segunda-feira, 21 de julho de 2014

Achei no Mercado livre um jogo de dominó duplo-12, que tem 91 peças, proporcionando um jogo mais demorado e interessante.
Mandei fazer esses dois trilhos, que prendi com morsa (depois pus 2 morsas pra cada, pra ficar firme), com 1,2m de comprimento (junção de duas mesas cara-a-cara), pra correr as peças nas laterais, contendo a banca. Assim as peças da banca ficam enfileiradas e basta um jogador as empurrar pro outro comprar.
Dama e xadrez são enjoativos, de puro raciocínio. A eles falta um fator pra simular a própria vida: Sorte. Acho o dominó mais interessante porque simula melhor os fatos da vida, onde a sorte também conta.
Na primeira vez que se joga se fica ansioso, se quer ganhar logo e se livrar da tensão. Mas o jogo te ensina que tudo isso é um processo que sempre virá, portanto se deve relaxar e enfrentar o jogo, sabendo que raciocínio e atenção potencializam a vitória mas não a garantem. Algo que muito futebolista deveria aprender. Pode acontecer de, num golpe de sorte, se ganhar antecipadamente, mas isso não acontece com freqüência.
Prestando atenção se percebe como o dominó simula os fatos da vida. O dominó ensina que a vida é como no conto O anel de Polícrates: Nada se cria, tudo se transforma. O que temos muito hoje faltará amanhã. O que temos muito, falta a outro. Que não podemos reter um trunfo indefinidamente. Como o dinheiro, a peça tem de correr.
Nos ensina que um jogo praticamente perdido pode ter final inesperado. Pode parecer tudo perdido mas o outro pode estar mais perdido ainda. E também o contrário: Uma vitória certa pode não se concretizar.
É um jogo onde se mesclam raciocínio e sorte, como a própria vida.
O outro te aperta com 8 nas duas pontas. Não tendo 8 tens de comprar. Aparece um duplo 8. Como era o último 8 do outro, agora é o outro que tem de comprar: O feitiço virou contra o feiticeiro!
Se o outro de faz comprar muito ficas exasperado, cheio de peça. Mas comprar muito só é fatal no final. No começo tem a desvantagem de se ficar cheio de peça mas com muita opção pra apertar o outro.
Só não se pode vencer plenamente quando se tem uma peça morta, cujas pontas já foram todas jogadas. Nesse caso se pode vencer apenas fechando o jogo, caso tenha menos peça que o outro.
Sendo um jongo onde a sorte intervém 50%, ninguém se constrange em perder, aceitando isso com naturalidade.
Fizemos as regras assim: Rodada que fecha quando alguém chegar ou ultrapassar 12 pontos. Fechando o jogo, 1 ponto. Vitória franca vale 2 pontos. Se bater com mesmo número nas duas pontas, 3 pontos. Se além das duas pontas for cum duplo, 4 pontos. Quando um jogador bater, o seguinte tem de jogar mais uma peça, se tiver, podendo proporcionar ou evitar que o outro bata em duas pontas, ou empatar.
Vai uma partida ao som dum álbum de Agnetha?


sábado, 19 de julho de 2014

Escaneio de Joanco
Uma aventura de Joel Ciclone, um sucedâneo de Flash. O Rei, um sucedâneo de Fantomas. Dênis Fagulha é da turma de Joanco, rádio-amador. O estranho é que soube dum atentado explosivo a uma mina de mercúrio e vai só com o amigo médico, sem avisar defesa civil, nada. Bem anti-educativo. O Chicote não sei se é Dom Chicote.
(Faltam páginas mas as aventuras contidas estão completas)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Luiz Dias desvendou o mistério Quinquim
Salve, grande Mário!

Segue a prova do crime: O livro Donald X Qinquim (Ebal) um esquilinho que deve ter deixado nosso amigo pato muito louco!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Neste número de O lobinho enviado por Joanco, que estou restaurando pra postar, tem esta propaganda. Parece que ninguém conhece a coleção nem a personagem Quinquim. Esta é uma missão pra Nabil Kid.
Cogitei ser um nome antigo de Gastão (Como Huguinho, Zezinho e Luizinho, que no começo eram Dico, Nico e Tico), mas foi criado em 1948. Silva, outro rival de Donaldo, foi criado em 1943.
Joanco perguntou ao amigo Clóvis, especialista em quadrinho antigo, que também não conhece.
Isso é que é raridade!
● Então, segundo os comentaristas, a copa é o maior espetáculo da Terra? Nunca ouviram falar num tal Carnaval?
● É bom o pessoal se preparar. Um dia acontecerá o Brasil não se classificar à copa, o que é muito normal.
● Por que se tem de ganhar só porque a copa é em casa? Alemanha não ganhou em casa em 2010 e isso não virou drama nacional. Esse negócio de trauma de maracanaço é coisa de povo imaturo, infantil. Chorar por causa de time desportivo é ridículo, a não ser que ele seja seu sustento, seu ganha-pão. Os eventos têm de ser, acima de tudo, um pretexto pra confraternização. Que bom que o vexame foi só do time. O evento foi um sucesso, e é isso o que importa.
Aliás nem é de bom-tom o time da casa ganhar. Deveria ser hors-concours, concorrente-honorário, pois há muito que já está na cara que time da casa é ajudado. Tanto está manjado isso, que o pessoal caiu em cima. Se o Brasil ganhasse seria pior.
E ainda vem a olimpíada, com todos seus falsos valores.
Sejamos apaixonados por cultura, educação, segurança e saúde. Tenhamos orgulho de formar os melhores cientistas e professores. Que esses eventos puramente físicos sejam relegados a seu lugar devido: Um evento qualquer, simplesmente, não prioridade mundial.
Pois a verba que sobra aos deputados, falta às escolas. Celebridades ocas ocupam espaço de talentos que permanecem ignorados. O prestígio exagerado que se dá a Messi é mais um escritor talentoso que permanece ignorado, pois o que se dá lá falta cá, e vice-versa.
● Imagino no futuro uma variedade de táxi sem o taxista. Nos pontos desse autotáxi ficariam os carros. Bastaria passar um cartão. Então se o usaria o quanto tem de crédito no cartão.

  

domingo, 13 de julho de 2014

Mais um exemplar, um dos últimos de meu acervo. Mais um trabalho prà liga dos hiper-heróis Che Guavira, Super-Joanco e Nabil Kid.
Na aventura de Nioca o vilão parece copiado de Dick Vigarista, o de Corrida maluca e de Esquadrilha abutre.
A capa deste número é da aventura de Nioca A batalha dos elefantes (The elephant battle) mas a publicada na revista é A estrada-de-ferro da morte (capítulo final).
Joanco enviou a aventura (parte) de The elephant battle:
Aventura de capa. Acredito que seja o original em inglês.  Ao menos a capa indica.  os escãs não são meus mas de Powder Solvang (DCM)
Joanco
 
Dá pra colecionar o protótipo-clichê-estereótipo Dick Vigarista. Tem em filme, desenho, quadrinho. Um monte.
Nabil, a Etrúria fica ao sul da Ligúria, na Itália. A cultura etrusca desapareceu durante o império romano. Tedesco é alemão em italiano. Creio que o roteirista ou tradutor confundiu os vocábulos tedesco e etrusco.
seria o contrário. O Dick vigarista foi baseado no vilão da Nyoka, visto
que ele é mais moderno.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

É vermelhão
● O conceito de cor é uma barafunda. Vi velas que diziam roxas mas pra mim umas eram violeta e outras mais perto de tons de vermelho. Muitas vezes chamavam de rosa o que é carmim ou lilás. Tenho fixado da infância os nomes das cores daqueles estojos de lápis-de-cor que tinha os nomes de cada cor: Verde-da-prússia, verde-musgo, verde-limão, terracota,  ocre, azul-marinho, azul-cobalto, azul-turquesa...
Precisa ser daltônico pra ver laranja naquela camisa vermelhão do time da Holanda.
● Datena, narrando um jogo da copa: Cabo Verde, país de língua portuguesa que fica no meio do Atlântico.
● Quem nunca jogou bola, nem quando criança, não imagina o fatigante de correr uma quadra, imagines um campo! Já se pensou que um árbitro corre muito mais que um jogador? Não pode perder lance e tem de ter raciocínio rápido ante os 22 atores, adeptos da lei de Gérson. O jogador pode se poupar, passar a bola a diante e ficar na defesa. O juiz não. Tem de ficar pertinho de todas as jogadas. Se sai um contra-ataque fulminante o juiz tem de acompanhar. Se muitas vezes nem o defensor, que está muito a diante, não consegue, como o juiz tem de conseguir? Por isso o certo seria ter uma equipe de árbitros se revezando a cada, digamos, 15 minutos.
Vede o complexo que é discernir uma falta. Se nós, vendo e revendo a imagem televisiva em todos os ângulos e câmera lenta temos dificuldade em discernir o que é mesmo uma falta, imagines o árbitro.
● Os comentaristas: Claro que a Holanda vencerá. A Costa Rica já esgotou sua caixinha de mágica. A Costa Rica já surpreendeu. Não acredito que avançará mais. Pois a Holanda não venceu. Só no pênalti, que não passa duma decisão forçada.
É mesmo. É muito mais fácil partir um átomo que quebrar um preconceito.
Tanta campanha contra o preconceito, e são eles os preconceituosos.
Sempre o esnobismo. Até nós, latino-americanos, esnobamos pros europeus, esses esnobes falidos, contra nossos irmãos latinos-americanos e lusitanos, que têm muito mais identidade conosco. Não devemos nos esquecer que não somos os melhores, apenas em muitas ocasiões estamos os melhores, e que todas as vezes que entramos de salto alto quebramos a cara. Em guerras também acontece muito isso.
Exceto os latinos esnobes. Na guerra do Paraguai se fala em tríplice aliança mas o apoio uruguaio e argentino era meramente logístico, fornecer gado, por exemplo. Poder de fogo mesmo, praticamente nulo.
Quem tem baixa população não consegue competir economicamente com os de alta população. Em compensação é muito mais fácil providenciar alto padrão de vida. Basta comparar Canadá, Austrália, Dinamarca... com Eua, por exemplo.
O que vemos, de torcida argentina comemorar lesão de Neymar lembra o terremoto na Armênia, quando do rival Azerbaijão enviaram cartões felicitando pelo terremoto. Isso é bestialidade, o nível mais baixo de intelecto. Mas devemos lembrar que somos bilhões. Até que não estamos tão mal assim. Em bilhões não é significativo haver milhões de imbecis. Sempre haverá multidão de imbecis. O problema está quando estão no poder. Isso, sim, é dramático.
Essa minoria de argentinos imbecis é da mesma laia dos que foram barrados por notória violência. É bom rever isso e barrar também esse tipo de torcedor.


sábado, 5 de julho de 2014

Escaneio de Joanco
Na aventura de Nyoka a primeira página faltava. Joanco a achou no original e traduziu. Diagramei no fotoxope. O escaneio original é em menor definição, por isso a página está menor que as outras
Consertadas a confusão a fim (finalidade) com afim (afinidade), e rebentar (brotar) com arrebentar (romper)
Bem poética a aventura do capitão América
A dos garotos temos mais uma sátira-propaganda de guerra: Os heroítos x Hiroíto

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Aventura original do Vigilante, de O lobinho 053
O restante algumas dO Globo juvenil mensal 021
Nosso incansável colaborador Joanco disse:
Mais uma vez, com a ajuda de nosso amigo Nabil, a quem muito agradecemos, conseguimos as aventuras originais dalgumas personagens.
● Em Campo Grande poucos carros com bandeirinha, pouca buzina. Tudo muito diferente das copas anteriores. Parece que o povo amadureceu um pouco. Também porque o pessoal cansou de pagar mico, não sabendo o que fazer com os enfeites depois. Perder é normal mas entregar o jogo é estelionato.
● Retranca não adianta. Meu pai, que era telespectador de desporto (mas só via brasileiro, jogo de times estrangeiros nem pensar) sempre dizia que retranca não dá certo, que todo time que tenta segurar resultado quase sempre se dá mal. E sempre vi que é isso mesmo. Engraçado como os profissionais, mesmo de copa, parecem não saber disso.
● Jogadores que se jogam (daí o nome, né?) e procuram enganar o juiz. Como se pretender que o cidadão seja honesto se as próprias celebridades dão exemplo contrário? Nem falemos de psicóticos mordedores, etc, que é outra história.
● Não adianta campanha de conscientização. Infelizmente grande parcela da população vive mais como bicho do que como gente. Em toda parte vemos motorista dirigindo ao celular. Já fui barrado por muito carro que fica andando devagar, atrapalhando o tráfego, sem falar nos que dobram a esquina de jeito bem atrapalhado. Agora fiquei esperto, taco mão na buzina (coisa que nunca usava). É um fator preocupante, tanto quanto os bêbados ao volante. O que se precisa fazer urgentemente é instalar bloqueador de celular nos carros, de fábrica, de modo a bloquear os sinais quando em movimento.


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Esta capa do Luiz Gonzaga, opa!, capitão Marvel, foi enviada por Joanco. Estávamos comentando o bizarro da situação, já o capitão poderia pegar o ladrão num piscar de olhos. Ou será que tinha criptonita perto?
● A Alemanha é a imperatriz leopoldinense do futebol
● Pensando bem, que sorte que não tem música tema da seleção canarinho. Do jeito que anda a música, teríamos de tapar os ouvidos toda vez que ela aparecesse, certamente algum repe ou fanque ou alguma cantora baiana estentória e  estridente. Então diríamos Éramos felizes e não sabíamos.
● Qualquer jogo, seja dominó, dama, xadrez, pingue-pongue, futebol, nos ensinam muitas coisas sobre a realidade e a vida. É por isso que os mamíferos brincam. É uma forma de exercitar e formar o cérebro. No livro Educação soviética, de George L. Kline, conta que os soviéticos, no início da revolução, excluíram as bonecas porque concluíram que é um objeto burguês (Nessa linha de raciocínio sofista, deveriam andar nus, porque a roupa é um objeto burguês também), assim as meninas não podiam mais brincar de boneca. Mas logo perceberam que essa falta prejudica a formação do indivíduo, e aboliram a proibição.
Brincar é essencial até ao adulto. Estamos tão brutalizados, que até o jogo transformamos em luta, guerra e trabalho.
O que está errado é a exacerbação do desporto. Uma coisa é o jogo ser lazer, outra é a rotina doentia de viver torcendo, alternando euforia e depressão, como se fosse uma guerra de verdade. Esse é o lado doentio e imbecil. Outro lado ainda é o alto negócio de espertalhões chefes do pão-e-circo e ópio do povo.
Jogo sadio é jogar pingue-pongue com os amigos. Se joga com criança, com mulher, com qualquer um. Ninguém tem obrigação de ser craque nem de ganhar, e todo mundo se diverte.
O futebol poderia ser assim se não fosse a estupidez e a ignorância. Infelizmente ainda predomina o baixo nível intelectual, onde se diz que futebol é jogo de macho. Se fosse num alto nível intelectual os times seriam mistos. As mulheres perdem em musculatura mas são mais ágeis. Vejam como Marta fazia gols que nenhum marmanjo faz, seja Garrincha, Pelé, Maradona ou Zico (ainda mais esses que vão à Europa e voltam anabolizados, viram Hulk, ficam pesados), porque tem leveza. Imagines o interessante que seria a estratégia do Felipão pôr Marta num contra-ataque. Mas infelizmente estamos mais pra macacos que pra deuses, impera o machismo e a brutalidade. Não se pode dar chapéu, rir, fazer troça. A coisa está mais pra guerra que pra carnaval. Mais pra desfile de moda, onde não se pode sorrir e se disputa uma fálica taça.
Deveria se criar um futebol-teatro, uma simulação de competição, misto, alegre, irreverente, carnavelesco, em oposição e esse desporto brutal onde ainda predomina a mentalidade guerreira daquele maricas da antigüidade, os greco-romanos.
Me lembro de que minha sobrinha, com dez anos, reclamou dum colega muito abusado. Eu disse pra meter a mão nele. Mas é um menino! Eu disse que nessa idade meninos e meninas têm a mesma musculatura, portanto pode rolar no chão contra ele se quiser. As meninas só não o fazer por um fator cultural. São criadas pra crer que são frágeis.
● Compreensível que os argentinos se exacerbem tanto no futebol. O que é a Argentina? Em população não é o segundo do continente, e sim a Colômbia. Como o Chile, cuja população do país todo cabe em São Paulo. Lembremos que foi duque de Caxias quem ocupou Montevidéu e Buenos Aires e depôs o ditador pré-estalinista Rosas, que  sonhava invadir o Rio de Janeiro e fugiu a um navio inglês. A Argentina deve ao Brasil se livrar de Rosas. Uruguai e Paraguai, idem, a independência, pois o expansionismo argentino os queria anexar de qualquer maneira. Com apoio brasileiro o Chile, o mais fraco então, venceu a aliança Peru-Bolívia na guerra do Pacífico.
À Argentina só restou Maradona.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Outro presente de Joanco
Faltam páginas mas as aventuras contidas estão completas
Este foge ao clichê-estereótipo americanos bonzinhos x nazistas malvados
O bizarro está no herói Anjo (que apanha mais que Jack Chan), que mergulha no esgoto. Deve ter pego hepatite e um monte doutras doenças. Tem o mago Kardak, decerto inspirado em Allan Karkek, onde tem um Clark Kent que não é Super-homem.
Aguardamos o comentário de nossa enciclopédia quadrínhica ambulante, Nabil

quarta-feira, 25 de junho de 2014

● Gafe engraçada: O locutor Boechat, no Jornal da Band, 13.06.2014: ...Laranja mecânica, como chamavam a clássica seleção holandesa dos anos 80...
É de 1974
Na mesma semana e canal, um jogador brasileiro, falando sobre sua vida em 2013: ...Muitos não conseguiram se manter mas eu consegui se manter.
Se cobram tanto magreza e movimentação física de intelectuais, por que não cobram cultura dos desportistas?
● Incrível como os narradores desportivos não sabem a diferença entre argelino e argeliano. Saint-Germain se pronuncia sén-germén, e não sã-germã. Claro que não têm obrigação de pronunciar corretamente outro idioma mas deveriam ter a curiosidade de saber, pra mostrar aos telespectadores (ainda mais que esse Saint-Germain, São Germano em francês, é muito citado. Imaginem o Umeå). Mas infelizmente sofrem de síndrome de Brotoeja, só enxergam bola. Vivem num mundo hiper-especializado, onde a cultura... bem... nem sabem o que é. Alguém comentou que neste ano não tem uma música-tema da seleção canarinho, e o comentarista, no meio do jogo disse que jogo se ganha assim, não com musiquinha! E o cara é admirador do Obama! Esse é o nível intelectual e cultural desses caras. Esses caras desjejuam, almoçam, lancham e jantam futebol, com isso ficam monotônicos, num mundo muito pobre. Que bom, pra eles, que são felizes assim, em seu mundo desértico, rochoso e cheio de tempestade de areia, com a qual se divertem muito, se profissionalizam dissecando o fenômeno em todos os ângulos. E isso é o que é ruim, o extremismo. Tudo o que é exagerado é veneno. A vida consiste na variedade, um pouco de tudo, apenas predominando seu gosto, tendência.
É uma pena que não tenhamos uma música-tema. Mas seria de se esperar nesta época de baixa cultural, com humorismo decadente, música pífia, carnaval chocho... Tudo é cíclico. Estamos numa fase de baixa.
Não sou fanático anti-desportivo. Um gol trabalhado, plástico, é arte. Muito diferente da hiper-valorização que se dá ao atletismo, muito diferente da vitória a todo custo, do formalismo e protocolismo, que já foge às raias da bestialidade e da brutalidade.
Não devemos virar patrulheiros ideológicos, torcendo o nariz até pra criança que festeja colecionar figurinha da cororopa. Se é verdade que é um desporto pra imbecil, não quer dizer que quem gosta seja imbecil. É como a cerveja: Os inteligentes saboreiam, compram as de qualidade. Os burros tomam até vomitar, mesmo as piores.
A verdade é que se não fosse o futebol veríamos lutas religiosas. Que seja o futebol, então.
Se pode bater no peito, chamar campeão, aquele que mostra superioridade indiscutível, como a seleção de 1970. Que se enfrentar um adversário dez vezes ganha dez vezes. Ganhar por circunstância, por dependência dum craque, por erro de juiz, por penal, etc, é comemorado por imbecil. É mais um resquício do formalismo e protocolismo.
Mas o que se pode esperar se até hoje o sujeito que dribla o adversário é caçado e quebrado, e o agressor diz que futebol é jogo pra macho?!
● O que sustenta a grande mentira de que esporte (na verdade se trata de desporto) é saúde é a grande indústria, tanto de material desportivo quanto a do estado-espetáculo, as fifas da vida. Correr 90 e tantos minutos naquele campo gigante, sob sol ou neve, é saúde?
Os caras que jogam em fim de semana vivem se quebrando, arrebentando joelho. Sem falar que aguardam o final pra se encher de cerveja. Isso é saúde?
Aqui, seja na praça do Papa ou no Belmar Fidalgo, se vê muitos ingênuos em caminhada, achando que estão a caminho da saúde. Observei que só tem obeso ali. Que saúde arranjarão andando, pra chegar em casa famintos e comerem em dobro? E sacrificando os joelhos, que têm de sustentar todo aquele sobrepeso!
● Por que tanta burocracia? Os times deveriam ter ilimitado direito de trocar jogador. Entrar, sair, voltar. Assim seria menos brutal. Não se torraria ao sol. Por que esse formalismo estreito, estrito e tacanho de dispor dum número exíguo de substituição? Excesso de burocracia. Regras inventadas por anciãos caducos que nunca jogaram e não sabem o sacrifício que é.
Também não deveria existir posição fixa. Deveria ser como no vôlei, rodando. Todo mundo joga em todas as posições, mesmo de goleiro. Então sim, se um tal é craque, seria craque mesmo, não craque só numa posição.
● O ideal não seria pôr Neto como treinador da seleção canarinho? Por que pôr os técnicos tradicionais por que não os comentaristas que acertam todas?
● Alguém se lembrou de são João? Agora só o padroeiro dos futebolistas (que deve ser algum santo coxo ou perneta).
● Será mesmo preciso parar tudo nos jogos da pátria de chuteira? E se a cororopa ficar igual os campeonatos daqui (todos jogando contra todos, como deveria ser), ficaremos parados o ano inteiro? Por que o Carnaval não dura o mesmo tanto?
● Antes era só a seleção canarinho. Então tudo estava centralizado nela. Era o representante do país. Mas hoje tem juvenil, júnior, sub-20, sub-17, sub-isso, sub-aquilo, salão, olímpica, para-olímpica, feminina... Como os canais de tevê, que são tantos. Sem falar em vôlei, basquete, rendebol...
● Após a cororopa é preciso refletir. Valeu a pena sediar? Que seja feita análise profunda, por gente que entende de economia e assuntos afins. Não impressões, opiniões leigas, estereótipos e sofismas. Fazer o balanço.
Por exemplo: Estudos matemáticos demonstraram que alargar as pistas e ou abrir novas não necessariamente desafoga o engarrafamento de tráfego. Comumente ocorre o oposto.
Como na lenda do tabuleiro de xadrez, onde o prêmio ao inventor é 1 grão de trigo no primeiro quadrado, 2 no segundo, 4 no terceiro, e ir dobrando até o 64º quadrado. Nosso senso comum imagina um valor de apenas centenas de grãos essa soma, quando na realidade é um número astronômico, uma produção de trigo de milhões de anos.
Outro sofisma comum é o do tipo: O time A sofre um pênalti e o juiz não dá. Em seguida o time A marca um gol. Então o comentarista brada contra o erro e diz que se o juiz desse o penal o jogo estaria em 2x0. Isso é falso. Poderia estar 2x0, mas não necessariamente. O jogo, como toda a realidade, é uma reação em cadeia. Se o juiz marcasse o penal isso levaria a uma distribuição diferente dos jogadores, a outro ramo da cadeia de evento, o cobrador do penal marcando ou não o gol. Poderia sair outro gol mas não aquele que foi marcado. A cadeia de evento poderia ser de modo que o cobrador errasse, levando a um desânimo, e o time A levando um gol e perdendo o jogo. Então o que pareceu uma justiça acabou sendo um castigo. Portando o raciocínio do narrador do jogo é um sofisma, um raciocínio condicionado, simplista, que nosso senso comum comumente nos leva.
Em matemática elevar ao quadrado e tirar a raiz quadrada, diferente do que imagina o senso comum, não é o mesmo que tirar a raiz quadrada e elevar ao quadrado. Assim (lembrar que |x| é módulo de x, valor absoluto):
(x½)2 = x
 (x2)½ = |x|
(não só quadrado, mas a todo expoente par. Por exemplo, 4 e ¼, 6 e 1/6...)
Assim a derivada de x (claro, em relação a x) é 1. A derivada de |x| é |x|/x (ou x/|x|, que é o mesmo)  (que é, em notação inadequada, ±1).

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Mais um presentaço de Joanco
Destaque à aventura de Batman, que é a origem de Dupla-Face, o vilão de duas caras. O bizarro consiste no bandido assaltar o cinema e dar ordem à platéia dizendo por favor. Me lembro dum noticiário televisivo onde o locutor debochava dos assaltantes, novatos, que ordenavam às vítimas dizendo por favor.
A tradução a boy-comandos ficou meia-sola, bem esquisita.
Vigilante com o velho clichê de Zorro, do herói que finge ser simplório.
Destaque ao enredo da múmia (Boy-comandos), cuja idéia foi obviamente sacada e reelaborada do conto satírico Pequena entrevista cuma múmia, de Edgar Allan Poe, já postado aqui.

Ótimo material, pessoal. Quisera eu ler em mãos tais clássicos. Obrigado mais uma vez.

A trama do Vigilante foi publicada originalmente em ACTION COMICS #44, de 1942, e gira em torno do misterioso assassino que mata só cavalos brancos da raça árabe.

O vilão da história é o encapuzado THE SHADE, que ganhou a tradução de Espectro (pensei que se tratasse de outro personagem pelo nome). Outros personagens também tem seu nome "traduzido". Como é o caso do velho cowboy amigo do herói chamado BILLY GUNN, que passou a ser Billy Bala, e do cowboy de circo DAREDEVIL DAN, que virou Dude Dan.

As duas primeiras páginas da trama formam uma página dupla que a editora da época não fez questão aparentemente de montar.

História legal com vários momentos peculiares: prender o vilão em pneus e fazendo-o rolar pelo chão, o herói sendo quase enforcado num estúdio de filmagens quando pensam que ele é o assassino e o erro do vilão que simula uma tentativa de assassinato para seu alter-ego... e seu capanga usa arma com cartuchos de festim para isso!

Valeu, pessoal.
Valeu, Nabil