sábado, 28 de maio de 2011



Livros recomendados
O uso da farsa pra obter apoio da opinião pública é dos mais manjados estratagemas geopolíticos da humanidade. Guerra de informação e guerra psicológica sempre fizeram parte das contendas. Na primeira guerra mundial o navio Lusitânia zarpou, da Inglaterra com destino a Eua, carregado de armamento e com passageiros ianques. Teria sido afundado por submarinos alemães mas na verdade foram ingleses. Não havia submarino alemão na área. Na segunda os alemães teriam afundado navios brasileiros, dando motivo ao Brasil se aliar a Eua. Os alemães afundariam navios brasileiros sem motivo, só pra ter mais um inimigo? O famoso ataque japonês a Porto Pérola (Pearl Harbour) foi facilitado, pra que o ataque fosse dramático e arrasador e a opinião pública ianque não se opusesse a atacar o Japão.
E o tão falado holocausto? Os alemães, guerreando em duas frentes, mal se agüentando, gastariam dinheiro e esforço pra criar sofisticadas câmeras de gás mortífero em macabras instalações que mais pareciam cenário dum filme de Bóris Karloff ou do gabinete de doutor Caligari? Tudo remete a um filme de Fritz Lang, Wiene ou Murnau. Não seria mais fácil, rápido, discreto e econômico metralhar todos e enterrar numa vala comum? E gases tão sofisticados? O banal monóxido de carbono, da queima de qualquer lenha ou escapamento de carro, assassino inodoro e indolor.
O que não quer dizer que não tenha acontecido. Como esses comunicados da Alcaeda. Quem dirá que não é tudo inventado? O que não significa que os terroristas não existam. Bin Laden festejar as revoltas árabes? Não soa como uma incongruência?
O que devemos fazer é analisar as informações, comparar, verificar consistência. Assim ir filtrando. Quando li algumas teses do tal revisionismo percebi que se embarcasse de vez viraria nazista de carteirinha. Não eram teses investigadoras e sim partidárias, apresentando os nazistas como bonzinhos (extremo oposto desses filmes que passam na tevê tipo judeus bonzinhos contra nazistas malvados). Ninguém é bonzinho. É só dar poder ao coitadinho pra que se possa ver suas garras.

terça-feira, 17 de maio de 2011


A cueca
(estendida)
Eu mato, eu mato!
quem roubou minha cueca
pra fazer pano de prato
Minha cueca tava lavada
Foi um presente que ganhei da namorada
Que chato, que chato!
Minha cueca tão novinha
ser tratada como trapo
Minha cueca era sueca
Muito visada porque era importada
Me mato, me mato!
se não recuperar minha cueca
que virou pano de prato
 O autor da famosa marcha da cueca
Quem não conhece a marcha da cueca? Uma das marchinhas carnavalescas mais conhecidas. Tão conhecida que se tornou um clássico.
Eu mato, eu mato
quem roubou minha cueca pra fazer pano de prato
[bis]
Minha cueca tava lavada
Foi um presente que ganhei da namorada
Lelo, compositor de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, me contou sobre o autor da famosa marchinha da cueca, seu amigo Flávio Horta, que quando rapaz morava numa pensão onde um rebuliço o inspirou a compor, de improviso, a famosa marchinha. Um hóspede fez um escarcéu por causa da cueca desaparecida. À mesa, junto aos amigos, começou a cantar, satirizando o acontecimento.
Um empresário ouviu e perguntou sobre ela, propondo comprar. O certo seria ceder o direito autoral mas quem poderia imaginar? Naquela época, muito jovem, a vontade era torrar o dinheiro na esbórnia. Aceitou os vinte mil cruzeiros. Nunca poderia imaginar o sucesso estrondoso que letra tão singela faria, que até hoje essa marcha seria um dos clássicos de todos os tempos e um dos campeões de arrecadação de direito autoral.
Hoje seu nome nem consta como autor porque vendeu a letra em vez de apenas ceder o direito autoral. Algo como o ator do filme Guerra nas estrelas, que em vez de aceitar o alto cachê propôs uma porcentagem da renda do filme... e se deu bem.
— Lembrar disso sempre o deixa muito desanimado.

sexta-feira, 13 de maio de 2011


Perdidos nos Andes
Legal seria a Brotoeja nessa terra do tudo quadrado
Repondo 2 comentários anteriores, pois o provedor em manutenção perdeu esta postagem, agora reposta:

BY LUIZ DIAS disse...
Mário, além do seu blog ser um dos melhores em cultura, seja musical ou literária; ainda podemos rever clássicos da nossa infância como esse Mickey histórico, por exemplo.
Muito obrigado, mesmo!
Parabéns!(Espero que possamos rever outros)
Um abraço!

Gizmo disse...
Obrigado Mario!
Gizmo

terça-feira, 3 de maio de 2011


Alguns erros deixam transparecer que foi traduzido do castelhano

● A imprensa se refere ao casamento principesco (não real, pois não é casamento de rei) (melhor dizer casamento nobre, que aí não precisa se preocupar em saber se quem se casa é rei, príncipe, duque, etc.) como o casamento do século. Tem certeza de que até 2100 não haverá outro comparável?
● Imagino o enredo duma ópera onde tio Bim, vendo o casamento do príncipe numa casamata afegã, canta: O Diabo carregue a rainha! E brada: Guilhotina neles!
● Tio Sam matou tio Bim. Drama em família nessa novela maniqueísta cheia de personagens que surgem e somem conforme a merchandagem deseja. No dia seguinte do atentado de 11.09 já tinham nome e sobrenome do autor. Levam dez anos pra achar o cara e no mesmo dia já anunciam o nome do sucessor. Na crise devem ter contratado o roteirista do detetive Monk. Go home, iancarada. Quem te viu e quem te vê! O povo da igualdade-liberdade-fraternidade, da não intervenção, da América pros americanos, se converteu nesse bando de bundões obesos que apóiam um estado terrorista e falsário. Só teu povinho inculto e brega pra se empolgar com esse patriotismo arcaico à império prussiano e com enredo de história em quadrinho. Hilária e Obama: Estais lendo história em quadrinho demais.
● Dia destes um locutor dum telejornal bradou de indignação contra a decisão, duma juíza, de libertar um assassino autor dum horripilante crime passional. Em nenhum momento informou se a decisão contrariava a lei. Simplesmente se limitou a bradar indignação igual a um cidadão comum numa conversa de bar. Esse não é o papel da imprensa. Só fazer catarse à Datena não é o papel da imprensa. A questão é se a juíza infringiu a lei terá de ser acionada nas vias legais. Se não, o problema é do legislativo. Não é justo. Sempre se mete o pau no judiciário em casos assim quando a culpa é do legislativo. O juiz tem de decidir baseado na lei, não fazer o que acha, brincando de salomão (como vimos nalguns casos escabrosos). Se a juíza cumpriu a lei temos de reclamar ao legislativo. Se não cumpriu terá de ser denunciada, seja por ação popular ou do ministério público. Quando venceu a pena do famoso bandido da luz vermelha (não o original ianque mas outro, muito famoso aqui) após 30 anos de prisão, pois incrivelmente, no Brasil, a pena máxima é essa, foi libertado. A imprensa toda na mesma papagaiada de sempre: Que é um absurdo, onde se viu?, patati patatá, pois o nível intelectual dos apresentadores, em geral, é bem baixinho. Só fica nessa catarse. Só um comentarista de jornal escrito teve a lucidez de dizer que se o bandido foi solto é porque a lei assim determina e que se alguém acha isso um absurdo deve promover um abaixo-assinado e contatar deputados pra que a lei seja mudada. Alguém fez isso? Não. Não nesse nem noutros casos. Todos se limitam à catarse, ao sagrado direito de espernear e bradar protestos indignados e inócuos. Cada bicho tem o destino que merece. O burro se limita a zurrar, escoicear e empacar, por isso continua sendo burro-de-carga estimulado  a açoite.
● Rebelião popular árabe? Popular nada. São celulares contrabandeados e mantidos por satélite, entregues a um público selecionado. Tal como aqueles bundões se rebelando contra Cadafe e sempre pedindo socorro à Otãrio. Igual criancinha malcriada, que quando vê a coisa feia corre a baixo da saia da mãe. Quem tiver de enfrentar a superprepotência tem de ter arma anti-satélite.