sábado, 2 de julho de 2011

Reflexinhos e reflexões


● Não paramos de ver nos noticiários a tal da acessibilidade. Mais uma palavra da moda. Essa estúpida lei de fazer trilha na calçada, pra cego. Quantas vezes vemos um cego na calçada? Rampas pra cadeirante? Quantas vezes vemos um? Vemos é muita bicicleta na calçada, facilitado pelos rebaixados pra cadeirante. Mas se nos chateiam tanto com a tal acessibilidade, se fazem tanta reportagem contra calçada tosca, com mato, com entulho, com fossa embaixo, por que nada falam sobre aquela barra que tem bem no meio das entradas de estacionamento dos supermercados? Porque os supermercados são poderosos e ninguém quer meter a boca? A barra, pra impedir saída de carrinho de compra, impede a entrada de cadeirante. Cadê os super-heróis dos direitos humanos, cadê os paladinos da cidadania?
● Há muito se fala tanto em combater o desperdício, reciclar, educar as pessoas a não desperdiçar comida. Restaurantes cobrar multa de quem deixar sobrar comida no prato, por exemplo. Por isso achei demasiado incoerente o que vi num rodízio de pitsa (me recuso a grafar o estrangeirismo pizza). Com um casal amigo fui a uma pitsaria rodízio. Constatei que, como é óbvio, pela lei do aumenta a quantidade diminui a qualidade, as pitsas eram de qualidade muito inferior às das boas pitsarias convencionais. Nesse rodízio se incluía a tal pitsa doce. Me espantei ao descobrir o que era uma pitsa doce: A massa mais grossa tendo em cima um sorvete de sabor não grande coisa. E se comia a pitsa doce? Não! Se raspava o sorvete com uma colher e jogava fora a massa, que fazia o papel de prato!
● Então José Serra tentou fazer convênio com o governo ianque, pra implementar a segurança, passando por cima do governo federal. Quer dizer que pra defender o galinheiro contra a raposa contrata a própria raposa. E pensar que esse cara quase foi presidente.
● Já pensou no tanto de opção que temos a escolher pra empunhar uma bandeira de liberdade? Menos imposto, imposto único, menos direitos aos bandidos, pena de morte ante crime hediondo sumamente comprovado. Em muitos países avançados já se conseguiu o direito da mulher andar de busto nu tanto quanto o homem, pois é uma discriminação contra a mulher só ela não ter esse direito. Nossa mídia vagabunda trata esse movimento como notícia bizarra. Já pensou no quanto de prejuízo já causou esse preconceito milenar do puritanismo? Tratar a nudez como crime. Nunca te ocorreu do absurdo dessa concepção, desse puritanismo exacerbado que causa muita neurose e destrui a convivência humana? Pois dentre tanto item primordial o que a mídia elege pra fomentar com sua manipulação? Casamento guei e legalização da maconha! Essa mídia irresponsável, americanizada e puritana, dominada pelos obscurantistas, que há milênios só vêm bagunçando a humanidade, a impedindo de evoluir, pra satisfazer a algum vampiro alienígena. Penses bem: Achas mesmo natural usar um canal de dejeto improvisado de vagina? Socar merda, contato com matéria fecal, propiciando espalhar doença. Isso é bizarro, isso é inconcebível. Essa imprensa macabra, que nos quer enfiar goela abaixo que essa monstruosidade é normal é a mesma que todo dia nos aconselha a não reagir a assalto, a confundir democracia com estado de direito, que só faz catarse ante os absurdos das leis e nos distrai com polêmicas pueris. Acredito que ninguém deva ser humilhado por ter uma doença mas daí a dizer que não é doença, que nada tem de mal, já é deboche. Nunca vi fumante dizer que fumo nada tem de mal, nem obeso pedir lei só pra sua classe, fumante chamar os que não gostam de fumaça de tabacofóbicos e pressionar a imprensa pra que todos os achem uma gracinha. Se achas que guei é normal então és vítima de lavagem cerebral, não és um ser humano pensante, és um zumbi, sonâmbulo, alienado, marionete. Vejas um vídeo guei e digas se não terás vontade de vomitar. Saibas que se não fossem essas práticas e sexo anômalo (pornografia, que nada tem a ver com erotismo), sutilmente disseminadas pela mídia, não haveria tanta DST e o sexo seria a coisa natural que deveria ser e não essa atividade de alto risco que é.
● Não existe casal guei. Pode ser uma dupla, parceria, dueto mas não casal. Quando alguém pergunta quanto filho o outro tem e ouve que tem um casal, significa um menino e uma menina. Dois meninos ou duas meninas não é um casal. Usaram como argumento o direito de herança. Que quando morre um a família se apossa do bem e o outro se dana. Mas então por que não se lutou pra reforçar o testamento? Em Eua o testamento é um documento respeitado, aqui não. Por que não lutaram pra isso em vez de favorecer apenas a um grupo de pervertidos? Isso seria interessante pra toda a sociedade, doador-receptor tenham a ligação que for, sexual ou não. O que virá? Casamento pedófilo, zoófilo e necrófilo? Por exemplo: Costumo ver grandes bibliófilos morrerem e a viúva dispersar o acervo. Então quero que quando eu morrer meus livros sejam inteiramente doados à biblioteca Nacional. Se testamento não é levado a sério no Brasil, o que fazer? Lutar pra que se aprove a união civil entre pessoa física e pessoa jurídica? Então poderei me casar com a biblioteca Nacional. Só não sei como seria uma lua-de-mel com o prédio mas já que nesta sociedade podre, ensandecida e alienada, pirada mesmo, nada é errado e tudo é normal na terra do bizarro e do surreal...
● Outro argumento estapafúrdio, de que os gueis gostam de luxo e são compradores de alta renda, portanto um importante segmento do mercado. Mesmo que esse argumento fosse verdadeiro, portanto não existindo guei pobre, então devemos legalizar o narcotráfico, o tráfico de escravas brancas e armamentício, pois movimentam muito a economia. Quem não viu as torneiras de ouro das luxuosas casas de narcotraficante?
● Há coisas que não são corretas, inaceitáveis. É impossível uma sociedade onde tudo é permitido, num excesso de liberalismo. Se somos seres racionais não podemos nos entregar aos instintos, como bicho. O prazer é a mais bela criação da natureza, mas dentro da normalidade e responsabilidade. Se somos seres racionais não podemos cair nessa trama satânica de terminologia distorcida e lógica sofista, distorcendo o conceito de diversidade e criando termos como homofobia e heterossexual, criando eufemismos e discurso distorcido de igualdade, pra se mascarar o que é monstruoso, pra se criar simpatia ao que só pode causar horror, pra se afirmar orgulho ante o que só pode causar vergonha. Tolerância sim, apologia não.
● Ninguém pode ser humilhado por ser gordo, retardado mental, diabético, homossexual, por ser divorciado, gago, dificuldade motora, rico ou pobre, não ter religião, não usar roupa ou usar turbante. A lei tem de proteger a todos, abranger todos os casos numa forma geral. Não criar lei específica pra privilegiar um grupo nem política de cota. Alguém já perguntou por que há décadas a imprensa vem martelando tanto nossos ouvidos com guei a todo lado? É óbvio que tem uma ideologia atrás disso.
● Sempre respeitei colegas gueis no trabalho. Nos indignamos com uma diretora que entregou a um colega aidético um pacote de copo descartável. Eles sabiam muito bem o que penso sobre isso mas não tinha porquê ficar reiterando, pois se não estavam perguntando a mim, assim como não fico dizendo ao fumante que fumar faz mal. Não preciso ser hipócrita a ponto de fingir simpatia à causa. Quando esse colega, já aposentado, aparecia eu dava carona porque morava no percurso. Me sentiria pusilânime se evitasse, imaginando o que alguém pensaria, etc e tal. Creio que a postura quanto ao tema deveria ser como a lei encara a prostituição: O que é proibido é favorecer ou explorar a prostituição, não ser prostituta. Há organismos de apoio às prostitutas, desde que não apóiem também a prostituição.

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