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segunda-feira, 1 de junho de 2015

faltam páginas 15 e 16
Suplemento-revista dominical de El espectador, Bogotá

Postando de volta, após um tempão atualizando a máquina. Agora 64 bites, 4 processadores… pra ficar bem rápido. O carro pode ser um Gol 1.0 1993 mas o computador tem de ser chique no úrtimo.
Nessa aventura a gente cai num técnico mais-ou-menos picareta, chega a uma boa loja mas o pessoal só está interessado em atender a empresa, acha um muito bom mas é difícil se comunicar com a figura. Mas… mas… mas e mais.
Uma característica cultural marcante daqui é alguém avisar que telefonará ou passará aqui e… nada. Nem pra avisar que não deu. Aí, já viu: Quem mora sozinho passa a manhã preso esperando a digníssima figura, e a tarde esperando o carteiro, pois o rastreio deles é pra inglês ver.
Ainda estamos na idade da pedra internética. Quando morre um disco rígido ou se atualiza tudo, recomeça a viacrúcis: Instalar, configurar tudo e repor todos os programas que faltam. E vírus a todo lado. Verdadeira selva de bites. Na verdade parece mais que estamos na era dos bandoleiros de estrada, que assaltam diligência.
Desta vez em vez do Photoshope estou testando o Krita, programa grátis com interface bem parecida ao Photoshope, pois minha fotoxopagem consiste apenas em clarear-escurecer a figura (e uma macro pra isso), girar grau menor que 90 (quase sempre girar 1º ou -1º, porque no Photoeditor solto isso não funciona) e editar balão de quadrinho a traduzir. No Krita só não acertei a balonização. Dizque o programa é muito bom mas o recurso texto ali está esquisito, mais parecendo o velho Paint, só pra criancinha brincar. Verei se preciso instalar o Gimp só pra isso.
● Acostumado ao ovo caipira, por contingência preparei um do supermercado. Aquela gema amarelo claro, muito diferente do amarelo-alaranjado. Sem gosto. Batido pra fazer bolinho, não tem a espuma amarelada. E ao fritar não espuma. A diferença é a mesma do café gurmê ao vendido no Brasil, da cerveja de verdade à popular brasileira. Ou seja: Da água ao vinho. O frango, então… gosto de nada, além de entupido de hormônio, pois diferente do bovino, não há tempo pro bicho metabolizar o hormônio. O sistema de produção granjeira é uma crueldade contra os galináceos e contra o consumidor.
● Minha bronca com os restaurantes é que só focam na comida (então deveriam se chamar comidaria). Não existe variedade de bebida. Quase todos só têm veneno, o famigerado refrigerante. A questão é: Por que é, digamos, caseira, e a bebida sempre industrializada? Por que não fazem a bebida tal qual a comida? Mesmo a água mineral é envenenada: Comumente fluorada.
Se a comida tivesse o mesmo padrão da bebida seria assim: O cliente pegaria o prato e iria pondo nele uma lata de sardinha, um daqueles horríveis envelopinhos de maionese, um vidro de azeitona de oliva, uma lata de fiambre, uma lata de ervilha e outra de molho de tomate. Pra sobremesa uma lata de leite condensado, um potinho de geléia ou de pêssego em calda. E levaria à balança.
Qualquer dia será assim. Se não virar tudo pílula pra astronauta. Não duvides.

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