Os
mais belos contos humorísticos, satíricos e jocosos – 1944 (2 séries).pdf
Eis reunidos
os dois volumes dessa antologia de conto, revisada e anotada
Pus a
conexão ao texto no idioma original quando encontrado, pois a qualidade dos
buscadores caiu muito na década mais recente
Nos trechos
onde a redação ficou meio estranha recorri a eles. Na falta, tentativas de
tradução reversa no google traductor.
Nas consultas
a trecho no texto original pra consertar inconsistência achei tradução errada, às
vezes dizendo o contrário
Claro que
podia traduzir todos os com original encontrado, mas isso foge ao objetivo
deste escaneio
Como no
escaneio anterior
Os
mais belos contos burlescos, irônicos e sarcásticos – 1947.pdf
Os
mais belos contos burlescos, irônicos e sarcásticos – 1947.docx
Afirmo
que todos foram traduzidos a partir dum texto em castelhano, pois são inúmeros
os espanholismos, como falsos cognatos, inversão fraseológica, redundância, etc:
Balcões e janelas ostentavam tapeçaria
Em
vez de
Sacadas e janelas ostentavam tapeçaria
— Pousa, Pitelos, que não é teu! — respondem as aldeãs
nos armazéns — ao elevado preço com que o
comerciante se prepara para o inevitável, longo e tenaz regateio. “Pousa, Pitelos”, dizem as peixeiras na praça às
senhoras regateiras, tirando-lhes o peixe da mão. “Pousa,
Pitelos”, comentam incrédulas as comadres quando chegam ao ponto inverossímil
do murmúrio que ouvem deleitadas; e “Pousa,
Pitelos”, responde a costureirinha bonita aos apaixonados protestos amorosos do
moço
..por
quem pena namorada,
que se lhe vai declarando enquanto
dançam o agarradinho na frondosa alameda, ao compasso da banda ou da sanfona,
hereges!, das festas patronais.
— Baixes, Pitelos,
pois não é teu! — As aldeãs responderam nos armazéns ao elevado pedido de preço
com o qual o comerciante se prepara pro inevitável, longo e tenaz regateio. Baixes!, Pitelos, disseram as
peixeiras na praça às senhoras regateiras, lhe tirando o peixe da mão. Baixes!, Pitelos, comentaram,
incrédulas, as comadres ao chegar ao ponto inverossímil do murmúrio que ouviram
deleitadas. Baixes!, Pitelos,
respondeu a costureirinha bonita aos apaixonados protestos amorosos do moço
quem por ela pena enamorado e se declarou dançando agarradinho na
frondosa alameda, ao compasso da banda ou da sanfona, hereges!, das festas
patronais.
Problemas no conto Memórias dum cão amarelo. Mas é decorrente
de tradução indireta. Idem Psique e o arranha-céu.
— Meu caro. Parece-me que estás atacado por uma doença
especial, que deverias estudar, pois
és médico, e que se chama espírito de campanário.
— Meu caro. Pareces atacado por uma doença especial que
devias estudar, pois és médico, chamada espírito-de-campanário.
— Do macaco de Melânia do gendarme de Briganval
Se eu fosse menos paciente do que sou, creio que daria a
Celestina a bofetada que me amadurecia na ponta dos dedos. Mas não cedi à
violência. Respondi:
— Como sabes?
Celestina encolheu os ombros
— Quem não sabe?
Então reparei que minha maneira da falar não comportava
negativa. Ao contrário, quisera dizer Quem
disse que se trata dum macaco? E naturalmente minha pergunta fora mal-interpretada,
e significava Como sabes que é um
macaco?
Aqui a
lógica está na forma de redigir. Na primeira forma diz que o tema é macaco, que
o rumor diz sobre macaco. No segundo está admitindo que é um macaco.
Enfim.
Uma antologia onde os tradutores são mais do portunhol, onde tive de fazer
muita correção, mas que não podemos depreciar porque em plena 2ª guerra mundial
e sem internete, foi um trabalho e tanto
https://www.youtube.com/watch?v=BmenTfEEkTg
Israelenses
invadem praias da Bahia, agridem pessoas e agem como se fossem donos. E se fosse lá?
Israelíes invaden playas de Bahia (Brasil), agreden
personas y actúan como se fuesen dueños. Y si fuese alá?
https://www.youtube.com/watch?v=MB8UZehJEWw
20 mitos del viejo oeste que creíste por culpa del cine
20 mitos do
velho oeste que creste por culpa do cinema
Nas
imagens, criadas por iá, os jornais que deviam estar em inglês aparecem num
idioma estranho
https://www.youtube.com/watch?v=RZ-twbWRvhg
Corea del Norte alista envío a Irán? Israel y EEUU
acabados!
El gobierno norcoreano elevó el tono contra Uójinton y
Telaví al denunciar que sus ataques militares están destruyendo las
bases de la paz regional
O governo
norte-coreano elevou o tom contra Uóxintão e Telavive ao denunciar que seus
ataques militares estão destruindo as bases da paz regional
Erro
pronominal. A terceira pessoa na sentença é o governo norte-coreano. Portanto
seus se refere ao governo norte-coreano quando queria se referir a Uóxintão e
Telavive
A
arcaica sigla pra designar Eua, EEUU, às vez ainda pior, EE.UU.,
ainda usual em castelhano, evidencia uma
cultura estagnada, atolada
Psicóloga
desaparecida na Inglaterra teria pulado no mar em busca de local
seguro
Psicóloga
desaparecida na Inglaterra teria pulado ao mar em procura a local seguro
O vício
preciosista em vez da simplicidade. O gerúndio é muito mais simples
Psicóloga
desaparecida na Inglaterra teria pulado ao mar procurando local seguro
Definirei
melhor esses dois vocábulos, pois procurar não é buscar
Dois vocábulos
parecidos cujos significados é generalizada a confusão são
Medicamento,
remédio
Medicação,
tratamento
https://www.youtube.com/watch?v=fGAH5J7Q2HY
Até
quê ponto chegou o vício em celular
As
assistentes nem prestam atenção ao orador
A
burralda não entende que a estátua é satírica
Em O professor e a vida moderna Malba Tahan conta
vários casos cronicando sobre os vícios e erros de professores. São mui
interessantes, levando a muita reflexão. Discordo dalguns conceitos de Malba
mas aprendo muito, como o fato de há dois sistemas de grafar algarismo romano, aditivo
e subtrativo. Sabias? Eu não.
Um capítulo é sobre a mania de algarismo romano. Também abomino
essa mania. Em revisão minha sempre troco essa mania em século, capítulo, etc,
só deixando em nomes de rei, papa ou próprio. Considero estupidez esse tipo de
frescura que classifico junto às bestices como arrogância, orgulho, esnobismo,
luxo, pompa, formalismo, convencionalismo, etiqueta e outros produtos das
mentes inferiores, imposições dos imbecis aos estúpidos. Eu nunca abraçaria uma
profissão onde tivesse de usar terno-e-gravata, pra mim símbolos escancarados
de todas as bestices e frescuras.
A breguice de usar algarismo romano é um desses produtos de
mentes inferiores
Mas há mais. No texto de Malba e noutros há outras
baboseiras, como mania de plural, mania de maiúscula, mania de abreviar, mania
de ponto-final…
Eis o capítulo em Malba Tahan, O professor e a vida moderna,
editora Vecchi, Rio de Janeiro, 1967 (Quaquaquá! Não sei se é ironia do destino
ou gozação do editor. No crédito do livro o ano da edição está grafado
MCMLXVII! Tal qual nestes dois volumes de conto, também da Vecchi,
respectivamente MCMXLIV e MCMXLV,1944 e 1945. Sempre ponho a caneta a numeração
arábica. Aos professores citados eu daria como castigo escrever π em algarismo
romano aditivo e subtrativo ou dizer a qual número corresponde a sigla que os
mexicanos usam pra abreviar o nome cidade do México, CDMX):
Há professores que perdem várias aulas
ensinando aos meninos a grafia de números astronômicos conforme a numeração
escrita adotada pelos romanos. Tais ilustres mestres não percebem a tortura
inútil que infligem, com essa mania, aos jovens educandos. Ensinam uma
inutilidade. Inventam fantasmas que não existem e nunca existiram.
A tendência da maioria dos professores
é ensinar o que aprendeu e como aprendeu
Paulo
Mendes Viana
O ensino de matemática no
curso secundário, página 71
Nada mudou. É tudo a mesma coisa.
Encontro tudo nos lugares certos.
Beatriz dos Reis Carvalho, Eterna
presença, Rio, 1947, página 51
Muitos professores primários e secundários se preocupam com
um problema que nos parece de um ridículo assombroso: Ensinar o aluno a
escrever um número de oito ou nove algarismos conforme o chamado sistema-de-numeração
romano
Citemos, pra esclarecer o leitor, um exemplo, mui
expressivo, colhido no livro Questões do exame de admissão, Rio, 1955, de
professor Adizel de Carvalho:
Escrever em
algarismo romano o número 25.000.467.976
O autor, capitão Adizel de Carvalho, afirma que se trata
duma questão proposta no colégio Militar em 1951 pros candidatos a exame-de-admissão
Vejamos bem:
Escrever em algarismos romanos um número que tem apenas onze
algarismos!
Queremos pedir ao professor, militar ou civil, que redigiu e
apresentou a aludida e monstruosa questão, que nos respondesse, com a maior
franqueza e lealdade:
1 ● Algum dia ele, professor, teve, na vida prática,
necessidade de escrever, em algarismo romano número maior do que 3000?
2 ● Não acha que é crime contra a matemática propor aos
estudantes questões cerebrinas sem aplicação nem interesse?
3 ● Tem o ilustre professor autor da questão certeza da
forma pela qual os romanos do século 1 ao 5 escreviam o tal número de onze
algarismos? Os historiadores, na parte relativa à numeração romana são obscuros
em certos pontos
O leitor que tiver interesse por esse problema, diretamente
relacionado com a história da matemática, pode consultar as excelentes obras de
Cajori, Pérez e Chasles.
Mas o fato é o seguinte: Havia dois sistemas na grafia de
certos números, conforme o sistema-de-numeração romano: O sistema aditivo e o subtrativo
Assim, o número 94 pode ser escrito sob a forma aditiva,
LXXXXIIII, mas se admitia, na vida corrente, nas classes cultas, a forma
subtrativa, XCIV
O romano só recorria
à forma subtrativa quando queria abreviar. E assim escreviam IX pra representar
o número 9, XC pra representar 90, e em certas inscrições encontramos a forma
VM pro número 995.
Pro número 4, por exemplo, as duas formas IIII e IV eram certas
e legítimas. A segunda, na forma subtrativa, não passava de simples
abreviatura. O povo, de modo geral, preferia a forma aditiva.
Tivemos ocasião de ver na cidade de Baiona, sul da França,
um monumento, do tempo dos romanos, no qual o número 4000 estava escrito como
MMMM.
Os escribas profissionais recorriam ao sistema subtrativo
também sempre que na linha não havia espaço suficiente pra grafar o número no
sistema aditivo. Na riquíssima epigrafia latina há exemplos bem curiosos de
abreviações numéricas fora das regras ensinadas em nossas aritméticas. Regras que
muitos autores crêem ser fixas, gerais e imutáveis.
Mas pràs operações correntes (adição, subtração e
multiplicação) os romanos só escreviam os números no sistema aditivo
Se o calculista, em geral escravo, pretendia multiplicar 49
por 24, por exemplo, o quê fazia?
Escrevia no tabuleiro-de-areia o primeiro fator, no sistema
aditivo, e o segundo fator, também na forma aditiva, XXIIII e, com auxílio de
pedrinhas (cálculos), cordas-de-nós, etc, multiplicava. O calculista não podia
efetuar essa multiplicação se os números fossem escritos no sistema subtrativo.
Mas nossa conclusão no ponto-de-vista didático é a seguinte:
O professor que
obriga o aluno a escrever em algarismo romano um número maior que 3000 pratica
verdadeiro crime
Ensinar uma criança a escrever em algarismo romano um número
de milhões ou bilhões é ensinar algo inútil, complicado, sem sentido e
disparatado
Nota 1 ● Em seu livro Matemática. Curso moderno,
volume 1, 1963, professor Oswaldo Sangiorgi ensina, sem insistir sobre o caso,
a escrever o número 4.719.002 de acordo com o sistema-de-numeração romano. E, a
seguir, o ilustre matemático paulista acrescenta a seguinte observação: O sistema-de-numeração romano ainda é usado
pra indicar capítulos de livro, data histórica, mostrador-de-relógio, embora o
quatro pareça escrito errado, IIII, pra guardar uma antiga tradição relojoeira,
é decimal (base 10) mas não obedece a princípio de posição.
Felizmente até hoje ninguém se lembrou de escrever um livro
que tivesse 4.719.002 capítulos!
Só assim esse número apareceria escrito no sistema-de-numeração
romano
Nota 2 ● Prum estudo mais completo indicamos Florian Cajori, A history of mathematical notation, Ilinóis, 1928; José Augusto Sánchez Pérez, La Aritmética en Roma, en India y en Arabia, Madri, 1949, 1ª parte; Gino Loria, Storia delle matematiche, Milão, 1950
Coleção Adeene
neles!
Karen Carpenter - Tanja Berg
Coleção Cartão-postal de Joanco







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