terça-feira, 3 de maio de 2011


● A imprensa se refere ao casamento principesco (não real, pois não é casamento de rei) (melhor dizer casamento nobre, que aí não precisa se preocupar em saber se quem se casa é rei, príncipe, duque, etc.) como o casamento do século. Tem certeza de que até 2100 não haverá outro comparável?
● Imagino o enredo duma ópera onde tio Bim, vendo o casamento do príncipe numa casamata afegã, canta: O Diabo carregue a rainha! E brada: Guilhotina neles!
● Tio Sam matou tio Bim. Drama em família nessa novela maniqueísta cheia de personagens que surgem e somem conforme a merchandagem deseja. No dia seguinte do atentado de 11.09 já tinham nome e sobrenome do autor. Levam dez anos pra achar o cara e no mesmo dia já anunciam o nome do sucessor. Na crise devem ter contratado o roteirista do detetive Monk. Go home, iancarada. Quem te viu e quem te vê! O povo da igualdade-liberdade-fraternidade, da não intervenção, da América pros americanos, se converteu nesse bando de bundões obesos que apóiam um estado terrorista e falsário. Só teu povinho inculto e brega pra se empolgar com esse patriotismo arcaico à império prussiano e com enredo de história em quadrinho. Hilária e Obama: Estais lendo história em quadrinho demais.
● Dia destes um locutor dum telejornal bradou de indignação contra a decisão, duma juíza, de libertar um assassino autor dum horripilante crime passional. Em nenhum momento informou se a decisão contrariava a lei. Simplesmente se limitou a bradar indignação igual a um cidadão comum numa conversa de bar. Esse não é o papel da imprensa. Só fazer catarse à Datena não é o papel da imprensa. A questão é se a juíza infringiu a lei terá de ser acionada nas vias legais. Se não, o problema é do legislativo. Não é justo. Sempre se mete o pau no judiciário em casos assim quando a culpa é do legislativo. O juiz tem de decidir baseado na lei, não fazer o que acha, brincando de salomão (como vimos nalguns casos escabrosos). Se a juíza cumpriu a lei temos de reclamar ao legislativo. Se não cumpriu terá de ser denunciada, seja por ação popular ou do ministério público. Quando venceu a pena do famoso bandido da luz vermelha (não o original ianque mas outro, muito famoso aqui) após 30 anos de prisão, pois incrivelmente, no Brasil, a pena máxima é essa, foi libertado. A imprensa toda na mesma papagaiada de sempre: Que é um absurdo, onde se viu?, patati patatá, pois o nível intelectual dos apresentadores, em geral, é bem baixinho. Só fica nessa catarse. Só um comentarista de jornal escrito teve a lucidez de dizer que se o bandido foi solto é porque a lei assim determina e que se alguém acha isso um absurdo deve promover um abaixo-assinado e contatar deputados pra que a lei seja mudada. Alguém fez isso? Não. Não nesse nem noutros casos. Todos se limitam à catarse, ao sagrado direito de espernear e bradar protestos indignados e inócuos. Cada bicho tem o destino que merece. O burro se limita a zurrar, escoicear e empacar, por isso continua sendo burro-de-carga estimulado  a açoite.
● Rebelião popular árabe? Popular nada. São celulares contrabandeados e mantidos por satélite, entregues a um público selecionado. Tal como aqueles bundões se rebelando contra Cadafe e sempre pedindo socorro à Otãrio. Igual criancinha malcriada, que quando vê a coisa feia corre a baixo da saia da mãe. Quem tiver de enfrentar a superprepotência tem de ter arma anti-satélite.

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