neles!
 
Alberto Canossa - Falcão

À coleção Placas ridículas, esdrúxulas e curiosas
Na feira maçônica
(Novidades da reforma hortogrâphyka)

Coleção cartão-postal de Joanco