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sábado, 16 de julho de 2016

Suplemento-revista dominical de El espectador, Bogotá


Nas competições de luta um lutador pode perder ponto e ser desclassificado por falta de combatividade, mesmo que esteja vencendo. Por quê não puseram isso no futebol? Teria evitado a prática comum da retranca, ficar segurando resultado, catimbando e fazendo cera.
Que tal Demis Roussos e Leonardo cantando juntos? Mas só em velório, como carpideiros. É o verdadeiro chorinho.
Em todo lugar internético onde se fale sobre filme, romance, etc, sempre aparece a questão do espóiler (e sempre no inglês spoiler). Esse anglicismo significa estraga-prazer. Por exemplo: Quando um crítico, analisando um filme, revela o enredo, especialmente o final. Muito estranhei a seriedade e até agressividade com que se aborda a questão.
Como contista e leitor voraz, embora não muito cinemeiro, acostumado a montar enredo e imaginar ramificações opcionais, acho muito infantil a postura. Se o final dum enredo é revelado antes de o ler, ver ou ouvir, isso não diminui o interesse e o prazer em o desfrutar, pois a qualidade duma estória consistem também na arquitetura, simplicidade, despojamento, detalhes, na engenharia das ações que se propagam como reação em cadeia (efeito dominó).
Creio que a postura anti-espóiler é mais uma característica do lado pueril, meio bicho, da mentalidade do homem mediano ou medíocre.
Num artigo ou notícia internético alguém disse que acidente fatal sim mas vítima fatal não, porque fatal é o que mata. Cheguei a assimilar a informação, mas analisando a etimologia se percebe que isso está errado. Fada, fado, enfado, fatal, fato têm a mesma raiz. Fatal significa obra do destino, maktub!, estava escrito, dá idéia de evento de determinismo. Dá a idéia de que aconteceu porque assim estava determinado ou porque a forma de agir inevitavelmente levará a tal destino. Como na frase seguinte: Se o aspirante continuar agindo assim perderá a vaga. É fatal!
Muito se usa erroneamente a palavra mortal em vez de mortífero.
Todo ser vivo é mortal, pois morrerá. Mortal é o antônimo de imortal.
Fatal - Marcado pelo destino. Inevitável, inexorável.
Letal - Que se refere à morte ou a acarreta. Dose letal
Mortal - Quem pode morrer. Antônimo de imortal
Mortífero - Com alta eficiência em matar. Veneno mortífero
Na postagem anterior um conto em quadrinho contando uma viagem a planetas oceânicos orbitando a estrela Sírio, onde vivem seres submarinos. Estranha coincidência sobre a tradição dos dogões e do tema do livro O mistério de Sírius, de Robert Temple, quando poderiam situar a aventura em Rigel, Betelgeuse, Canopo, Alfa-centauro, Belatriz, Altair, Algol, Prócion… Coincidência?
Um comentário anônimo na postagem do discurso de Putin reclamou que num caso de bulem contra um aluno homossexual, morrendo a vítima, os agressores foram expulsos mas que o caso não teve repercussão. Parece que pra nosso comentador anônimo a propaganda é mais importante que a punição.
em toda repartição quando alguém avisa que dará uma saidinha pra ir ao banco, sempre tem um brincalhão que diz:
— Aproveites e deposites em minha conta!
Quando foi minha vez eu disse:
— R$1.000 tá bom? Não. Depositarei R$2.000 porque és um cara legal. Dês teu cartão e senha pra eu depositar.
Noutra vez, quando fulano me chamou pra saber o que eu queria:
— Á! Eu queria…
— Queria? Então não queres mais.
Então expliquei:
— Estás equivocado. A deficiência é da língua portuguesa, não minha. Teria de haver duas formas pra especificar verbo assim no passado mas não há. Queria significa que naquela ocasião passada eu queria mas que pode ser que continuo querendo ou que já não quero. O verbo queria não diz que deixei de querer. Há idiomas que especificam, por exemplo, quando o líder duma comissão de trabalhador, junto a eles, diz ao chefe Nosso pedido… (Ou Nós faremos…) se é o líder e os trabalhadores, o líder e o chefe ou todos. Em português não.

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