sexta-feira, 18 de maio de 2018

Xuxá 037, 17.07.1951 - Matei sem querer



Os 10 piores candidatos em programa de espetáculo de talento
2:40 Um candidato, parece menor de idade, se apresentou e foi desclassificado. Sua mãe, indignada, invadiu o palco e acusou um jurado de o ofender. Se houve tal ofensa, deveria estar no vídeo. A mãe achou tão facilmente um microfone ao invadir o palco?
6:56 São duas mongolóides. Já que está tão na moda o politicamente correto (síndrome de down, segundo eles), podem ser expostas assim?

Eli Correa - 3 relatos de terror

O caixão no caminho
A alma penada
O morto de olho aberto
3 relatos bons relatos terroríficos. Mas os cacoetes à gil-gomes do narrador, com muita ênfase, repetição e pieguice, além de detalhar demais, alongando muito em vez de enxugar o relato, chateiam um pouco.
O primeiro relato termina de forma inverossímil, se bem que o inconsciente, movido por remorso, se auto-sabota assim mesmo, fica aquele gostinho de invenção
O segundo ficou melhor, mais pra distúrbio magnético de espaço-tempo que pra fantasma
O terceiro nada tem de terrorífico, apenas um ótimo relato de história de vida, carregado demais de sentimentalismo

A farsa dos capacetes brancos
Dátiles: Tâmaras


Derivada da forma y = u(x)v(x)
y = uv
lny = ln(uv) = vlnu

y’/y = (v’lnu + vu’/u)

y’ = uv(v’lnu + vu’/u)


Por exemplo: Achar a derivada de y = (1 + x2)(x + senx)
y’ = (1 + x2)(x + senx)(1 + cosx)ln(1 + x2) + 2x(x + senx)/(1 + x2)

À coleção Adeene neles!
          Glauder                     Tim Kretschmer
Mais um sósia de Glauder

Coleção cartão-postal de Joanco
 






domingo, 13 de maio de 2018

Alan Hynd - Gênios do crime


A história verídica e espantosa de três advogados brilhantes que puseram sua inteligência a serviço dos fora-da-lei
Título original ianque: Defenders of the damned
Um livro esplêndido
Se diz que muitas vezes a realidade supera a fantasia. Aqui vemos a realidade do mundo criminal, muito mais rica que na moralista e maniqueísta literatura policial. E o principal que falta na literatura policial: Muito humor e ironia. Como os conceitos dum dos três biografados, Darrow:
Raramente aceitava alemão ou sueco pra jurado. Afirmava que os alemães eram muito obstinados nas crenças e que os suecos eram cabeças-duras. Há quem atribua a Darrow a origem da piada, talvez surgida num momento de amargura, de que a única coisa mais estúpida que um irlandês estúpido era um sueco inteligente. Os jurados prediletos de Darrow eram os irlandeses e judeus. Os achava muito emotivos e fáceis de se comover. O júri perfeito, na opinião, era o formado por seis irlandeses e seis judeus. Certa vez comentou:
— Dai a mim um júri assim e livrarei Judas Iscariotes com simples multa de 5 dólares.
Na vida real não existe gênero. Ninguém vive um enredo de terror, comédia, etc. Na vida tudo se mescla com muita complexidade. É por isso que o mundo real é muito mais interessante que a mais interessante ficção.
Já disseram que Edgar Allan Poe era inteligente demais pra escrever terror pelo terror. E isso não implica em extremo realismo, o que é outro extremo indesejável.
Gosto do gênero policial mas detesto os filmes e livros com enredo em tribunal. Não suporto seu excesso de formalismo, seu elitismo e suas babaquices. Por isso não gosto do seriado Jornada nas estrelas (Star trek). Não só pela ausência de humor mas pelo excesso de formalismo marcial, a todo momento um tratando ao outro como senhor, como se num quartel.
Em nossa civilização o tribunal não passa dum teatro onde se brinca de salomão pra aplacar o populacho imbecilizado, onde as decisões são interpretativas, circunstanciais, relativas. Realidade estupendamente desnudada por este livro.
O leitor tomará consciência do quão fácil é manipular o tribunal de júri, essa instituição esdrúxula e demagógica que, como a democracia, não funciona e não pode funcionar.
Este livro te ajudará a despertar do sono e ver o mundo jurídico como realmente é.
Nunca mais verás um tribunal como antes.
O rei está nu!
Aqui em Mato Grosso do Sul bola-de-gude é bolita. Nada de pipa ou papagaio. É pandorga. Não gosto dos termos pipa e papagaio pra pandorga, pois são outras coisas. Até em castelhano esse objeto tem nome impróprio, remetendo a outra coisa: Cometa. Corrida de cavalo é carreira. Aqui temos um vocábulo pra fruto que está maduro demais, já passando do ponto, pachucho. Apesar de estar nos textos regionais, nenhum dicionário registrou o vocábulo, grande ou pequeno, antigo ou mais recente: Ruth Rocha, Silveira Bueno, Globo…
E tomes notícia hospicialeira na internete! É arqueólogo que diz que recolheu o adeene de Jesus, notícia de que o acelerador de partícula ressuscitará Nemirode pra que governe o mundo, que o planeta Trapista 1-E (Os trapistenses fizeram voto de silêncio?) é muito parecido com a Terra… Erraram feio com Plutão mas não dão o braço a torcer, mantêm a pose e continuam fingindo ser cientistas quando são animadores de auditório. Na internete tem notícia de todos os tipos de fantástico que se possa imaginar. Mais literatura que ciência. O que parece é que ressuscitaram Lovecraft pra administrar a internete.
Neste mundo desvairado, não era de estranhar eu ser parabenizado pelo dia da mulher.
Hoje, o tal dia das mães, almoçando na casa de Ramão, um amigo seu pediu pra falar com Emiliana, e deu um efusivo, meloso e piegas parabéns pelo dia das mães, patati-patatá. Mas Emiliana não é mãe! O casal optou não ter filho.
Pelo que entendo desde criança, no dia das mães cada um festeja a sua. Mas nos últimos anos vi deformar esse conceito, cada um se vendo na obrigação de parabenizar a todas as mães! Bom… Se Papai-Noel pode entregar presente pra cada criança… Talvez Papai-Noel entregue presenta apenas pra cada criança boa, o que reduz enormemente a tarefa!
Dizem que um dos motivos do fim do paganismo era porque os rituais ficaram tão complexos, que já não se podia mais. É o que ocorre no mundo consumista, a nova religião de culto às datas. É dia disso e daquilo, daquele e daqueloutro. Haja planilha pra se lembrar do dia de cada coisa e do aniversário de cada um. É a suprema imbecilização.
Já quantos amigos e colegas contaram que era só esquecer o dia da mulher e a esposa já ficava emburrada.
Felizmente desde 2008 moro sozinho e não tenho contato social. Só de lembrar da vida em família e suas supremas babaquices fico arrepiado. No aniversário dum familiar todos fazendo vaquinha pra dar o presente. Chega o do outro e o mesmo. Só os peões deslocam uma peça. E fica eternamente essa sem-graceira que leva a nada e nada significa. Um horror.
Uma repartição onde distribuem flor no dia da mulher, supra-sumo da babaquice, pode parecer lindo na cabeça do zumbi imbecilizado pela mídia, mas na verdade é um horror. Está mais pra Kafka, Murnau ou Fritz Lang.
É preciso reformar o calendário, extinguir essa praga de dia de. Um mundo sem fogo-artificial, data comemorativa nem som alto.







Aqui fotos do semáforo que de longe fica atrás do poste. Ainda bem que tem outro central. Avenida Júlio de Castilho com Nioaque.
Sobre o sotaque brasileiro ser muito atraente pra qualquer língua:
3:33

2:00

Coleção cartão-postal de Joanco
 




quarta-feira, 2 de maio de 2018

Papai Noel 037 - Tom & Jerry, 04.1955




O apaixonante tema das virgens negras, imagens escuras que não são decorrentes de oxidação nem circunstância do material usado. Um enigma histórico-religioso.
O autor é mais propriamente enciclopedista, defendendo teses bobas como inteligência feminina e o matriarcado como um sistema do bem.






E continua a farra no recanto dos folgados. Hoje na ponta do canteiro central um carro estacionado em fila dupla. Aqui o endereço dado pelo jornal campo-grandense pra denunciar:


O Chile perdeu a Patagônia oriental
Os canais argentinos gostam de tirar o sarro nos chilenos contando que enquanto o Chile tomava pequenas faixa litorâneas do Peru e da Bolívia, a argentina anexou 1.000.000km², toda a Patagônia oriental.
No seguinte documentário se apresenta estudo histórico demostrando que é tudo folclore, que na verdade ambos disputavam a região mas que a Argentina aproveitou a guerra do Pacífico pra exigir um acordo. Como o Chile não tinha condição de guerrear contra mais um ao mesmo tempo e por considerar a região um deserto inútil, desistiu da disputa. De qualquer forma tudo foi uma monumental burrice chilena.

Um estudo histórico pra desmistificar o tema

Pergunta de Sr. Bondius:
Existe alguma explicação lógica e racional para essa ortografia "pitoresca" criada pelo tradutor?
É que o sujeito acreditava ter uma ortografia que representava exatamente a pronúncia. Como comentei, é ingenuidade e não é desejável. No prefácio (advertência) explica sua campanha.

Coleção cartão-postal de Joanco
 






segunda-feira, 23 de abril de 2018

Papai Noel 036 - Tom & Jerry, 03.1955



 Na página 19 notar a desproporção do arco processado pelo cachorro

No livro Desenvolva a mente e o seu raciocínio lógico, History editora, quebra-cabeças mal elaborados e mal enunciados.
Página 48:
1 Baldes dágua ● Há dois baldes. Um com capacidade pra 5 litros, e outro pra 3 litros. Não há outros recipientes, e os baldes não têm marcação de volume. Como retirar exatamente 1 litro dágua da mesma torneira?
Vendo a resposta se percebe o quão o problema foi mal enunciado, que na verdade tem de ser:
1 Baldes dágua ● Há dois baldes. Um com capacidade pra 5 litros, e outro pra 3 litros. Não há outros recipientes, e os baldes não têm marcação de volume. Como deixar exatamente 1 litro dágua num balde?
Eis um exemplo de maluquice que só pode ser proposto como charada de brincadeira, ainda mais que parte do absurdo do dobro dum número ímpar ser outro ímpar, o que resultaria numa base de numeração não inteira. Nem com números complexos. Pra que 10 seja representado por 9, a equação seria 0x + 9 = 10. Impossível:
7 ● Enigma matemático ● Suponhas que 9 seja o dobro de 5 [O certo seria dizer O dobro de 5 seja representado por 9]. Como se escreveria 6x5 no mesmo sistema de notação?
A resposta não seria menos maluca:
7 - A resposta é 27. Depois de assumir que 9 é o dobro de 5, se conclui que 5 = 4,5 = 9/2. Portanto 6x4,5 = 27.
  
Em Almanaque ilustrado símbolos, de Mark o’Connel & Raje Airey, página 236, se especifica qual símbolo é foice e qual é foicinha.


Mas na página 69 a velha confusão de foice com foicinha. O símbolo do comunismo não é a foice e o martelo mas a foicinha e o martelo.

Em Civilizaciones bajo tierra, do jornalista Juan José Revenga, página 66, o já batido clichê de tomar o nome da ilha Cracatoa pelo do vulcão, Perbuatã. E faz uma salada com as datações da suposta Atlântida (9000 anos antes de Platão, 12 mil anos antes de nós) e a da suposta Mu (80 mil):
[…] 12 mil anos do afundamento de Mu, 9000 da Atlântida… Um tempo no qual se movimentou muito a geologia do planeta […].

Mais fotos do recanto dos folgados





Coleção cartão-postal de Joanco