domingo, 15 de março de 2026

Os mais belos contos humorísticos, satíricos e jocosos - 2 séries


Os mais belos contos humorísticos, satíricos e jocosos – 1944 (2 séries).pdf

Eis reunidos os dois volumes dessa antologia de conto, revisada e anotada

Pus a conexão ao texto no idioma original quando encontrado, pois a qualidade dos buscadores caiu muito na década mais recente

Nos trechos onde a redação ficou meio estranha recorri a eles. Na falta, tentativas de tradução reversa no google traductor.

Nas consultas a trecho no texto original pra consertar inconsistência achei tradução errada, às vezes dizendo o contrário

Claro que podia traduzir todos os com original encontrado, mas isso foge ao objetivo deste escaneio

Como no escaneio anterior

Os mais belos contos burlescos, irônicos e sarcásticos – 1947.pdf

Os mais belos contos burlescos, irônicos e sarcásticos – 1947.docx

Afirmo que todos foram traduzidos a partir dum texto em castelhano, pois são inúmeros os espanholismos, como falsos cognatos, inversão fraseológica, redundância, etc:

Balcões e janelas ostentavam tapeçaria

Em vez de

Sacadas e janelas ostentavam tapeçaria

 

  Pousa, Pitelos, que não é teu! — respondem as aldeãs nos armazéns ao elevado preço com que o comerciante se prepara para o inevitável, longo e tenaz regateio. “Pousa, Pitelos”, dizem as peixeiras na praça às senhoras regateiras, tirando-lhes o peixe da mão. “Pousa, Pitelos”, comentam incrédulas as comadres quando chegam ao ponto inverossímil do murmúrio que ouvem deleitadas; e “Pousa, Pitelos”, responde a costureirinha bonita aos apaixonados protestos amorosos do moço

..por quem pena namorada,

que se lhe vai declarando enquanto dançam o agarradinho na frondosa alameda, ao compasso da banda ou da sanfona, hereges!, das festas patronais.

 

  Baixes, Pitelos, pois não é teu! — As aldeãs responderam nos armazéns ao elevado pedido de preço com o qual o comerciante se prepara pro inevitável, longo e tenaz regateio. Baixes!, Pitelos, disseram as peixeiras na praça às senhoras regateiras, lhe tirando o peixe da mão. Baixes!, Pitelos, comentaram, incrédulas, as comadres ao chegar ao ponto inverossímil do murmúrio que ouviram deleitadas. Baixes!, Pitelos, respondeu a costureirinha bonita aos apaixonados protestos amorosos do moço quem por ela pena enamorado e se declarou dançando agarradinho na frondosa alameda, ao compasso da banda ou da sanfona, hereges!, das festas patronais.

 

Problemas no conto Memórias dum cão amarelo. Mas é decorrente de tradução indireta. Idem Psique e o arranha-céu.

 

— Meu caro. Parece-me que estás atacado por uma doença especial, que deverias estudar, pois és médico, e que se chama espírito de campanário.

— Meu caro. Pareces atacado por uma doença especial que devias estudar, pois és médico, chamada espírito-de-campanário.

 

— Do macaco de Melânia do gendarme de Briganval

Se eu fosse menos paciente do que sou, creio que daria a Celestina a bofetada que me amadurecia na ponta dos dedos. Mas não cedi à violência. Respondi:

— Como sabes?

Celestina encolheu os ombros

— Quem não sabe?

Então reparei que minha maneira da falar não comportava negativa. Ao contrário, quisera dizer Quem disse que se trata dum macaco? E naturalmente minha pergunta fora mal-interpretada, e significava Como sabes que é um macaco?

Aqui a lógica está na forma de redigir. Na primeira forma diz que o tema é macaco, que o rumor diz sobre macaco. No segundo está admitindo que é um macaco.

 

Enfim. Uma antologia onde os tradutores são mais do portunhol, onde tive de fazer muita correção, mas que não podemos depreciar porque em plena 2ª guerra mundial e sem internete, foi um trabalho e tanto

 

https://www.youtube.com/watch?v=BmenTfEEkTg

Israelenses invadem praias da Bahia, agridem pessoas e agem como se fossem donos. E se fosse lá?

Israelíes invaden playas de Bahia (Brasil), agreden personas y actúan como se fuesen dueños. Y si fuese alá?

 

https://www.youtube.com/watch?v=MB8UZehJEWw

20 mitos del viejo oeste que creíste por culpa del cine

20 mitos do velho oeste que creste por culpa do cinema

Nas imagens, criadas por iá, os jornais que deviam estar em inglês aparecem num idioma estranho

 

https://www.youtube.com/watch?v=RZ-twbWRvhg

Corea del Norte alista envío a Irán? Israel y EEUU acabados!

El gobierno norcoreano elevó el tono contra Uójinton y Telaví al denunciar que sus ataques militares están destruyendo las bases de la paz regional

O governo norte-coreano elevou o tom contra Uóxintão e Telavive ao denunciar que seus ataques militares estão destruindo as bases da paz regional

Erro pronominal. A terceira pessoa na sentença é o governo norte-coreano. Portanto seus se refere ao governo norte-coreano quando queria se referir a Uóxintão e Telavive

A arcaica sigla pra designar Eua, EEUU, às vez ainda pior, EE.UU., ainda usual em castelhano,  evidencia uma cultura estagnada, atolada

 

Psicóloga desaparecida na Inglaterra teria pulado no mar em busca de local seguro

Psicóloga desaparecida na Inglaterra teria pulado ao mar em procura a local seguro

O vício preciosista em vez da simplicidade. O gerúndio é muito mais simples

Psicóloga desaparecida na Inglaterra teria pulado ao mar procurando local seguro

Definirei melhor esses dois vocábulos, pois procurar não é buscar

 

Dois vocábulos parecidos cujos significados é generalizada a confusão são

Medicamento, remédio

Medicação, tratamento

 

https://www.youtube.com/watch?v=fGAH5J7Q2HY

Até quê ponto chegou o vício em celular

As assistentes nem prestam atenção ao orador

A burralda não entende que a estátua é satírica

Em O professor e a vida moderna Malba Tahan conta vários casos cronicando sobre os vícios e erros de professores. São mui interessantes, levando a muita reflexão. Discordo dalguns conceitos de Malba mas aprendo muito, como o fato de há dois sistemas de grafar algarismo romano, aditivo e subtrativo. Sabias? Eu não.

Um capítulo é sobre a mania de algarismo romano. Também abomino essa mania. Em revisão minha sempre troco essa mania em século, capítulo, etc, só deixando em nomes de rei, papa ou próprio. Considero estupidez esse tipo de frescura que classifico junto às bestices como arrogância, orgulho, esnobismo, luxo, pompa, formalismo, convencionalismo, etiqueta e outros produtos das mentes inferiores, imposições dos imbecis aos estúpidos. Eu nunca abraçaria uma profissão onde tivesse de usar terno-e-gravata, pra mim símbolos escancarados de todas as bestices e frescuras.

A breguice de usar algarismo romano é um desses produtos de mentes inferiores

Mas há mais. No texto de Malba e noutros há outras baboseiras, como mania de plural, mania de maiúscula, mania de abreviar, mania de ponto-final…

Eis o capítulo em Malba Tahan, O professor e a vida moderna, editora Vecchi, Rio de Janeiro, 1967 (Quaquaquá! Não sei se é ironia do destino ou gozação do editor. No crédito do livro o ano da edição está grafado MCMLXVII! Tal qual nestes dois volumes de conto, também da Vecchi, respectivamente MCMXLIV e MCMXLV,1944 e 1945. Sempre ponho a caneta a numeração arábica. Aos professores citados eu daria como castigo escrever π em algarismo romano aditivo e subtrativo ou dizer a qual número corresponde a sigla que os mexicanos usam pra abreviar o nome cidade do México, CDMX):

 A mania de algarismo romano

Há professores que perdem várias aulas ensinando aos meninos a grafia de números astronômicos conforme a numeração escrita adotada pelos romanos. Tais ilustres mestres não percebem a tortura inútil que infligem, com essa mania, aos jovens educandos. Ensinam uma inutilidade. Inventam fantasmas que não existem e nunca existiram.

A tendência da maioria dos professores é ensinar o que aprendeu e como aprendeu

Paulo Mendes Viana

O ensino de matemática no curso secundário, página 71

Nada mudou. É tudo a mesma coisa. Encontro tudo nos lugares certos.

Beatriz dos Reis Carvalho, Eterna presença, Rio, 1947, página 51

Muitos professores primários e secundários se preocupam com um problema que nos parece de um ridículo assombroso: Ensinar o aluno a escrever um número de oito ou nove algarismos conforme o chamado sistema-de-numeração romano

Citemos, pra esclarecer o leitor, um exemplo, mui expressivo, colhido no livro Questões do exame de admissão, Rio, 1955, de professor Adizel de Carvalho:

Escrever em algarismo romano o número 25.000.467.976

O autor, capitão Adizel de Carvalho, afirma que se trata duma questão proposta no colégio Militar em 1951 pros candidatos a exame-de-admissão

Vejamos bem:

Escrever em algarismos romanos um número que tem apenas onze algarismos!

Queremos pedir ao professor, militar ou civil, que redigiu e apresentou a aludida e monstruosa questão, que nos respondesse, com a maior franqueza e lealdade:

1 ● Algum dia ele, professor, teve, na vida prática, necessidade de escrever, em algarismo romano número maior do que 3000?

2 ● Não acha que é crime contra a matemática propor aos estudantes questões cerebrinas sem aplicação nem interesse?

3 ● Tem o ilustre professor autor da questão certeza da forma pela qual os romanos do século 1 ao 5 escreviam o tal número de onze algarismos? Os historiadores, na parte relativa à numeração romana são obscuros em certos pontos

O leitor que tiver interesse por esse problema, diretamente relacionado com a história da matemática, pode consultar as excelentes obras de Cajori, Pérez e Chasles.

Mas o fato é o seguinte: Havia dois sistemas na grafia de certos números, conforme o sistema-de-numeração romano: O sistema aditivo e o subtrativo

Assim, o número 94 pode ser escrito sob a forma aditiva, LXXXXIIII, mas se admitia, na vida corrente, nas classes cultas, a forma subtrativa, XCIV

O   romano só recorria à forma subtrativa quando queria abreviar. E assim escreviam IX pra representar o número 9, XC pra representar 90, e em certas inscrições encontramos a forma VM pro número 995.

Pro número 4, por exemplo, as duas formas IIII e IV eram certas e legítimas. A segunda, na forma subtrativa, não passava de simples abreviatura. O povo, de modo geral, preferia a forma aditiva.

Tivemos ocasião de ver na cidade de Baiona, sul da França, um monumento, do tempo dos romanos, no qual o número 4000 estava escrito como MMMM.

Os escribas profissionais recorriam ao sistema subtrativo também sempre que na linha não havia espaço suficiente pra grafar o número no sistema aditivo. Na riquíssima epigrafia latina há exemplos bem curiosos de abreviações numéricas fora das regras ensinadas em nossas aritméticas. Regras que muitos autores crêem ser fixas, gerais e imutáveis.

Mas pràs operações correntes (adição, subtração e multiplicação) os romanos só escreviam os números no sistema aditivo

Se o calculista, em geral escravo, pretendia multiplicar 49 por 24, por exemplo, o quê fazia?

Escrevia no tabuleiro-de-areia o primeiro fator, no sistema aditivo, e o segundo fator, também na forma aditiva, XXIIII e, com auxílio de pedrinhas (cálculos), cordas-de-nós, etc, multiplicava. O calculista não podia efetuar essa multiplicação se os números fossem escritos no sistema subtrativo.

Mas nossa conclusão no ponto-de-vista didático é a seguinte:

 O professor que obriga o aluno a escrever em algarismo romano um número maior que 3000 pratica verdadeiro crime

Ensinar uma criança a escrever em algarismo romano um número de milhões ou bilhões é ensinar algo inútil, complicado, sem sentido e disparatado

Nota 1 ● Em seu livro Matemática. Curso moderno, volume 1, 1963, professor Oswaldo Sangiorgi ensina, sem insistir sobre o caso, a escrever o número 4.719.002 de acordo com o sistema-de-numeração romano. E, a seguir, o ilustre matemático paulista acrescenta a seguinte observação: O sistema-de-numeração romano ainda é usado pra indicar capítulos de livro, data histórica, mostrador-de-relógio, embora o quatro pareça escrito errado, IIII, pra guardar uma antiga tradição relojoeira, é decimal (base 10) mas não obedece a princípio de posição.

Felizmente até hoje ninguém se lembrou de escrever um livro que tivesse 4.719.002 capítulos!

Só assim esse número apareceria escrito no sistema-de-numeração romano

Nota 2 ● Prum estudo mais completo indicamos Florian Cajori, A history of mathematical notation, Ilinóis, 1928; José Augusto Sánchez Pérez, La Aritmética en Roma, en India y en Arabia, Madri, 1949, 1ª parte; Gino Loria, Storia delle matematiche, Milão, 1950

 

Coleção Adeene neles!

 

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Coleção Cartão-postal de Joanco





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