2017 - Che Guavira - sítio literário

sábado, 15 de abril de 2017

Enviado por Márcio Rodrigues

Coleção de cartão-postal de Joanco
 
 


Drew Pearson & Jack Anderson - USA, potência de segunda-classe?
Bestséler, São Paulo, 1959
Ao leitor incauto parecerá que é assunto do momento. Mas a natureza farofeira da superprepotência de Polichinelo é realidade antiga.
E aproveito pra dar mais um exemplo da dúbia expressão era moderna, sobre o qual já falei, no texto abaixo.
Introdução
É inevitável que este livro suscite numerosas críticas.
Nos apressamos a afirmar que não o escrevemos com tal propósito em mente. Preferir o elogio ao reproche é algo muito humano. Os autores, a despeito de certas afirmações em contrário, não são desumanos. Mas estão convencidos de que o maior milagre da era moderna foi a transformação da Rússia de país subdesenvolvido ainda na fase do carro-de-boi à atual potência atômica. E embora o ianque que reconheça tal fato publicamente esteja sujeito a ser classificado de comunista pela comissão investigadora de atividade antiamericana, Eua tem de reconhecer tal fato, sob pena de ser varrido da face da Terra.
Vamos além. Temos a opinião que o ianque que se aventurar a declarar que o reconhecimento da Rússia como potência de primeira-classe pode constituir um saudável estímulo pra Eua corre o risco de ser considerado um traidor do sistema de vida ianque e admirador do sistema soviético. Pode até ser investigado pelo FBI. Mas e não quisermos nos iludir temos de admitir que há muito tempo confiamos demais, dormimos demais, negligenciamos demais. Há muito tempo pomos o interesse individual na frente do interesse nacional, o prazer na frente do dever, o conforto na frente do sacrifício, o golfe na frente das decisões, Thunderbirds na frente de foguetes, a publicidade das agências da avenida Madison na frente da verdade.
Às vezes é difícil encarar a verdade. É muito mais fácil acusar os que apontam nossas deficiências, dizendo que mentem, que faltam à verdade, que são ávidos caçadores de títulos espalhafatosos ou até que são simpatizantes comunistas, se revelam fatos desagradáveis sobre a perda de poderio e de prestígio de Eua. Mas incidimos há algum tempo precisamente nesse erro. E não só nele incidimos, tivemos medo de admitir. As vergonhosas deserções e rendições de ianques na Coréia constituíram apenas o primeiro sinal de que algo ia mal. Foram também os primeiros sintomas de que tínhamos medo de nos defrontar com o fato de havermos colocado o materialismo tão acima do patriotismo. O público ianque ainda não sabe que as chocantes confissões feitas por nossos soldados aprisionados na Coréia não foram obtidas por meio de tortura. Não sabe que os turcos, britânicos, canadenses e outros soldados que compunham as forças da ONU na Coréia não voltaram as costas a seu país como o fizeram os ianques. O público ianque não sabe que general William F Dean, comandante da 7ª divisão de infantaria, fez doze declarações diversas ao inimigo. Nunca na história de Eua tantos ianques, inclusive oficiais de alta patente, desonraram a tal ponto o uniforme da nação que representavam, que os protegera, que lhes dera as liberdades sobre as quais deveriam ser tão ufanos mas que tinham por fato consumado.
Depois da guerra da Coréia se registrou um dilúvio de derrotas diplomáticas e outras, culminando com os acontecimentos de 1957-58, quando o mundo acordou pra descobrir a Rússia ocupando o espaço sideral, enquanto Eua ocupava a Central High school em Arcansas.
O mundo reconhece nossas derrotas mas, de maneira geral, o povo ianque não as reconhece. Consideramos vitória a derrota na Coréia. Hesitamos tanto na Indochina, que a maior parte do país é ocupada pelos comunistas. Agimos com tamanha falta de tino no oriente médio, que as vastas reservas de petróleo daquela região estão escapando entre nossos dedos. Afrontamos, hostilizamos e isolamos nossos aliados na Europa ocidental, até transformar a organização pra defesa do atlântico norte numa oca carapaça militar. O mundo sabe disso tudo mas nós não.
Criticar Eua não é tarefa agradável. Quem o faz é acusado de perder a fé em seu país. Mas o povo ianque não pode se dispor a enfrentar o desafio do governo poderoso e incansável que o ameaça se continuar a aceitar as meias-verdades açucaradas e o xarope calmante que lhe são ministrados. Deve conhecer os fatos.
Não podemos permanecer inativos, esperando que a luta interna ao poder no Crêmilim atire a Rússia a nossas mãos. As muralhas do Crêmilim não são as muralhas de Jericó. Não ruirão abaladas por sete declarações de Foster Dulles nem cederão a uma civilização onde Elvis Presley ganha mais que o presidente de Eua, camioneiros em Chicago ganham mais que a maioria dos professores, um terço das receitas apresentadas aos farmacêuticos pra aviamento é constituído de pílulas tranqüilizadoras. A estrada de Miltown não é a estrada da vitória sobre o governo vigoroso e inescrupuloso que dirige a Rússia. Não podemos vencer a batalha da liberdade nem alcançar o grande objetivo da paz se mantivermos a cabeça enfiada na areia da ignorância.
Mas o germe da grandeza não foi perdido. Ainda está nos ossos do povo ianque. O povo estará à altura do grande desafio, desde que conheça os fatos. E foi com o objetivo de levar tais fatos a seu conhecimento que este livro foi escrito.
O material distribuído pelos diversos capítulos foi obtido de informantes do exército, marinha e força aérea, oficiais, especialistas da defesa civil, cientistas e diplomatas que colocam acima de tudo o interesse da nação. O material é também baseado no trabalho desenvolvido há muitos anos em Uóxintão, na cobertura do noticiário diplomático e militar. Também contém o resultado de observações de seis viagens ao exterior, feitas no decorrer dos últimos dois anos.
Somos gratos a muitos de nossos amigos pelos conselhos e orientação que nos deram, durante a fase de preparação deste livro, ao ex-secretário da força aérea, agora senador de Missure, Stuart Symington. Seu assistente, Edward Welch, aos senadores Estes Kefauver, do Tenessi, e Henry Jackson, de Uóxintão, membros da comissão das forças Armadas; ao senador William Fulbright, do Arcansas, da comissão de relação externa; a Trevor Cardner, ex-subsecretário da defesa; a Werner von Braun, da divisão de projétil balístico do exército; a tenente-general James Gavin; a almirante Hyman Rickover; a doutor Harold Urey, da universidade de Chicago; ao ex-senador William Benton, de Coneticute; a John Kennedy, diretor do Argus leader, de Sioux Falls, Dacota do Sul, que forneceu a nós uma série de conclusões sobre suas recentes viagens à União Soviética; a Eric Berghaust, diretor da revista Missiles & rockets; a Clair Blair, autor de O submarino atômico; a Louis Johnson, ex-secretário de defesa; a Tom Wilcox, que pertenceu ao laboratório de pesquisa científica da força aérea; a Don Ludlow, correspondente em Uóxintão do London mirror; a Herschel Schooley, que pertenceu ao departamento de defesa; a capitão William Chambliss, da marinha de Eua; e a coronel John R Nickerson, cujo explosivo memorando revelou aos observadores algumas das falhas básicas de nosso programa de foguete e projétil.
Finalmente, muito devemos a cerca duma centena de oficiais das forças armadas, que não estão autorizados a o afirmar publicamente mas que acreditam que sem imitar os métodos adotados na União Soviética poderemos fazer frente a seu desafio, que acreditam que Eua não terá de se converter numa potência de segunda-classe.
Com esse objetivo em mente, escrevemos este livro.
  

Já escrevi sobre o topônimo colombiano Itagüí, demonstrando que tem origem tupi. Mi alma se la dejo al Diablo, de Germán Castro Caycedo, editora Planeta, Bogotá, 1990, que acabei de receber de Carlos Molina, cita uma localidade no sul da Colômbia, floresta amazônica, perto da embocadura dos rios Jari e Caquetá, Araracuara, cujo topônimo está corretamente apontado na uiquipédia espanhola, https://es.wikipedia.org/wiki/Araracuara_(desambiguaci%C3%B3n), concordante com o definido pra Araraquara, topônimo tupi, em https://falabonito.wordpress.com/2007/07/05/cidades-brasileiras-cujos-nomes-tem-origem-no-tupi-guarani/.
● Porto Rico nunca foi país. Tomado da Espanha na guerra hispano-ianque, virou colônia ianque, dizendo estado associado, mas um porto-riquenho que mora em Eua vota mas se mora em Porto Rico, não. Os amariconas destruíram a economia porto-riquenha. Agora, se sentindo desamparados, querem voltar à Espanha. Mas isso não seria trocar 6 por meia-dúzia? Parecem não ver a antipatia geral dos hispano-americanos contra os espanhóis. Além do mais o governo espanhol ajudou Eua a financiar o Daesh, estado pseudoislâmico na Síria e Iraque: https://www.youtube.com/watch?v=QieDDzweGfE:
— […] As coisas não surgem por acaso, não é um grupo terrorista por acaso e não é um estado islâmico. É preciso exigir que teu governo e partido político digam qual foi a relação de Espanha ajudando Eua a financiar organizações com a Al-Nursa, derivada de Al-Caeda, porque Al-Nursa foi, entre outras coisas, um grupo terrorista financiado por Eua. [#@!ↆ℥†Ɂ~¡] Espanha colaborou com venda de arma e comprando, supostamente, e nossa bancada pede explicação ao governo, por quê o ministro Moronesi reconhece ter vendido arma, entre elas bombas de racimo, proibidas. Que expliquem se essas armas foram dadas a governos como Arábia Saudita. Quê responsabilidade tem o governo espanhol financiando e facilitando armamento que foi parar nas mãos do Ísis (Daesh) e de governos, que noutro dia Putim declarou e não quereis vos referir a isso. Houve colaboração de governos europeus com armamento a esses grupos terroristas. Que o governo espanhol explique a rota do petróleo comprado por Espanha, porque tudo aponta que está comprando e negociando petróleo vindo do Daesh [#@!ↆ℥†Ɂ~¡] […]

Há muitos livros com o tema do imperialismo cultural. A tese de que os gibis, seriados e filmes ianques são uma invasão cultural não é insensata mas o caso é que apesar da intensão ser maldosa a coisa não funciona.
Vendo um daqueles antigos filmes de colonos contra índios, me dediquei a torcer aos índios mas não durou muito. Não adianta o cérebro racional estabelecer que na verdade os índios são as vítimas. No microuniverso emocional as personagens principais, alfa, são os colonos invasores brancos. No desenrolar do enredo aquele microuniverso nada tem a ver com o universo real. No decorrer do enredo a se acaba torcendo pelas personagens principais. Isso é inevitável no estado psicológico normal.
Imagines um documentário onde uma raposa persegue um coelho na neve. Se o documentário é sobre o coelho, já começando mostrando a dura vida do bicho, a dificuldade em encontrar vegetal comestível e escapar dos predadores, tua simpatia vai toda ao coelho. Então torces pro coelho escapar. Mas se o documentário é sobre a raposa, já viste os filhotes na toca a ponto de morrer de fome, tendo uma rara oportunidade de achar um coelho naquele deserto gelado e sabendo que a próxima presa poderá aparecer tarde demais, torcerás prà raposa pegar o coelho.
É por isso que é tão difícil assistir um jogo de futebol, por exemplo, de modo imparcial, sem pendor a um ou outro. Inconscientemente simpatizarás mais cum deles, seja pela cor do uniforme, beleza nome, local donde procede, agressividade que exibe, por ter alguém ali que admiras, por um amigo ou familiar ser torcedor daquele, etc. E é por isso também que não se consegue jogar dama ou xadrez, por exemplo, sozinho, de modo imparcial. Experimentes.
Então uma superprepotência, que alega fazer bombardeios cirúrgicos, seria capaz de detetar via satélite trânsito de material radiativo, que se gaba de espionar todo cidadão até nos menores bilhetes que escrever ou no que disser via telefone e tem bases militares espalhadas no mundo inteiro não é capaz de controlar 3141km de fronteira seca e necessita dum muro pra isso?

sábado, 8 de abril de 2017

  do acervo de Joanco
Escaneio dum facsímile
As páginas internas originalmente coloridas estão em tom-de-cinza

 

Mado Martínez - Colombia sobrenatural 2
Grupo Zeta, Bogotá, 1ª edição, 10.2016
Impressionantes dados sobre o feitiço de corpo-fechado, com tipologia variada, muito usado na guerrilha colombiana, pesadelo muito pior do que imaginamos.
No primeiro caso, La maldición de Armero, na seção Almas en pena, onde as testemunhas viram um varredor fantasmagórico que não reagia às interpelações, ficando claro que não se trata de alma penada e sim do clássico fantasma, imagem gravada, memória-das-paredes, de manifestação cíclica e ainterativa.
A autora, jornalista espanhola que viaja no mundo pesquisando casos fantásticos, pois sobrenatural propriamente dito não existe, já prepara o volume 3.
Grato a Carlos Molina por enviar o livro

● Me dá mais angústia que conforto essa diabólica personalização internética que começou com as propagandas que aparecem conforme a origem do internauta. Então nunca terei oportunidade de conhecer as propagandas estrangeiras. No iutubo reduz a probabilidade de descoberta, de surpresa, de descobrir algo novo.
Me recorda aquela história do diplomata japonês a quem no Brasil sempre serviam comida japonesa, pra que não sentisse falta da terra natal. Só quando perdeu a paciência conseguiu experimentar comida brasileira.
Ao leitor incauto pode parecer maravilhoso mas é algo que só beneficia aos publicitários e respectivos clientes.
Imagines no futuro: Todas as páginas estrangeiras aparecerão perfeitamente traduzidas. Se alguém quiser ver um texto em sueco não achará.
Isso tudo está muito menos pra sonho que pra pesadelo.
Essa praga de personalização precisa ser banida.
● Sobre o problema dos buracos em nossa querida, triste e feia Buracópolis. Desde criança nunca vi nem imaginei ficar tudo abandonado, já dois anos de cidade esburacada, verdadeiro deboche.
Uma coisa fica evidente pra quem não nasceu ontem: A empresa tapa-buraco não existe, é só de fachada. Durante décadas vai tapando um buraco e outro. O asfalto tão remendado faz o carro trepidar. Mas um dia os buracos foram tantos, que a empresa não deu conta. Então tudo ficou muito na cara. Isso explica fingir que tapa buraco, tapar buraco inexistente ou tapar um e deixar outro ao lado. Se vê uma equipe tapando nalgum ponto da cidade mas não se acha outra equipe perto nem longe. Também explica o absurdo de se tapar buraco em pleno centro, em horário comercial no meio da semana, atrapalhando muito o tráfego. Coisa que não faz sentido, pois tal trabalho deve ser feito na madrugada. Mas faz sentido se é uma empresa de fachada fazendo questão de mostrar gritantemente que está tapando quando é tudo encenação.
● Chegou um lote comprado do sebo Traça, de Porto Alegre. Mais uma vez o problema com etiqueta adesiva de goma poderosa que ao ser retirada lasca a capa. Várias vezes pedi pra não pôr adesivo em área impressa. Na reclamação anterior sugeri usar plástico no caso de não ter lacuna pra adesivar. A dona agradeceu a sugestão. Mas quê! Só passando no bico. Acham que levam a gente na conversa.
Nesta vez responderam que conforme resposta anterior, o adesivo é necessário pra controlar o estoque. Avisei que não reclamarei em terceira vez. Na próxima colocarei a mensagem da livraria na lista de espã.
Começo a campanha contra livraria que não respeita as obras nem os clientes. Não justifica, pois é uma depredação da própria livraria, não adquirido assim. Procede abrir demanda em tribunal.
Um sebo de Buracópolis que insiste nesse tipo de vandalismo é o Maciel.

À coleção Adeene neles!
 
Noel Rosa - Recruta Zero 1950, 1951

 Frankie Muniz - Kyle Downes
  

Frank - Kyle Downes


Il castelo dele donne maledette (aka Frankenstein's castle of freaks), R Oliver, 1974 -

Coleção de cartão-postal de Joanco

 
 
 

sexta-feira, 31 de março de 2017

Está de volta Bartolomeu 777
 ● Ainda sobre as propagandas. Sempre refleti sobre o que é propaganda e o que é informação. Tevê, revista, folheto de supermercado… deveria conter informação. O fabricante deveria dar informação, não propaganda. Mas vivemos no mundo da picaretagem, onde o que importa é a lei-de-gérson.
Uma celebridade, a quem o público devota admiração e respeito, tem tanto pendor a representar, que continua representando no horário de propaganda. Não se importa se presta uma informação, se o produto que recomenda é seu conhecido. A celebridade busca ganhar dinheiro fácil.
Uma coisa é, por exemplo, um programa televisivo expor um produto cujo produtor paga pra que o público saiba que existe e que ajuda o programa como patrocinador. Mas o apresentador ou outra celebridade dizer que o consome, que é o melhor, mentindo como se num enredo de teatro, é imoral, desonesto, picaretagem.
Se num concurso o regulamento proíbe parentes próximos dos funcionários participarem, se um cônjuge não pode depor contra o outro. Se quer mais vínculo que um ator receber uma quantia pra elogiar um produto? Não é o mesmo que um político recebendo propina?
● A atriz austro-húngara Hedy Lamarr é tida como a inventora do celular.
Quem acredita nessa patranha?
Se conta que fugiu da vigilância do marido, oficial nazista, burlando a vigilância da criada. Fugiu a Eua e teve sucesso em Roliúde. Ali, ao piano cum amigo, ao notar que uma nota errada coincidia com outra errada teve a idéia de que se a freqüência radiofônica emitida mudasse a miúdo, mudando igualmente a sintonia receptora, a transmissão se manteria sem o inimigo conseguir interceptar.
Muito bonita, cômoda e ingênua a estória.
Mas pra quem não nasceu ontem fica óbvio que Hedy roubou fórmulas, já contatada com o serviço ianque de espionagem, fugiu com ajuda deles, e em recompensa a isso teve sucesso como atriz cinematográfica.
Pois Hedy nada mais inventou nem manifestou pendor científico.
Igual um pps que circulou há anos, onde um oficial cubano desertor conseguiu fugir a Eua e depois voltar pra resgatar a família numa praia deserta. Que pediu ajuda em Eua mas ninguém quis saber. Então voltou e resgatou a família, sozinho como Hedy Lammarr.
Sem ajuda?
Só pra quem nasceu ontem…

Enviado por Márcio Rodrigues

Coleção de cartão-postal de Joanco
 
 


terça-feira, 21 de março de 2017

Enviado por Márcio Rodrigues

À coleção Adeene neles!

Seborga - Exibicionista

Batoré - Catuí

David Brasil - Dilma Roussef

 Gilberto Gil - lutador MMA


Laura Branigan - Shanya Vaughan


Fórmulas pra calcular a área dum triângulo
1 ● Tendo a base e a altura
base b, altura h
A = 0,5bh
2 ● Tendo os três lados
Lados a b c
Perímetro, p = a + b + c
Semiperímetro, s = 0,5p

3 ● Tendo dois lados e o ângulo entre eles
Lados a b, ângulo θ
A = 0,5absenθ
4 ● Tendo três pontos
(x1, y1), (x2, y2), (x3, y3)


5 ● Tendo três equações de reta
y1 = a1x + b1, y2 = a2x + b2, y3 = a3x + b3

[As cores são pra melhor contraste visual]
6 ● Tendo um lado e seus dois ângulos
Lado a e seus ângulos θ e φ
    
     a²tanθ
A = ————————
        2(tanθ - tan(π - φ))


Se fazes propaganda duma coisa que não sabes se é verdade, só porque pagaram pra dizer que é bom, então és um mentiroso, um farsante, um sem-vergonha e um criminoso. É preciso acabar com essa imoralidade, irresponsabilidade de indicar algo insinceramente.
Atores, apresentadores, programas e emissoras que cometem ato de má-fé e irresponsabilidade ao fazer propaganda dum produto que não sabem se é idôneo.
Se a celebridade ganhou uma nota-preta pra louvar um produto, tem de pagar o preço, sofrer a conseqüência de eventual escândalo. Ainda mais se não consome e afirma que consome. Não pode ficar tudo por isso-mesmo.
 Quem o faz é responsável, assim como quem oferece estacionamento restrito aos clientes é responsável pela segurança do automóvel estacionado ali mesmo que ponha placa dizendo que não é.
A propósito: Estacionamento pra cliente. Sujeito a guincho. Já viste algum sendo guinchado? Quantos guinchos vês na cidade?

Coleção de cartão-postal de Joanco

 
 


sábado, 18 de março de 2017

Mais um número do clássico gibi terrorífico com estória de excelente enredo.
Apesar de 1991, muito tosca a diagramação dos balões. Predomina o abuso de exclamação e de reticência.
O letreirista tem compulsão a usar reticência, que deve só ser usada quando se trata de reticência. É comum em letreiristas de quadrinho e escritores esses vícios de linguagem, uns com mania de suspensão (:), outros de reticência (…), !, ? e () espaçados e ou múltiplos e muitos outros vícios de quem tem pouca intimidade com a arte de escrever.
Editei as reticências e parte da diagramação de recordatório e balão.
O clássico terror cheio de clichê e estereótipo mas com muita criatividade no enredo.
Vale recordar a explicação do parapsicólogo padre Oscar Quevedo, de que quando um morto se vinga de seu matador não é ação do morto mas sim do medo inconsciente do matador, se sabotando, pois se tal vingança do Além existisse seria uma profusão insuportável de regresso de morto, vingança de inimigos mortos na guerra e presas abatidas na zoosfera.

20 revistas Columba
Enviadas por Alfredo Illescas
Correspondente peruano
Subidas pra, quem teve dificuldade em baixar o lote, baixar separadamente

 
Ramão e Emiliana passaram o Carnaval em Bom Jesus da Lapa. 30 horas de viagem em ônibus, o mesmo que em avião ao Japão.
Na foto uma subida na pedra, um mirante. Emiliana não subiu porque escorregava.
Ramão contou que achou repugnante a carne dali. Escura, fedida, passando do ponto. Um sistema antigo. Fica exposta, em precária condição de conservação. E muita mosca. E a gozação do pessoal, de que ficou vegetariano na viagem.
A lenda da fundação do local diz que o ourives e pintor português Francisco Mendonça Mar em 1688 foi encarregado de pintar o palácio do governador-geral do Brasil, em Salvador, então capital colonial. Em vez do pagamento recebeu cadeia e açoite. Então, vagando no sertão, descobriu o futuro santuário após enfrentar fome, calor e índios antropófagos.
Se conta até que viveu cuma onça numa gruta.


Coleção de cartão-postal de Joanco
 

terça-feira, 7 de março de 2017

  
Enviado por Márcio Rodrigues
Corrigido erro de conexão
  

O sudoco mais difícil do mundo
Esta configuração mais difícil foi criada pelo cientista matemático finlandês Arto Inkala, cum programa específico pra isso.
A estrutura nada mais é que cercar tudo. Os números-base estão dispostos de modo que não se pode encontrar n mútuos exclusivos de ordem n, pra pôr o primeiro número. A estrutura é montada de forma tão engenhosa, que sempre fica algum em duplicidade.
Como não se pode achar uma casa no método n mútuos exclusivos de ordem n, a única solução seria criar outro método como uma relação matemática entre as casas ou outra propriedade interessante. Tentativa-e-erro viola o espírito-da-coisa, pois no sudoco não se pode chutar. Não se trata só de resolver, mas resolver com método, com lógica.
Criar um programa de computador pra solucionar, qualquer um que saiba programar o pode fazer, mesmo em basic, mas sudoco é passatempo, quebra-cabeça. Então não vale tentativa-e-erro nem programação iterativa.
 
Vejamos, por exemplo, no terceiro quadro, onde só tem o número 2. Por pouco não deu um mútuo exclusivo de ordem 3. Nos quadros marcados com estrela, cada um pode ser 1, 3 ou 6, mas não é exclusivo quanto a 1, pois os marcados com travessão também podem ser 1. Se houver forma de garantir que o 1 dessa linha está fora do quadro, teríamos a exclusiva. Mas mesmo assim essa exclusiva não propiciaria preencher um número nesse quadro.

Coleção de cartão-postal de Joanco


sexta-feira, 3 de março de 2017

Segue a postagem das edições especiais de Planeta

Enviado por Márcio Rodrigues

Em Campo Grande, quero dizer Buracópolis, tem a avenida Tamandaré.
Tamandaré é um município de Pernambuco, Almirante Tamandaré é um município do Paraná, e Almirante Tamandaré do Sul é um município do Rio Grande do Sul.
Quem sabe o que é Tamandaré?
Alguém diria que foi dada à rua o nome do almirante Tamandaré, Joaquim Marques Lisboa, herói nacional, patrono da marinha e cujo nascimento, 13.12, é o dia do marinheiro.
A resposta ainda é superficial. Marquês disso, conde daquilo, toma sempre uma palavra existente.
Então o quê é Tamandaré?
Tamandaré é o nome do noé tupi.
Quando, há 11.500 anos, caiu o meteoro da Carolina, um planetóide que causou o dilúvio universal, um cataclismo espantoso que exterminou mais de 90% da humanidade, os sobrevivente espalhados no mundo cultivaram a tradição dum patriarca sobrevivente. Cada povo tem seu noé.
Os noés do mundo
Atrahasis ● O noé babilônio
Bochica ● O noé chibcha (ou muísca)
Deucalião ● O noé grego
Dwifah ● O noé celta
Maniboxo ● O noé dos pele-vermelha canadenses
Manoa ● Água de Noé (Ma-Noa)
Nalá (a esposa é Neua) ● O noé mexicano
Nnu ● O noé egípcio
Noa ● O noé amazônico. Manoa (Ma-Noa, água de Noé), cidade desaparecida da fronteira Brasil-Venezuela, na serra Parima.
Noé ● O noé hebraico (Noah)
Nuá ● O noé majagongue, Brasil
Nu-U ● O noé havaiano
Nu-Wah ● O noé chinês
Pokawo ● O noé delauer, América do Norte
Tamandaré ● O noé tupi e guarani, Brasil e Paraguai
Tapi ● O noé asteca
Tepixtle ● O noé huichol, México
Utnapistim ● O noé acadiano
Xisutro ● O noé caldeu
Yima ● O noé persa
Zeu-Kha ● O noé patagão
Zucutahuie ● O noé pareci
Zuizudra ● O noé sumério
  

Uma das propagandas de refrigerante da década de 1950, esta da postagem de Papai Noel 21.
É antiga a enganação
A bebida não é saudável e não é feita de guaraná, e sim de corante-aromatizante artificial
Se fosse de guaraná seria pior que energético. Quem bebesse ficaria com overdose de cafeína.

Coleção de cartão-postal de Joanco

 



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