quinta-feira, 11 de junho de 2015


Crônicas bogotanas 2015 2
Da autobiografia não autorizada de Che Guavira
Correi aos correios sem correias, socorrei-os ● Dos males o menor Chilenos × peruanos, que tristeza A seguir: As crônicas limenhas
Reclamamos muito de nosso correio, que poderia ser muito melhor, sem dúvida. Mas, vejamos Pra meu correspondente Carlos, de Medelim, é muito mais complicado enviar a mim um pacote, do que vice-versa. Porque lá, por causa de todos os problemas de narcotráfico, se exige documento, descrição, verificação, etc. Fica muito mais burocrático enviar um pacote.
Mais do que aqui em região fronteiriça. Um amigo que se mudou a Ponta Porã desistiu de vender no Mercado livre por causa disso.
Como sou viajante inexperiente quis aproveitar a conexão Santiago pra entregar um pacote a um correspondente chileno. De prevenção levei endereçado, pra caso precisar pôr no correio. Fiquei em área restrita de conexão e não tem agência postal ali.
Em Bogotá levei ao correio mas o preço era exorbitante. Na moita a atendente me indicou uma aerolinha ali na esquina, que seria bem mais barato. Fui. A perguntação foi grande, tive de abrir o pacote pra mostrar o conteúdo. Como tinha o remédio prà gata diabética de dona Adriana, disseram que tinha de ter autorização do Chile pra entrar medicamento, mesmo não sendo de tarja. Excluí a caixinha de comprimido. Então disseram que necessitava de meu documento de identidade e do documento de identidade do destinatário!
Mas como eu teria isso? Quem informa seus dados documentais a todos os contatos? Obter telefone ou imeio já é difícil, imagines número de documento. Isso lá é coisa que se peça a alguém?
Então o pacote foi a Bogotá e voltou.
Na primeira viajem a dona do hotel falou sobre a Venezuela. Que antes era tudo reclamação contra os ianques, o imperialismo e tirania ianque, mas que agora os chineses estão em toda parte, tomando conta de tudo, trazendo gente pra trabalhar no país
Eu disse que se não fossem os chineses os ianques teriam atacado não só o Iraque e o Afeganistão mas também o Irã e a Síria, depois a Venezuela. E o mundo todo cairia em suas mãos, em escombro. Portanto, dos males o menor. Eu disse que a existência da FARC tem muito dedo ianque ali, pois usam todos os meios pra desestabilizar, enfraquecer os países.
A Colômbia já perdeu o Panamá porque se negou a deixar os ianques construírem o canal. Então eles instigaram a independência. Agora está de aliado. Se perder outro pedaço não reclame depois.
E conversamos assim, trocando pontos de vista sem ardor, cum hóspede venezuelano junto.
Na segunda viajem falamos sobre o assunto novamente. Citei o caso de meus correspondentes chilenos e colombiano. Ambos países se alinharam com o grande satã, que tentou implantar a SOPA, etc. O resultado é que esses países fizeram leis exageradas de direito autoral. Assim blogueiros chilenos tiveram problemas judiciais ao postar escaneio de gibis e filmes antigos, porque fizeram uma lei nesse sentido. O colombiano pediu a mim pra baixar algumas coisas no Emule, porque lá criaram uma lei que prevê prisão pra quem usar o Emule.
No caso dos chilenos foi uma briga entre escaneadores chilenos e peruanos.
Os dois países não se bicam desde a guerra do Pacífico, onde a Bolívia perdeu o litoral. Mas a querela não era nacionalista.
Eram dois blogues amigos. Na verdade três blogues chilenos e um peruano. O blogue peruano tinha, chamarei de senhor X, um colaborador que virou o braço-direito do dono. Um colombiano freqüentador de ambos acusou senhor X  de se apropriar de escaneios e resenhas alheias. Senhor X respondeu duro, xingando os outros. O dono fazia ouvidos moucos. Então houve a ruptura, com ofensas mútuas. A coisa perigou de engrossar e parar na delegacia. Consta que esses peruanos denunciaram os blogues chilenos, gerando a questão judicial sobre a qual falei acima, que terminou bem mas foi traumática, é lógico.
O primeiro blogue de gibi que freqüentei, antecessor dos citados, tinha marca dágua na capa, senha, etc. Eu achava um absurdo. É muita vaidade, pensei. Mas era porque não sabia da história. Minha correspondente chilena contou tudo. Seria porque senhor X estaria imprimindo e vendendo escaneios deles no Mercado livre.
Uma tristeza. Blogues até então amigos e parceiros brigaram assim, só por causa de senhor X.
A seguir: As crônicas limenhas.
faltam as páginas 15-16
Suplemento-revista dominical de El espectador, Bogotá

● Finalmente o correio usa cartão de débito e crédito. Depois de décadas esse monopólio instalou o sistema. Tudo funciona assim neste país em câmera lenta.
Tem muita página onde o pessoal discute um assunto nos comentários e acaba brigando por causa dum comentar o jeito do outro escrever, uma palavra errada. É muita falta de educação um ficar gozando a palavra errada do outro, além de estar fugindo do tem. Quem tem obrigação de falar certo é jornalista, escritor, etc. E são os mais errados.
Diz que a ponte dos cadeados de Paris perderá os cadeados, pois são 93t adicionais que desestabilizaram a estrutura. Será que o pessoal tem costume de experimentar os cadeados da ponte com as chaves de casa?
Às vezes faço isso de brincadeira. Chegando à casa dum amigo, enquanto esperava abrir o portão e a cachorrada latindo, a chave minha porta frontal abriu o portão como se fosse feita pra ele. Mas o vice-versa não vale porque a chave de lá tem a base um pouco mais grossa.
Em 2013 fui à casa de minha tia e fechei a porta do carro com a chave dentro. A vizinha estava tirando o carro da garagem. Pedi o molho pra experimentar, pois cansei de ver a chave dum carro abrir outro. Já aconteceu muito de eu abrir outro gol branco por engano. Teve um que abri, vi que estava diferente, mas a chave não fechava, só abria. A chave da porta frontal da casa abriu meu carro perfeitamente.
Ou seja: A segurança das chaves é ilusão, como os guinchos pra quem mal estaciona, a calçada pra cego, as barreiras noticiadas na televisão, um ladrão em cada esquina
● No livro de Lourenço Gardner diz que os filisteus são antepassados dos palestinos e que filisteus e israelenses são invasores. Me lembro de que uma tese diz que os filisteus e em geral os chamados povos do mar seriam nórdicos fugindo dalgum cataclismo.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Escã de Waldir Rabello

Há pouco li A origem de Deus, de Laurence Gardner. Coincide com o relatado por Sitchin, de que o deus bíblico é Enlil, o eloim, ou melhor, nefelim, que, com o tempo e manipulação bíblica, se tornou a absurda, surrealista e superfantástica personagem cósmica na mente dos simplórios.
Mais um excelente livro, muito bem documentado, pra dissecar as incoerências bíblicas.
Ali vemos que o vocábulo hebreu deriva de eber han-hahor, vindo do outro lado da água (o rio Tigre), se referindo a Abraão (Abrão).
O vocábulo shem, indevidamente traduzido como nome, significa o que vai ao alto. O que reforça a idéia de que o conto da torre de Babel é uma alegoria a quando a humanidade se preparou pra lançar um foguete, o que alarmou os deuses, que se queixaram de que os humanos os estavam igualando. Então os deuses providenciaram dispersar esses humanos prafrentex. Algo que lembra a sabotagem estrangeira à base de Alcântara, no Maranhão. Esse dispersar não se tratou de brotar uma confusão lingüística na torre, gerando as línguas do mundo, mas desbaratar o projeto.
Éden, em sumério, significa pastagem elevada, enquanto a mesma palavra significa paraíso, deleite, regozijo em hebraico. Não houve um paraíso e sim um projeto agropecuário ou algo assim.
Na página 113 um tropeço de tradução: Urso de rosto pequeno em vez de urso de focinho curto.
Adão é um termo próprio unissex, não o nome dum indivíduo.
Israel significa soldado de El (El, o deus, o senhor). Betel, casa de El. Elisabete, juramento de El.
Dissecando as principais personagens bíblicas o autor percebe lacunas e interpolações, mesclas de personagem, falsificação de evento, tais como Robert Ambelain verificou no Novo testamento, e manipulações mil, constatando que Deus é uma personagem esporádica e que a Bíblia é, ou melhor, se apresenta, como um relato sobre os hebreus e não sobre Deus.
Que o povo adorava outros deuses e deusas e que Enlil tinha uma família.
Quando o planeta dos deuses se afastou o deus se ausentou e sua imagem se deformou na mão de obscurantistas misóginos, resultando no papai noel dos adultos.
O livro só peca pelo abuso do vício de linguagem dos vocábulos, especialmente nenhum e qualquer.
Por exemplo, os vícios mais comuns:
Isso não tem nenhuma importância
Isso não tem nem uma importância
Isso não tem qualquer importância
Isso não tem a mínima importância
Isso não tem a menor importância
Isso não tem sequer importância
Isso não tem nem sombra de importância
Isso não tem importância nenhuma
Isso não tem importância alguma
Quando se deveria dizer, simplesmente:
Isso não tem importância
Excelente livro pra mentes pensantes se libertarem dessa horrível superstição que é a teolatria.
Pois é: Como os doutrinadores dominam a sociedade, usam termos pejorativos como nerde e ateu, quando na verdade o termo deveria ser pra eles: Acéfalos e teólatras.
Se a turma de Moisés fugiu do Egito e vagou durante 40 anos pra chegar à terra prometida, então como Maria e José fugiram com o menino Jesus, ao Egito, montados num burrico? A ida é tão longe e a volta é bem ali na esquina?
Mexeram tanto no padrão de tomada elétrica, causando um transtorno danado. Não está na hora de melhorar a tecnologia da conexão do bujão de gás? Precisamos duma conexão prática, leve e segura. Não essa rosca tosca e antiquada, que precisa de bolha de sabão pra verificar vazamento. É mais fácil e seguro trocar um pneu de carro que um bujão de gás.
Propaganda do sebo Messias: São mais de milhares de títulos disponíveis. Então são milhões.
A livraria afirma que cadastra em média 1000 títulos por dia. Duvido.
Vez e outra liga uma moça fazendo propaganda do bujão de gás. Se quero aproveitar a promoção. Não entendo a lógica desse povo. Não existe o sistema de carregar, completar o bujão, como no abastecimento de gasolina de automóvel. Pra aproveitar a promoção tenho de entregar meu bujão em troca dum cheio. Mas meu bujão não está vazio. Pra aproveitar a promoção teria de jogar fora o gás que resta. Taí uma promoção que merece o troféu Burro.
Estêvão Hawking previu a extinção humana pro próximo milênio. Seu argumento se baseia em clichês ecológicos. Pra mim não passa dum paulo coelho da física.
Erro de tradução é muito mais comum do que se pensa. Tem muito mais que a tradução bíblica confundindo o grego kamel (corda) com camilos (camelo). É mais fácil uma corda passar numa agulha que um rico entrar no reino celeste.
Vejamos o conto de Cinderela, ou da gata borralheira. Cinderela dança com o príncipe, com sapato de vidro (ou cristal). Como tal absurdo? Ainda mais calçando em primeira vez! Logo os pés estariam em carne-viva. E depois que Cinderela foge correndo, pois o encanto se desmancharia na meia-noite, e perde um sapato, o príncipe pega o sapato e o experimenta em tudo quanto é mulher, pra ver qual pé serve.
Um absurdo após outro. Mas
O vocábulo francês pra veludo é velours. A pronúncia é parecida com a de verre, vidro.
A origem do conto é chinesa. Na antiga China era costume nobre a menina se torturar pra ter os pés pequenos. Desde pequena usar tamanho menor, pra atrofiar o crescimento dos pés.
O príncipe reconheceu no tamanho do sapato uma dama de nobre linhagem. Agora sim, faz sentido procurar um pé daquele tamanho, pois só uma dama de alta linhagem caberia naquele número.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

faltam páginas 15 e 16
Suplemento-revista dominical de El espectador, Bogotá

Postando de volta, após um tempão atualizando a máquina. Agora 64 bites, 4 processadores… pra ficar bem rápido. O carro pode ser um Gol 1.0 1993 mas o computador tem de ser chique no úrtimo.
Nessa aventura a gente cai num técnico mais-ou-menos picareta, chega a uma boa loja mas o pessoal só está interessado em atender a empresa, acha um muito bom mas é difícil se comunicar com a figura. Mas… mas… mas e mais.
Uma característica cultural marcante daqui é alguém avisar que telefonará ou passará aqui e… nada. Nem pra avisar que não deu. Aí, já viu: Quem mora sozinho passa a manhã preso esperando a digníssima figura, e a tarde esperando o carteiro, pois o rastreio deles é pra inglês ver.
Ainda estamos na idade da pedra internética. Quando morre um disco rígido ou se atualiza tudo, recomeça a viacrúcis: Instalar, configurar tudo e repor todos os programas que faltam. E vírus a todo lado. Verdadeira selva de bites. Na verdade parece mais que estamos na era dos bandoleiros de estrada, que assaltam diligência.
Desta vez em vez do Photoshope estou testando o Krita, programa grátis com interface bem parecida ao Photoshope, pois minha fotoxopagem consiste apenas em clarear-escurecer a figura (e uma macro pra isso), girar grau menor que 90 (quase sempre girar 1º ou -1º, porque no Photoeditor solto isso não funciona) e editar balão de quadrinho a traduzir. No Krita só não acertei a balonização. Dizque o programa é muito bom mas o recurso texto ali está esquisito, mais parecendo o velho Paint, só pra criancinha brincar. Verei se preciso instalar o Gimp só pra isso.
● Acostumado ao ovo caipira, por contingência preparei um do supermercado. Aquela gema amarelo claro, muito diferente do amarelo-alaranjado. Sem gosto. Batido pra fazer bolinho, não tem a espuma amarelada. E ao fritar não espuma. A diferença é a mesma do café gurmê ao vendido no Brasil, da cerveja de verdade à popular brasileira. Ou seja: Da água ao vinho. O frango, então… gosto de nada, além de entupido de hormônio, pois diferente do bovino, não há tempo pro bicho metabolizar o hormônio. O sistema de produção granjeira é uma crueldade contra os galináceos e contra o consumidor.
● Minha bronca com os restaurantes é que só focam na comida (então deveriam se chamar comidaria). Não existe variedade de bebida. Quase todos só têm veneno, o famigerado refrigerante. A questão é: Por que é, digamos, caseira, e a bebida sempre industrializada? Por que não fazem a bebida tal qual a comida? Mesmo a água mineral é envenenada: Comumente fluorada.
Se a comida tivesse o mesmo padrão da bebida seria assim: O cliente pegaria o prato e iria pondo nele uma lata de sardinha, um daqueles horríveis envelopinhos de maionese, um vidro de azeitona de oliva, uma lata de fiambre, uma lata de ervilha e outra de molho de tomate. Pra sobremesa uma lata de leite condensado, um potinho de geléia ou de pêssego em calda. E levaria à balança.
Qualquer dia será assim. Se não virar tudo pílula pra astronauta. Não duvides.

segunda-feira, 27 de abril de 2015





Enviado e traduzido por Joanco
Excelente trabalho do Joanco que nos brinda com uma ótima tradução e com o acréscimo da versão original da estória.
A aventura publicada em 1941 mostra a Dupla Balística investigando um criminoso que ameaça pessoas ricas usando o nome de Senhor Morte. Tem um dos capangas do vilão que se diferencia dos outros pois quando está com uma faca na mão passa a falar como um psicopata para suas vítimas (seu nome é Sticker). Uma curiosidade é que a dupla de heróis chama um pelo outro no meio da ação usando seus verdadeiros nomes (no caso, Jim e Susana). E o pai da moça ainda acha que a heroína não é estranha para ele.
Mais uma vez obrigado, Joanco e pessoal.

domingo, 26 de abril de 2015



Se o pai de Cebolinha é assim
 

Como Cebolinha pôde ficar assim?

É uma descaracterização. A mesma esculhambação fizeram com Luluzinha. Não sei quem imitou quem.
Conversando com Kenzo, amigo colecionador, que é mais velho, sobre a questão de líder da rua, em sua época tinha isso. Disse que não, que quando aparecia um, era menino-de-rua, componente dalguma gangue.
Então me saltou o óbvio ululante: A turma da Mônica tem muitas características de meninos-de-rua. Claro, cada um já apareceu com estória dentro de casa, mas no quase total estão na rua, sempre sozinhos, como meninos-de-rua. Mônica é duma agressividade típica de menino-de-rua.
Quem é a professora da Mônica?
Nunca estão na escola, não passeiam com os pais e se metem nas mais estapafúrdias e perigosas aventuras sozinhos.
Chico Bento sempre vai à escola, mas... E a turma da Mônica?
Sei-lá... Não gosto de luxo. Prefiro os filmes e os gibis não coloridos. Tudo o que se sofistica demais se dilui, perde encanto. Mil vezes melhor a turma da Mônica dos primeiros tempos, com desenhos mais toscos. Idem o Míquei. Até Condorito, o condorzinho chileno, que nos anos 1940 era um charme, bem tipo malandro carioca, tá mais pra zé-carioca. Com o bico encurtado ficou parecendo mais tartaruga que condor. Tá mais parecido com a tartaruga Tuchê.
Encurtaram o bico de pato Donaldo também. Só Pateta escapou de ficar com o focinho curto.
Mas a vida é assim: Tudo o que se industrializa perde qualidade. A pitsa vai virando um creme salgado, todas com o mesmo gosto, o pão integral de integral só tem o nome, a cerveja aguada, o panetão que diferente do pão só tem o formato, o café que é quase carvão... E os gibis, seguindo o caminho dos filmes e das telenovelas, cada vez mais insípidos.
O politicamente correto não deixa margem pra criatividade. Já-já só se poderá publicar livro de oração, catecismo e hagiografia. É o eterno-retorno.

domingo, 19 de abril de 2015


Mônica esqueceu o coelho
Na primeira página da estória Mônica entrou a uma casa escura convidada por um alienígena postado no escuro. Bem anti-educativo, diriam os da patrulha ideológica, pois pode ser um pedófilo.
Na página final da estória saiu sem o coelho.
Sempre estranhei isso de dona da rua, e de bater nos meninos. De minha infância desconheço essas coisas. Coisas de gibi.
Dia destes comentei essas e aquelas da goiaba com Kenzo, um amigo colecionador, que também não gosta muito do excesso de surrealismo nas estórias mais recentes, certamente por falta de inspiração. A personagem conversar com o desenhista, dizer que está num quadrinho, etc. Gosto mais da Luluzinha, que caracteriza muito melhor o conceito de turma, não abusa de surrealismo e estereótipo, e cujos enredos são muito mais inspirados, sem preocupação excessiva com o politicamente correto.
● Há coisas relapsas, outras que francamente não deram certo.
Por que os carrinhos de supermercado não têm a qualidade dos de aeroporto? Claro que o de supermercado não tem de suportar tanto peso. Fora isso, por que os de supermercado são tão fuleiros? As rodinhas sempre travando, rangendo, tremendo. Alguns quase ingovernáveis. E quando se sai da laje lisa ao asfalto do estacionamento, como trepida e soa. Os supermercados deveriam investir menos na fachada bonita e mais no carrinho.
Quanto ao famigerado código-de-barra: É uma tecnologia que não deu certo. Cansei de ver a pobre caixa da loja se esfalfar tentando passar a etiqueta do produto no lêiser. Se estiver um pouquinho molhada, enrugada, amassada, curva, não lê. E lá vai ela tendo de digitar todos os algarismos do código, atrasando a fila. Quando vou pagar algo no caixa eletrônico bancário, a mesma coisa. Sempre tem um que não lê. Sejamos francos: É uma porcaria.
Pedi ajuda ao funcionário do Bradesco, pra pagar a conta de luz, pois o lêiser não conseguia ler. Disse que se a impressão do código de barra não for boa não lê. Eu disse que é impresso da Enersul, e que já paguei imprimindo em impressora matricial LX-300, que usa fita preta como a de máquina datilográfica. Que o problema é o sistema de barra, que é ruim mesmo.
O funcionário passou o papel de todo jeito no leitor lêiser, de cabeça pra baixo. Até decidir digitar os números do código. Só que a máquina dá pouco tempo pra isso. Mal se termina e já esgotou o tempo. Na segunda tentativa deu certo.
Caramba! Ter de teclar aquela carretada de dígito. Que tecnologia de ponta... Porã. Certamente equipamentos de primeira... geração. Tecnologia Hig (parag) way.
Pois é. O cara defendendo o sistema, como se o código de barra fosse do banco. Igual um taxista com quem eu falava sobre a péssima qualidade do asfalto. Disse que pior seria se fosse chão de terra.
Caramba de novo! É por isso que as coisas não mudam. O povo tem complexo de poliana, resolve fazer o jogo-do-contente!
● Sempre que levo o carrinho de supermercado ao carro, não o deixo ali. Faço questão de levar de volta, mesmo tendo o funcionário que faz isso. Muito ruim querer estacionar e ter um carrinho largado ali, atrapalhando. É questão de educação. Há muitos anos um supermercado quis multar quem larga o carrinho em qualquer lugar. Claro que o custo do funcionário coletor foi inserido no custo geral.
● As caçambas pra entulho, que estacionam à beira da calçada, por quê têm adesivo fosforescente que não fosforesce? Num trajeto noturno da Tamandaré ao Santo Amaro várias caçambas só são visíveis bem perto. Até adesivo fosforescente é falsificado nesta terra!
A nova avenida na área da praça do Papa, quando será iluminada? Não tem sinalização nem luz. Uma avenida expressa e na treva. Na noite se tem de ir devagar pra acertar virar a esquina, porque não se enxerga, nem com luz alta. Deveriam, ao menos, pôr uma placa fosforescente nos pontos de cruzamento.
● Conversando com o amigo Ramão, sobre seu arroz-carreteira, eu disse que aquilo é bom mas não é arroz-carreteiro, pois o verdadeiro é pardo, tem muito tempero e aquela famosa raspinha no fundo da panela. Só arroz branco com charque picado é maria-isabel.
● Por que no Tradukka não tem guarani? Tem urdu, malaio, galês, até inglês. Tem uns que nunca se ouviu falar.
● Falando mais sobre a placa que ficaria Proibido entrar com animal. Vejamos como seria tomar a coisa ao pé-da-letra:
Se entrar com bebê é capaz dum funcionário dizer que não pode. Afinal não somos todos animais? É como aquele título que venho escaneando: Aves e animais. Deveria ser Aves e outros animais. Se ave não é animal só pode ser vegetal ou mineral.
E cada cliente só entraria sozinho, porque se não pode entrar com animal, não pode entrar com outra pessoa.
Mas imaginemos um cliente que cria (ou cultiva?) uma planta carnívora, por exemplo, uma drosera. Drosélia é o nome que deu a sua querida planta carnívora (que também não sei por quê carnívora se é insetívora). Levou Drosélia pra passear e no caminho uma entrada ao supermercado. Não pode ser barrado, porque Drosélia não é animal.
Se fosse bem ao pé-da-letra mesmo, ninguém entraria, porque portamos vírus e bactérias. Quanto ao vírus os clientes teriam uma longa disputa judicial, pois os vírus até hoje não se assumiram como animal ou mineral.

terça-feira, 14 de abril de 2015

No exemplar, em papel, disponível faltam as páginas 435 a 450. No lugar estão repetidas as páginas 195 a 210. As recuperei recorrendo à edição digitalizada não revisada da Ouroboros, enviada por Roland Font, da página Realismo fantástico.
Este é um dos mais importantes livros sobre psiquismo. Junto com os de Roger de Lafforest, manancial de auto-ajuda de alto nível.
Capa da edição da editora Monismo, retirada da internete