Jacques
Bergier - As fronteiras do possível.pdf
Jacques
Bergier - As fronteiras do possível.doc
Eis um
libreto no qual o cientista francês Jacques Bergier, 1970, divaga sobre o que
se pode conseguir com avanço tecnológico, e o realmente impossível, impossível por definição
O Ararate nada tem a ver com o dilúvio
Em primeiro lugar é preciso esclarecer que o relato sobre a
arca de Noé, como os outros relatos bíblicos (Adão e Eva, a torre de Babel, e
outros), é alegórico. Não que seja ficção, mas que forjado com técnica de
memorização por ser tradição oral.
E esclarecer também que dilúvio é um vocábulo pouco adequado
pra dar nome a tão espantosa catástrofe cósmica. Não foi uma inundação, muito
menos suave e piscineira inundação como retratado em filmes idiotas. Foi uma
catástrofe monstruosa que produziu vagalhões que atingiam o cume do Himalaia.
Dali a raciocinar que as conclusões anticientíficas de cientistas de que ao
encontrar conchas e outras coisas marinhas no alto de montanha significa que
ali foi mar. Não! Isso é sofisma!
Após a espantosa catástrofe do dilúvio se perdeu a escrita,
o conhecimento científico, o papel e tudo o mais. Após milênios saindo da quase
extinção, a humanidade sobreviveu na era glacial subseqüente e manteve a
memória dum evento mui importante com técnica de memorização (cena animada e
mais escabrosa possível) e alegorias pra representar conceitos científicos e
máquinas já incompreensíveis.
Então o que pode ser uma espaçonave ou aeronave levando o
gene de cada um dos principais alimentos e outros usos em tubos-de-ensaio foi
descrito como um navio de madeira levando um casal de cada espécie animal a ser
preservada. Os primeiros narradores contavam que seus remotos descendentes
seriam inteligentes o suficiente pra sondar a realidade oculta pela alegoria.
Não imaginaram que tais descendentes seriam tão estúpidos, por causa da
carência de proteína animal durante gerações e o aumento da gravidade, pra
conceber tudo como estritamente literal.
Nunca existiu uma arca-de-noé nem podia existir, pois na
espantosa catástrofe diluviana, com ondas que atingiam altura do Himalaia
nenhum navio de madeira, ou de qual material fosse, permaneceria flutuando, nem
quem estivesse dentro sobreviveria sendo chacoalhado de forma tão violenta,
muito menos um navio de madeira lotado de um casal de todas as espécies animais
(e as vegetais?). como podia conter um casal de todas as espécies? Como manejar
e alimentar? É de estarrecer existir gente adulta e culta levar a sério e
acreditar literalmente em tão grande e óbvio absurdo.
Na última década entrou na moda o tema dos navios de madeira
achados no alto do Ararate. Há tais navios, mas os navios e o Ararate nada têm
a ver com o dilúvio.
Se fala sobre uma catástrofe de há 5000 anos (a chegada de
Vênus) ou há 9000 anos. Catástrofe importante mas insignificante comparada ao
dilúvio. Tal catástrofe elevou o que era litoral do monte Ararate, deixando
navios encalhados até sempre. A Bíblia, relato de segunda-mão, cópia
memorizada dos relatos sumérios, na tradição oral confundiu as duas
catástrofes, predominando os dados da mais recente. A espantosa catástrofe do
dilúvio sumério-bíblico, causada pelo choque do planetóide da Carolina, foi há
quase 12 mil anos, mui anterior à que elevou o Ararate.
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