domingo, 26 de abril de 2015



Se o pai de Cebolinha é assim
 

Como Cebolinha pôde ficar assim?

É uma descaracterização. A mesma esculhambação fizeram com Luluzinha. Não sei quem imitou quem.
Conversando com Kenzo, amigo colecionador, que é mais velho, sobre a questão de líder da rua, em sua época tinha isso. Disse que não, que quando aparecia um, era menino-de-rua, componente dalguma gangue.
Então me saltou o óbvio ululante: A turma da Mônica tem muitas características de meninos-de-rua. Claro, cada um já apareceu com estória dentro de casa, mas no quase total estão na rua, sempre sozinhos, como meninos-de-rua. Mônica é duma agressividade típica de menino-de-rua.
Quem é a professora da Mônica?
Nunca estão na escola, não passeiam com os pais e se metem nas mais estapafúrdias e perigosas aventuras sozinhos.
Chico Bento sempre vai à escola, mas... E a turma da Mônica?
Sei-lá... Não gosto de luxo. Prefiro os filmes e os gibis não coloridos. Tudo o que se sofistica demais se dilui, perde encanto. Mil vezes melhor a turma da Mônica dos primeiros tempos, com desenhos mais toscos. Idem o Míquei. Até Condorito, o condorzinho chileno, que nos anos 1940 era um charme, bem tipo malandro carioca, tá mais pra zé-carioca. Com o bico encurtado ficou parecendo mais tartaruga que condor. Tá mais parecido com a tartaruga Tuchê.
Encurtaram o bico de pato Donaldo também. Só Pateta escapou de ficar com o focinho curto.
Mas a vida é assim: Tudo o que se industrializa perde qualidade. A pitsa vai virando um creme salgado, todas com o mesmo gosto, o pão integral de integral só tem o nome, a cerveja aguada, o panetão que diferente do pão só tem o formato, o café que é quase carvão... E os gibis, seguindo o caminho dos filmes e das telenovelas, cada vez mais insípidos.
O politicamente correto não deixa margem pra criatividade. Já-já só se poderá publicar livro de oração, catecismo e hagiografia. É o eterno-retorno.

domingo, 19 de abril de 2015


Mônica esqueceu o coelho
Na primeira página da estória Mônica entrou a uma casa escura convidada por um alienígena postado no escuro. Bem anti-educativo, diriam os da patrulha ideológica, pois pode ser um pedófilo.
Na página final da estória saiu sem o coelho.
Sempre estranhei isso de dona da rua, e de bater nos meninos. De minha infância desconheço essas coisas. Coisas de gibi.
Dia destes comentei essas e aquelas da goiaba com Kenzo, um amigo colecionador, que também não gosta muito do excesso de surrealismo nas estórias mais recentes, certamente por falta de inspiração. A personagem conversar com o desenhista, dizer que está num quadrinho, etc. Gosto mais da Luluzinha, que caracteriza muito melhor o conceito de turma, não abusa de surrealismo e estereótipo, e cujos enredos são muito mais inspirados, sem preocupação excessiva com o politicamente correto.
● Há coisas relapsas, outras que francamente não deram certo.
Por que os carrinhos de supermercado não têm a qualidade dos de aeroporto? Claro que o de supermercado não tem de suportar tanto peso. Fora isso, por que os de supermercado são tão fuleiros? As rodinhas sempre travando, rangendo, tremendo. Alguns quase ingovernáveis. E quando se sai da laje lisa ao asfalto do estacionamento, como trepida e soa. Os supermercados deveriam investir menos na fachada bonita e mais no carrinho.
Quanto ao famigerado código-de-barra: É uma tecnologia que não deu certo. Cansei de ver a pobre caixa da loja se esfalfar tentando passar a etiqueta do produto no lêiser. Se estiver um pouquinho molhada, enrugada, amassada, curva, não lê. E lá vai ela tendo de digitar todos os algarismos do código, atrasando a fila. Quando vou pagar algo no caixa eletrônico bancário, a mesma coisa. Sempre tem um que não lê. Sejamos francos: É uma porcaria.
Pedi ajuda ao funcionário do Bradesco, pra pagar a conta de luz, pois o lêiser não conseguia ler. Disse que se a impressão do código de barra não for boa não lê. Eu disse que é impresso da Enersul, e que já paguei imprimindo em impressora matricial LX-300, que usa fita preta como a de máquina datilográfica. Que o problema é o sistema de barra, que é ruim mesmo.
O funcionário passou o papel de todo jeito no leitor lêiser, de cabeça pra baixo. Até decidir digitar os números do código. Só que a máquina dá pouco tempo pra isso. Mal se termina e já esgotou o tempo. Na segunda tentativa deu certo.
Caramba! Ter de teclar aquela carretada de dígito. Que tecnologia de ponta... Porã. Certamente equipamentos de primeira... geração. Tecnologia Hig (parag) way.
Pois é. O cara defendendo o sistema, como se o código de barra fosse do banco. Igual um taxista com quem eu falava sobre a péssima qualidade do asfalto. Disse que pior seria se fosse chão de terra.
Caramba de novo! É por isso que as coisas não mudam. O povo tem complexo de poliana, resolve fazer o jogo-do-contente!
● Sempre que levo o carrinho de supermercado ao carro, não o deixo ali. Faço questão de levar de volta, mesmo tendo o funcionário que faz isso. Muito ruim querer estacionar e ter um carrinho largado ali, atrapalhando. É questão de educação. Há muitos anos um supermercado quis multar quem larga o carrinho em qualquer lugar. Claro que o custo do funcionário coletor foi inserido no custo geral.
● As caçambas pra entulho, que estacionam à beira da calçada, por quê têm adesivo fosforescente que não fosforesce? Num trajeto noturno da Tamandaré ao Santo Amaro várias caçambas só são visíveis bem perto. Até adesivo fosforescente é falsificado nesta terra!
A nova avenida na área da praça do Papa, quando será iluminada? Não tem sinalização nem luz. Uma avenida expressa e na treva. Na noite se tem de ir devagar pra acertar virar a esquina, porque não se enxerga, nem com luz alta. Deveriam, ao menos, pôr uma placa fosforescente nos pontos de cruzamento.
● Conversando com o amigo Ramão, sobre seu arroz-carreteira, eu disse que aquilo é bom mas não é arroz-carreteiro, pois o verdadeiro é pardo, tem muito tempero e aquela famosa raspinha no fundo da panela. Só arroz branco com charque picado é maria-isabel.
● Por que no Tradukka não tem guarani? Tem urdu, malaio, galês, até inglês. Tem uns que nunca se ouviu falar.
● Falando mais sobre a placa que ficaria Proibido entrar com animal. Vejamos como seria tomar a coisa ao pé-da-letra:
Se entrar com bebê é capaz dum funcionário dizer que não pode. Afinal não somos todos animais? É como aquele título que venho escaneando: Aves e animais. Deveria ser Aves e outros animais. Se ave não é animal só pode ser vegetal ou mineral.
E cada cliente só entraria sozinho, porque se não pode entrar com animal, não pode entrar com outra pessoa.
Mas imaginemos um cliente que cria (ou cultiva?) uma planta carnívora, por exemplo, uma drosera. Drosélia é o nome que deu a sua querida planta carnívora (que também não sei por quê carnívora se é insetívora). Levou Drosélia pra passear e no caminho uma entrada ao supermercado. Não pode ser barrado, porque Drosélia não é animal.
Se fosse bem ao pé-da-letra mesmo, ninguém entraria, porque portamos vírus e bactérias. Quanto ao vírus os clientes teriam uma longa disputa judicial, pois os vírus até hoje não se assumiram como animal ou mineral.

terça-feira, 14 de abril de 2015

No exemplar, em papel, disponível faltam as páginas 435 a 450. No lugar estão repetidas as páginas 195 a 210. As recuperei recorrendo à edição digitalizada não revisada da Ouroboros, enviada por Roland Font, da página Realismo fantástico.
Este é um dos mais importantes livros sobre psiquismo. Junto com os de Roger de Lafforest, manancial de auto-ajuda de alto nível.
Capa da edição da editora Monismo, retirada da internete

domingo, 5 de abril de 2015

Escaneio de Joanco
Aquela da queda livre do vaso de flor ser desviada por um sopro de vento é de doer
Mas os enredos são bem melhores que de Arrelia

sábado, 4 de abril de 2015

Suplemento-revista dominical de El espectador, Bogotá

Um comentário lembrou que os animais não sabem ler. Na rede tem muita postagem de placa que parece se dirigir aos animais. O que faz lembrar a piada de rotular Sal no pote de açúcar pra enganar as formigas.
Faz lembrar outra que postei, das crianças abusando de velocidade em velocípede.
Talvez as pombas saibam ler, porque recentemente esse supermercado atacado era cheio delas.
Se o autor da placa quisesse evitar as piadas escreveria que é proibido entrar com animal.
Analisando a redação da placa:
Animais está claramente como título
De cara o óbvio proibído, ortografia nunca vigente.
O vocábulo expressamente está como vício de linguagem, a famosa redundância, tautologia, elemento supérfluo. Se é proibido, isso já é absoluto. É proibido ou não. Não tem aproximadamente proibido, meio proibido, 30% proibido. A intenção ser enfático, como o bicho que se arrepia pra parecer maior.
É proibido entrar, é proibido entrada, é proibida a entrada. Na placa há um erro de concordância.
O segundo erro de concordância: ...a entrada de animais na loja, mesmo que esteja no colo. Se referindo a animais a concordância tem de ser no plural também, estejam.
Se omitisse o supérfluo que esteja se safaria do erro
...a entrada de animais. Preferível a forma mais simples, ...a entrada de animal, então o esteja concordaria
Na forma singular, sem enumerar, indica número indefinido. Fazer pergunta significa perguntar, não especificando quantas perguntas. Quando é só uma, fazer uma pergunta.
Por isso travesseiro de pena, torta de noz, muro de tijolo, operação de variz, fazer a paz, parque de diversão, banca de revista
Sofisticando mais, entrada à loja, já que entrada na loja seria uma entrada já estando na loja.
Mas é supérfluo dizer isso, porque é óbvio que essa entrada só pode ser a da loja.
Simplificando a placa, o resultado:
Proibido entrar com animal
● Já falei da pitsa e outros tantos produtos que vão ficando gradativamente descaracterizados. Outro problema é o pão integral. Pão integral propriamente dito é um bolo, grosso, consistente. O que temos no comércio é uma mistura, o que dá consistência de pão muito melhorado. Mas o pessoal exagera na mistura e acaba vendendo como integral. Não é só porque põe alguma castanha que o pão seja integral. É uma fraude.
● Os quadrinhistas não perceberam o inconveniente de colocar alguns balões com fundo colorido. Quando o fundo é escuro dificulta a leitura com pouca luz.
● Nos gibis da Mônica Chico Bento vai roubar goiaba no quintal do vizinho e tem vez que se esconde na copa cerrada que mais parece de macieira.
Goiaba é fruta selvagem, quem planta são os passarinhos. Em meu quintal é praga. Chico Bento é o estereótipo do caipira mineiro. Precisa roubar do vizinho se tem goiaba em toda parte?
Goiabeira é arbusto todo esgalhado que não dá copa fechada. Ninguém se esconderia numa goiabeira porque é baixa e de copa aberta.
Gringos ignorantes fazendo filme com cena de carnaval carioca igual ao carnaval caribenho, ainda vá, mas estereótipo aqui mesmo?
Será que Maurício, em suas estórias tão brasileiras não sabe desenhar uma goiabeira?
Na frente de muitas lojas vemos o famigerado aviso de que o estacionamento é reservado e sujeito a guincho. Mas alguém já viu algum carro sendo guinchado? Então por que quem estaciona em vaga pra deficiente não está sujeito a guincho?
Vá entender!
Acredito que é a tecnologia quem deve se encarregar de tornar a vida dos deficientes tão normal quanto de qualquer outro. Esse é o caminho, e não o pesado e oneroso caminho de criar vagas reservadas rampas, e um sem-fim de exceções, culminando na absurda calçada pra cego.
No estacionamento do Comper da Taquaruçu um exagero de vagas pra idoso, cadeirante, etc. A não ser que abriram um supermercado especial pra eles.
● O dicionário da Real Academia Espanhola não põe o nome científico. Um bom truque pra traduzir o nome dum animal ou vegetal é pesquisar o nome científico. Um dicionário não exibir o nome científico é uma deficiência grave. Vejamos o que diz sobre durazno (pêssego):
durazno
(Del lat. duracĭnus).
1. m. duraznero ( variedad de melocotonero).
2. m. Fruto de este árbol.
3. m. Bol., Chile, Ec. y Hond. Nombre genérico de varias especies de árboles, como el melocotonero, el pérsico y el duraznero.
4. m. Am. Fruto de estos árboles.
Diz tudo, menos o nome científico, Prunus persica. Com o nome científico se consegue pesquisar o nome noutro idioma, usando palavras-chave auxiliares.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Suas vidas e suas aventuras
Suplemento de Nosso amiguinho
~1966
Já estão 6 volumes desta coleção de 8 volumes que é uma terna lembrança da infância
Linda coleção com a vida dos bichos, em quadrinho sem balão
Estranho o título, pois aves são animais

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Feliz primeiro-de-abril!
Bomba atômica não existe
Vazou no Elsinke press a conclusão da reunião bianual científica mundial.
A bomba atômica é mais uma farsa roliudiana ianque no mesmo estilo da viagem à Lua.
Os ianques montaram um cenário, com técnica holográficas e demais efeitos especiais, pra fazer crer que explodiram bombas nucleares em Hiroxima e Nagasáqui, quando na verdade foi uma combinação de bombas incendiárias e químicas.
Tanto é que, por exemplo, Hiroxima, não está condenada a milênios de isolamento.
Califórnia será devolvida ao México
Começará em 16 de abril a rodada de negociação pra devolução dos territórios mexicanos tomados por Eua. Por enquanto só está acertada a devolução da Califórnia. Novo México, Arizona e outras zonas dependem de mais negociação.
Com o fim da farsa da bomba atômica os imperialistas resolveram devolver tudo: Flórida, Alasca, Havaí...
Obama declarou:
— Voltaremos às raízes, a nossas origens: Os 13 estados originais, a Nova Inglaterra. Agora nosso empenho é convencer nossos cúmplices a devolver Malvinas e Palestina.
Vejas as notícias completas em:
www.http.lirbaedoriemirp.sem
Adiado o plebiscito da volta da escravidão
Após as passeatas das associações afro, governo recuou e propôs só ser escravo quem não paga pensão alimentícia.
O plebiscito será nos moldes do que propunha a volta da monarquia.

A  presidente disse que o fim do voto feminino não passa de brincadeira de primeiro de abril.

terça-feira, 31 de março de 2015

Á coleção Plácàs rídiculas e curiósas
Deve ser a reforma hårtö-græfíqa
Ui!, a concordância...
O mês tem 30 ou 31?
Até o mês 7 (julho), par = 30, ímpar = 31 (exceto 2, fevereiro)
Mês 8 (agosto) ao fim, par = 31, ímpar = 30
No Mercadão entrei numa vaga quando um carro saiu. Como fica bem de cara à escada que liga ao outro lado achei que deveria estar marcado como não estacionar, por isso saí. Na saída me sentei na calçada alta da entrada lateral diante do estacionamento, bem na frente duma vaga pintada com o símbolo azul de cadeirante. Quem saiu foi um japonês velhinho, provavelmente de lá. Não sei se vaga pra cadeirante serve pra idoso. Depois saiu um furgão, parece que deles. O que me fez pensar que não é só o público que abusa dessas vagas. Dois carros passaram e não entraram na vaga. O terceiro, um motorista de cerca de 60 anos. A mulher, do outro lado, foi direto à peixaria. O cara desceu e foi falando, tipo com culpa no cartório, algo banal, meio constrangido. Eu disse:
— Cadê o cadeirante do carro?
Disse que o guarda do estacionamento que o remeteu àli e que tem a licença.
Tudo num palavreado desconexo, puramente retórico. Abriu o carro, mexeu, mas nada de mostrar a tal licença.
— Mas tem de ter um adesivo.
— Mas tenho. Peraí, que...
— Meu senhor. Mesmo com licença, adesivo, etc. Se não tem cadeirante aí não podes parar na vaga. É anti-ético e fraude. É o mesmo que a ambulância ligar a sirene, todo mundo ter de sair a frente, e não tem doente dentro nem está indo atender um.
Quando encontramos um sem-vergonha desse devemos o fazer passar vergonha, se incomodar. Nada de ficar quieto. Se for sempre incomodado se condiciona a não fazer mais.
Fico pensando. Nossa civilização tem um desafio a vencer. Temos de dar a volta por cima e derrotar os seres malignos que nos escravizam. Se o povo vive nesse estado de esperteza animalesca bastante primitiva, mais pra gnu que pra javali, como esperar discernir coisas complexas como filtrar a contra-informação, os boatos, as mistificações que grassam em todas as mídias?
Ser esperto, enganar o outro não é proeza de alta inteligência. Qualquer raposa, qualquer galinha sabe enganar o predador.
Enquanto cultuarmos essa esperteza pueril de primata não criaremos uma civilização digna a colonizar as estrelas.
 ●

Fico indignado com gente que fala e escreve baboseira. Como o texto da foto acima, idiotice disfarçada de sabedoria. Qual pessoa sensata agirá assim? Só se for louco ou estúpido. Nem estúpido, idiota mesmo.
Parece uma exacerbação ou estereótipo do famoso dizer de Gabriel García Márquez, de que se pudesse viver de novo arriscaria mais, tomaria mais sorvete, etc. Se arriscaria mais: Quer dizer que se arriscou pouco. Mas isso não significa agir como doido, se arriscando de maneira tresloucada. Além do mais a vida dum aventureiro pode ser interessante pra quem lê, ouve, vê o filme. Pro aventureiro pode ter sido um pesadelo.
Numa caixa de diálogo, com amigos hispânicos, chamei de falsa sabedoria um texto que dizia que o que tem de ser será, que teu destino já está marcada, e uma série de frases idiotas assim, que na cabeça de gente tola parece muita sabedoria.
Um amigo contou sobre duas garotas que fugiram de casa pra viajar e se aventurar. Não cedendo ao assédio do camioneiro que lhes deu carona tiveram de descer em lugar ermo. Por sorte não lhes aconteceu o pior.
Quem age forma impulsiva, impetuosa, insensata não tem vida interessante. O que colhe é humilhação, trauma, depressão, constrangimento, enfrentando desprezo e esnobação. Te verão como um fracassado, um porra-louca.
Um gibi, novela, telenovela, filme, mesmo com os enredos estapafúrdios, aparecem só como diversão. Não dizem Faças isto!, o que é muito grave. Um desserviço de gente irresponsável que escreve baboseira.
No supermercado e lojas naturalistas há rótulos ou cartazes que dizem Orgânico. Mas como acreditar que é verdade, se, por exemplo, os sorvetes e iogurtes usam goma e corante e o rótulo estampa a foto da fruta e diz que tem a fruta? E tem quem acredite que, por exemplo, o xampu mel tem mel mesmo!
E a comida dos bichos? Como esperar qualidade? Se a comida humana é essa calamidade, a dos bichos deve ser muito pior!
Mampato & Mônica, mundial 2014
de Nélson Monsalves, Santiago, Chile
Já postei doutor Mortis, Condorito e Rocket. Mas o Chile tem outros quadrinhos que marcaram gerações. O sítio do pica-pau deles é a revista Mampato. 
Mampato é um menino envolvido por acaso numa aventura num mundo alienígena com o simpático extraterreno, o xaguso Xse. Se saindo bem, recebeu como prêmio o fabuloso cinto espaço-temporal, dispositivo que lhe permitirá ir a diferentes épocas através de viagem no tempo, e com o qual se lança às mais diversas aventuras ao longo de seus quadrinhos. http://es.wikipedia.org/wiki/Mampato
A página especializada na revista, de Mayoneso, é
Na casa de minha antiga correspondente chilena vi num porta-retrato um desenho de Mampato e Mônica caminhando de mãos dadas, numa espécie de meu-amigo-Charlie-Brown, desenhada pelo amigo Nélson.
Na viagem anterior estávamos no mercado persa e Nélson viu umas revistas da Mônica, que não conhecia. Me perguntou se era boa. Eu disse que era das melhores daqui. Depois Nélson disse que foi graças a mim que conheceu a turma da Mônica.
Depois mandei umas revistas, pois Nélson começou a traduzir aquelas!
Tá na hora de Nélson conhecer a turma do pica-pau amarelo...


domingo, 29 de março de 2015

Suas vidas e suas aventuras
Suplemento de Nosso amiguinho
~1966


Comentário de Joanco
Curioso!
Em O guri é chamado de Don Winslow
Em O lobinho é chamado de Don Rogers

Comentário de Nabil
Olá, pessoal. Obrigado por mais uma edição desse clássico O GURI. Vocês estão sempre de parabéns. Valeu mesmo.
Aproveito o espaço para falar um pouco das estórias que li até o momento:
O personagem SPEED SAUNDERS aparece aqui investigando o seqüestro de uma cantora cuja apresentação ele acabara de assistir. Na tradução ele ganhou o nome de SANDRO VELOZ e a estória foi publicada em DETECTIVE COMICS #38, de 1940, edição conhecida pela estréia do ROBIN nas aventuras do BATMAN.
Já o personagem ESTAMPA SECRETA se vê diante de sabotadores nazistas que estão juntando diamantes negros por onde passam, pois são úteis na fabricação de armamentos. Estória publicada em USA COMICS #08, de 1943. Um antigo personagem da MARVEL COMICS que é um simples garoto.
CAPITÃO AMÉRICA e BUCKY também enfrentam nazistas na estória, mas com o acréscimo de um aparente ser mitológico como ameaça: A Medusa. Curioso vermos STEVE ROGERS, o alter-ego do herói, fumando um cachimbo na aventura. Publicado em USA COMICS #06, de 1942.

Valeu, Nabil
Estamos curiosos pra saber donde tiras esse conhecimento enciclopédico. Tem uma enciclopédia dos quadrinhos? És um pesquisador do ramo?
Com a palavra os misteriosos Nabil, Nano Falcão e outros conhecedores quadrinescos.
 

Joanco
Outras curiosidades:
A mesma capa com personagens trocadas por gibis de editores concorrentes e brigados na época. Muitos anos depois fizeram a paz. O globo juvenil mensal, 10.1942 (Roberto Marinho) com Super-homem, Roy e Ás de Espada (personagens antigas) × O lobinho 24, 09.1945 (Adolfo Aizen) com Super-homem, Róbin e Batman.



O mesmo desenho da Mary Marvel, com pequena alteração na mão direita, usado em duas capas diferentes.
Dizem que os desenhistas dessas personagens possuem em seus arquivos milhares de desenhos faciais, mostrando raiva, alegria, tristeza, todas as expressões, enfim,  em varias poses.
O restante fica mais fácil. Dependendo do quadrinho,  basta escolher a expressão que mais se adapta.
Fica muito mais fácil do que desenhar a expressão na hora.
Será verdade?

 Che Guavira
Deve ter, principalmente pros novatos. Já que era propaganda política mesmo.
Mas não deve ser milhares


Diga-se de passagem: Quem adulterou a capa foi o Globo Juvenil, já que essa jocosa ilustração de insinuação um tanto fálica, foi justamente a capa de World's finest #7, publicada pela DC nos EUA em julho de 1942, e fielmente reproduzida por O Lobinho.

sábado, 28 de março de 2015

Aventuras de Marilyn Holmes, uma cruza de Marilyn Monroe e Sherlock Holmes. Cia não é companhia. É o nome da companheira de aventura.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Corrigido: Páginas finais invertidas
Enviado por Joanco
Faltam as páginas 26 a 39
Muito estranho o enredo do gigante abolicionista brasileiro
Um dos enredos mais minhoca, sem pé nem cabeça, que já vi

domingo, 22 de março de 2015

Solo la primera aventura es completa, y una viñeta de sobrinos del capitán
Muchas historietas, pero todo basado en continua en la semana que viene
Só a primeira aventura é completa, e um cartum de sobrinhos do capitão
Muitos quadrinhos, mas tudo na base do continua na semana que vem

sexta-feira, 20 de março de 2015

À coleção Adeene neles!


Na quarta fui, cum casal de amigos, ao Pão-de-açúcar. Inevitável comentar o contraste de ser considerado bairro nobre, com casas e fachadas caprichadas... Mas o asfalto a mesma coisa do resto da cidade: Todo remendado, feio, o carro trepida. A mesma droga do asfalto do Santo Amaro, por exemplo, ou da Moreninha, que é um bairro pra lá de feio. Um horror. Isso é bairro nobre? De que adianta ser falado como bairro nobre, os alienados moradores pagarem IPTU mais alto ainda, e ter a mesma porcaria de asfalto do resto da cidade? É bairro nobre no quê então? Tem conde, duque, marquês morando ali?
Em seguida uma passada no decadente Extra. Sabe aqueles locutores chatos, ue falam sem parar, anunciando promoção no alto-falante da loja? Pois é. Tem um assim no Comper Tamandaré. O som estava altíssimo, irritante, e o cara não para de falar. Ai que vontade de ir até lá enfiar uma rolha gigante na boca desses malas-sem-alça, sacos de fundo rasgado.
Já a caminho de casa almoçar no restaurante Comida & Companhia, na Ricardo Franco, perto do Comper Tamandaré. O dono imaginou que pôs som ambiente, um rádio mal-sintonizado, som alto, um chiado igual aqueles televisores antigos com emissora fora do ar: Chuuchsssschuuusschchchchc! E o dono se faz de bobo ao ouvir a reclamação.
Na hora de estacionar no ruidoso restaurante, um cliente saiu da loja cuma marmita na mão e entrou no carro. Fiquei atrás, esperando a vaga. O cara não saía. Ramão disse:
— Deve ser um daqueles que quando percebem que alguém quer a vaga ficam enrolado só de pirraça.
Ramão falou sobre isso noutras ocasiões, estacionando no atacado Fort. Em minha cabeça isso pode existir mas seria coisa rara, comportamento psicopata, próprio de idiotas como os que se divertem passando correndo em poça dágua pra dar banho em pedestre ou aproveitando a freada do ônibus pra se esfregar nas passageiras. Mas como a humanidade está super populosa já predomina comportamento anômalo típico de superpopulação. Após minutos esperando saí de trás do sujeito e estacionei na frente. Então saiu imediatamente.
Francamente. Comportamento emocionalista imaturo, tô fora. Prefiro mentalizar, ainda que meio fantasioso, um ambiente mais poético, como quando entre na lavanderia, e uma senhora logo atrás, falei pra atender primeiro a senhora.
— Sou adepto de Benito de Paula: Mulher brasileira em primeiro lugar.
Mesmo sabendo que mulher é um bicho maravilhoso e terrível.
Preparando a postagem da revista Roy Rogers estranhei que no enredo tinha um avião. Pensava que era ambientado no século 19. Joanco disse que é nos anos 1930.

terça-feira, 17 de março de 2015

Histórias e estórias
Em nossa era onde tudo é falsificado, inclusive história e tradição, as lendas são encaradas como invenção, fantasia.
Quando uma idéia ou informação se propaga como crença, e é falsa, se diz É mito, É lenda, É conto ou É conto-do-vigário. Mas lenda e mito não são necessariamente ficção. Gênero narrativo não está condicionado a ser verdade ou mentira.
Mesmo cientistas derrapam em seu método rigoroso e encaram as lendas no ponto de vista aqui-agora, mais presumindo que estudando. Por isso as lendas doutra era, com gente com outra mentalidade e outra necessidade são encaixadas em nossos parâmetros.
Alguns paleontólogos e arqueólogos reclamaram da mania dos colegas a todo objeto antigo atribuir característica de culto ou magia.
Antes da descoberta da radiatividade era inexplicável o funcionamento do Sol e das outras estrelas. Portanto a narrativa no Ramaiana, sobre uma flecha com o brilho de mil sóis era considerada fantasia.
A lavagem cerebral é tão consistente, que mesmo pessoas cultas tomam as lendas no sentido literal, quando deveriam ver alegoria.
Quando os deuses dos gregos, os heloim da Bíblia, criaram o ser humano pra trabalhar nas minas o fizeram com manipulação genética. Sendo híbrido: Gene dos primatas africanos com o gene divino, era estéril. Como era pra trabalho de mineração os primeiros eram homens. Como os deuses roubavam os humanos dos rivais, porque eram poucos, decidiram mudar o gene pra o tornar reprodutível. Então criaram as primeiras mulheres.
Por isso na lenda conta o que parece absurdo: O macho antes da fêmea, sendo que todo organismo primitivo é basicamente feminino. O macho é uma evolução.
Mas na Bíblia o macho foi criado antes. Inverteram o fato por machismo? Não, porque o ser humano não é produto da evolução. É uma exceção, um híbrido.
Imaginemos um povo da antigüidade, quase na idade da pedra, com vida pastoril, praticamente sem tecnologia e sem escrita. Como guardar um evento marcante, importante como o dilúvio, a torre de babel ou a criação do primeiro ser humano em tradição oral?
Com técnica de memorização.
A técnica de memorização ensina que pra algo não ser esquecido basta imaginar num contexto fantástico. Por exemplo: Pra se memorizar uma lista com pares de objetos basta fazer isso pra cada par. Assim pro par casa–cabelo se pode imaginar uma casa cujo telhado é uma cabeleira, se penteando. A técnica se baseia no fato de que o cérebro descarta tudo o que é banal, cotidiano, familiar, e guarda o insólito porque tudo o que foge do normal pode representar perigo. Então pra não esquecer algo basta associar a algo chocante, espantoso, absurdo, anormal. Não esquecer que o número da casa é 267? Imaginar duas meias pintando o sete.
Assim são as lendas, paradoxalmente frisando o fantástico pra memorizar o real. Por isso são cheias de bizarro, insólito, surreal.
Por isso o evento histórico dos gregos se infiltrarem entre os troianos com navio guerreiro disfarçado de navio mercante aparece na lenda como um cavalo de madeira com guerreiros escondidos dentro. Convenhamos: Os troianos não eram retardados mentais a ponto de recolher um objeto gigante suspeito de estar cheio de inimigos dentro. Mas como a história é sempre contada pelo vencedor, os troianos não puderam contestar.
Na tradição oral, ainda mais se for em forma de poema, não se pode detalhar muito. Por isso simplificação. O conto fica sintético, compacto, resumido.
Em vez de dois povos temos duas pessoas: Adão e Eva.
Não faz sentido um casal se reproduzir e dar origem à humanidade. Já nas primeiras gerações daria consangüinidade. Pior se tiveram só dois filhos machos. Pior ainda se só sobrou um. Com quem se casou?, se eram os primeiros humanos?
É óbvio que a lenda de Adão e Eva é uma alegoria. Os antigos preservaram o que puderam, na esperança que os humanos futuros saberiam ler nas entrelinhas. Não imaginaram que milhões de estúpidos acreditariam literalmente na lenda.
Como muitos que levam a sério uma sátira...
Quando os humanos, instruídos pelos titãs, criaram um foguete, os deuses, querendo manter a humanidade servil, sabotou o projeto. Então, poeticamente, a lenda fala que os humanos, ensoberbados (pois a Bíblia é partidária dos deuses) começaram a construir uma torre que chegasse ao céu. A sabotagem (tal qual os ianques infiltrando um sabotador pra fazer explodir a base de Alcântara, no Maranhão) poeticamente foi contada como uma confusão de idiomas que deu origem à diversidade idiomática no mundo.
Outro fator é que o povo inculto, de tradição oral, conta um evento, que mal compreende, com analogia a coisas que conhece. Não sabendo o que é foguete, coisa de seu passado distante ou te alienígenas superiores, fala em torre.
Assim Ezequiel, vendo um módulo de pouso, o descrevia como podia: Um querubim, com rodas dentro de rodas, que girava totalmente ao lado que ia ao mudar de direção, etc.
Quando um planetóide se aproximava, o meteoro da Carolina, que há 11 mil anos causou o mais recente dilúvio, a facção divina que queria eliminar a humanidade não avisou os humanos. Só se salvou uma elite, recolhendo o material genético de seu rebanho, fugindo numa espaçonave e voltando quando tudo se acalmou.
Milênios depois, como o evento seria contado por um povo sem tecnologia? Um humano escolhido foi avisado pra construir uma arca e embarcar nela um casal de cada espécie, pra repovoar o mundo.
Longe e ser uma chuva de 40 dias e 40 noites, o que pode parecer muito pro oriente próximo mas há lugares onde chove muito mais que isso e não se inunda, o dilúvio foi um cataclismo mundial. Ler O fim da Atlântida, de Otto Muck (independente de Atlântida ser verdade ou fantasia). A onda de choque da chegada do planetóide foi suficiente pra matar os que estavam num raio de milhares de quilômetros do ponto de impacto. Terremotos gigantescos e vagalhões que atingiam o cume do Himalaia. Nada a ver com a imagem estereotipada e pueril dos filmes onde um navio de madeira navega tranqüilamente como se numa piscina sob forte chuva simplesmente.
O mais constrangedor é cientistas, exploradores, escritores, falando sobre vestígio da arca no monte Ararate, pedaços de madeira que seriam da arca de Noé. Francamente! São mesmo cientistas?
Será que procuram também a touca de Papai Noel e as botas que Judas perdeu?
E os que fazem cálculo, pesquisam, teorizam seriamente sobre a estrela de Belém! Caramba! Podemos chamar de cientistas? Cientistas teólatras? Deveriam ter vergonha! Pois além das lendas verdadeiras existem lenas falsificadas, imposturas, como essa de Jesus. Lenda que já foi provada a falsidade. Ler, por exemplo, a trilogia de Robert Ambelain: Jesus, o segredo mortal dos templarios, Os segredos do Gólgota e O homem que criou Jesus Cristo. A ciência capenga muito porque é muito vasta e os cientistas desconhecem as ciências de seus colegas.
No artigo em forma de conto Churrasco de dinossauro, expliquei a falácia, a teimosia, dos cientistas no dogma de que a gravidade é constante. Dizem que tal dinossauro pesava tanto. Pesaria tanto hoje! Na época a gravidade era menor, por isso cresciam tanto.
Também tenho de sorrir amarelo os vendo procurar vida inteligente em planetas com condição parecida com a da Terra. Além de eurocentristas são antropocentristas!
Ora! Os nomos, os titãs dos gregos e leviatãs da Bíblia, seres anfíbios, vieram dum planeta aquático da estrela Sírio, e os deuses provavelmente dum planeta de baixa gravidade duma anã-marrom, ambos mais inteligentes que os humanos.
Os cientistas acham que pra desenvolver a inteligência é preciso observar as estrelas. Esse é um dogma presumido e falso.
PT é ruim?
Pois leiamos as seguintes matérias sobre o entreguista FHC e a quinta-coluna mídia brasileira:


O carimbo não foi apagado porque é da editora

domingo, 15 de março de 2015

Relatório 11
do emissário extraordinário, enviado espæcial XYZ ao planeta 3
Em missão urgente buscando inteligência
a dom Piqwỹ Lagarrr Urraur nã-Ữluarurr
governador-geral do sistema Altair
Os nativos do planeta 3 são mesmo engraçados. Acreditam piamente que nalgum lugar no céu, que não sabem onde, existe um velhinho de barba branca onipotente, onipresente e onisciente, que criou a tudo, e a quem vivem puxando o saco todo domingo. Na falta dum nome o chamam Deus, mas que seria muito bonzinho mas também terrível. Segundo os planeta3enses esse velhinho castiga os maus e premia os bons.
Às crianças reservaram outro velhinho de barba branca, gorducho e bonachão, chamado Papai Noel, não tão estapafúrdio mas com superpoderes suficientemente absurdos pra viajar num trenó voador puxado por renas e visitar cada criança boazinha, entrando na chaminé da casa e deixando um brinquedo numa meia pendurada na parede. Como consegue visitar bilhões de crianças numa noite ninguém explica.
Os adultos, que criaram Papai Noel, riem do fato das crianças acreditarem que existe, mas as crianças não podem rir dos adultos crendo no outro velhinho, ainda mais estapafúrdio, pois levariam tabefe.
Os adultos também acham graça das brincadeiras das crianças mas não acham graça quando alguém ri das brincadeiras dos adultos. As crianças parecem ser bem mais sensatas, pois encaram a brincadeira como brincadeira mesmo e sabem usar o faz-de-conta, enquanto os adultos chegam a ter ataque cardíaco torcendo por um bando de marmanjo correndo atrás duma bola, com objetivo de a fazer passar uma linha e balançar a rede. E encaram essa atividade com a maior seriedade, como se fosse coisa muito importante. Até gera mais dinheiro e discussão que arte e literatura!
Ainda mais que as crianças precisam da brincadeira pra desenvolver o cérebro em formação, enquanto os adultos, que não precisam mais disso, a deveriam ter como mero lazer.
Quando cresce, o indivíduo esquece que foi criança e fica ranzinza. Assim, em vez de desfrutar a vida se ofende com tudo e leva tudo a sério demais e não existe momento pra descontração, a não ser quando bebe.
A avareza tomou conta de sua personalidade. Por isso quando as crianças vão desembrulhar um presente não a deixam se divertir abrindo o pacote, porque querem reaproveitar o papel-de-presente pra fazer embrulho no natal do ano seguinte.
Em todo fim de ano as empresas fazem festim de confraternização, que seria a ocasião em que os que não conviveram no trabalho se conheçam, interajam. Mas na prática o que acontece é que cada um que chega, timidamente procura um conhecido de conhecido e ali se enfurna, formando panelinha. Assim o festim nada tem de confraternização, com cada grupo exatamente como era durante o ano.
Nessa tal confraternização fazem uma brincadeira de amigo oculto, que seria uma oportunidade de se fazer mil-e-uma brincadeiras e, claro, confraternização. Mas na prática ninguém se diverte. Tão condicionados a racionalizar estritamente durante o ano inteiro, cada um só escreve a quem tirou e responde a quem escreveu. A maioria não escreve nem responde. Criatividade zero. Só se pensa no presente e, olha a avareza de novo aí, gente!, se fica preocupado em dar um presente bom e receber um ruim. De modo que desperdiçam ocasião de se divertir muito porque não conseguem se livrar da camisa-de-força pragmática racionalista tacanha de durante o ano.
Oras bolas! Longe de ser tão infantil. Se quero tal objeto, o compro!
Outros, porque a bebida é grátis, bebem até cair. Esses ao menos divertem aos outros.
Assim, no dia-a-dia, são muitas as oportunidades perdidas de se fazer graça porque os outros não encaram a vida com bom-humor. Estão sempre apressados, ranzinzas, frustrados...
No planeta 3 o povo evita pôr como governante um pobre porque esse pobre quereria ficar rico e a tentação do poder seria muito grande. Mas quando põem um rico no poder esse rico quer ficar ainda mais rico. O que esse rico fará com tanta riqueza?, se já tem mais que o suficiente prà vida toda! É como alguém que tem 100 mil pares de sapato e acha que usará todos. Depois os herdeiros brigam pra abocanhar tudo, e o estado também fica de olho no que sobrou.
Ainda sem vestígio de inteligência no planeta 3.