segunda-feira, 2 de março de 2020

Calendário do Tarzan, 1979

Poucos colecionadores conhecem
O próximo calendário coincidente será 2024, exceto as fases lunares

Mais mosca no Comper, 21.02.2020
Agora no pão sem embalagem

Há alguns anos textos e vídeos se referem a Chico Anísio no programa Fantástico, rede Globo, falando a mentira que é associar exercício físico a saúde. Deve ser daqui que a informação foi sacada, Eurico Santos, Histórias, lendas e folclore de nossos bichos, Ediouro (Tecnoprint), Rio de Janeiro, sem data:
A tartaruga tem razão
Neste século [20] amuso e prosaico só nos lembramos da tartaruga pela excelência da sopa que nos proporciona.
Ninguém além dum ou doutro enferrujado erudito se lembrará de que o desajeitado animal foi consagrado a Mercúrio, quem dele fez a primeira lira.
Mas deixando, com o devido respeito, Mercúrio e sua lira, consideremos o animalejo rastejante e teimoso.
Teimoso, realmente, com essa extrema economia orgânica, a tartaruga vive de dois a três séculos. Assim vem de épocas geológicas do começo da vida no mundo, porque todos os contemporâneos já foram desta a melhor, exceto si, teimando em não desaparecer do cenário do mundo. Monstros formidáveis que achariam desprezíveis os quelônios se foram na voragem do tempo e eles a todos sobrevivem, capengando e mancando.
Se atentamente estudarmos os hábitos descobriremos que o segredo da longa vida da espécie e do indivíduo reside no calmo temperamento, pacata índole, inatividade, pachorrice com que encara a vida.
Eis uma lição da fleumática tartaruga: Nada de esforço violento e correria.
Autoridades científicas estão de acordo quanto à longevidade dos quelônios.
Havia, há poucos anos, e talvez ainda esteja lá, na ilha de Santa Helena, a tartaruga que foi vista por Napoleão.
Eufrásio Cunha, pernambucano, escrevendo num jornal de Recife, se referiu a um jabuti que há 300 anos pertencia à conhecida família Sá Pereira, na estrada dos Remédios, como deixei registrado em Anfíbios e répteis.
Se citam outros casos de longevidade, que não aludirei, preferindo o testemunho do naturalista Hyatt Verrill, sobre uma tartaruga de Galápagos, que está no jardim zoológico de Londres há mais de 1 século e que há 100 anos tinha o mesmo tamanho de hoje.
Sábios circunspectos não trepidam em avaliar a idade de certas tartarugas de Galápagos em 400 e até 500 anos.
Como se vê, pra viver muito, a regra será economizar esforço.
Se chegarmos a essa conclusão, encontraremos logo a outra: Os exercícios esportivos, em lugar de úteis, serão prejudiciais.
Isso, aliás, já foi dito.
Doutor Martin Gumper, em sua obra muito conhecida You are younger than you think (És mais jovem do que pensas), já traduzida ao português:
Os atletas campeões, por exemplo, raramente são modelo de saúde perfeita, mesmo na mocidade. A afecção cardíaca adquirida pelo esforço excessivo é bem conhecida, e a perspectiva-de-vida dos atletas certamente não é melhor que a média das demais pessoas.
Estamos, pois, todos errados na conquista à vida hígida e longevidade.
A tartaruga tem razão.

Coleção Adeene neles!
Mário Luiz, Campo Grande, Mato Grosso do Sul
Fazenda mal-assombrada, Minas Gerais

Coleção cartão-postal de Joanco
 









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