terça-feira, 19 de setembro de 2017

Lovecraft - O horror sobrenatural na literatura, facsililares

Olá,
Seu trabalho com certeza foi imenso e o PDF que disponibilizou possui uma qualidade superior à qualquer uma das duas edições do livro. Mas, teria como disponibilizar também as imagens digitalizadas originais do livro?
Estou montando uma espécie de fichário digital sobre temas nas áreas de folclore, cultura popular e fantástica e essa digitalização semi fac-simile me seria útil (Pretendo em breve começar a disponibilizar esses conteúdos na Internet).
Eis as respectivas edições em escaneio facsimilar
Facilitará futuras comparações e correção a erros de minha digitalização

Atotonilco
Letra de Antonio Aguilar
No te andes en las ramas
Não passeies nos vagões
¡Uy, uy, uy,, uy,, uy, uy!
Ui, ui, ui, ui, ui, ui!
Camines, trenecito, que a Atotonilco voy
Andes, trenzinho, que a Atotonilco vou
Ya parece que en la estación
Parece que já na estação
da brinquitos mi corazón
dá pulinhos meu coração
En ese Atotonilco de naranjos en flor
Nesse Atotonilco de laranjeiras floridas
Parecen, sus muchachas, angelitos de Dios
Suas garotas parecem anjinhos de Deus
Son más lindas que una canción
São mais lindas que uma canção
de esas que son puro amor
dessas que são puro amor
Atotonilco, tu cielo tiene belleza, tranquila,
Atotonilco, teu céu tem a beleza tranqüila
como un rayito de Luna prendido en su quietud
como um raio de luar aceso em sua quietude
Son tus mujeres preciosas
Tuas mulheres são preciosas
cual florecitas, hermosas
qual florinhas, formosas
como un ramito de rosa
como um ramalhete de rosa
Hermosas
Formosas
!Uy, uy, uy, uy!
Ui, ui, ui, ui!

Andarse en las ramas o Irse en las ramas:
Se detener en lo menos sustancial de un asunto, dejando lo más importante
Andar nos galhos ou Ir nos galhos:
Se deter no menos substancial dum assunto, deixando o mais importante: Discutir o sexo dos anjos
Aqui pode ser um trocadilho: Andar nos vagões, deixar de apreciar o melhor da paisagem pra ver os detalhes dentro.
Atotonilco: Lugar de água tranqüila
Prendido se pode traduzir a preso ou aceso
Só quem pode dar certeza é o compositor  

 A supersemana, que surge uma a cada 3800 anos


Esta deve ser cruza de banana com maca-peruana
E por focar 4,99, essa de baixar 1 ou 10 centavos é técnica psicológica de supermercado, que atinge o subconsciente, dando impressão de que o preço está na casa de 10 reais a menos. Mas, como a música ambiente, funciona sobre condições específicas. Então aparece um panaca percorrendo a rua, anunciando em carro-de-som botijão-de-gás a R$49,99. Quando o pessoal exigir o troco de 1 centavo acabará essa palhaçada.

Quem aperta o gatilho?

El secreto más oculto de los templarios


sábado, 16 de setembro de 2017

Lovecraft - O horror sobrenatural na literatura

O escaneio da obra era pra ser apenas da edição da Francisco Alves, 1987, mas acabou virando um paralelo com a da Iluminuras, 2008
Não se pode comparar uma edição anteinternética com uma de 2008
Falhas sempre há. A tarefa do revisor é mais ingrata e inglória que de profeta.
 Erro de diagramação na página 25, na edição da Francisco Alves, 1987, e correção baseada na da Iluminuras, 2008

 

Erro de diagramação nas páginas 69 e 70, na edição da Francisco Alves, 1987
As outras discrepâncias estão nas notas de rodapé
Denílson Ricci, criador da Clock tower, enviou a página 37 da Iluminuras, correspondente a onde está o erro na página 25 da Francisco Alves. Depois comprei uma edição da Iluminuras, pra repor os títulos originais das obras citadas, ausentes na edição da Francisco Alves.
Capa da edição da Iluminuras, 2008
O horror sobrenatural em literatura seria o caso em que Lovecraft escrevesse, por
exemplo, um romance cuja temática fosse o horror sobrenatural.
O que Lovecraft fez foi escrever um guia, estudo literário, resenha geral, sobre a
presença, importância e implicância do horror sobrenatural dentro da literatura. Ou seja:
Nos contos, novelas poemas e romances conhecidos até então. Portanto O horror
sobrenatural na literatura.

 
 
 
Neste apanhado se nota a pobreza das capas da Iluminuras
Além duma monumental trapalhada no título de A procura de Kadath, deixando óbvio que quem fez a capa não leu o conto, pois no enredo a personagem Kadath é quem procura, não é procurado. É como em O elogio da Loucura (e não à Loucura), de Erasmo de Roterdã, onde a loucura personificada faz um auto-elogio, e não elogiada por outrem.

Eis a apreciação de Denílson:
A Francisco Alves tem alguns erros e outros pontos fortes como índice remissivo, que nesse tipo de trabalho acho fundamental. Mas, em compensação, a Iluminuras tem uma pequena mas boa introdução. Na Francisco Alves nada. Num livro assim um prefácio ou introdução é deveras necessário. Mas a Francisco Alves pecou, e a Iluminuras nisso se saiu bem, em não colocar o título original das obras mencionadas no livro.
A capa da Iluminuras é ruim. Aliás, não gostei de toda a coleção. Não gostei também do título O horror sobrenatural em literatura. A tradução na literatura soa melhor.
A capa da Francisco Alves é muito desenho-animado mas o conceito é ótimo. Pena que não foi bem trabalhada.
Pontos fracos e fortes em ambas edições.

Coleção de cartão-postal de Joanco









sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Xuxá 034, 26.06.1951 - Tarde demais

 Página 9: O roteirista não sabe o quê é jangada
 
Na página 10 se vê que é canoa

Resortes (Molas), dizem que foi de quem Michael Jackson copiou os passos

O Brasil é o maior país do mundo
A media de capacidade dum país é bidimensional. Não é em quilômetros cúbicos mas sim quadrados. Não soma as encostas montanhosas habitáveis, pois então o Peru teria área maior da creditada, com as plantações em declive.
Os anecúmenos, áreas inabitáveis, não deveriam ser considerados, assim como não se consideram a superfície do mar territorial e dos lagos e rios, e a base das montanhas inabitáveis.
Então o Brasil é o maior país do mundo.

Prosseguindo no rastro da barafunda toponímica, do historiador do confuso futuro remoto:
Bolonha e bolonhas (italiana e francesas)
Boulogne: Comuna francesa na Vendéia
Boulogne-sur-Mer, Bolonha-sobre-o-Mar: Comuna francesa no Pass-de-Calais, Passo-de-Calé
Boulogne-Billancourt: Comuna francesa na Île-de-France, Ilha-de-França
Bolonha (Bologna em italiano) é uma comuna italiana, capital e a maior cidade da região da Emília-Romanha, província de Bolonha
Quantas Lyons tem em Estados-Unidos

Puerto Tirol
Porto Tirol
Música: Heráclito Pérez
Letra: Marcos H Ramírez
Estilo: Chamamé
Porque eres la flor del Chaco
Porque és a flor do Pantanal
Te canto, Puerto Tirol
Te canto, Porto Tirol
Fuiste el crisol que forró mi entendimiento
Foste o crisol que moldou minha aprendizagem
Te llevo en todo momento junto a mi peregrinar
Te levo em todo momento em minha peregrinação
Y siempre te he de cantar al compaz del instrumento
E sempre te cantarei ao compasso do instrumento
En noches primaverales
Em noites primaveris
al reflejo de la Luna
ao reflexo do luar
dibujada en la laguna
desenhada na laguna
cantaba mis madrigales
cantava meus madrigais
Aprendí en los quebrachales
aprendi nos quebrachais
pasar la vida cantando
passar a vida cantando
y mis versos ir dejando
e meus versos ir deixando
cual miel dejan los panales
qual o mel que dão os favos
Tirol, pueblito florido
Tirol, vilarejo florido
rinconcito abandonado
rinconete abandonado
Recordando mi pasado
Recordando meu passado
jamás te olvidaré
jamais te esquecerei
mientras viva llevaré
enquanto viver levarei
como un recuerdo querido
como uma lembrança querida
porque nel Chaco ha sido
porque foi no Pantanal
donde pasé mi niñez
onde passei a infância
A orilla del río Negro
Na beira do rio Negro
escuché en vez primera
ouvi em primeira vez
con dulce voz verdadera
com doce voz verdadeira
el amor de una mujer
o amor duma mulher
por eso, lejano ayer,
por isso, longínquo passado,
mi recuerdo más sincero
meu carinho mais sincero
expresarte quiero
quero expressar a ti
hasta que te vuelva a ver
Até voltar a te ver
mientras viva llevaré
enquanto viver levarei
como un recuerdo querido
como uma lembrança querida
porque nel Chaco ha sido
porque foi no Pantanal
donde pasé mi niñez
onde passei a infância
Quebracho é o nome castelhano, no Brasil usado apenas no Pantanal, da baraúna (Schinopsis brasiliensis Engl.), braúna, braúna-parda, braúna-do-sertão (nordeste), chama-coco (Pantanal Mato-grossense). O nome popular, quebracho, corruptela da expressão castelhana quiebra hacha, quebra-machado, pela dureza da madeira, capaz de quebrar o machado. http://www.achetudoeregiao.com.br/arvores/quebracho.htm Quebrachal, baraunal, é a mata de baraúna.
Confusão pronominal no original A vos expresarte quiero (A vós expressar-te quero): Vós é plural, aparecendo como a arcaica forma de tratamento respeitosa.
Caramba! O texto verde, copiado ou inserido a outro arquivo word, fica laranja!

Coleção de cartão-postal de Joanco

 



sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Vida infantil 191, 05.1958


Neste gibi Gasparzinho, sardento, anda com Lelo. E tem um papagaio igual a Zé Carioca.
Boa tarde Mario

Baixei a o Vida Infantil, só que é um Gasparzinho é fake. Na verdade é o Homer the Happy Ghost, da Atlas (futura Marvel). Suas histórias eram da pena do Stan Lee e a arte do Dan DeCarlo.
O melhor deste número da Vida Infantil são os desenhos do Joselito, para mim um dos maiores desenhistas brasileiros de todos os tempos. 
Abraços
Rekern

Então aparecem cientistas dando entrevista provando que a Apolo 11 em 1969 na Lua foi verdade porque forjar uma filmagem envolve 400 pessoas e impossível controlar tantas pessoas e que as pedras lunares foram analisadas por laboratórios no mundo todo, comprovando que são mesmo lunares.
Argumentos bobos assim pegavam na era da televisão. Na era internética já não é tão fácil apresentar sofismas ao telespectador.
Cientistas tipos A e B
Científicos clases A y B
Com franqueza, devemos admitir que existem duas espécies de cientista. O tipo A trabalha pruma grande empresa ou importante departamento do governo. É um produtor experimentado. Ajudou a desenvolver novos sabões, pastas dentais e reatores atômicos. Raramente é citado na imprensa. Em seu tempo livre escreve tese que ajuda seu campo escolhido. Pode ter muito ego e outras desvantagens humanas mas não procura publicidade e suas raras afirmações em público são cuidadosamente pensadas e geralmente fazem muito sentido.
Con franqueza, debemos admitir que existen dos especies de científico. El clase A trabaja para una gran empresa o importante departamento del gobierno. Es un productor experimentado. Ayudó a desarrollar nuevos jabones, pastas dentales y reactores atómicos. Raramente es citado en la prensa. En su tiempo libre escribe tesis que ayuda su campo elegido. Puede tener mucho ego y otras desventajas humanas pero no procura publicidad y sus raras afirmaciones en público son cuidadosamente pensadas e generalmente hacen mucho sentido.
O tipo B não produz. É geralmente um professor dalguma universidade. É apanhado na viciosa atmosfera do publica ou morres de nosso sistema educacional, portanto escreve resmas de livros e teses, geralmente baseados num plágio sistemático das obras dos cientistas tipo A. Procura publicidade e freqüentemente mete os pés pelas mãos. É uma prática comum dos jornalistas chamar a autoridade no assunto que está mais perto quando dum estranho evento. Se, por exemplo, um meteoro atravessa o céu local, o repórter telefonará ao professor de astronomia da escola mais próxima. Esse professor falará sobre suas idéias quanto ao assunto ou correrá a suas estantes e citará as obras dos cientistas tipo A.
El clase B no produce. Es generalmente un profesor de alguna universidad. Es atrapado en la viciosa atmósfera del publica o mueres de nuestro sistema educacional, por tanto escribe resmas de libros e tesis, generalmente basados en un plagio sistemático de las obras de los científicos clase A. Procura publicidad y frecuentemente mete las patas. Es una práctica común de los periodistas llamar la autoridad nel asunto que está más cerca cuando de un extraño suceso. Si, por ejemplo, un meteoro cruza el cielo local, el reportero telefoneará al profesor de astronomía de la escuela más cercana. Ese profesor hablará sobre sus ideas cuanto al asunto o correrá a sus estantes e citará las obras de los científicos clase A.
A maioria dos disparates científicos que se lêem nos jornais diários provém da boca dos tipo B. Os tipo A estão geralmente muito ocupados e inacessíveis, e são espertos demais pra escrever à imprensa.
La mayoría de los disparates científicos que se lee en los periódicos diarios proviene de la boca de los clase B. Los clase A están generalmente muy ocupados e inaccesibles, y son demasiado listos para escribir a la prensa.
Durante anos os cientistas tipo B nos disseram que o abominável Homem-da-neve não existe. Nenhum deles se aventurou a ir mais perto que 5000km do Himalaia. Suas conclusões são baseadas no fato de que não existe literatura científica sobre o assunto. Do mesmo modo um grupo de professores universitários, sem ter se aborrecido a falar sobre o assunto com uma testemunha, identificou o Homem-traça da Virgínia Ocidental como uma espécie de pássaro vulgar.
Durante años los científicos clase B nos dijeron que el abominable Hombre de la nieve no existe. Ningún de ellos se aventuró a ir más cerca que 5000km del Himalaya. Sus conclusiones son basadas nel hecho de que no existe literatura científica sobre el asunto. Del mismo modo un grupo de profesores universitarios, sin tener se aburrido a hablar sobre el asunto con un testigo, identificó el Hombre Polilla de Virginia Occidental como una especie de pájaro vulgar.
John A Kell
Extranhas criaturas do tempo e do espaço
(Strange criatures from times & space)
John A Kell
Extrañas criaturas del tiempo y del espacio
(Strange criatures from times & space)


Coleção de cartão-postal de Joanco






  

domingo, 27 de agosto de 2017

Ellery Queen mistério magazine 006, 10.1949

Mais um número da fascinante revista de conto policial
Na revisão deixo a linguagem mais culta, mais condizente com obra literária, arrumando mau uso de pronome e preposição, barbarismo, etc, além de vícios de linguagem Como como é que ficou sabendo?Como soube?, Por que é que estava lá? → Por quê estava lá? Aportuguesando nomes mas não sobrenomes, pra tornar a leitura mais familiar. Corrigindo formas múltiplas de se referir às personagens, pra que quebra-cabeça seja só a procura ao culpado. Vícios como deixar East Street, como se fosse nome dum lugar, em vez de rua Leste. Uma deficiência da tradução é não converter as medidas arcaicas como pé, jarda, milha, polegada, etc ao sistema métrico. Todos se espantaram quando entrou o sujeito com 6 pés de altura. Muito alto ou muito baixo? Mas se colocar 1,9m o leitor não terá dúvida. E notas de rodapé pra esclarecer curiosidade.
Às vezes acontece algum trecho com suspeita de problema de tradução. Neste número, no conto Pastoral alguns trechos inconsistentes, com expressões esquisitas, como se em tradução apressada. Achei o texto original em inglês, e assim retifiquei as estranhas passagens.
Achei o texto completo na segunda tentativa, pois o livros do Google faz a gracinha de omitir umas e outras páginas. Acho isso o fim-da-picada. Infelizmente tem muita página que posta livro, revista, gibi, tudo cheio de quatro pesos, omitindo páginas, dificultando ou exigindo inscrição ou pagamento, quando não é descarada arapuca. Isso é palhaçada. É postar ou não postar, e ponto final!
Eis o texto original como figura:
Neste número um caso muito curioso de escritor dando um fora com as leis da física. Eis um trecho da apresentação:
Quando Rotatória (Cul de sac), de James Yaffe, apareceu na edição ianque deste magazine, fez verdadeiro furor. E por boa razão. O jovem escritor cometera uma colossal gafe, um clássico do gênero, um erro próprio pra figurar nos livros, a gafe do ano na literatura policial. E o diretor do magazine fez, clara e indesculpavelmente, o papel de cúmplice, deixando passar o erro.
Nenhum de nós dois, autor e editor, conhecia um princípio simples e fundamental da física. E semelhante ignorância sobre uma lei básica conhecida pela maioria dos estudantes de ginásio invalidava toda a solução. Sinclair-Cummings, o vilão do conto, estava engarrafado num beco-sem-saída no escurecer. Dois policiais que bloqueavam a entrada se preparavam pra o pegar. O beco era rodeado, nos três lados, por armazéns de cinco andares, cujas paredes eram de tijolo maciço e sem janela. Sinclair-Cummings portava um importante pedaço de papel que, se encontrado pela polícia, o faria passar na cadeia os melhores anos de sua vida.
O problema de Sinclair-Cummings era fazer desaparecer aquele papel. Não podia deixar que o encontrassem nalgum lugar do beco, na roupa ou no corpo. Se aquela prova caísse em poder dos policiais, perderia o direito à vida, à liberdade e a procurar sua espécie particular de felicidade. Ora! Sinclair-Cummings portava também um balão de látex, comprado naquele dia pra sua filhinha. Rapidamente, antes que os policiais o agarrassem, encheu o balão, amarrou nele o comprometedor documento cum pedaço de barbante e o soltou. Segundo relatou o jovem Yaffe, a pressão atmosférica fez o resto, o balão subiu acima dos cinco andares da parede vizinha e sumiu até sempre.
Então aconteceu a verdadeira tragédia. Um balão cheio de ar soprado por um ser humano não se eleva acima do solo. Uma lição de aeronáutica primária que Yaffe e o diretor deste magazine não esquecerão. Pra se elevar, o balão teria de ser enchido com gás mais leve que o ar, e, como muitos leitores advertiram, Sinclair-Cummings não tinha recipiente de hélio escondido na roupa.
Quando o balão do conto desapareceu no ar, o jovem senhor Yaffe, com a colaboração negativa do diretor deste magazine, violou as leis da física: Em único e traiçoeiro vôo da fantasia toda a trama da história se desconjuntou, explodiu e se desintegrou sem deixar traço de verossimilhança perceptível ao olhar humano.
As cartas que chamavam a atenção do diretor do magazine a essa afronta à ciência começaram como fina garoa, se encorparam a cada visita do carteiro, até que, finalmente, um dilúvio. A maior parte dos leitores que pegaram a pena com esse fim mostrou muita consideração pela juventude de Yaffe e pela ignorância do diretor. Alguns não revelaram tanta consideração, protestaram, tripudiaram, empregaram linguagem rude, e infringiram doutros modos a regra de ouro. Pois, sem dúvida, todos cometemos engano numa ou noutra ocasião, e só quem nunca errou deve atirar a primeira pedra. Mas a grande maioria dos leitores foi bondosa e tolerante. E apresentamos sincero agradecimento à lealdade e moderação. Os outros poucos, segundo esperamos, já devem ter arrefecido, compreendendo que pode acontecer engano até no melhor dos magazines. E é de caso pensado que dizemos: O melhor dos magazines.


  Vô Pedro                      Vô Kiko                      Vó Dica
E olhes o volume, nada cheio, bem brasileiro
A cada dia mais e mais falsificação. Talher que se diz inoxidável mas que enferruja, cabo de escumadeira que quebra logo, cabo de vassoura que se quebra na primeira varrida, mause que não dura 1 semana, pitsa de queijo que é gordura, pão integral que de integral só tem o nome, iogurte com pedaço de fruta que é goma, caixa-de-som que não presta…
Mangueira se acha de qualidade, mas torneira, cano, pode ser Tigre ou o diabo.
Tem gente que acredita que o xampu mel é de mel mesmo…
E como acreditar que tal produto é mesmo orgânico como diz a embalagem?


Induartesanal?
Achas que não faz mal
É o artes-a-mal do industrial
mau, mal-e-que-mal
Haja cara-de-pau!
Glauder contou que estava no Mercadão. Uma mulher ao lado pediu um doce-de-leite artesanal. O vendedor garantiu que era. Quando ela saiu, como tinha acabado o estoque na prateleira, o vendedor foi ao fundo e abriu um balde de doce-de-leite industrial.
Noutra vez contou sobre o mel Vovô Pedro.
Disse que o Vovô Pedro não é mel. Não cristaliza. Que provavelmente dão xarope de açúcar às abelhas. Os vendedores de mel de qualidade tem entressafra, enquanto Vovô Pedro sempre tem.

Amônia refrigerante (duplo sentido)
Parecia que era pra gelar Coca-cola, Taí, Fanta…

Teu passado é uma bandeira
Teu presente uma lição
Figuras entre os primeiros
de nosso esporte bretão
O compositor do hino do Corinthians (Eta!, nome feio) cometeu o mesmo erro do roteirista de Logicomix. Bretão? Então o futebol não nasceu na Inglaterra e sim na França? Além do quê não é esporte mas desporto.
Esporte é quando se vai jogar pingue-pongue na varanda de casa, vôlei-de-praia em fim-de-semana com os amigos. Um time profissional não joga por esporte. É desporto.
No livro A bola é uma história (Crônicas de futebol), de Cacalo Fernandes, com excelentes crônicas com relatos e curiosidades do mundo futebolístico, o recorrente erro dos jornalistas desportivos: Chamar o campeonato fluminense de campeonato carioca.


Coleção de cartão-postal de Joanco



quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Planeta 142-C, 07.1984 especial - Os grandes enigmas

Especial a José Palmeira, fã da Planeta

Tranqueiras célebres Por falar sobre João Pessoa e Antônio Maria Coelho, respectivamente dois tranqueiras nome de capital estadual e rua doutra capital, morreu o armênio tranqueira, nome de estádio de futebol. Já foi tarde.
Micromania Há maluco pra tudo. Falei sobre a que leva um frango na sacola aonde vai. Pois dia destes entrei numa barbearia cujo barbeiro se veste de dentista, com máscara e tudo. Quando o cliente se levantou borrifou com álcool gel o assento e encosto, passou pano… Eu, hem?! Vai que um fio de cabelo me faz espirrar. Me expulsará dali a chute.

Neste vídeo documentaristas espanhóis chamaram o Pantanal de Mato Grosso de Amazônia central.

Esse canal sobre história supõe que o mapa da Rússia czarista é único. Chamaram a Mongólia de Moldávia. Tem dois usbesquistão


Tem gente que não sabe andar nem parar


E tem gente que não liga pra manutenção
Nessa placa a faixa vermelha diagonal, indicação de proibido, está desbotada


Quem conhece maracujá-de-gaveta?
E gato-de-gaveta?

 

Este gibi, Logicomix, conta de forma inovadora a saga da busca aos fundamentos da lógica por Bertrand Russel, e que o cara era mais doido que esqueitista de corrimão


Os autores, dois desenhistas e dois roteiristas gregos, tem cada um nome que só pode ser pseudônimo: Apostolos Doxiadis, Christos H Papadimitriou, Alecos Papadatos e Annie di Donna.
Pois é: Cristo e os apóstolos, dois papas e a prima-dona 
E um dos autores é mais um sósia de Glauder. Adeene neles!
  
Edição linda, cuidada e interessante.
Só peca por carregar no português de jornalista, com expressões tipo procurando pela, em busca da verdade em vez de em busca à verdade ou o mais simples e milhões de vezes preferível buscando a verdade, e múltiplas exclamações, menos perdoável em obra tão culta.
Na página 64 o roteirista confundiu Britânia (Grã-Bretanha) com Bretanha (província da França)
Então o correto é Os britânicos nunca serão escravos!

Coleção de cartão-postal de Joanco
 




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