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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Lembrança de São Paulo

Lembrança do 4º centenário de São Paulo

Envelope decorativo com duas tiras sanfonadas contendo cartão-postal comemorativo a 400 anos de Sampa. Sem ficha, sem data.

Bal du Moulin rouge, Paris - Fascination

Folheto ilustrado, propaganda do espetáculo Fascinação, do Moinho vermelho

Tudo a ver. Sempre fui fascinado por esses espetáculos franceses. Realmente fascinantes. Mui distintos das insossas e puritanas da bróduei. Que é como comparar nossos variados e maravilhosos salgadinhos com os doces ianques com cores berrantes, tipo donutes, que só de ver quase vomito.

Um pouco sobre Lula e a Venezuela

Opinar sobre geopolítica é assunto espinhoso. Assunto que não conhecemos a fundo, dependendo de noticiário, porque não estamos lendo um gibi, onde sabemos tudo. Sabemos que Super-homem é Clark Kent, coisa que ninguém sabe, além do próprio, no universo do quadrinho. Aqui não. Somos um indivíduo ignoto na população do enredo do gibi. Tenho de opinar, sem outra opção, sabendo que posso dar um fora monumental. Mas, calma, esse é o risco mesmo, porque não podemos saber tudo

Lula é dissidência-controlada. Estava transtornado ao bater a cabeça. É notícia falsa, é refém da Maçonaria, e por isso teve de fazer uma jogada retórica. Foi estratégia bríquica (Já é hora de palavralizar a sigla a briques, pois de uso corrente) pra confundir o inimigo… São algumas teorias opcionais pra encarar o fato.

Claro que tenho de incluir também a opção de que a Venezuela, ou apenas Maduro, não é bem o que parece. Mas o Brasil também não é o que parece. Nem eu. Foi apenas amadurecer e perceber que o mundo não é o que parece, e que também sou mui diferente do que me imaginava. Mas, fôlego, e vamos-lá:

O quê deu em nosso presidente Lula vetar a Venezuela no BRICS?, o que fez perder muito prestígio internacional. Efeito de bater a cabeça? O Brasil, sempre país bonzinho, adolescente, pusilânime, agora que é a vez de se aliar a uma esquerda verdadeira, apronta essa?

Bonzinho ao oxidænte hegemônico nazista genocida, e cruel ao povo. Brasil e Venezuela são duas vítimas do colonialismo anglo-saxão. Juntos deviam lutar pra retomar o Essequibo e o Pirara. Por quê a decisão sobre o Pirara foi aceita pelos golpistas republicanos?, a primeira disputa perdida pelo Brasil.

É verdade que o Brasil está na mesma situação da Turquia, com as forças armadas doutrinadas pela ideologia dos otãrios, a organização terrorista do Atlântico norte. Aqui pela ditadura militar, lá pelo fim do império otomano quando Camal Ataturque (Camal Pai-dos-turcos) judaizou, ou melhor, jazarizou a Turquia. Dois presidentes reféns de forças armadas entreguistas. Não que Erdogã seja um estadista ao nível de Lula, pois é um grande pilantra. Felizmente como estratega é pouco mais que um zelensque. Quando vi imagens de Erdogã insone em encontro internacional suspeitei de esquizofrenia.

Esquizofrenia não é loucura. É distúrbio do sono. Quando não se dorme ou se dorme pouco o cérebro força sonhar acordado. Dali os incompreensíveis atos de extrema crueldade de muitos líderes ao longo da história.

Mais um pouco sobre o Homo pseudo-sapiens

Um mundo inteligente não seria marcado pela competição. O desporto é característica do estado inferior.

Viver sempre em competição dilui os objetivos e estressa o inconsciente. Em A ciência secreta dos milagres Max Freedom Long explica que desejar muitas coisas ao mesmo tempo dilui o foco ao objetivo, minando a eficácia da luta, e o indivíduo nada consegue.

Portanto viver em perene competição é condição anômala, doentia, própria duma sociedade esquizofrênica

Sobre o descuido e descaso no uso da linguagem, uma evidência de estupidez (da espécie) é não se importar com a imprecisão. Dizer A invasão do Iraque em vez de ao iraque, pois invasão do Iraque é quando o Iraque é invasor, e em guerra com a Rússia em vez de contra a Rússia, pois guerrear com é guerrear como aliado. Culto dos mortos em vez de culto aos mortos. Culto dos mortos só em narrativa horrífica. Eis o objetivo da campanha pra destruir a linguagem: A tornar cada vez mais imprecisa.

Há pouco um comentário iutúbico hispânico argumentando que a conjugação no presente é porque está na forma de tutear (Tratar por tu, tratamento informal). Isso não é gramática. É requisito de norma técnica, forma respeitosa. É arcaísmo. Num mundo democrático não pode existir esse tal tratamento respeitoso. Erro de conjugação é erro de conjugação. Não adianta usar argumento de liberalismo fajuto com dois pesos e uma medida.

O pessoal tem de entender que não é por ser outro idioma, que tal regra seja assim-ou-assão. Tem de ter lógica. Não é porque um gramático na moda ou mui erudito, ou o papa, disse, que seja assim. Então se um matemático disser que 1+1=3 temos de aceitar?

Não. Certas coisas são igual em qualquer idioma. Em português e castelhano muito mais, porque muitos vícios já vêm do galaico-português. Como a estrutura dambos idiomas é igual, muitos itens tem de ter a mesma regra, senão é uso vicioso. Pra julgar uma questão gramatical o imprescindível é raciocinar com clareza, não seguir o que um gramático disse ou o que parece a redação mais chique ou original.

E segue o febeapá interminável neste planeta hospício

Um canal que se diz de filosofia entrou com a manchete A razão levou ao terror, sobre a revolução francesa, com ideal de racionalismo exaltado, desembocou na célebre fase do terror, culminando com Maria Antonieta e Luís XVI na guilhotina.

Maus filósofos danificam a filosofia. Se filosofar é impor sofisma, raciocinar baseado em dados falsos, supostos, impressões, a filosofia é lixo.

E num comentário alguém disse que o terror é a razão sem Deus. Parece infinita o pendor humano pra dizer tolice.

Dizer que a razão levou ao terror, e que o terror é a razão sem Deus, são frases que só cabem num livro de poesia. É como dizer que o crime só existe porque existem classes sociais, ou que o divórcio é produto da falta de ternura. Ou seja: Tolices.

 

Que a razão levou ao terror é deformação de O sonho da razão produz monstro, gravura do pintor espanhol Francisco de Goya, pertencente à série Os caprichos, publicada em 1799, número 43 na série de 80 gravuras.

O artigo sobre o sono da razão, em https://pt.wikipedia.org/wiki/O_sonho_da_raz%C3%A3o_produz_monstros, tem erro-de-tradução. O castelhano sueño é sono, não sonho. Ensueño é que é sonho.

Num canal matemático o cara cismou que achou a solução prà equação 1ͯ =2. Claro, manejando de modo a disfarçar a divisão 0/0, que é o famoso sofisma matemático pra provar qualquer absurdo, como 2=7, -1=3…

Mas o mais constrangedor é num canal matemático não se saber o quê é sofisma. Recomendei ler Malba Tahan.

 

E continuam apresentando a imagem dos nomos de Sírio como serpente. Serpentes com membros e mamas! Isso num canal de notícia científica. Imagines nos de curiosidade!

 Alfinete-de-segurança, a pior invenção?

Não sei o original. O que temos no mercado é um objeto perigoso, mole, que solta fácil. Indicado só pra bebê de faquir.

Eu usava pra prender a colcha ao colchão, mas na volta que tem, a suposta mola, o tecido enrosca e se custa desenroscar.

De segurança, nada

Reforma radical

Não é assim que se faz!

Quando se quer reformar um sítio internético se faz como o Catarse: Abrir um sítio paralelo pra teste, testar com o público, pra pouco-a-pouco corrigir as falhas e otimizar o funcionamento, etc.

Não se faz como no uorde e, há pouco, na Estante virtual

De repente apareceu tudo revolucionado na EV. Mudou tudo, imposto goela-abaixo. Não sei pra quê mexer no que está funcionando bem. Que o fizesse no que fosse necessário, aos-poucos. E não teve melhora, só piora. Na busca a um livro não tem mais opções pra ordenar, como publicações mais antigas, publicações mais recentes, maior preço do livro, menor preço de frete, etc. Havia várias. A opção publicações mais antigas é essencial pra localizar um livro de há décadas cujo resultado na busca fica poluído por homônimos mais recentes.

Persiste a obscura opção relevância. Quê, diabos!, é isso? O da moda?

Conseguiram estragar até a qualificação ao vendedor. Agora qualificar o livro não como objeto recebido mas como obra literária!

E a busca ficou imprecisa e bagunçada, como está ficando o gugol. Pois é: Estão inovando. Inventaram a burrice artificial.

Tem que ver quem é o programador, pra dar uns cascudos!

Deve ser o mesmo cara que fez o programa da pré-postagem do correio

No uorde, desde o 2013 revolucionaram tudo. Estragaram o modo de abrir arquivo ou criar novo. O comando procurar (control-L) ficou esquisito e nada prático, incomodando na frente da tela, de modo que tenho de usar substituir (control-U) em vez.

Pra procurar uma palavra ou seqüência de caractere tinha uma maravilhosa dupla, duas setas-triângulo, uma no alto e a outra no baixio da barra de rolagem lateral. Se tinha todo o texto na tela pra clicar nelas seguidamente. Uma pra descer e a outra pra voltar: Uma pra buscar descendo, a outra subindo. De modo que se eu pulasse alguma, opa! Voltar um! Era só clicar na superior, e voltava. Tiraram isso! Agora fica sempre a caixa-de-substituição, aquele trambolho na tela. E se precisar voltar não tem como!

Agora na busca os itens que vão aparecendo tarjados não aparecem tarjados se estão na primeira linha, dificultando ver.

Agora, se usar o comando substituir tudo pruma área selecionada, substitui no texto todo, do mesmo jeito. De modo que quem não souber dessa trapalhada dos programadores, pode ter seu trabalho estragado.

Não funciona mais o maravilhoso recurso dos comandos classificação crescente e classificação decrescente. Se fazendo uma lista de palavras ou frases o comando as punha em ordem alfabética. Se eram números, os punha em ordem numérica. Essencial, por exemplo, pra se criar um dicionário.

Nem precisa mencionar o fato absurdo, incompreensível, de ter uma lista de auto-correção feita pra secretária burra, outra coisa que pode danificar o trabalho dalguém, pois se escrever, por exemplo, qeu, seja uma expressão matemática ou o nome dalgo noutro idioma, o sistema conclui que é a palavra que escrito errado, contido na estúpida lista de auto-correção.

Toda vez que se reinstala o sistema se tem de fazer tudo de novo: Apagar todas as substituições automáticas, dicionários personalizados (Dicionário do usuário é ainda mais importante porque o do uorde é péssimo), e ajustar um monte de configuração e lista que se foi fazendo e juntando ao longo dos anos. Todo esse trabalho de novo pra cada idioma que se usa! Tudo porque os porcamadores nunca põem as configurações de modo editável e salvável.

Felizmente a macro ainda funciona

A única melhora no uorde, e não é indispensável, é o aviso pra se quiser posicionar o cursor no ponto do texto onde se estava quando fechado na vez anterior

No acés a substituir tudo é mui arriscado, já antes do uorde bagunçado. Agora a auto-correção não funciona pra caractere especial.

 

https://www.youtube.com/watch?v=3GudGLyX6Ng

Uma médica fala a verdade sobre a sodomia, com ciência, não com propaganda

Aula essencial alertando sobre o perigo dessa horrível perversão

Como os antigos não sabiam sobre o perigo da consangüinidade. Se cria que era tabu meramente cultural. O mesmo ocorreu com o canibalismo, tido como tabu apenas cultural. Mas ao descobrir o príon no caso do mal-da-vaca-louca se tomou consciência do tremendo perigo do canibalismo.

Por isso é urgente que certos arautos duma civilização depravada, que querem impor como normais todas as perversões sexuais, ponham a mão na consciência e entendam que

Não se pode fazer sexo com parente próximo, animal doutra espécie, cadáver, indivíduo do mesmo sexo, criança nem usar como órgão sexual um órgão que não o é

Há coisas que são tabu absoluto. Isso tem de ser respeitado.

Como médicos já disseram, o esfíncter anal é feito pra se distender pra liberar saída, não entrada. Entrada freqüente o laceia, distende de vez, de modo que o indivíduo tem de usar fralda. Também que os homossexuais em geral não são indivíduos saudáveis. Sofrem doenças de transmissão sanguínea, como hepatite e aides, e cardíacas.

 https://www.youtube.com/watch?v=WxeATGfuAxk

A mágica irreplicável dos irmãos Wright. Os falsos vôos de 1903. Referencial abaixo na descrição

 https://www.youtube.com/watch?v=RzsUcuS-XOw

Intentan sobrevivir sin hombre. Mires lo que pasó.

Tentam sobreviver sem homem. Vejas o que aconteceu.

 

Tio Patinhas e a moedinha do infinito

Sempre que compro um desses quadrinhos dísnei atuais me arrependo

Numa banca do mercadão vi em pacote em forma de bolsa preta sem alça o especial Tio Patinhas e a moedinha do infinito. O fizeram no esquema dos tradicionais álbuns-de-figurinha dos 1970. São algumas capas, de modo que a que compras é ao acaso. Vai que é um colecionador que quer ter todas. Né?

A edição gráfica é um primor mas o enredo é pífio

Nada contra, mas não gostei

O enredo é o já clichê dos universos paralelos. É um tema promissor, mas não vale cair na mesmice.

O roteirista é um roteirista havia décadas na marvel. O que me deixou desconfiado igual quando daquele volume de conto do Howard criador de Conan.

Larguei a leitura já no começo, de tão chata. É a típica só-ação dos super-heróis, fenômeno que começou com a impressão colorida e o formatinho. O clima, o enredo e todo o contexto nada a ver com o humor onipresente e criativo, leve e saboroso do tradicional quadrinho dísnei. O cara, bitolado no clima já saturado dos super-heróis das décadas mais recentes, com exagerada ação, acrobacias estapafúrdias e enredo fraco, transformou tio Patinhas num Patinhas marvel. Nem nas paródias a super-herói, como Morcego-vermelho, Super-pateta, Super-pato (que devia ser Patomas), etc, isso aconteceu, mantendo o humor patopolesco e a leveza criativa sem excesso de atletismo. É como comparar uma saborosa e irreverente quadrilha junina com um insosso, puritano e politicamente correto espetáculo da bróduei.

Como em tantos outros lançamentos recentes (todos os que vi) com primor gráfico, uma decepção. Parece que até os roteiristas estão emburrecendo

É por essas e outras que nunca vi nem quero ver lançamentos apelativos tipo Mônica jovem, Lulu jovem, etc. É como a decepção de saber que tua musa carnavalesca topilés de tua adolescência virou evangélica.

Coleção Adeene neles!

 

Onde anda Messi

 

Amigos poderosos

Glauder, Ramão, Cyro

Como não tenho foto de Cyro, achei este igualzinho

 Coleção Cartão-postal de Joanco

  











segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Xuxá 035, 03.07.1951 - A ferro e fogo

Do acervo de Joanco
Se as personagens dos gibis fossem reais, fico pensando em quais transtornos psíquicos teriam Xuxá e sua turma, quê adultos tranqueiras seriam os sobrinhos do capitão…


Enviado por Fandoido
A qualidade das estórias destes gibis é algo encantador

Enviado por Márcio Rodrigues

Coleção de cartão-postal de Joanco


Mistério e misteriosismo
Um crítico disse que Edgar Allan Poe era inteligente demais, pra escrever terror pelo terror. O terror era uma decorrência. Não se sentava à mesa pensando: Quero escrever um conto terrorífico, como tantos escritores góticos da moda.
Esse conceito serve de critério pra julgar qualidade.
O mesmo princípio devem observar os pesquisadores e demais diletantes de mistério, que estudam civilizações desaparecidas, assombros e fantasmagorias, e enigmas de todos os tipos. Uns são pesquisadores, outros misteriosistas.
Acompanhei alguns canais desses que se dizem pesquisadores. Com entusiasmo inicial, com senso crítico a seguir, e enfim me aborrecendo com algumas posturas decepcionantes.
Aviso, de antemão, que não são meus rivais, pois não sou pesquisador. Minha cultura é livresca. Ou então diria que sou pesquisador dentro dos livros. Quando viajo não vou a Machupicho mas aos sebos. Mas o pesquisador mesmo é quem vai ao local fotografar e estudar, quem entrevistas pessoas, pesquisa extensivamente em bibliotecas, museus, arquivos históricos, consulta jornais antigos…
E quanto à postura e meta do pesquisador?
Nunca a de advogado, abraçando uma idéia como um torcedor fanático, e procurando convencer os outros a todo custo. O verdadeiro pesquisador quer descobrir a verdade, não convencer os outros.
Princípio científico
O pesquisador, mesmo denunciado as farsas científicas, não pode descuidar os princípios científicos: Não tomar evidência por prova, processar com competência a estatística, não se deixar levar pelo prestígio de autoridade, etc.
O pesquisador tem de ser como o detetive dos contos policiais. Estudar o caso, procurar pista, ser astuto pra rejeitar pista falsa e procurar chegar à verdade. Deve ter um projeto, uma linha de ação, pra filtrar as contradições, incoerência e inconsistências, estabelecer uma teoria que pode ser mudada com novas descobertas mas que é a mais realista que conseguiu obter até então, até chegar à verdade. Quando quanto mais pesquisa mais fortalece a teoria, mesmo tentando a destruir, é porque está no caminho certo.
Mas o quê vemos em geral nas postagens sobre enigmas? A síndrome do advogado, mesmo nos comentários. É um fenômeno conhecido dos psicólogos: A imbecilização. Quem crê nos mistérios não quer abrir mão desse prazer. E o descrente também não quer admitir que está errado. A primeira informação entra e se instala, e não pode mais ser contestada. Mesmo indivíduos intelectuais têm preguiça de pensar. Querem um mundo confortável, com tudo rotulado, maniqueísta.
Os descrentes vêem os artigos sobre mistério como contos criativos. Os crentes ficam eternamente saboreando cada mistério como saboreando um conto, sem comparar uns com os outros pra criar uma visão global, um campo unificado do fenômeno. Infelizmente não é só o populacho quem vive nesse universo instintivo. Muitos pesquisadores e cientistas acadêmicos têm essa postura mental.
É o que acontece em muitas postagens. Falo especialmente sobre as postagens de quatro espanhóis a quem chamo Os três mosqueteiros (que são quatro). A cada uma um assunto solto, como de quem acabou de descobrir os mistérios, como leitor adolescente. Só saboreia e se espanta. Não é postura de pesquisador.
Num documentário científico sobre o mapeamento ao universo um exemplo de desleixo ao usar os princípios científicos. Acompanhando a trajetória da luz em dois pontos, verificaram se tinha curvatura. Com curvatura o universo é finito, e em linha reta é infinito (!). mas como?! Pra verificar a curvatura da terra se observa a trajetória em dois pontos. Quanto mais distantes mais precisa a observação. Mas esses pontos têm de estar na superfície, na borda. Onde está a borda do universo? E se são cientistas deveriam ter percebido que infinito não existe.
Mente aberta
Os três mosqueteiros agem como advogado. Adotam uma teoria, que vira dogma. Se aparecer contradição fingem que não perceberam, pois é muito dolorido reexaminar uma tese já tão querida, e bola-pra-frente! Já dei exemplo de procurar encaixar a força como reptiliano uma estatueta que é gritantemente dum mamífero.
Ubirajara Rodrigues, em O caso Varginha, disse que os ufólogos em geral são tendenciosos. Só lhes agrada a imagem do alienígena pequeno. Os casos de gigantes são ignorados, excluídos da estatística.
Ignorância congestiva
Em La biblioteca del dragón, Orlando Mejía Rivera disse que muitos escritores novatos de ficção-científica, por ignorância postulam questões que há muito já foram discutidas e resolvidas. Creio que isso ocorre em todos os ramos, porque os ramos de conhecimento são muito vastos. É impossível alguém saber tudo, mesmo em sua especialização. No século 18 um sábio, um desses maníacos, botou na cabeça saber tudo o que existe na ciência. Teve de desistir. Imagines hoje! Nas postagens de nossos misteriosistas freqüentemente vejo temas já resolvidos e farsas sendo seriamente discutidos.
Muitas vezes encontro um artigo onde o articulista que, por exemplo, explica etimologias bem instigantes, mas logo tasca um anacronismo tipo Jesus de Nazaré. Mas devo encarar com naturalidade, pois primeiramente a soma, e em seguida a integração do conhecimento, que nos farão avançar. A figura do sábio maioral, manda-chuva, ficará à era ingênua que passou.
Então no comentário, quem sabe ajuda: Não, meu amigo. Jesus de Nazaré, não. Nazareno não é nazaretano. E Nazaré é uma invenção do século 8. Ou então. A tese de Jesus extraterreno foi uma idéia dum estudioso soviético, combatida pelo governo. Tese já superada, pois os documentos comprovam quem era o Jesus histórico, nada parecido com o divino, muito menos com o álien. Farta documentação histórica e estudo comparativo desmantelam essas duas versões fantasiosas. Ver a trilogia de Robert Ambelain, Jesus ou o segredo mortal dos templários, Os segredos do Gólgota e O homem que inventou Jesus Cristo.
Veracidade inconsistente (Ficção acreditada e vice-versa)
Outra falha é, igualmente por ignorância, absorver ficção como realidade. Já postei aqui sobre a novela publicada em capítulos e que tomou dimensão de realidade, virando notícia, o mistério do navio Urang-medan.
Há mais de um vídeo dos três mosqueteiros, discutindo as aparições de crianças de olhos negros, de julho de 1997, mas na verdade é invenção do escritor terrorífico Brian Bessel, criando uma lenda urbana que viralizou.
Necronomicão, um livro fictício, muito freqüente nos contos de Lovecraft é tido como real por muita gente, que o solicitam nas bibliotecas.
Sherlock Holmes já foi tido por muita gente como detetive do mundo real.
Menos conhecido que Ondina, mas notável pelo realismo convincente e isenção de artifícios góticos cediços é A bruxa de âmbar, de Wilhelm Meinhold, outro produto do gênio fantástico alemão da primeira metade do século 19. O conto, passado no tempo da guerra dos 30 anos, se apresenta como um manuscrito dum clérigo, encontrado numa velha igreja em Coserow, e gira em torno da filha do narrador, Maria Schweidler, injustamente acusada de feitiçaria, quem descobriu um depósito de âmbar que por várias razões mantém secreto, e a riqueza inexplicada assim conseguida deu peso à acusação instigada pela perversidade dum nobre caçador de lobo, Wittich Appelmann, que a assediou em vão com propósito ignóbil. Os atos da verdadeira bruxa, que posteriormente encontrou na prisão um fim horrível, foram hipocritamente imputadas à infeliz Maria. E depois dum típico julgamento de bruxaria, com confissões arrancadas sob tortura, ela estava a pique de ser queimada na fogueira quando na última hora foi salva por seu amado, um jovem fidalgo dum lugar vizinho. A grande força de Meinhold reside no ar de verossimilhança chã e realista, que intensifica o suspense e a impressão do nunca visto, e quase nos convence de que os espantosos acontecimentos devem ser verdade ou estariam muito perto da verdade. O realismo é tão completo que em certa ocasião uma revista popular publicou os pontos principais de A bruxa de âmbar como um fato acontecido no século 17! (Lovecraft, O horror sobrenatural na literatura)
Os arqueiros, que, tomado por história verdadeira, deu origem à lenda muito difundida de Os anjos de Mons, fantasmas dos velhos arqueiros ingleses de Grecy e Agincourt, que combateram em 1914 ao lado das fileiras castigadas dos gloriosos velhos desprezíveis da Inglaterra. (Lovecraft, O horror sobrenatural na literatura)
Um caso real que se mesclou com ficção é o caso da desaparição do navio Mary Celeste. Antes de criar Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle escreveu um relato de ficção baseado no caso do Mary Celeste, Marie Celeste. A maior parte do que hoje se diz sobre o Mary Celeste foi tirado do Marie Celeste, de Conan Doyle.
O contrário, descrer no que existe, também é comum. É o caso do vampirismo, dos fantasmas, dos ufos, etc, porque os detentores do poder querem manter secretos certos conhecimentos-chave.
Vm granmisterio, 01.08.2017, Facebook perdió el control de su Inteligencia Artificial ¿Esta la humanidad en PELIGRO? Assim mesmo, acentuação desleixada, pois é típico das postagens de internete o desleixo em revisão, e perigo em maiúsculo. https://www.youtube.com/watch?v=UqPjniBKHnk discutiu seriamente a noticia sem considerar que pode ser uma brincadeira, a típica notícia-de-verão européia, equivalente a nosso primeiro-de-abril e ao dia dos inocentes hispânico (28 de dezembro), sem considerar se no estágio atual da tecnologia tal evento é possível e sem rastrear as fontes da informação.
Nas narrativas de ficção-científica o tema da cabeça mantida viva num caldo-de-cultura. Essa cabeça ter pensamento e emoção como qualquer humano comum é a primeira impressão do público da narrativa. Mas não basta manter a cabeça viva, que o cérebro receba nutriente suficiente pra se manter vivo e alerta. A cabeça é interativa com o corpo. Carência ou excesso nutricional, mal funcionamento dum órgão, estímulo externo e uma série de fatores influem no humor, ânimo e conseqüentemente no pensamento e na ideologia da cabeça. Então como processos lógicos intrincados mas ainda primitivos teriam mentalidade e maquiavelismo humanos?
Em Ufópolis, 20.07.2017, https://www.youtube.com/watch?v=pB5-APGBOC4&list=LLwnJnQOsH6kvcXguYzxQ-PA&index=53, mas apresentado pelo apresentador de Mundo desconocido, pois seu amigo Vicente Fuentes estava no hospital, uma matéria sobre Mayak, um satélite russo muito brilhante. O apresentador divagou sobre o nome:
— Esse misterioso satélite se chama Mayak. Até no nome tem um mistério […] Uma pirâmide celeste brilhante vendo duma atalaia toda a Terra. [Mas brilhante pra ser visteo, não pra ver. E não está cheio de satélite que nos vê há tanto tempo?] Isso não te lembra algo? A pirâmide com o olho do destino, tão utilizada desde a antiga Suméria, no chamado Curgal, até a moeda do dólar, supostamente idealizada e projetada pelos iluminados […] Esse satélite se chama Mayak. Estou convencido de que o nome tem significado no contexto científico russo [Então por quê não pesquisou o significado?, pra fazer uma apresentação melhor], mas mayak soa foneticamente Maia, uma deidade hinduísta, que se refere à irrealidade na qual vive o ser humano […]
Mayak (em russo, farol)
Mayak é originalmente o nome dum complexo industrial russo, Маяк производственное объединение, de маяк, Associação de produção do farol.
Um satélite piramidal brilhante parece algo óbvio: Brilhante pra ser visto, não pra ver. A forma piramidal emite uma energia-da-forma que alinha a nível subatômico as partículas duma lâmina. Por isso afia lâminas. Potencializa a qualidade da água. E conserva ressecando, as substâncias. Saber como resultam coisas dentro duma pirâmide no espaço é um conhecimento muito interessante.
Daí já se tem idéia da pendência, do gosto, da gana de ver mistério em tudo. O Youtube é o tablóide do século 21.
É um princípio de toda investigação que se deve primeiro esgotar todas as explicações banais antes de aventar o fantástico. Exatamente como numa investigação criminal. Primeiro, se a notícia é verdadeira.
Do jeito que esses caras encaram as coisas, nunca descobririam o criminoso, ficando eternamente se divertindo em mistério e mais mistério, como tio Patinhas nadando na piscina de moeda.
No Youtube, em outubro de 2017, uma manchete sobre robôs geneticamente modificados, que o autor logo retocou. Como!? Os robôs de hoje são máquinas metálicas eletrônicas. Ainda não se criou o computador orgânico. Esse maluco acha que extraíra adeene dum aspirador-de-pó ou duma geladeira? Á! Sim! A matéria era sobre pessoas geneticamente modificadas pra ser um soldado ideal. Humanos robotizados em vez de robôs humanizados.
Pressa, desleixo e sensacionalismo fazem estrago na rede.
Um caso clássico é o das pedras de Ica, Peru. No local se descobriu imensa quantidade de pedras com desenhos exibindo técnicas que se crê inexistentes na época. A quantidade de pedras com gravura descarta a suposição de falsificação. Mas algumas foram falsificadas. Se notou que nas pedras nas quais apareciam humanos junto a dinossauros os dinos se parecem muito aos dos filmes, gibis e desenhos animados. Recentemente se descobriu que na verdade os dinos eram emplumados, o que escancarou a falsificação.
Manchetes recicladas
Outro problema é notícia antiga reciclada, que volta como novidade. Temas antigos apresentados como novos, como a vida depois da vida…
Ao longo de 2010, 2012, etc, Mundo desconhecido várias vezes abordou o tema vida póstuma. Esses pesquisadores, de quem esperávamos postura bem científica, vira-e-mexe ficam muito místicos.
Em 22.08.2017 apresentou uma notícia científica.
Disse quem surpreendente estudo da universidade de Southampton, prestigiada universidade do reino unido, onde 32 cientistas, não mais nem menos (E o apresentador faz caras-e-bocas e muita ênfase, pra estimular o potencial assombro da platéia), investigaram 2600 casos de parada cardíaca com morte e posterior reanimação.
Aqui vemos mal disfarçadamente o argumento de autoridade: Se foi o papa quem disse, ninguém pode contestar. O princípio científico rejeita isso.
Mas devemos ter cuidado de não aplicar o argumento de autoridade invertido. Não é porque fulano é desinformador que não possa estar certo. Apenas que se deve ter cuidado e reserva com elação a fulano.
E desenvolveu a apresentação sob o ponto-de-vista de que são provas ou evidências de vida póstuma.
Grifei o vocábulo morte, um dos pontos-chave da manipulação. Se fosse morte, a reversão subseqüente não seria reanimação e sim ressurreição.
Uma notícia surrada. Desde que sou criança, e tenho certeza de que desde muito antes, há manchetes desse tipo. Um clássico é Vida depois da vida, e uma continuação Reflexões sobre a vida depois da vida, de Raymond A Moody Jr. De modo que já vi muitas vezes essa manchete, e verei outras tantas, pois mal se passam alguns anos, e a notícia volta, reciclada, propagada como novidade.
Esses caras da universidade de Sul-Rampetão mais parecem aquele astronauta brasileiro, Marcos não-sei-das-quantas, experimentando brotar feijão no espaço!
Como um iutubeiro que se diz pesquisador não sabe que o conceito de morte ainda é obscuro? Já nos anos 1970 os médicos perceberam que estabelecer a morte a partir da parada cardíaca é temeridade e irresponsabilidade. Em O vampirismo, de Robert Ambelain, postado aqui, está escrito na sinopse na capa traseira da edição portuguesa:
Sensacionais e recentes operações cirúrgicas levaram as mais altas autoridades médicas a admitir que a definição oficial de morte legal, que se apoiava, até então, na confirmação da parada absoluta do coração e da respiração, seria de rever, tendo em consideração as conclusões resultantes das referidas operações.
Entre os 32 cientistas de tão prestigiada universidade, nenhum sabe sobre isso? Nenhum cientista britânico atual sabe o que já sabiam cientistas franceses há décadas?
Quando nos livraremos da ignorância e do sensacionalismo? Os fenômenos de catalepsia (coma profundo) com desdobramento alternado ou não com alucinação, nada têm a ver com morte! Quem confundia duplo ou fantasma com persistência do indivíduo morto eram os ignorantes sobre o fenômeno, tal qual na primeira exibição cinematográfica, um trem avançando, que fez a platéia fugir em pânico.
Catalepsia é morte aparente. E morte aparente não é morte.
Nos casos em que a pessoa morrendo aparece a quem tem consigo forte ligação emocional, é fenômeno de desdobramento, antes da morte, por isso aparição efêmera.
Hoje, com tanto conhecimento, com esse tema já estudado a fundo, persistir nesse discurso é desonestidade, ignorância ou estupidez. Deixemos de lado esse sofisma e não demos mais atenção a essa palhaçada.
O quê aconteceria com o cristianismo caso descobrissem vida inteligente noutros planetas?
Quantas vezes já vimos manchete semelhante?
Vi a manchete dizendo que a descoberta de livros metálicos numa tumba abalaria a estrutura da Igreja católica e variações dessa idéia-base. Desde a descoberta dos rolos do mar Morto esse clichê é repetido, ecoando e reecoando ciclicamente.
Já vimos e veremos muitas vezes infindáveis variações dessa tolice, renoticiada de tempos a tempos.
Pois tantos livros de estudo de história comparada, como a trilogia de Robert Ambelain, estão aí, não foram censurados e não abalaram a Igreja. Igualmente, um estudo em 5 volumes, de Oscar Quevedo, Os mortos interferem no mundo?, não abalou o espiritismo.
Isso porque os crentes não estão num universo mental racional mas emocional. Não querem saber de contestação. Vivem enclausurados em seu universo psíquico fechado e confortável.
Em artigos sobre a farsa da Apolo 11 vi alguns comentários dizendo que a União Soviética denunciaria a farsa. Mas é pelo mesmo motivo de que não adianta apresentar contestação aos crentes, os soviéticos não perderiam tempo e esforço em denunciar o fato aos escravos mentais dos farsantes. Sabem que seria esforço vão, assim como te calas diante daquele teu amigo fanático cientificista que não crê que a Terra é oca, ou teu amigo espírita, que te xingará se tentares lhe abrir os olhos.
Um notícia sensacional sobre o mistério dum colchão que se incendeia sem causa aparente. O repórter entrevista cientistas, espíritas, o público, a polícia. Se fala em fantasma, feitiço, Diabo, duende, ufo, fraude… E começa tudo de novo: Vigiar o local, espalhar farinha no chão, armar arapuca, instalar câmera, orações ou uma sessão espírita…
Tanto escarcéu prum fenômeno já há muito estudado e conhecido, que só é mistério ao populacho ignorante: O surrado e banal poltergaiste, do alemão poltergeist, espírito brincalhão. Comumente um adolescente reprimido é a causa, inconsciente mas perigosa, incendiando, atirando pedra e objeto. Oscar Quevedo explicou que fenômenos psíquicos têm alcance máximo de 50m. Acaso estamos todos a mais de 50m da casa vizinha? Não! 30m quando muito.
Anacronismo e presunção sobre o passado
Num dos carnavais dos anos 1990, se não me engano na ocasião do maravilhoso Quizomba, num de seus arroubos de empolgação, declarando que os egípcios eram negros e que Cleópatra era negra.
Mas Cleópatra era grega da Macedônia. Era o período do Egito sob dominação grega. Embora ao simplismo dos historiadores todo período anterior à queda do império romano é chamado idade antiga, cronologicamente estamos muito mais perto de Cleópatra que Cleópatra dos faraós.
O canal Rimbel35, num desses típicos arroubos de precipitação pouco científica, analisando estatuetas egípcias zoomorfas e zooantropomorfas, concluiu que eram muitas as espécies de seres extraterrenos presentes naquela fase.
Primeiro: Não se pode concluir que são extraterrenos só porque são de aparência não-humana.
Segundo: Assim como os arqueólogos e historiadores têm o vício de ver, em todo objeto estranho, objeto de culto, não podemos simplesmente deduzir que todo texto seja relato histórico e toda imagem retrato da realidade. Os textos são relatos ou fábulas, e as figuras objeto de culto ou arte conforme a conveniência do cientificismo vigente. Os antigos não escreviam ficção e não faziam arte? As estatuetas não podem ser representações simbólicas? Em muitos brasões figuram leões e outros animais inexistentes no local, simplesmente porque simbolizam coragem, força, astúcia. Mesmo nos países tropicais e no resto do hemisfério sul se pinta o Natal com neve. Um historiador futuro deduziria que o Brasil era um país gelado.
Terceiro: Está provado que as estatuetas são contemporâneas do auge da civilização egípcia? O auge foi no período antediluviano, há mais de 12 mil anos. O Egito faraônico foi um período tardio, degenerado, mal recuperado da espantosa catástrofe do dilúvio, cultuando a lembrança dos antigos deuses. O nível de vida no Egito faraônico era tão ou mais precário que na Europa medieval. As estatuetas podem ser criações poéticas estereotipadas, como o são as lendas e mitos gregos sobre os deuses.
Os deuses gregos, posteriores aos faraós, são deuses tardios. Cérbero originalmente tinha 50 cabeças, lembrança do período orbital de Sírio A, B e C. Os poetas, ignorantes, simplificaram a 3.
Então quê raio de investigadores são esses, mal-informados, advogados, precipitados e simplistas?
Pintura de há 300 anos mostrando o batismo de Jesus com discos voadores ao longe
E o iutubeiro discutindo seriamente o quadro, como se o pintor fosse um fotógrafo da época, contratado pra pintar vendo Jesus ser batizado.
É de lascar!
É o mesmo que Salvador Dali pintar a chegada de Colombo. Mesmo quadros como A batalha de Riachuelo não são de se fiar. São apenas imaginação artística. Mesmo uma foto tão famosa quanto aquela dos soltados fincando a bandeira no fim da segunda guerra mundial é reconstrução posterior, pois o fotógrafo chegou atrasado e pediu pra refazer a cena.
Ignorar a bíblia
A bíblia do realismo fantástico é O despertar dos magos (Le matin des magiciens), de Louis Pauwels & Jacques Bergier. Um livro rico, instigante, de alta filosofia e alta ciência, discutindo os porquês e senões, incitando a pensar lateralmente, de forma criativa, a ver além das aparências e dos condicionamentos.
Não se pode conceber um aficionado, muito menos pesquisador, que não conheça essa obra capital, essencial, indispensável.
Esses três mosqueteiros e tantos outros não cometeriam tantos sofismas se conhecessem esse livro.
Ali estão os princípios de pensamento lateral. Que Coulomb provou matematicamente ser impossível corpo mais pesado que o ar voar. Que os cientistas diziam que não pode cair pedra do céu porque no céu não há pedra. Ridicularizaram Wegener e sua deriva continental. Que a idéia duma civilização superior é simplista, porque não se pode comparar duas coisas tão desconectadas.
Uma vez discuti com Glauder sobre Leonardo da Vinci e a teoria de que seria um crononauta ou alienígena. Glauder e Lígia citaram o objeto voador com asa de pássaro, bem tosco, que não funcionou, e que portanto não pode ser um alienígena ou crononauta tecnológico.
Eu disse que esse raciocínio está errado, é um sofisma. Então citei o exemplo dado por Pawels e Bergier, de que a ciência e a tecnologia não seguem necessariamente a linha que conhecemos. Noutro planeta se pode ter inventado a televisão sem conhecer o rádio. Pawels e Bergier demonstraram que na Alemanha nazista a ciência e a tecnologia tomaram um rumo desconcertante, com conceitos que nos espantariam.
Imagines um matemático que nunca ouviu falar sobre Euclides, Pitágoras nem imagina que existe o Principia mathematica. Um escritor detetivesco que nunca leu Edgar Allan Poe.
Pesquisa fragmentária
Num vídeo em conjunto, os dois autores respectivos de Vm granmisterio e o de Rimbel35 expuseram a tese de que o autor Zecharia Sitchin é um farsante. Poucos dias depois JL, em seu canal Mundo desconocido, disse que o que Sitchin escreveu é verdade. Então nos comentários pedi várias vezes aos senhores pesquisadores analisar a obra de Sitchin, pra estabelecer o que deve ser verdadeiro e o que deve ser falso. Pois se são pesquisadores! Nenhuma resposta. Aliás, na comunidade dos três mosqueteiros, que são quatro, não é praxe responder a comentário. O pretexto é o velho e surrado bordão de que são milhares.
Em 11.04.2017 o canal Vm granmisterio postou um vídeo analisando a desaparição de Bruno Borges (https://www.youtube.com/watch?v=lgaLc7mKCUU). Em 20.04.2017 Rimbel35 fez o mesmo (https://www.youtube.com/watch?v=w-XgEHUFkD0). Em agosto de 2017 Bruno reapareceu. Era um blefe ou tentativa de blefe publicitário. Nos comentários inseri conexão das notícias e perguntei se não falariam mais no assunto. Nenhuma resposta. Bruno reapareceu, e quem fez vídeo sobre isso não tocou mais no assunto. Ou seja: Só é interessante enquanto é mistério. Se era mentira o assunto vira tabu. Isso não é postura de pesquisador sério e é um desrespeito aos telespectadores.
O canal Mundo desconocido tem o costume de bloquear comentário quando lhe apraz, mas não bloqueia o clique positivo nem o inscritivo. Nunca clico positivo num vídeo com comentário bloqueado, e acho um desrespeito ao telespectador, além de ser um retrocesso, pois tira a interatividade, o transformando em televisão.
E que tal o tal Rimbel? Disse que sabe coisas que não pode revelar.
Pra quê-diabos, então, ver e ouvir o sujeito falando?!
Pseudomistério
Um vídeo documentário estrangeiro onde um cientista, ouvindo contar sobre a tarântula gigante da Amazônia, que é do tamanho duma mão aberta, busca descobrir se existe mesmo. Mas ao menos há décadas se sabe sobre isso. Será que é mistério só pra estrangeiros?
Mas só na Amazônia? Me lembro que cerca de 1970, eu era pequenino, morando em Rio Verde de Mato Grosso, ou se já em Campo Grande, na rua 13 de junho, a casa era infestada por tarântula. Na noite meus pais matavam o bicho jogando álcool e ateando fogo. Me lembro que numa faxina na cozinha, ao puxar um armário encostado na parede, bem no meio da parede estava uma tarântula, negra, peluda, enorme, do tamanho duma mão aberta.
Também já li sobre a centopéia de 30cm, que existiria na Amazônia. Só lá? Pois cerca de 1978 assistíamos televisão no começo de noite quando cruzou a sala uma centopéia de 30cm, passando entre as pernas de minha irmã e indo ao fundo da casa, onde papai a matou com álcool e fogo. Ao a sujeitar cuma vassoura, disse: Nossa! Como é bravo!
Na frente da casa tinha um terreno baldio, na verdade três, que não tinha lixo mas era matagal. No outro lado a avenida Júlio de Castilho. Os três terrenos, cerca de 20m×30m cada, viraram duas praças, que cerca de 2015 a prefeitura unificou retirando a rua que os separava. Como aparece bicho tão grande em espaço tão restrito?
Poucos anos depois, no terreno vizinho ao terreno onde tínhamos uma edícula no balneário Atlântico, Campo Grande, saída a Três Lagoas, área de mata, terra arenosa, onde tinha uma casa de madeira arruinada, quase abandonada, vi duas dessas centopéias de 30cm entrando no oco do assoalho de madeira meio podre.
Também só se fala sobre a formiga Tocandira na Amazônia. Mas em 1981, em Rio Negro, Mato Grosso do Sul, entrada do Pantanal de Mato Grosso, eu ia descalço até a rede onde dormiria, pois era verão, quando pisei numa dessas enormes formigas pretas. A dor é uma queimação como de taturana, bem mais intensa que ferroada de abelha ou vespa.
Mas o público em geral, e parece que até cientista, acredita que esses bichos grandes, só na Amazônia.
Conspiração travestida de profecia e passado travestido de futuro
Vemos profecias que são conspiração (Assim é fácil profetizar) e eventos passados sendo anunciados como futuro.
O Apocalipse, que significa revelação, é passado, descrição de cataclismos bíblicos ou pré-bíblicos, como a chegada de Vênus como cometa, se estabilizando na órbita solar, causando cataclismo na Terra. Nibiru é o nome de Vênus em sumério. O tal planeta X, na órbita ultraplutônica, deve ter outro nome, pois Nibiru é Vênus. Alguns põem o nome Nibiru ao tal planeta X, que seria o dos heloim. Mas o planeta divino é Marduque.
O planeta dos deuses teria de estar acompanhado por uma estrela anã-marrom, que seria o grande astro, e não o planeta, pois o planeta dos deuses, gigantes, obviamente tem de ter baixa gravidade.
Além do mais, um planeta além de Plutão não pode ser tão veloz a ponto de já ter chegado ou estar chegando perto da Terra.
Outra palhaçada é o mapa futuro da Terra, que só a leigos ilude, mostrando mapas passados como futuro, como a América do Sul fragmentada, com o mar Amazônico, o tal mar de Xaraés?, no lugar da Amazônia.
Se é algo ao qual não devemos dar trela, é às tais profecias, pura manipulação. Mesmo se fossem reais, podem se referir ao futuro dum mundo paralelo, não necessariamente deste.
Outro catastrofismo é uma nova idade glacial, como se entrássemos nela gradativamente como chegando o inverno. Pruma nova era glacial precisamos dum inverno nuclear. Talvez nem uma guerra nuclear o possa fazer.
A mais recente era glacial foi há cerca de 10 mil anos, depois do dilúvio, há cerca de 12 mil anos, quando um planetóide, o meteoro de Carolina, se chocou contra a Terra e convulsionou tudo, extinguindo quase toda a humanidade, com vagalhões que atingiam os cumes do Himalaia e com cinza vulcânica transformando a superfície do Atlântico em lodo e deixando o céu encoberto durante ao menos 1000 anos.
Dali as lendas duma era quando não existiam as estrelas e era eternamente noite. Por isso a posterior adoração ao Sol, os membros da casta dominante se proclamado filhos do Sol.