terça-feira, 31 de março de 2015

Á coleção Plácàs rídiculas e curiósas
Deve ser a reforma hårtö-græfíqa
Ui!, a concordância...
O mês tem 30 ou 31?
Até o mês 7 (julho), par = 30, ímpar = 31 (exceto 2, fevereiro)
Mês 8 (agosto) ao fim, par = 31, ímpar = 30
No Mercadão entrei numa vaga quando um carro saiu. Como fica bem de cara à escada que liga ao outro lado achei que deveria estar marcado como não estacionar, por isso saí. Na saída me sentei na calçada alta da entrada lateral diante do estacionamento, bem na frente duma vaga pintada com o símbolo azul de cadeirante. Quem saiu foi um japonês velhinho, provavelmente de lá. Não sei se vaga pra cadeirante serve pra idoso. Depois saiu um furgão, parece que deles. O que me fez pensar que não é só o público que abusa dessas vagas. Dois carros passaram e não entraram na vaga. O terceiro, um motorista de cerca de 60 anos. A mulher, do outro lado, foi direto à peixaria. O cara desceu e foi falando, tipo com culpa no cartório, algo banal, meio constrangido. Eu disse:
— Cadê o cadeirante do carro?
Disse que o guarda do estacionamento que o remeteu àli e que tem a licença.
Tudo num palavreado desconexo, puramente retórico. Abriu o carro, mexeu, mas nada de mostrar a tal licença.
— Mas tem de ter um adesivo.
— Mas tenho. Peraí, que...
— Meu senhor. Mesmo com licença, adesivo, etc. Se não tem cadeirante aí não podes parar na vaga. É anti-ético e fraude. É o mesmo que a ambulância ligar a sirene, todo mundo ter de sair a frente, e não tem doente dentro nem está indo atender um.
Quando encontramos um sem-vergonha desse devemos o fazer passar vergonha, se incomodar. Nada de ficar quieto. Se for sempre incomodado se condiciona a não fazer mais.
Fico pensando. Nossa civilização tem um desafio a vencer. Temos de dar a volta por cima e derrotar os seres malignos que nos escravizam. Se o povo vive nesse estado de esperteza animalesca bastante primitiva, mais pra gnu que pra javali, como esperar discernir coisas complexas como filtrar a contra-informação, os boatos, as mistificações que grassam em todas as mídias?
Ser esperto, enganar o outro não é proeza de alta inteligência. Qualquer raposa, qualquer galinha sabe enganar o predador.
Enquanto cultuarmos essa esperteza pueril de primata não criaremos uma civilização digna a colonizar as estrelas.
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Fico indignado com gente que fala e escreve baboseira. Como o texto da foto acima, idiotice disfarçada de sabedoria. Qual pessoa sensata agirá assim? Só se for louco ou estúpido. Nem estúpido, idiota mesmo.
Parece uma exacerbação ou estereótipo do famoso dizer de Gabriel García Márquez, de que se pudesse viver de novo arriscaria mais, tomaria mais sorvete, etc. Se arriscaria mais: Quer dizer que se arriscou pouco. Mas isso não significa agir como doido, se arriscando de maneira tresloucada. Além do mais a vida dum aventureiro pode ser interessante pra quem lê, ouve, vê o filme. Pro aventureiro pode ter sido um pesadelo.
Numa caixa de diálogo, com amigos hispânicos, chamei de falsa sabedoria um texto que dizia que o que tem de ser será, que teu destino já está marcada, e uma série de frases idiotas assim, que na cabeça de gente tola parece muita sabedoria.
Um amigo contou sobre duas garotas que fugiram de casa pra viajar e se aventurar. Não cedendo ao assédio do camioneiro que lhes deu carona tiveram de descer em lugar ermo. Por sorte não lhes aconteceu o pior.
Quem age forma impulsiva, impetuosa, insensata não tem vida interessante. O que colhe é humilhação, trauma, depressão, constrangimento, enfrentando desprezo e esnobação. Te verão como um fracassado, um porra-louca.
Um gibi, novela, telenovela, filme, mesmo com os enredos estapafúrdios, aparecem só como diversão. Não dizem Faças isto!, o que é muito grave. Um desserviço de gente irresponsável que escreve baboseira.
No supermercado e lojas naturalistas há rótulos ou cartazes que dizem Orgânico. Mas como acreditar que é verdade, se, por exemplo, os sorvetes e iogurtes usam goma e corante e o rótulo estampa a foto da fruta e diz que tem a fruta? E tem quem acredite que, por exemplo, o xampu mel tem mel mesmo!
E a comida dos bichos? Como esperar qualidade? Se a comida humana é essa calamidade, a dos bichos deve ser muito pior!
Mampato & Mônica, mundial 2014
de Nélson Monsalves, Santiago, Chile
Já postei doutor Mortis, Condorito e Rocket. Mas o Chile tem outros quadrinhos que marcaram gerações. O sítio do pica-pau deles é a revista Mampato. 
Mampato é um menino envolvido por acaso numa aventura num mundo alienígena com o simpático extraterreno, o xaguso Xse. Se saindo bem, recebeu como prêmio o fabuloso cinto espaço-temporal, dispositivo que lhe permitirá ir a diferentes épocas através de viagem no tempo, e com o qual se lança às mais diversas aventuras ao longo de seus quadrinhos. http://es.wikipedia.org/wiki/Mampato
A página especializada na revista, de Mayoneso, é
Na casa de minha antiga correspondente chilena vi num porta-retrato um desenho de Mampato e Mônica caminhando de mãos dadas, numa espécie de meu-amigo-Charlie-Brown, desenhada pelo amigo Nélson.
Na viagem anterior estávamos no mercado persa e Nélson viu umas revistas da Mônica, que não conhecia. Me perguntou se era boa. Eu disse que era das melhores daqui. Depois Nélson disse que foi graças a mim que conheceu a turma da Mônica.
Depois mandei umas revistas, pois Nélson começou a traduzir aquelas!
Tá na hora de Nélson conhecer a turma do pica-pau amarelo...


Um comentário:

  1. Não vai adiantar nada. Animal não sabe ler

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