Setembro 2013 - Che Guavira - sítio literário

domingo, 29 de setembro de 2013

O vampiro de Jerusalém
1
Eram vampiros os demônios?
Mal acabei de dar ração aos bichos quando começou a chuva torrencial. Como meu hábito, comecei a ler à luz da janela. A chuva persistia e eu já caía no sono quando ouvi alguém batendo na porta, insistentemente. Quem poderia ter chegado à estância naquele momento? Era meu amigo Léuis. Nem guarda-chuva portava. Ensopado, cansado e muito assustado. Parecia estar fugindo. Presumi que chegara em louca carreira.
— Rápido. Ninguém deve me ver.
O fiz entrar imediatamente e providenciei tudo pra normalizar a situação. Após um banho e um lanche rápido começou a contar.
— Te lembras de nossos longos serões sobre os ufos, as sociedades secretas que manipulam o destino do mundo, criaturas misteriosas e tantas outras coisas que discutíamos? Pois bem: Comecei a escrever, a desenvolver minhas idéias. Como ficção, certamente. Nada é mais perigoso que saber demais. Nada é pior que ter razão! O pior castigo ao escritor é ter sucesso demais. Como Irène Hillel-Erlanger, ao publicar Viagens no caleidoscópio, onde, na década de 1920, inocentemente, fez nele importantes revelações e foi, por isso, eliminada juntamente com sua obra.
— Aquela tua teoria sobre os...
— Sim! Aconteceu que, mesmo escrevendo ficção, acertei na mosca! Pela reação observada concluo que minha teoria é a mais pura verdade. Por isso querem me eliminar. Agora tenho de me esconder.
— Ora! Francamente! Isso já é paranóia!
— Então não crês? Pois, então, te lanço um desafio: Se pesquisares como eu e não te convenceres me matarei em tua frente. Vamos!
— Tudo bem. Aceito o desafio. Mas vamos em parte.
— Em parte! É assim, vendo tudo fragmentado e sob estereótipo é que a verdade nos é escamoteada.
— Mas falavas em vampiro...
— Não vês? Não percebes que todo esse estereótipo é intencional? Só abordam o tema sob a forma duma esculhambação grotesca, que é pra que consideremos ridículo o tema. Estão nos condicionando. Martelam tanto o estereótipo em nossa cabeça que já temos ojeriza. Isso é pra nos manter na ignorância e nos escamotear a verdade. Então se falarmos neles rirão de nós e virarão as costas. Não dizem que o maior trunfo do Diabo é fazer crer que não existe?
— É verdade. Já me passou na cabeça a questão de vampiro estar sempre na moda mas sempre em ótica tão pueril que chega a ser irritante. Agora já tem até vampiros vindos doutros planetas.
— Esqueças todos os estereótipos, todos os vampiros de cinema. Toda essa baboseira infernal só visa nos confundir. São tão estereotipados quanto a bruxa madame Min ou o fantasma Gasparzinho. Voltemos ao início. Vejamos como é o vampiro real e nos desviarmos do estereótipo no qual todos patinam. Todos, menos Robert Ambelain, por exemplo.
Se levantou e começou a dar lentas voltas em torno de minha poltrona.
— O vampirismo é um fenômeno de catalepsia. Tanto li e reli essa obra capital, que tenho de memória a síntese da capa traseira:
Sensacionais e recentes operações cirúrgicas levaram as mais altas autoridades médicas a admitir que a definição oficial de morte legal, apoiada, até então, na confirmação da parada absoluta do coração e da respiração, teria de ser revista, tendo em consideração as conclusões resultantes das referidas operações. O que dizer da imputrescibilidade absoluta do corpo, do sangue e dos órgãos essenciais, derivada da secreção de óleos necessários a uma espécie de auto-embalsamagem? O que dizer da manutenção duma temperatura próxima à dos vivos, da flexibilidade dos membros, muitos anos após o sepultamento (alguns casos remontando a cerca de 1800 anos)?
Citou também Ritos estranhos no mundo, de Jacques Marcireau, cujas sentenças de abertura e encerramento são essenciais. O livro começa assim:
Os ritos funerários não provêm do respeito aos mortos e da crença noutra vida (imortalidade), mas do desejo de impedir o regresso do morto (fantasma, alma do outro mundo) através dum tratamento especial do cadáver.
E termina assim:
Os seres psíquicos, que aparecem em todas as tradições religiosas e em todos os folclores, temíveis ou benéficos, anjos e demônios, deuses ou diabos, espíritos ou larvas, são os vampiros!
Léuis foi tomando tereré comigo. Isso o deixou ainda mais psicotônico, de modo a mais parecer um orador inspirado.
Eu ainda não captara o sentido geral do que tentava me comunicar mas deixei a cena rolar pra, aos poucos, ir ligando uma idéia a outra. Como conhecia Léuis muito bem, sabia que algo muito interessante, fantasioso ou não, se descortinaria a meus ouvidos.
— Estava criando um conto com idéias extravagantes, exercendo a criatividade. Sabes como é: Todo escritor de talento transmite idéia, ainda que fantasiosa, conectada, quero dizer, embasada nalguma teoria ou fato provado, levando o leitor a conclusões interessantes ou instigando a curiosidade com analogias engenhosas. Assim, fantasiando tão racionalmente em forma de ficção, fui, sem perceber, criando uma teoria verdadeira. Acabei descobrindo uma espécie de campo unificado da teoria conspiratória. Desvendei, numa só tacada, o elo entre as sociedades secretas, os ufos, a criptozoologia e outros tantos mistérios.
Eu sabia, muito bem, que não adiantaria ficar ansioso, tentar extrair uma explicação breve, clara e objetiva de Léuis. Melhor o deixar saborear lentamente seu desempenho teatral. Chupando mais uns goles através da bomba, deu umas voltas ao redor da mesa, reabasteceu a guampa e me deu a vez de tomar. Sua pose doutoral, como preste a revelar algo decisivo, parecia um daqueles detetives fictícios, como Poarrô ou Cherloque Rolmes, explicando, no final do episódio, como chegara a tão brilhante dedução que o levou a elucidar o crime.
Recomendou muito eu ler O vampirismo, de Robert Ambelain, Vampiro: A enciclopédia dos mortos-vivos, de Melton, e O culto ao vampiro, de Jean-Paul Bourre, embora fale sobre seitas que se baseiam mais no estereótipo e na fantasia.
— A Terra é um planeta anômalo, mal-assombrado, sinistro. Por isso tanto segredo, mistério, conspiração. Um grande blefe nos escraviza há milênios. Se as pessoas soubessem o quanto nosso dominador é débil... Como diz a canção: Esses moços, pobres moços. Á, se soubessem o que sei!
— Aquele teu conto Religião é a solução, sobre o que fazer quando as galinhas se tornarem inteligentes e reivindicarem seus direitos, é parte da descoberta...
— Sim! Vamos passo a passo e entenderás tudo. Como tudo é tão simples, afinal de conta. Vejamos o vampiro verdadeiro, sem estereótipo. A figura do vampiro do folclore da Europa oriental. O sujeito em catalepsia, morte aparente, é enterrado. Em muitos casos acorda no túmulo e, desesperado, tenta sair, come os dedos e morre asfixiado. É uma das mais horripilantes maneiras de morrer. Mas há casos em que permanece, definitivamente, catalético. Então, num natural recurso de sobrevivência, sai, em desdobramento, exteriorização da consciência, viagem astral. Seja qual nome se dê. O caso é que é assim que essa larva, essa consciência vegetativa que, num instinto egoísta, busca sobreviver a qualquer preço, se alimenta. Não sai fisicamente do corpo como naqueles ingênuos filmes de conde Drácula. Não é algo análogo ao desdobramento dos vivos mas exatamente isso, porque não é um morto mas um catalético. Nem chupa sangue, pois vampirismo não é hematofagia. Seu ataque é instintivo, um predador de energia vital. Ataca durante o sono, não o outro indivíduo mas o duplo dele. É durante o sono que ficamos mais vulneráveis. Por isso certas insônias são recursos de defesa contra ataques psíquicos. O vampiro suga a energia vital, o magnetismo, da presa. O ataque é brutal, não aquela suave e romântica mordida no pescoço daqueles filmes encantadores mas tolos. Como no relato do ataque a Stanoska. Ela afirmou que fora o filho do arquiduque Milo, que a tentara estrangular. Gritava, apavorada. As famosas marcas de mordida seriam marcas de dedos, não de dentes caninos, pois caninos não servem a predador hematófago e sim a carnívoro. Hematófagos, como o morcego, têm os dentes da frente alongados e pontudos pra furar e sugar. Com caninos perfurando a pele o sangue escorreria nos cantos da boca. A confusão com a hematofagia se reforçou quando o populacho conseguia convencer as autoridades a exumar os suspeitos. Encontravam os suspeitos conservados, como dormindo, e os panos do caixão empapados de sangue. Acontece que esse sangue é do próprio vampiro, não da vítima. Algum metabolismo acelerado causava essa hemorragia. Tudo isso levou à conclusão errônea de que o vampiro bebe o sangue dos vivos. Esse ataque, instintivamente preferencial a consangüíneos seus, se esparsa longamente no tempo, média de 50 anos, devido ao estado catalético do vampiro, que, apesar de sangrar tanto, tem metabolismo imperceptível.

Passamos muitas horas discutindo o tema. A aposta me levou a viagens e descobertas sensacionais, que relatarei mais centrado nas idéias que nas peripécias cronologicamente observadas. Tive outros encontros com Léuis e anos depois, com a crise dos conspiradores, saiu da fuga constante.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

domingo, 22 de setembro de 2013

A língua esculhambada
Miscelânea 3
● Parece que não aboliram só o trema, o hífen também. Pra quê tanto esforço pra mudar as regras do hífen, se não se seguiu a antiga nem se segue a nova? Faz-de-conta, carro-de-boi, lua-de-mel, laranja-lima... Se tendo dúvida sobre café-da-manhã digas desjejum.
● Em textos do século 19 a trás temos assim de Espanha, em Inglaterra, em França... Infelizmente em nosso idioma temos a mania de gênero, dar sexo ao que não o tem. Uma complicação estúpida. Assim damos o gênero conforme a semelhança: Na China, na Itália, na Terra, na Lua, no Japão, no Rio de Janeiro, no Sol, em São Paulo, em Belo Horizonte, Em Vênus, em Marte... Feminino, masculino e neutro. Pra quê isso? Ponto geográfico não tem sexo, portanto gênero é uma frescura gramatical. Tem de ser tudo neutro.
● Poema e canção usam linguagem poética. Não são textos objetivos. Seu compromisso é com a beleza, estética, forma, jogo expressivo. Claro que vemos muito erro desnecessário neles mas noutras vezes os colocar em português correto os estragaria, se perderia a rima. Assim a marcinha carnavalesca Aurora teria de mudar o nome da personagem pra continuar harmoniosa após corrigida:
Se fosses sincera
Oooô!, Maria
Vejas só que bom seria
Oooô!, Maria
● As expressões se dar ao trabalho e se dar o trabalho, dizem alguns que seria o mesmo mas que a segunda teria cunho francês e seria apenas aceitável (?). Se dar ao trabalho significa se doar, se dedicar ao trabalho. Se dar o trabalho significa receber a tarefa, a tomar ou aceitar. Assim como assistir a aula significa ver, estar presente, enquanto assistir à aula significa auxiliar, dar assistência.
● Em muitas narrativas há o vício de se referir às personagens alternando um de seus nomes. Isso é cansativo e confuso ao leitor. Por exemplo, a personagem é apresentada como Carlos Fischer, depois Carlos abriu a porta, mais adiante e Fischer abriu a janela, e mais adiante Carlos Fischer decidiu falar com... Ou apresentado como, digamos Doug van Boek. Ora é chamado Doug, van Boek, Boek, Van. É necessário padronizar, e só variar quando o enredo o exigir. Por exemplo, quando uma personagem tem o costume de o chamar doutro nome.
● Também há o excesso de referência. Se numa seqüência temos que Carlos está passeando na rua é desnecessário citar o nome a todo momento: Carlos viu a loja aberta. Então Carlos se virou e... Já é uma pequena aventura de Carlos, enquanto não surgir outra personagem, de modo que seja necessário explicitar a quem se refere, é supérfluo citar o nome, pois já sabemos que estamos falando de Carlos. Assim o texto fica mais enxuto e estético e menos cansativo.
● Outro vício em narrativas é o excesso de indicação, o que enfeia, prejudica a estética do texto. Muitas vezes temos duas personagens conversando. Só há elas ali e o narrador a todo momento indica:
— Sinto incomodar nesta hora da noite, mas é importante. Posso entrar? — Perguntou Joel.
— Entres, senhor Joel. — Respondeu doutor Raul.
— Serei breve. — Disse Joel.
Se foi narrado que Joel bateu à porta de doutor Raul, é óbvio que quem pede pra entrar é Joel. Portanto é supérfluo — Disse Joel.
Se só há os dois nesse trecho narrativo (usando linguagem computacional poderíamos chamar sub-rotina) é óbvio que quem respondeu foi doutor Joel, pois não há terceira personagem no quadro.
— Serei breve. — Disse Joel.
Mas já não está dizendo? E já está implícito que quem falou foi Joel. Se o leitor não estiver bêbado sabe que as falas num diálogo são alternadas. A menos que se trate dum diálogo de loucos. Só é necessário indicar quem está falando quando há mais de duas pessoas conversando.
Pra que o texto fique mais enxuto, mais estético, só indicar quando necessário.


terça-feira, 17 de setembro de 2013

MEMORIAS DEL DOCTOR MORTIS TOMO 2
El hijo del cadáver
Una bella durmiente, un príncipe necrófilo y un parto en la tumba
La máscara
La naturaleza ya creó predadores con los más sutiles mimetismos y más maquiavélicos ardides.
Pero una máscara carnavalesca...
La vieja tía Enriqueta
Un cuento donde la víctima es la bruja y el rival triunfa pero no lleva

O filho do cadáver
Uma bela adormecida, um príncipe necrófilo e um parto no túmulo
A máscara
A natureza já criou predadores com os mais sutis mimetismos e mais maquiavélicos ardis.
Mas uma máscara carnavalesca...
A velha Henriqueta
Um conto onde a vítima é a bruxa e o rival triunfa mas não leva
Tradução, revisão e notas de Che Guavira
Já postei aqui a tradução do número 14 relançado em 2012 da revista em quadrinho. Apresento a tradução do volume 2 em texto, com três excelentes contos, bem revisados e com notas.
Ya posté aquí la traducción del número 14 relanzado en 2012 de la revista en historieta. Presento la traducción del volumen 2 en texto, con tres excelentes cuentos, bien revisados y con notas.
Postei também tradução de números de Rocket, quadrinho de ficção-científica de Themo Lobos, o que exemplifica a idade áurea do quadrinho chileno.
Posté también traducción de números de Rocket, historieta de ficción-científica de Themo Lobos, lo que ejemplifica la edad áurea de la historieta chilena.
Quem pensar que a série Doutor Mortis é terror barato se enganará rotundamente.
Quien crea que la serie Doctor Mortis es terror barato se engañará rotundamente.
Vasta obra em quadrinho, radionovela e três volumes em texto, aqui o 2 (só faltou filme), eu diria que os autores, pois Juan Marino tinha suas estórias roteirizadas pela esposa Eva Martinic, são o lovecraft chileno. Uma espécie de zé-do-caixão chileno, só que muito mais criativo. Em torno da personagem diabólica doutor Mortis se criou uma vasta mitologia com desdobramentos dos mais interessantes. Fiquei até pensando se o filme O máscara (The mask) foi copiado do conto do volume 2, A máscara, assim como aquele filme Como se fosse a primeira vez (50 first dates), 2004, teve a idéia tirada do caso relatado por Oliver Sacks em O homem que confundiu sua mulher cum chapéu, relatando o caso do marinheiro que por causa duma lesão cerebral só se recordava de fatos de poucos minutos antes. Também o clássico do terror cinematográfico Nasce um monstro (It’s alive), 1974, parece ter saído de O filho do cadáver. E o terceiro conto? Já vimos tantas estórias semelhantes.
Vasta obra en historieta, radionovela y tres volúmenes en texto, aquí el 2 (solo faltó película), yo diría que los autores, pues Juan Marino tenía sus estorias guionizadas por la esposa Eva Martinic, son el lovecraft chileno. Una especie de zé-do-caixão chileno, pero mucho más creativo. En torno de la personaje diabólica doctor Mortis se crió una vasta mitología con desdoblamientos de los más interesantes. Hasta me llevó a pensar si la película El máscara (The mask) fue copiado del cuento del volumen 2, La máscara, así como aquella película 50 primeras citas (50 first dates), 2004, tuvo la idea sacada del caso relatado por Oliver Sacks en El hombre que confundió su mujer con un sombrero, relatando el caso del marinero que por causa de una lesión cerebral sólo se recordaba de hechos de pocos minutos antes. También el clásico do terror cinematográfico ¡Está vivo! (It’s alive), 1974, parece sacado de El hijo del cadáver. E el tercer cuento? Ya vimos tantas estorias semejantes.
Que o leitor de língua portuguesa conheça essa obra interessante, rica, criativa, que floresceu há poucas décadas nessa estreita faixa espremida pelos Andes, que é o Chile.
Que el lector de lengua portuguesa conozca esa obra interesante, rica, creativa, que floreció hace pocas décadas en esa estrecha cinta aplastada por los Andes, que es el Chile.
Juan Marino - Entrevista, etc.

HISTORINHAS SEMANAIS 46, 30.06.1959 - Mickey e o gigante

sábado, 7 de setembro de 2013

Como fazer cerveja, refrigerante e cúler de mel
Como hacer cerveza, refrigerante y cúler de miel
Que tal uma bebida bem gasosa, natural, sem aditivo nem açúcar?
Que te parece una bebida bien gaseosa, natural, sin aditivo ni azúcar?
Uma garrafa pete (das de coca-cola) usada, pois nova não deixa fermentar por causa da toxina do revestimento interno na fabricação.
Una botella pete (de las de coca-cola) usada, pues nueva no deja fermentar por causa de la toxina del revestimiento interno en la fabricación.
Pôr mel até encher o pezinho
Poner miel hasta llenar el piecito
No mínimo 1 colher (de sopa) de fermento (Cerveja pra fazer cerveja, vinho pra fazer cúler, suco fermentado pra fazer refrigerante). A cerveja pode ser com ou sem álcool. O resultado será bebida não-alcoólica, exceto o cúler. Encher de água sem cloro nem flúor até antes do gargalo. Pressionar pra tirar o ar e tampar.
En mínimo 1 cuchara (de sopa) de fermento (Cerveza para hacer cerveza, vino para hacer cúler, suco fermentado para hacer refrigerante). La cerveza puede ser con o sin alcohol. El resultado será bebida no-alcohólica, excepto el cúler. Llenar de agua sin cloro ni flúor hasta antes del gargallo. Presionar para sacar el aire y tapar.
Deixar de preferência em lugar escuro, fora da geladeira. Na geladeira apenas demorará mais a fermentar. Quando estufar destampar levemente, só pra tirar o ar e tampar em seguida. Quando estiver bem estufada, gelar e tomar.
Dejar de preferencia en sitio oscuro, fuera de la heladera. En la heladera apenas demorará más a fermentar. Cuando estufar destapar levemente, apenas para sacar el aire y tapar en seguida. Cuando estuvier bien estufada, helar y tomar.
A fermentação depende da temperatura e condição da água e da garrafa. Pode ocorrer de não fermentar.
La fermentación depende de la temperatura y condición del agua y de la botella. Puede ocurrir de no fermentar.
Pra fazer o refrigerante é preciso fazer previamente o suco fermentado: Pôr numa garrafa pete usada suco natural, sem aditivo. Pode ser suco de laranja. Tirar o ar e deixar fermentar. Quando estufar usar no mínimo 1 colher (de sopa) como fermento pra fazer o refrigerante de mel.
Para hacer el refrigerante es necesario hacer previamente el suco fermentado: Poner en una botella pete usada suco natural, sin aditivo. Pouede ser suco de naranja. Sacar el aire y dejar fermentar. Cuando estufar usar en mínimo 1 cuchara (de sopa) como fermento para hacer el refrigerante de miel.
Outras variantes: Se pode usar outros fermentos, como iogurte, quefir, etc.
Otras variantes: Se puede usar otros fermentos, como yogurte, kefir, etc.
 Melhor se virar a garrafa de vez em quando, uns instantes, pro mel diluir.
Mejor si virar la botella de vez en cuando, unos instantes, para el miel diluir.
Plutão foi expulso do clube dos planetas, mas
Plutón fue expulso del club de los planetas, pero
Júpiter também não é planeta
Júpiter también no es planeta
Até hoje não existe definição exata do termo planeta. Continua, então, sendo concebido de forma meio intuitiva.
Hasta hoy no existe definición exacta del término planeta. Continúa, entonces, siendo concebido de forma medio intuitiva.
Planeta significa aquele que plana, planador, corpo errante que flutua no espaço vazio. Mas os planetas não são corpos errantes, pois obedecem a uma translação regular.
Planeta significa aquel que plana, planador, cuerpo errante que flota nel espacio vacío. Pero los planetas no son cuerpos errantes, pues obedecen a una translación regular.
Planeta (do grego πλανήτης, forma opcional de πλάνης, errante) é um corpo celeste que orbita uma estrela ou remanescente de estrela, com massa suficiente pra ficar esférico pela própria gravidade, mas não a ponto de causar fusão termonuclear, e que eliminara os planetóides da região vizinha (domínio orbital).
Planeta (del griego πλανήτης, forma opcional de πλάνης, errante) es un cuerpo celeste que orbita una estrella o remaneciente de estrella, con masa suficiente para quedar esférico por la propia gravedad, pero no a punto de causar fusión termonuclear, y que eliminara los planetoides de la región vecina (dominio orbital).
Plutão foi defenestrado do clube por ser muito pequeno e ter órbita demasiado oblíqua.
Plutón fue defenestrado del club por ser muy pequeño y tener órbita demasiado oblicua.
Se poderia contestar o título dalguns outros, que giram ao contrário, sendo até suspeitos de serem artificiais. Já se discutiu muito isso com relação a Fobos e Deimos, satélites marcianos e Febe, de Saturno, por exemplo. Febe orbita Saturno numa direção retrógrada (oposta à direção das órbitas dos outros satélites) num plano muito mais próximo da elítica do que do plano equatorial de Saturno.
Se podría dudar del título de algunos otros, que giran al contrario, siendo hasta sospechosos de ser artificiales. Ya se discutió mucho eso con relación a Fobos y Deimos, satélites marcianos e Febe, de Saturno, por ejemplo. Febe orbita Saturno en una dirección retrógrada (opuesta a la dirección de las órbitas de los otros satélites) en un plan mucho más cercano de la elíptica que del plan ecuatorial de Saturno.
Todos os planetas têm rotação direta (giram no mesmo sentido no qual orbitam em torno do Sol). Exceto Vênus e Urano.
Todos los planetas tienen rotación directa (giran nel mismo sentido nel cual orbitan en torno del Sol). Excepto Venus y Urano.
Segundo Velikovsky em Mundos em colisão, Vênus não existia na alta antigüidade. Em nenhuma listagem, nenhum mapa aparece. Simplesmente porque Vênus não estava lá. Seria um cometa ejetado de Júpiter, que roçou a Terra várias vezes no tempo bíblico, causando traumáticos cataclismos, chegando a inclinar o eixo terreno. Segundo o autor, Vênus, por ser recente, seria muito quente, fato confirmado no século 20. Capturado pela gravidade solar, se estabilizou onde está.
Según Velikovsky en Mundos en colisión, Venus no existía en la alta antigüedad. En ninguna lista, ningún mapa aparece. Simplemente porque Venus no estaba allá. Sería un cometa eyectado de Júpiter, que resbaló la Tierra varias veces nel tiempo bíblico, causando traumáticos cataclismos, llegando a inclinar el eje terreno. Según el autor, Venus, por ser reciente, sería muy caliente, hecho confirmado nel siglo 20. Capturado por la gravedad solar, se estabilizó donde está.
Segundo a Biblioteca Científica Life, Júpiter não é apenas grande mas, também, esquisito. Tem comportamento diferente do esperado a um planeta. Cuma atmosfera de milhares de quilômetros que não se sabe onde termina. O maior dos planetas é, também, o mais ativo. Completa o giro em 10h, mais rápido que qualquer outro. Tem 11 vezes o diâmetro terreno, 300 vezes a massa e 1000 vezes o volume. Nalguns aspectos se comporta mais como estrela que como planeta. Júpiter parece uma estrela anã vermelha em formação. Pra se formar precisa aumentar 10 vezes a massa.
Según la Biblioteca Científica Life, Júpiter no es apenas grande pero, también, extraño. Tiene comportamiento distinto del esperado a un planeta. Con una atmósfera de miles de kilómetros que no se sabe donde termina. El más grande de los planetas es, también, el más activo. Completa el giro en 10h, más rápido que cualquier otro. Tiene 11 veces el diámetro terreno, 300 veces la masa y 1000 veces el volumen. En algunos aspectos se comporta más como estrella que como planeta. Júpiter parece una estrella enana roja en formación. Para se formar necesita aumentar 10 veces la masa.
Parece gerar o próprio calor. Emite o dobro de energia que recebe do Sol. Parece se comportar como uma estrela extremamente fraca. Mas o Sol já foi assim.
Parece generar su propio calor. Emite el doble de energía que recibe del Sol. Parece se comportar como una estrella extremamente débil. Pero el Sol ya fue así.
Extraordinária é a emissão de onda de rádio. As microondas provenientes de Júpiter, por mais exuberantes que sejam, não são tão espetaculares quanto as ondas decamétricas, entre 7,5m e 30m, de potência quase inacreditável. São emitidas em explosões e tempestades, durando as explosões de 0,001s a 1s. As tempestades, constituídas por imensa quantidade de explosão, até 2h. Uma explosão de 1 segundo libera ondas de rádio cuja energia equivale à de 100 bilhões de raios de tempestade na Terra. Durante uma tempestade essas gigantescas explosões se sucedem numa série tonitruante, dando a Júpiter uma voz de rádio que deve atingir profundeza extremamente longínqua no céu, muito além do limite do sistema solar.
Extraordinaria es la emisión de onda de radio. Las microondas provenientes de Júpiter, por más exuberantes que sean, no son tan espectaculares cuanto las ondas decamétricas, entre 7,5m e 30m, de potencia casi increíble. Son emitidas en explosiones y tempestades, durando las explosiones de 0,001s a 1s. Las tempestades, constituidas por inmensa cantidad de explosión, hasta 2h. Una explosión de 1 segundo libera ondas de radio cuya energía equivale a la de 100 billones de rayos de tempestad en la Tierra. Durante una tempestad esas gigantescas explosiones se suceden en una serie tronante, dando a Júpiter una voz de radio que debe atingir profundidad extremamente lejana nel cielo, mucho allá del límite del sistema solar.

Em tempo. Duvido muito do que está afirmado na conexão seguinte, http://pt.wikipedia.org/wiki/Planetesimal, de que os planetas se originam do choque de planetóides. Como exposto em matéria anterior, os planetas se originariam de poeira cósmica atraída por estrelas-anãs, moribundas ou nascentes.
En tiempo. Dudo mucho de lo que está afirmado en la conexión siguiente, http://pt.wikipedia.org/wiki/Planetesimal, de que los planetas se originan del choque de planetoides. Como expuesto en materia anterior, los planetas se originarían de polvo cósmico atraído por estrellas enanas, moribundas o nacientes.


Colaboração de Joanco
Enviados por não mais estarem disponíveis no sítio original
em inglês - in english

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A língua esculhambada
Miscelânea 2
● O uso distraído, irresponsável e simplificado dos pronomes e preposições leva à degeneração do idioma.
Te mostrarei, te direi, te levarei...
Quem mostrará?
Se Pedro disser a Paulo Te mostrarei, significa que Pedro mostrará Paulo a alguém. Se tiver intenção de mostrar algo a Paulo deve dizer Mostrarei a ti.
A mesma forma Te direi, etc. Te levarei, quando a segunda pessoa é quem será levada. Se a intenção é levar algo à segunda pessoa, se deve dizer Levarei a ti.
● Itens em maiúsculo ou iniciais em maiúsculo, como num índice, por exemplo, é invenção de quem tinha dúvida de quando usar maiúscula. Pra contornar isso pôs tudo em maiúscula e, pronto. Como aquela piada do patrão que mandou a secretária marcar a reunião pra sexta-feira. A secretária perguntou se sexta-feira se escreve com x. Então o patrão mandou marcar pra quinta.
Joanco contou esta:
O caso da secretária que  não sabia escrever sexta-feira correto me fez lembrar um caso idêntico do folclórico ex-presidente do Corinthians, Vicente Matheus.
Precisava emitir um cheque de 60 cruzeiros mas não sabia se escrevia com s, c, ou ç. Pra resolver o problema emitiu dois cheques de 30.
● O estilo revela quando alguém não tem muito trato literário. Como quando usa exclamação e ou interrogação espaçado e ou múltiplos. Certo ???????
● Idem quando usa e/ou. Qual a necessidade dessa barra?
● Idem quando põe ponto final em título, frase solta, nome e data isolados. Só se usa ponto final se existiu ponto intermediário ou se houve necessidade de o colocar ali.
● Evitar abreviatura em texto. Números, quando em seqüência ou comparativos, em número em vez de em extenso, pra maior legibilidade. Em legenda cinematográfica abreviar e usar notação científica, e simplificar a frase. Por causa da necessidade de ler rápido. Simplificação máxima em nome de arquivo de computador.
Em legenda e em texto científico ou de tema científico se deve usar 30m em vez de trinta metros, por exemplo, pra maior rapidez, fluidez e clareza. Principalmente quando as medidas aparecem seguidamente, facilitando comparar e localizar.
● Abreviatura, sigla e notação científica não têm plural. Abreviatura é pra economizar espaço e tempo. É coisa arcaica, bom que caia em desuso. É um contra-senso fazer questão de acrescentar um S pra explicitar ser plural. Já vi casos em que se abreviando a palavra ficava com apenas uma letra a menos! Como 2MTS. (pasmes! Ainda tem o ponto!) pra metro, quando existe unidade de medida com apenas uma letra: 2m
Então é burrice escrever Dois CD’s. Duas TVs, dois DVDS, 24hs ou dizer dois emeeles (2ml).
Quando a sigla se torna de uso corrente deve ser transformada em palavra. Então, sim, terá plural: Dois cedês. Duas tevês, dois devedês.
● Em raros casos se deve usar minúsculo após :, pois nova sentença se inicia com maiúscula.
● Sempre preferir a forma mais simples. Só usar plural quando necessário. Evitar o uso abusivo de plural pra coisas incontáveis ou coletivas: A areia do deserto, um rio de água tranqüila, um objeto planando no céu, o funeral do coronel, a ossada foi retirada..., em vez de As areias do deserto, um rio de águas tranqüilas, um objeto planando nos céus, os funerais do coronel, as ossadas foram retiradas...
● Tanto à quanto, e não tanto à como
Antes era tão difícil quanto hoje
Era tão grande quanto esse barril
Há um filme francês com título Uma jovem tão bela como eu. Por que o título não é Uma jovem tão bela quanto eu? Suponhamos que se chama Maria. Porque no primeiro caso a jovem do título se cita como exemplo. É o mesmo que dizer Eu, uma jovem tão bela assim. Como se dissesse Como isso pode acontecer a mim?, sendo uma jovem tão bela. No segundo caso é comparativo. Maia se refere a outra jovem, que é tão bela quanto Maria. Portanto o título do filme não se refere a uma segunda jovem.
● Há - havia
Estamos em 2013. Estou contando sobre um caso acontecido em 1960.
Encontrei a cabana existente ali havia 80 anos.
Encontrei a cabana existente ali há 80 anos.
No primeiro caso a idade da cabana se conta até a data da história sendo contada. No segundo caso até hoje.
● Da mesma fora evitar o uso abusivo de ex-presidente, por exemplo. Se nos referirmos quando Getúlio Vargas foi presidente não devemos dizer Naquela ocasião o ex-presidente Getúlio Vargas..., pois assim teríamos de sempre dizer ex-rei Jorge, ex-imperador Pedro II, ex-papa João XIII..., pois todos são ex, evidentemente. Usar o ex quando no período mencionado o sujeito deixou de ser.
● Sítio ao castelo, invasão ao Iraque, culto aos mortos, lutar contra o adversário
Sítio do castelo é quando o castelo é que sitia. Invasão do Iraque é quando Iraque é o invasor, culto dos mortos é quando os mortos cultuam algo, lutar com o adversário é ter o adversário como companheiro, ajudando a lutar contra algo ou alguém.
● Clichê também sinaliza a época da redação. Nos anos 1960 e 1970 era moda dizer universo em vez de mundo. Assim o famoso e obsoleto concurso de beleza era chamado Misse universo, embora só participassem humanas do planeta Terra. Hoje o clichê é dizer planeta em vez de Terra ou mundo. Naquelas décadas era mais comum os termos super, hiper. Hoje o modismo é mega. Se Super-homem fosse criado hoje seria Megaman em vez de Superman. Se deve usar o termo planeta em contexto astronômico. Dizer Essa é a montanha mais alta do planeta é clichê. Qual planeta? Este? Aquele? Melhor dizer que é a montanha mais alta do mundo, ou da Terra.
Mas clichê não é erro gramatical. É como a frase-feita. Se trata doutro fenômeno, comumente relativo, pois se torna incômodo quando banalizado: Sem sombra de dúvida, no negror da noite, na calada da noite...
● A palavra extra não tem plural porque é extrato, como abreviação, de extraordinário. Horas extra. Da mesma forma Na Nicarágua os contra fizeram uma ofensiva..., porque nesse caso contra vem de contra-revolucionário.
Uma mulher pão-duro, um sujeito magricela, um cara magrela. O masculino de donzela é donzel, não donzelo, assim como de princesa não é princeso. Senhorito, donzel são termos usuais na península ibérica.


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