quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Eis os 60 números da revista Kripta, almanaques e tal, que tenho. Algumas não fui eu quem escaneou, porque como alguém já o fizera, apenas conferi, repus as propagandas e até páginas faltantes.

Repito aqui as colaboradas a outros sítios porque alguns suspendem a página, fecham pra sócio... Uma zorra.

O último número é 60.

Almanaque de Kripta - julho 1977 [a conferir]

Almanaque de Kripta 3, novembro 1979 - Erótica

Kripta especial 1 - Sexo, terror, violência!

Superalmanaque de Kripta - Terror da infância

Superalmanaque de Kripta 1, abril 1980 - Humor negro

revista Kripta 01, julho 1976 - A doença lunar

revista Kripta 02, agosto 1976 - A noite dos dementes

revista Kripta 03, setembro 1976 - Marvin, o morto-vivo

revista Kripta 04, outubro 1976 - A coisa-morta

revista Kripta 05, novembro 1976 - A volta da coisa-morta

revista Kripta 06, dezembro 1976 - O vale das três colinas (Nathaniel Hawthorne)

revista Kripta 07, janeiro 1977 - Papai e Pi

revista Kripta 08, fevereiro 1977 - A prole da coisa medonha

revista Kripta 09 - março 1977 - Os demônios de Jedediah Pan

revista Kripta 10, abril 1977 - Os demônios de Jeremiah Cold

revista Kripta 11, maio 1977 - A múmia

revista Kripta 12, junho 1977 - O veleiro esmeralda

revista Kripta 13, julho 1977 - A prisão de tijolo amarelo

revista Kripta 14 - agosto 1977 - Fantasia de macaco

revista Kripta 15, setembro 1977 - Ao perdedor a morte

revista Kripta 16, outubro 1977 - Os crimes da rua Morgue (Poe)

revista Kripta 17 - novembro 1977 - O vampiro de nevada

revista Kripta 18, dezembro 1977 - A flor maldita

revista Kripta 19, janeiro1978 - Indústria sinistra (Bierce)

revista Kripta 20, fevereiro 1978 - Instinto

revista Kripta 21, março 1978 - A espada do demônio negro

revista Kripta 22, abril 1978 - A herança

revista Kripta 23, maio 1978 - Ortaa!

revista Kripta 24, junho 1978 - Sombra (Poe)

revista Kripta 25, julho 1978 - Surge o Demônio!

revista Kripta 26, agosto 1978 - Terror no cinema

revista Kripta 27, setembro 1978 - Cuidado com o click!

revista Kripta 28, outubro 1978 - Damien, a profecia II

revista Kripta 29, novembro 1978 - Uma mulher e um monstro

revista Kripta 30, dezembro 1978 - O fim de Archaeus

revista Kripta 31, janeiro 1979 - O cérebro do monstro

revista Kripta 32, fevereiro 1979 - Revelado o mistério de Francesca!

revista Kripta 33, março 1979 - A mais fina iguaria - por Che Guavira

revista Kripta 34, abril 1979 - Sexo e satanismo

revista Kripta 35, maio 1979 - O fim do machado

revista Kripta 36, junho 1979 - O último capítulo da múmia

revista Kripta 37, julho 1979 - O minotauro

revista Kripta 38, agosto 1979 - O que aconteceu naquela primavera?

revista Kripta 39, setembro 1979 - Os viajantes do horizonte

revista Kripta 40, outubro 1979 - Ele surge na lua cheia

revista Kripta 41, agosto 1979 - Do que tens medo¿ -por Che Guavira

revista Kripta 42, dezembro 1979 - Paz na Terra…

revista Kripta 43, janeiro 1980 - O ataque da horda de monstros

revista Kripta 44, fevereiro 1980 - Ada, a mulher maldita

revista Kripta 45, março 1980 - ...E virá uma grande escuridão

revista Kripta 46, abril 1980 - Alvorada de vampiros

revista Kripta 47, maio 1980 - O fim dos viajantes do horizonte

revista Kripta 48, junho 1990 - O anjo de Jaipur

revista Kripta 49, julho 1980 - Elas saem com a noite

revista Kripta 50, agosto 1980 - O terrível final do invasor

revista Kripta 51, setembro 1980 - O último feiticeiro

revista Kripta 52, outubro 1980 - Igualdade aos cadáveres

revista Kripta 53, novembro 1980 - A morte vem a galope

revista Kripta 54, dezembro 1980 - Feliz Natal

revista Kripta 55, janeiro 1981 - Viagem ao Inferno - por Che Guavira

revista Kripta 56, fevereiro 1981 - A guerra final! - por Che Guavira

revista Kripta 57, março 1981 - A morte vem do passado

revista Kripta 58, abril 1981 - A morte feliz

revista Kripta 59, maio 1981 - A casa do Diabo

revista Kripta 60, junho 1981 - último número - por Che Guavira

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Batman 51, janeiro 1975 - Um homem que queria morrer como herói

canção - Capelinha de melão estendido.rar

Capelinha de são João

(Capelinha de melão estendido)

Mário Jorge Lailla Vargas

Capelinha de melão, é de são João

É de cravo, é de rosa, é de manjericão

São João está dormindo,

não me ouve, não

O balão vai subindo na imensidão

Tá na hora de acordar, acordar João

Capelinha de melão, é de são João

É de cravo, é de rosa, é de manjericão

O quentão também subindo

O sangue em ferveção

A fogueira crepitando, só fascinação

Essa morena tomou conta de meu coração

Capelinha de melão, é de são João

É de cravo, é de rosa, é de manjericão

A são João vou pedindo

Suplicando em oração

Alternando ora espera, ora ação

Moreninha povoando a imaginação

Capelinha de melão, é de são João

É de cravo, é de rosa, é de manjericão

Assim vou me despedindo

nesta composição

Fiz em verso, fiz em prosa

Fiz esta canção

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Batman 44, junho 1974 - O segredo do mundo tique-taque


Só se valoriza o que já passou?

Iazul! (tudo passa!) já dizia Malba Tahan. Tudo tem o auge. O irônico é que quando se está nesse auge dificilmente se percebe. Só depois, quando vem a decadência é que se nota que se estava no auge. Quando o auge passa as gerações seguintes só podem imaginar. Então, quem viu Pelé e Garrincha viu o auge duma arte. Não vi.

Estar no auge dalguma coisa é um privilégio muito grande, uma coisa rara. A idade áurea das revistas de ficção, de certo ritmo musical. A música dos anos 1960 e 1970, o carnaval da década de 1980... Cada um pode enumerar uma infinidade de auges, conforme sua cultura e inclinação.

Estamos diante dum, bem em nossa cara. Será que já se deram conta ou continuam dormentes?

Estou falando do futebol feminino de Marta, Cristiane, Érika e companhia. Seja no Santos ou na seleção.

Quem não pôde ver Pelé e Garrincha ainda não percebeu que tem o privilégio de ser contemporâneo da versão feminina deles? Ainda mais, que fazem coisas que eles nunca fizeram, como golear todos os adversários e ganhar um campeonato sem levar gol.

Não é fantástico? Pois então devemos dar valor agora pra quando esse auge passar não ficarmos só na nostalgia e na saudade.

É isso aí. Quando o artista é genial encanta até quem detesta sua arte. Palavra de quem detesta futebol.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

canção - Alecrim dourado -estendido

A folclórica canção Alecrim dourado. Mas é só isso? Então dei uma incrementada nela.

Alegrim

(Alecrim dourado estendido)

Mário Jorge Lailla Vargas

Alecrim, alecrim dourado

que nasceu no campo sem ser semeado

Foi meu amor quem me disse assim

que a flor do campo é o alecrim

Arlequim, Arlequim apaixonado

que apareceu no baile, fantasiado

Foi a Colombina quem disse a mim

que gosta, mesmo, é do Arlequim

Anequim, anequim tão bravo

que nada no mar sem ser domado

Foi meu professor que revelou, enfim

que esse tubarão tão bravo é o anequim

Manequim, manequim tão linda

que passou na rua bem a meu lado

É meu amor e me sinto assim

quando ela olha pra mim fico alegrim

sábado, 21 de novembro de 2009

A voz da fronteira Brasil-Paraguai

Índia Tini e seu conjunto Paraguai Etê

1 - Señor san Juan - polca - Aristides Valdez

2 - La chalana - rasqueado paraguaio - Arlindo Pinto, Mario Zan e Eladio Gonzales

3 - Mi madreselva - polca - Aristides Valdez

4 - Mi soñada flor - polca - Aristides Valdez

5 - Mi destino - guarânia - Mauricio Cardozo Ocampo

6 - Lajanía - guarânia - Herminio Gimenez

7 - Noches del Paraguai - canção - Pedro A. Carlez e Samuel Aguayo

8 - Eyaivy na che ati’y ari (cabecinha no ombro) - guarânia - Paulo Borges, versão guarani de Aristides Valdez

9 - Muy cerca de ti - guarânia - Florentín Gimenez e Ben Molar

10 - Terra de Rondon - polca

11 - Adeus, querido rincão - polca - Aristides Valdez e Tertuliano Amarilha

La frontera Brasil–Paraguay encierra, principalmente bajo aspecto folclórico, motivos muy interesantes. La exuberancia de nuestras matas, la fertilidad de nuestras tierras y la generosidad de nuestra gente siempre constituyeron fuerte atractivo a los paraguayos de a frontera. A menudo los vestigios de la pasada guerra fueron se apagando y un nuevo sentimiento de fraternidad empezó a florecer en los corazones de esos dos pueblos de América. No tardó para que las primeras llevas de inmigrantes paraguayos pisasen las regiones fronterizas de Brasil, donde fueron recibidos con entusiasmo. Esa fraternal recepción ayudó decisivamente a la mayor afluencia de gente de Paraguai. E en poco tiempo villas, poblados y ciudades fueron surgiendo en las cintas de frontera. Las ciudades de Campanário, Dourados, Amambai y Antônio João fueron consecuencias de esas corrientes inmigratorias. Otras más antiguas, como Ponta Porã (Punta Bonita, porã es bonito en guaraní), Bela Vista, Nioaque y Porto Murtinho fueron ampliamente beneficiadas alcanzando considerable desarrollo con la infiltración de los paraguayos en sus múltiplos sectores de actividad. En las zonas ervateras que abarcan todo el sur del estado de Mato Grosso [entonces no había Mato Grosso do Sul] e norte de Paraná, en las haciendas de ganado e en las labranzas, el eficiente servicio brazal paraguayo se tornó indispensable. Pero esos, no se limitaron a permanencia en la frontera. Aclimatados rápidamente, adentraron nuestro territorio formando importantes colonias en algunas de las ciudades más prósperas del estado de Mato Grosso, como Campo Grande, Corumbá y Aquidauana.

El contacto permanente y cordial entre paraguayos y brasileños, como era de se esperar, trajo completa modificación en los costumbres de nuestros hermanos de la frontera. En el lado de Brasil, donde hasta entonces solo se hablaba el portugués, se pasó a hablar también el castellano y el guaraní. Tanto es que hoy es común se encontrar brasileño que habla correctamente los tres idiomas. El brasileño estaba habituado al café y la feijoada, no pudo prescindir, desde entonces, del chimarrón y del tereré. El churrasco, el locro, la buena caña paraguaya. Nuestra música también empezó a sentir la concurrencia de nuevos ritmos. La polca y la guarania, oriundas de Paraguay, entraron triunfantes en nuestra patria, continuando a obtener éxitos y óptima recepción hasta el presente.

India Tini, la feliz intérprete de las canciones de nuestra frontera, es brasileña legítima. Casada con un notable compositor e arpista paraguayo, recurrió con su famoso trío Paraguai etê (Paraguay para valer) toda la vasta extensión de frontera teniendo oportunidad de colectar y seleccionar en esos lugares bellísimas páginas musicales que constituyen su magnífico repertorio, y que hoy, con mucha satisfacción, presentamos al público amante de ese género de buena música, prestando así una justa homenaje a los brasileños y paraguayos que supieron perpetuar los sentimientos fraternales de la buena vecindad.

Tertuliano Amarilha

A fronteira Brasil–Paraguai encerra, principalmente sob aspecto folclórico, motivos muito interessantes. A exuberância de nossas matas, a fertilidade de nossas terras e a generosidade de nossa gente sempre constituíram forte atração aos paraguaios da fronteira. Aos poucos os vestígios da passada guerra foram se apagando e um novo sentimento de fraternidade começou a florescer nos corações desses dois povos da América. Não tardou pra que as primeiras levas de imigrantes paraguaios pisassem as regiões fronteiriças do Brasil, onde foram entusiasticamente recebidos. Essa fraternal acolhida contribuiu decisivamente à maior afluência de gente do Paraguai. E em pouco tempo vilas, povoações e cidades foram surgindo nas faixas de fronteira. As cidades de Campanário, Dourados, Amambai e Antônio João foram conseqüências dessas correntes imigratórias. Outras mais antigas, como Ponta Porã, Bela Vista, Nioaque e Porto Murtinho foram amplamente beneficiadas alcançando considerável progresso com a infiltração dos paraguaios em seus múltiplos setores de atividade. Nas zonas ervateiras que abrangem todo o sul do estado de Mato Grosso e norte do Paraná, nas fazendas da gado e nas lavouras, o eficiente serviço braçal paraguaio se tornou indispensável. Estes, porém, não se limitaram a permanência na fronteira. Aclimatados rapidamente, adentraram nosso território formando importantes colônias em algumas das cidades mais prósperas do estado de Mato Grosso, como Campo Grande, Corumbá e Aquidauana.

O contato permanente e cordial entre paraguaios e brasileiros, como era de se esperar, trouxe completa modificação nos costumes de nossos irmãos da fronteira. No lado do Brasil, onde até então só se falava o português, se passou a falar também o castelhano e o guarani. Tanto é que hoje é comum se encontrar brasileiro que fala corretamente os três idiomas. O brasileiro estava habituado ao café e à feijoada, não pôde prescindir daí adiante do chimarrão e do tereré. O churrasco, o locro, a boa caña paraguaya. Nossa música também começou a sentir a concorrência de novos ritmos. A polca e a guarânia, oriundas do Paraguai, entraram triunfantes em nossa pátria, continuando a obter êxitos e ótima aceitação até o presente.

Índia Tini, a feliz intérprete das canções de nossa fronteira, é brasileira legítima. Casada com um notável compositor e harpista paraguaio, percorreu com seu famoso trio Paraguai etê (Paraguai pra valer) toda a vasta extensão de fronteira tendo tido oportunidade de coligir e selecionar nesses lugares belíssimas páginas musicais que constituem seu magnífico repertório, e que hoje, com muita satisfação, apresentamos ao público amante desse gênero de boa música, prestando assim uma justa homenagem aos brasileiros e paraguaios que souberam perpetuar os sentimentos fraternais da boa vizinhança.

Tertuliano Amarilha


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Créditos: Pedro Vergara

Data: 1º de junho de 1967

Correspondência: Fox and the crow 99

Há alguns títulos como O cavaleiro solitário, Luluzinha, Periquita, Tarzan, Turok, Porky, Pica-pau, A raposa e o corvo, Super rato e algum outro, que foram desenhados no México com licença dos detentores dos respectivos direitos editoriais americanos e por essa razão, não há correspondência ianque. Tal é o caso do número de O cavaleiro solitário 313, subido ao blogue [n-o-v-a-r-o]. Esses números e edições mexicanas da editora Novaro são muito procurados por colecionadores ianques, valorizadas por não terem aparecido originalmente nas séries regulares publicadas em Eua.

Verbete extraído de http://n-o-v-a-r-o.blogspot.com/

Ali se pode baixar o referido gibi

Nota

No Brasil, erroneamente, a personagem lone ranger (cavaleiro solitário) foi rebatizado de Zorro quando exibido na tevê e no cinema, criando uma grande confusão no país sobre quem era o verdadeiro Zorro. Mas, tirando a máscara, o cavaleiro solitário possui poucas semelhanças com Zorro, pois cenário é Estados Unidos, no tempo dos vaqueiros que lutavam contra os donos originais da terra, os índios. Aliás, o fiel companheiro e amigo do pseudoZorro que monta no cavalo que atende pelo nome de Silver (prata, em inglês) é o índio Tonto.

Nota extraída de http://pt.wikipedia.org/wiki/Zorro

domingo, 15 de novembro de 2009


Marcha da garota unibamba

Uma saia curtinha

Biquíni de bolinha amarelinha?

Só isso já vale um poema

Uma garota-de-ipanema

Vem, vem, vem. Vou te levar ao cinema

Vem, vem, vem. Vou te levar ao cinema

Subindo a rampa sorrias pra mim

Quero ver, tintim por tintim

Com um ventinho amigo à Marilyn

Com um ventinho amigo à Marilyn

Lourinha catita, te dou toda a razão

Na entrada a sainha, muito tesão

Na saída, saidinha, que tentação!

Não é pra menos que causou sensação

Não é pra menos que causou sensação

Os marmanjos gritando fi-fiu! É a tal! É a tal!

Atacar de confete e serpentina

Entoar meus versos a essa linda menina

Vai desfilar em meu carnaval

Vai desfilar em meu carnaval

Com ela chega minha inspiração

Essa é a diva de minha canção

Em anatomia, mulher nota 10

É minha musa de 2010

É minha musa de 2010

É minha musa de 2010!

Depois do voto do analfabeto, dum analfabeto que passou no vestibular, não é de se estranhar que tenha débil mental na universidade.

Sobre o ato de bestialidade perpetrado por um bando de retardados:

Que fique bem claro que o que está em questão é o fato e nada mais. Qualquer outro argumento é tergiversar.

Que marmanjo que diz que ela tem gordurinha, que se faz faculdade de turismo só se for turismo sexual, que é vadia e que provocou, etc., é papo de homem que não é bem homem, pois que a vê como rival.

Homem de verdade faz poema e canção, como Vinícius, Braguinha, Lamartine e tantos outros.

Quem quer ver a musa acordando, despenteada, é a musa rival, não o poeta.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Viva o Saci e o Ralouim tupiniquim!

É só outubro chegar ao fim e já vem aquele discurso-clichê de supostos nacionalistas dizendo que a festa do Ralouim é um estrangeirismo, que não faz parte de nossa cultura, que só se comemora em cursos de inglês, que devemos promover o que é nosso e rechaçar essas tradições alienígenas.

Ouvimos isso de quem usa um vocabulário recheado de anglicismo. Discordo de patriotismo tão simplista de pseudointelectuais que ignoram como se formam as tradições, ignorantes em história e geografia e cuja opinião se baseia em estereótipo.

Se obedecermos a essa lógica teremos de rejeitar a quadrilha junina, pois é uma imitação caipira das danças cortesãs francesas, de Versalhes. Rejeitar, também, tudo que é de origem lusitana. O próprio Carnaval não tem origem estritamente brasileira. Teremos de torcer o nariz também ao samba, de origem africana.

Em suma: Cairemos no mesmo lodaçal de incoerência e falta de lógica dos racistas que pregam a supremacia duma raça pura e imaculada, cujas bases são derrubadas com uma simples reflexão.

Esse nacionalismo puro é um absurdo, utopia. Não existe raça pura, língua pura nem pensamento absolutamente original. Tudo é interativo. Como na natureza, tudo se recicla, se alimenta, interage, cruza, absorve, digere, processa, transforma. Ninguém pode viver isolado do ambiente e da sociedade, tanto quanto é impossível o moto-contínuo, ou seja, um sistema fechado que não perde energia nem precisa de energia externa.

Rejeitar a festa alienígena ou macaquear? São dois extremos.

Rejeitar o ralouim só porque é estrangeiro? É xenofobia. É como não aceitar que um estrangeiro queira morar aqui e se naturalizar. Em vez de cultivar um preconceito cultural devemos ter vontade de mostrar que somos mais criativos, abertos, pujantes. Deixar a festa entrar e a transformar, enriquecer, como aconteceu ao Carnaval, que quase se extinguiu na Europa e aqui se agigantou e se tornou uma festa maravilhosa. Se o Carnaval não existisse aqui e alguém tentasse introduzir, esses mesmos intelectuais bradariam em protesto, dizendo que é uma festa estrangeira, européia, patati-patatá, etc e tal.

Imagines nossos netos tendo um Ralouim estupendo, atraindo turistas e folcloristas.

Já se imaginou o pessoal do maracatu dizendo que o frevo é um ritmo afrancesado, parecendo o cancã francês? Os adeptos da quadrilha saírem em passeata dizendo que o forró não é tão brasileiro e que tira seu espaço e público? Pois o pessoal que faz esse maravilhoso trabalho de revitalizar o Saci, maldizer o Ralouim é algo tão pueril quanto a birrinha dos astrônomos contra os astrólogos. Em Eua o Ralouim é uma festa infantil e estagnada? Pois a enriqueçamos a ponto de ficar tão melhor quanto um desfile de escola de samba o é em relação ao desfile das Rosas. Achar que o Ralouim suplantará e tirará o público do dia do Saci é muito simplista, simplório.

Em 2006 fiz uma observação interessante. A copa do mundo caiu em junho e com isso a imprensa, tão embasbacada na campanha do hexa deixou passar em branco as festas juninas. Praticamente não se fez reportagem nem se falou em arraiais, quadrilhas, quentão, casamento na roça, espadas de fogo, promessas a santo Antônio. A imprensa se esqueceu da festa junina.

E ninguém meteu o pau na copa. Esse sim, um mundo culturalmente pobre, de falsos valores, estereotipado, anti-cultural. Esse sim, um fator de degradação cultural. Ninguém meteu o pau porque é uma roda milionária, que compra até a imprensa. Onde estavam os nacionalistas? Torcendo pela pátria de chuteira? Por que não protestaram que nossa linda e rica festa junina foi sufocada por esse torneio feio e banal?

Quando dos jogos pan-americanos no Rio de Janeiro imaginei que a festa de abertura teria muito da cultura popular carioca, como um desfile dalguma escola de samba, capoeira, banda de Ipanema. Seria uma valiosíssima oportunidade de divulgação. Espantado, vi uma abertura pobre, estilizada, sem-graça. O mesmo estilo bróduei, agigantado mas artificial. Uma diferença da água ao vinho, como o circo do Sol de Quebeque é diferente duma escola de samba ou como um musical da Bróduei é muito menos saboroso que um cancã.

Está, pois, demonstrado que o discurso anti-ralouim, que ouvimos todo ano, é tão estúpido quanto as bobagens que se diz sempre que chega o horário de verão, de que bagunça o relógio biológico das pessoas. Essas pessoas passam a noite inteira na boate, tomando álcool, ecstasy, etc, e põem a culpa da ressaca no horário de verão. Os adolescentes dormem tarde e cochilam durante a aula o ano inteiro mas no fim do ano a imprensa apresenta esse fato como culpa do horário de verão.

Viva o Saci e o Ralouim tupiniquim!

domingo, 1 de novembro de 2009


Personímia
Nome de personagem em idiomas
Nombre de personajes en idiomas
Character's name in languages
Atualizado em 01.11.2009
Actualizado en 01.11.2009
Update 1 November 2009
Aceita colaboração
acepta aporte
Awaiting collaboration

sexta-feira, 14 de agosto de 2009


Esquadrão do Modess
Peça satírica em 2 cenas
Cena 1
A dupla Isafeia e Arroroso apresentam a nova vítima.
Isafeia: Hoje trataremos do Mário, que só usa roupa de bebê.
Arroroso: Pois é. Foi ao Dez anos mais jovem e o programa exagerou na dose. Olha só o resultado!
Aparece o sujeito vestido de bebê: Fralda descartável presa com grampos, chupeta e mamadeira na mão.
Isafeia: Olha só que figura! Um marmanjão desse, que só se veste de bebê.
Arroroso: Agora foi demais! Essa não!
Isafeia: Será que não percebes que essa roupa te deixa com um ar muito imaturo?
Arroroso: Tudo bem que assim contornas o problema da falta de banheiro público. Mas... Não! Temos de mudar isso!
Arroroso buscou o cestão e o pôs em cena.
Isafeia: Somos impiedosos. Jogaremos fora tudo o que não serve neste guarda-roupa. Esta fralda, fora!
Mário: Não! Essa é minha fralda preferida!
Arroroso: Esta chupeta, idem!
Mário: Minha chupeta!
Isafeia: Mamadeira, nem pensar!
Arroroso: Carrinho de brinquedo, lixo!
Isafeia: Babador?!
Arroroso saiu de cena e voltou puxando a babá pelo braço.
Arroroso: A babá também ao lixo! Vamos jogar fora esta mocréia!
Isafeia: Isso mesmo!
Um pega a babá pelo sovaco, o outro pelo joelho. Ela grita e esperneia. Põem na cesta.
Mário: Não! A babá não!
Começa a chorar.
Isafeia: Nada disso! Nada de manha!
Arroroso: Teremos de pedir ajuda a Supernane!
Isafeia: Ou criar o Esquadrão da manha. Te daremos este cartão com um crédito de 10 mil reais pra que renoves todo teu guarda-roupa.
Mário deu uma mordidinha no cartão.
Isafeia: Não é pra pôr na boca! Cacaca!
Arroroso: Agora daremos a primeira sugestão.
Apresentam uma blusa com listras de várias cores berrantes.
Isafeia: Escolhemos este modelito. É um tanto ousado. Mas, tendo em vista que o novo Mário será um sujeito alegre e engraçado, creio que cairá bem.
Arroroso: Isso mesmo. Vereis que o novo Mário será tão diferente que ninguém acreditará.
Cena 2
Voltam entrevistando o público:
Isafeia: O que achaste do novo Mário?
Transeunte: Muito bom. Agora ficou adulto.
Arroroso: Que tal o novo Mário?
Transeunte: Parece um cara muito divertido.
Isafeia: Então apresentaremos o resultado.
Arroroso: Que entre o novo Mário!
Entra o sujeito fantasiado de palhaço.
Mário: Criançaaaadaa! Quem faz pipi na cama? Bom-dia, bom-dia, bom-dia! Como vai, como vai tua tia? Banzai, banzai, banzai! Como vai, como vai, como vai?

Comunicado do Domingo ilegal de Gugu Liberado
Após o grande sucesso da reportagem especial sobre os santos incorruptos anunciamos uma sobre os políticos incorruptos. Não mais poderemos apresentar a reportagem porque constatamos que político incorrupto não existe.
O mesmo título será apresentado noutro quadro: Lendas urbanas.

sexta-feira, 24 de julho de 2009


A questão não é de que não tenham chegado à Lua. Podem ter ido depois. O fato inegável é que a tão celebrada façanha da Apolo 11, de 1969, foi uma farsa. Tão real quanto Perdidos no espaço. Não foi um feito da NASA e sim de Roliúde.
171 é o artigo do código penal brasileiro pra estelionato. Quando se aplica um logro se diz que se aplicou um 171.
Em português


Kripta, você ainda terá uma