sábado, 25 de julho de 2015

Enviado por Joanco
Original em inglês de O lobinho 031, 01.10.1942
Aqui estão as páginas faltantes, inclusive a aventura no Brasil
Os comentários:
Mais uma vez obrigado ao pessoal do site, em especial Joanco e Che Guavira, por nos darem a oportunidade de ler um clássico dos quadrinhos. Excelente o trabalho de vocês.
Sobre a primeira história:
Publicado originalmente em ALL-STAR COMICS #09, de 1942, vemos aqui a Sociedade da Justiça em ação contra a ameaça nazista em países da América Latina. Temos Doutor Meia-Noite na Colômbia, Espectro na Argentina, Starman na Bolívia, Átomo no Chile e Johnny Trovoada em Cuba.
As traduções são sempre curiosas. Alguns destaques:
Sociedade da Justiça (Sociedade das Democracias);
Doutor Meia-Noite (Cometa);
Starman (Astro);
Hooty (Neguinha): A Coruja do Doutor Meia-Noite;
Shiera (Sara): Heroína e esposa do Falcão da Noite;
Black-Out Bombs (Bomba de Escurecimento): Arma do Doutor Meia-Noite.
Na revista original temos mais três aventuras que não saiu nesse edição nacional, no caso com Falcão da Noite, Sandman e Senhor Destino (esse em ação no Rio de Janeiro) em países também da América Latina.
Obrigado mais uma vez por essa edição que deu uma animada no meu fim de semana.

Prezado Nabil! Grato por seus comentários, sempre aguardados e apreciados.
Nos dá ânimo para prosseguir.
Uma pena que a maioria dessas raridades estejam de posse de comerciantes disfarçados de colecionados.
Para não perder valor na hora da venda, não disponibilizaram os mesmos na internete, ao contrário dos colecionadores americanos.
Quanto ao All star # 9, realmente existe uma aventura que ocorre no Rio de Janeiro, onde pode se observar o Pão-de-Açúcar, ainda sem o bondinho famoso. Acredito que ele ainda não havia sido inaugurado.
Enviei ao nosso amigo Che Guavira os escãs (não de minha autoria) dessa revista e acredito que a qualquer momento ele disponibilize nesta sua página.
Um grande abraço
Joanco

Isso mesmo. Até traduzir as páginas que faltam, se for o caso.

Valeu

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Mas o que quero é um meio de ir ao meio do quarto das mulheres!

 À coleção Adeene neles!
 
Churchill                                     Peter Lorre           

Angélica Aragón con Lucero Hogaza (Chispita) - Nina, da dupla Nina und Mike

 Quinho                                                     Balotelli

                  Karen Black              Sue Ane Langdon

Barbara Eden                  Sue Ane Langdon

Elizabeth Montgomery          Sue Ane Langdon

Sue Ane Langdon, adeene metamórfico

terça-feira, 14 de julho de 2015


Contos peruanos?
Bizarro! O rouxinol e a rosa e outros contos peruanos!
São dois contos de Mopassã: A gorducha, O Horla (Não diz se a primeira ou segunda versão), e dois de Wilde: O rouxinol e a rosa, O gigante egoísta.
Com tanta coisa que se fica sabendo que era mentira, que não era como se pensava, etc, não é de espantar que descobriram que Guy de Maupassant e Oscar Wilde na verdade eram peruanos.
Claro que o que ocorreu é o capista trapalhão, na pressa da edição, viu ali Edições Cultura Peruana e tascou O rouxinol e a rosa e outros contos peruanos em vez de O rouxinol e a rosa e outros contos.
Em Loucuras do futebol, de Emedê, editora Original, 2003, página 53:
Se faltar jogador no treino, é só chamar um fantasma. Nos anos 1960 o campo do Cruzeiro era localizado onde fica o cemitério ecumênico João XXXIII. […]
Quem é esse João 33? Deve ser ancestral do carnavalesco Joãozinho 30.
Nesse livro também conta uma anedota sobre Garrincha (página 58 e capa traseira):
Na copa de 1958, Garrincha ficou encantado cum rádio Telefunken. Foi até a loja com o companheiro Orlando Peçanha, que brincou: Não compres. Esse rádio só fala alemão. Garrincha ligou o rádio e ouviu mesmo uma língua estranha. Desistiu da compra.
A mesma anedota foi contada muito diferente no livro Histórias de Sandro Moreyra, editora JB, 1985:
A caminho à Alemanha Manga comprou, no aeroporto de Barajas, em Madri, um rádio a pilha por 180 dólares. Ao chegar ao hotel, em Frankfurt, ligou o rádio e ficou girando nervosamente o botão, cada vez mais impaciente. Garrincha, seu companheiro de quarto, quis saber o que estava acontecendo. Manga disse:
— Não consigo pegar estação nossa. Só fala coisa que não entendo.
Malandramente, Garrincha pediu que procurasse entre os acessórios do rádio um pequeno botão que, introduzido num orifício ao lado, faria com que o rádio falasse português. Manga revirou a caixa do rádio e nada encontrou. Desesperado, achando que fora enganado, ia atirando o rádio na janela, quando Garrincha ofereceu:
— Dou 20 dólares por ele agora.
Manga tratou de vender logo e, contente, espalhou aos companheiros:

— Finalmente enganei aquele torto. Vendi pra ele um rádio com defeito, que só fala língua de gringo.

● O pessoal tá num fuzuê danado com a chegada da Novos horizontes a Plutão. Empolgação igual a orueliana farsa da chegada à Lua em 1969. Não será outra farsa? A superprepotência falida e desmoralizada não quer fazer tudo pra ganhar prestígio?
Além do mais, tenha o que tiver lá, só veremos gelo, poeira e rocha. Se tiver algo interessante será censurado. Então pra quê?

domingo, 12 de julho de 2015

Da autobiografia não autorizada de Che Guavira
De volta aos braços de minha morena feia e desmazelada ● Uma cidade venusiana ● Lima, a horrível ● A cidade da buzina ● lima 3-em-1 ● A proverbial beleza das limenhas ● As frutas do terror ● Também eternamente deitados em berço esplêndido ● O templo das virgens do Sol ● Pobres pulmões limenhos ● Os pães de Lima ● Picaretagem mundial
Dez dias em Lima, a cidade onde não chove, e estou de volta aos braços de minha morena feia e embagulhada (Campo Grande, a cidade morena).
Mais uma longa espera em Guarulhos. A chegada a Lima cerca de meio-dia. No inverno a cidade fica com permanente céu cinzento. Não formação nublosa mas uma abóbada cinza uniforme filtrando o sol.
— Isto não é a Terra. Estou em Vênus!
A chegada da bagagem, normal, com o costumeiro preenchimento de formulário antecipado, mas sem a encheção de saco de alfandegários, o que é isso, o que é aquilo?, que parece que e só no Chile mesmo. Na volta, com a mala cheia de livro, é ainda menos burocrático que em Bogotá. Nem precisa carimbar o papel na alfândega.
O táxi foi contratado via internete. Lá estava o taxista, esperando com o tradicional cartaz com o nome do passageiro. Se o taxista se dispusesse a ajudar a levar a mala à portaria do hotel, pegaria as duas passageiras que estavam saindo, que perguntaram:
— Teu táxi está aí?
— Não. Já foi.
A localização do hotel El reducto é quase idêntica à do Colombia at home, de Bogotá: Numa rua perto do centro da cidade, em bairro principal, donde se pode ir a quase toda parte a pé. Ali usei muito menos táxi que em Bogotá. Dali, ponta da rua Ricardo Palma desembocando na José Pardo, tracei todos os roteiros vicinais. Impossível se perder. Nessa direção, em leque, qualquer opção em linha reta termina na praia. Até a embaixada brasileira fica perto.
A primeira gritante diferença em comparação a Bogotá é que não existe vendedor de rua. Raríssimo o carrinho vendendo salgadinho e doce. Nisso está mais pra Campo Grande. É proibido mesmo. Dando uma volta no bairro é difícil achar lanchonete ou restaurante, que em Bogotá estão em toda parte. Andei muito pra achar um lanche no fim de tarde. Parecia que os famosos restaurantes de comida peruana estão todos em Santiago. No Il pastifício, avenida Roosevelt 5646, Miraflores, comprei quatro empanadas e ganhei de brinde quatro copos (descartáveis, com tampa) de café!
Nem pensar em tomar tanto café. Defasagem de sono, glicose baixa por causa de muitas horas de jejum, café só pioraria o quadro. Dei tudo à portaria do hotel.
Numa comparação tosca, compararia Santiago e Bogotá a Curitiba. Lima seria como Belém do Pará. Esse passeio preliminar me deu a impressão de que, como em Belém, seria andar, andar, andar e nada encontrar, tendo de antecipar a volta. O céu gris, o pragmatismo do taxista, a sequidão do hotelão, o andar apressado da multidão e a buzinação geral me deram uma angústia de estar perdido em Vênus. Mas uma noite de sono me fariam reconsiderar essa impressão apressada.
  Lima não parece Santiago, Bogotá nem São Paulo. É uma selva-de-pedra nebulosa e frenética de beleza, ou feiúra, selvagem. Diria feiúra porque, como disse a guia Amparo, Lima não é bonita, é feia. É comumente chamada Lima, la horrible. Até vi um livro com esse título.
O ponto ruim é a selvageria do trânsito. Respeito zero ao pedestre, que tem de sair da frente de qualquer jeito. E como buzina o motorista limenho! Buzina pra tudo. Só faltou alguém cantar e Chacrinha buzinar. Mesmo o outro longe, já de antemão buzina, pra valer, irritado. Se engarrafa o trânsito, buzina, mesmo que seja a quem está muitos carros na frente. Não sabe porque está parado, mas se está engarrafado se sente na obrigação ou no direito de buzinar. Buzino, logo existo. É como se a buzina fosse milagrosa, fizesse o trânsito fluir. A buzina é o instrumento favorito pra se desestressar. Não se ouve xingar nem gritar, só buzinar. De modo que a cidade vira uma sinfonia destoante, irritante. O que gera poluição sonora generalizada. Lima, Buzinópolis, bem merece o título de A cidade da buzina. Eu buzino, tu buzinas, ele buzina, nós buzinamos, vós buzinais, eles buzinam. A sorte é que lá não tem vuvuzela.
É óbvio que urge ampla campanha educativa. Mas a divisão estatal de lá não é como a daqui. Não é só união, estados e municípios. Imagines: Só em Lima há mais de 30 distritos. Sou seja, tem três Lima: O estado de Lima, o município de Lima e o distrito de Lima. Imagines que além do município tua cidade tem subprefeituras, que cada bairro tem certa autonomia. A dificuldade de se entenderem entre si! É como nossa polícia, que em vez de ser una são três, que como os três mosqueteiros são quatro: Federal, civil, militar e guarda municipal. Assim se passas numa lanchonete no domingo, 16h, e pedes uma cerveja o atendente diz que não pode vender até as 6h da manhã. Tomas um estirão na avenida e lá embaixo, numa sorveteria, tomas tranqüilamente a cerveja.
O bom é que em toda parte tem semáforo com contagem regressiva, tanto pra pedestre quanto pra carro. Os raros semáforos avariados estavam apenas sem a contagem, parados no 88, não queimados, ficando abandonados durante anos, como os de Campo Grande.
As limenhas, pele clara ou escura, são bonitas. No livro Perú, de Clemente Palma, onde discorre, à moda de Monteiro Lobato, a descrição do país, disse: Na América é proverbial a beleza das limenhas. Predomina um tipo fisionômico diferente das bogotanas, mais inca. Diferente também das chilenas de cara bem redonda do tipo mongol. A pena é usarem tanta roupa. Onde anda a míni-saia?
É um país mestiço, como o Brasil. Nisso a cidade se parece ainda mais com Belém, pois na população predomina amplamente a fisionomia indígena. E, que curioso!, o escritor maior de lá, o machado-de-assis deles, Ricardo Palma, foi nomeado cônsul em Belém do Pará mas teve problema em Paris (pior que eu com o rolo do cartão), ficou sem dinheiro e não pôde assumir o cargo.
Não dá pra fingir que sou limenho. Antes teria de me bronzear bem. Peço informação pra chegar a uma rua, e o informante acha melhor falar inglês.
— Ir até o fim, terminando num muro. Wall, wall.
— Por favor, senhor, não precisa falar inglês. Hehehe.
Cruzando a Ricardo Palma, quase na José Pardo, sábado e domingo tem uma feira. São muito bons os doces, bolos e pudins limenhos. Ali tem muita variedade de comida. Numa travessa uma seção de almoço. Experimentei uma comida da selva, muito pesada, que consiste em mandioca picada frita formando duas almôndegas, uma lingüiça mais parecida com a calabresa e uma tira de charque cor-de-rosa acompanhados dum copinho descartável com vinagrete. Melhor levar talher porque o garfinho de plástico é mole, e a faca de plástico mole e sem fio. Francamente!
Na feira muito produto dietético. Chia e quinoa são muito comuns. Tem até uma lata de banha de coco a 60 sóis! Tudo rotulado como orgânico. Será? Na loja ao lado um mestre-cuca promovia a venda dumas panelas preparando uma receita de risoto e servia aperitivo numa forminha.
Eu imaginava uma variedade imensa de salgadinhos na rua, frutas das mais exóticas, milho de todo tipo e cor, e muitas variedades e espécies de batata. Nada disso vi nas lanchonetes, restaurantes e supermercados. O vinho seco Quirolo é excelente mas tem muito o chamado semi-seco, que é o suave que conhecemos, verdadeiro xarope.
No supermercado Vivanda, na seção de café, tem um funcionário que mói, pesa e embala na hora o café que se escolher: Suave, forte, etc. Não perde pro de Bogotá na qualidade. O rapaz disse que o grão brasileiro não é arábico.
No Vivanda comprei uma garrafa de 2, infelizmente semi-seco, pois não consegui encontrar aqui garrafa dessa capacidade, nem de uísque. Então iria tomando aos poucos e deixando o resto lá, já que no avião só pode até 1. Mas não deu pra encarar a xaropada.
No Vivanda o abacaxi é exposto metade, cortado longitudinalmente e embalado com película, como a melancia aqui. Uma variedade parecida com o havaí, muito bom. Tem uma toranja de polpa verde e uma vermelha, pequenas, do tamanho de laranja, com o mesmo gosto do pomelo (greifo). Duas tangerinas que parecem limão-rosa, uma do tamanho do limão e outra duma laranja pequena. Um pêssego e outra variedade menor, quase verdes, decerto madurados forçado. Várias variedades de maçã. A maçã israel é comprida e achatada e é igual à argentina, com aquela polpa de isopor.
Como foi excelente o abacaxi, resolvi experimentar uma ou duas peças de cada fruta e me arrependi. Os pêssegos não me sentaram bem. Gosto de fruta madurada forçado, feios. Pior foi uma das tangerinas pequenas. Deu a sensação do gomo ficar entalado na garganta, produzindo arroto. Dali a diante foi uma gaseificação geral desembocando numa cólica persistente, não aquela que dá mal-estar mas incômoda. Tive de parar de comer fruta, mesmo refresco, e tomar um remédio pra viajar sossegado. Sempre reclamei dos agrotóxicos nas frutas no Brasil, mas nunca comi uma fruta que me fizesse mal tanto assim. Fruta em Lima, nunca mais.
A guia Amparo disse que lá desembocam os pesticidas proibidos noutros países. Se foi isso, então a coisa lá tá muito, muito, mas muito pior que aqui. Amparo disse que os produtos no Peru não tem o devido controle de qualidade. Por exemplo, o pescado no Chile é muito melhor porque os chilenos fazem controle de qualidade, e no Peru a coisa é muito relapsa. Tanto Amparo quanto os funcionários de livraria disseram que o problema é que os governantes só se preocupam em meter a mão. Não ligam muito às necessidades do país. Não são muito patriotas nem nacionalistas. Tanto, disseram, que a pretexto de combater o narcotráfico estranhamente permitiram a entrada de milícia ianque no país.
Pois é. Reclamamos muito dessas coisas aqui. Mas parece que lá está muito pior.
Parece que lá também tem a síndrome do Deitado eternamente em berço esplêndido. O pessoal também reconhece que o povo lá é muito acomodado, diz amém a tudo. Bom… a combinação povo cordeiro e governo lobo já conhecemos num país que não precisa dizer o nome, né?. Já viu no que dá.
Segundo Amparo, o povo de sua terra, Arequipa, seria exceção. Diz que ali o povo é porreta mesmo, quebra o pau. E pra eu não pensar que é conversa puxando o saco dos conterrâneos, deu a mim um jornal cuma matéria histórica intitulada Arequipa se rebela e desconhece o governo provisório, jornal Hildebrandt en sus trece 253, 05-11.06.2015, onde os arequipenhos se rebelam contra um regime erigido por uns quantos de Lima, que aceitou negociar uma paz indecorosa com o Chile.
Segundo o dicionário da Academia real espanhola, a expressão Estar, se mantener o seguir  en sus trece (Estar, se manter ou continuar em seus treze):
1. locs. verbs. Persistir com pertinácia nalgo que aprendeu ou começou a executar.
2. locs. verbs. Manter a toda custa sua opinião.
Lá o pessoal pronuncia o Y como I. Playa (praia) não dizem pladja e sim plaia. Estacionamento, que em Bogotá é parqueadero, em Lima é playa de estacionamento. Essa particularidade deve ser influência do idioma quechua. No Paraguai, sob influência do guarani, se tende a pronunciar o CH como em português: Mucho (muito), mucho, em vez de mutcho.
O que me fez lembrar daquela música besta do Menudos: Vamos a la plaia, ê ê ê ê ê. Peguei um estirão na avenida e fui em direção à praia. No capítulo 2 falarei sobre as idas à praia.
Foi no fim desse estirão, chegando o calçadão da praia, a avenida atlântica deles, que encontrei a guia Amparo, que me cercou, oferecendo um passeio a Cusco ou a Pachacamac. Cusco fica a 1000km e é de altitude. Programa pra mochileiro, andarilho, etc. Sou um meio-termo entre esses. Pachacamac fica a 30km, a distância Campo Grande–Terenos. 400 sóis o passeio, cerca de R$400, fica bem em conta indo em turma. Sabes como é: Alguém te abordando na rua… Só no terceiro encontro com Amparo me animei a ir.
Pachacamac é um conjunto de ruínas incas. Mais parece um passeio num canteiro de obra num domingo. Restos de muro e todo tipo de construção inca. O templo das virgens do Sol ficou interditado depois do mais recente terremoto porque a estrutura abalada oferece risco ao visitante.
É muito legal ir o local após ver tantas vezes em livro.
Sugeri ao guia retomarem os sacrifícios humanos pros turistas verem. Se poderia sacrificar políticos. Quem-sabe os pôr pra disputar aquele jogo da bola, onde não se sabe se quem perdia ou ganhava é que era sacrificado. Mas isso era do Arizona até a Nicarágua.
Conversando com o guia Jorge Morales, 21jorgemorales@gmail.com, comentei o fato de que mesmo pesquisando tanto as dicas de viagem não se fica sabendo desse passeio. Amparo também não entende o motivo do pessoal não saber desse roteiro.
Amparo tem várias opções de transporte. Quem quiser entrar em contato:
Amparo García Tapia, operadora turística
999 132 087, 959 190 109
Lima também é muito poluída. Eu já imaginava, pois me pareceu óbvio que se não chove porque as nuvens ficam retidas pela cordilheira, resultando no céu cinzento, a poluição também ficaria. Dom Guillermo, guia do museu Ricardo Palma, disse que na cidade é comum doença pulmonar. Que nos bairros perto da praia não, porque sopra a brisa marinha noturna, mas mais a dentro os bairros são poluídos.
No supermercado Wong uma seção com cerca de vinte variedades de pão, que lá é de qualidade (No Brasil, por exemplo São Paulo, é de qualidade. Em Campo Grande é que é uma porcaria. Em Campo Grande a massa vem congelada de Cuiabá. Raro o local que faz o próprio pão). Pão de batata, pão árabe (sírio), pão árabe integral, croassã, campesino (camponês), danés (dinamarquês), multigrão, chancay, de pitsa… Tem o pão carioca, que nada mais é que nosso pão francês.
No Vivanda uma moça fazia promoção duma marca de iogurte com polpa de fruta, dizendo que é natural, natural, natural. A mesma enganação de sempre das multinacionais: Goma com corante pra fingir que tem pedaço de fruta. Picaretagem mundial.
O bom é que lá ainda não pegou a praga de som alto. Nos restaurantes onde tinha som era música instrumental e som baixo. Só na sorveteria 4D (Delícia, deleite, dedicação, degustação) tinha um som desagradável, mas não estava alto. No supermercado ainda não tem essas praga de botar som.
Duas noites e dois meio-dias em Guarulhos e nada de ver cego usando aquele piso especial. Quando já pensava que em Lima não existia, tem nalgumas ruas. Também não vi cego. Quando encontrar um darei a grande notícia. Outra picaretagem mundial.
Também não vejo asfalto ruim como o de Campo Grande.


quinta-feira, 11 de junho de 2015


Crônicas bogotanas 2015 2
Da autobiografia não autorizada de Che Guavira
Correi aos correios sem correias, socorrei-os ● Dos males o menor Chilenos × peruanos, que tristeza A seguir: As crônicas limenhas
Reclamamos muito de nosso correio, que poderia ser muito melhor, sem dúvida. Mas, vejamos Pra meu correspondente Carlos, de Medelim, é muito mais complicado enviar a mim um pacote, do que vice-versa. Porque lá, por causa de todos os problemas de narcotráfico, se exige documento, descrição, verificação, etc. Fica muito mais burocrático enviar um pacote.
Mais do que aqui em região fronteiriça. Um amigo que se mudou a Ponta Porã desistiu de vender no Mercado livre por causa disso.
Como sou viajante inexperiente quis aproveitar a conexão Santiago pra entregar um pacote a um correspondente chileno. De prevenção levei endereçado, pra caso precisar pôr no correio. Fiquei em área restrita de conexão e não tem agência postal ali.
Em Bogotá levei ao correio mas o preço era exorbitante. Na moita a atendente me indicou uma aerolinha ali na esquina, que seria bem mais barato. Fui. A perguntação foi grande, tive de abrir o pacote pra mostrar o conteúdo. Como tinha o remédio prà gata diabética de dona Adriana, disseram que tinha de ter autorização do Chile pra entrar medicamento, mesmo não sendo de tarja. Excluí a caixinha de comprimido. Então disseram que necessitava de meu documento de identidade e do documento de identidade do destinatário!
Mas como eu teria isso? Quem informa seus dados documentais a todos os contatos? Obter telefone ou imeio já é difícil, imagines número de documento. Isso lá é coisa que se peça a alguém?
Então o pacote foi a Bogotá e voltou.
Na primeira viajem a dona do hotel falou sobre a Venezuela. Que antes era tudo reclamação contra os ianques, o imperialismo e tirania ianque, mas que agora os chineses estão em toda parte, tomando conta de tudo, trazendo gente pra trabalhar no país
Eu disse que se não fossem os chineses os ianques teriam atacado não só o Iraque e o Afeganistão mas também o Irã e a Síria, depois a Venezuela. E o mundo todo cairia em suas mãos, em escombro. Portanto, dos males o menor. Eu disse que a existência da FARC tem muito dedo ianque ali, pois usam todos os meios pra desestabilizar, enfraquecer os países.
A Colômbia já perdeu o Panamá porque se negou a deixar os ianques construírem o canal. Então eles instigaram a independência. Agora está de aliado. Se perder outro pedaço não reclame depois.
E conversamos assim, trocando pontos de vista sem ardor, cum hóspede venezuelano junto.
Na segunda viajem falamos sobre o assunto novamente. Citei o caso de meus correspondentes chilenos e colombiano. Ambos países se alinharam com o grande satã, que tentou implantar a SOPA, etc. O resultado é que esses países fizeram leis exageradas de direito autoral. Assim blogueiros chilenos tiveram problemas judiciais ao postar escaneio de gibis e filmes antigos, porque fizeram uma lei nesse sentido. O colombiano pediu a mim pra baixar algumas coisas no Emule, porque lá criaram uma lei que prevê prisão pra quem usar o Emule.
No caso dos chilenos foi uma briga entre escaneadores chilenos e peruanos.
Os dois países não se bicam desde a guerra do Pacífico, onde a Bolívia perdeu o litoral. Mas a querela não era nacionalista.
Eram dois blogues amigos. Na verdade três blogues chilenos e um peruano. O blogue peruano tinha, chamarei de senhor X, um colaborador que virou o braço-direito do dono. Um colombiano freqüentador de ambos acusou senhor X  de se apropriar de escaneios e resenhas alheias. Senhor X respondeu duro, xingando os outros. O dono fazia ouvidos moucos. Então houve a ruptura, com ofensas mútuas. A coisa perigou de engrossar e parar na delegacia. Consta que esses peruanos denunciaram os blogues chilenos, gerando a questão judicial sobre a qual falei acima, que terminou bem mas foi traumática, é lógico.
O primeiro blogue de gibi que freqüentei, antecessor dos citados, tinha marca dágua na capa, senha, etc. Eu achava um absurdo. É muita vaidade, pensei. Mas era porque não sabia da história. Minha correspondente chilena contou tudo. Seria porque senhor X estaria imprimindo e vendendo escaneios deles no Mercado livre.
Uma tristeza. Blogues até então amigos e parceiros brigaram assim, só por causa de senhor X.
A seguir: As crônicas limenhas.
faltam as páginas 15-16
Suplemento-revista dominical de El espectador, Bogotá

● Finalmente o correio usa cartão de débito e crédito. Depois de décadas esse monopólio instalou o sistema. Tudo funciona assim neste país em câmera lenta.
Tem muita página onde o pessoal discute um assunto nos comentários e acaba brigando por causa dum comentar o jeito do outro escrever, uma palavra errada. É muita falta de educação um ficar gozando a palavra errada do outro, além de estar fugindo do tem. Quem tem obrigação de falar certo é jornalista, escritor, etc. E são os mais errados.
Diz que a ponte dos cadeados de Paris perderá os cadeados, pois são 93t adicionais que desestabilizaram a estrutura. Será que o pessoal tem costume de experimentar os cadeados da ponte com as chaves de casa?
Às vezes faço isso de brincadeira. Chegando à casa dum amigo, enquanto esperava abrir o portão e a cachorrada latindo, a chave minha porta frontal abriu o portão como se fosse feita pra ele. Mas o vice-versa não vale porque a chave de lá tem a base um pouco mais grossa.
Em 2013 fui à casa de minha tia e fechei a porta do carro com a chave dentro. A vizinha estava tirando o carro da garagem. Pedi o molho pra experimentar, pois cansei de ver a chave dum carro abrir outro. Já aconteceu muito de eu abrir outro gol branco por engano. Teve um que abri, vi que estava diferente, mas a chave não fechava, só abria. A chave da porta frontal da casa abriu meu carro perfeitamente.
Ou seja: A segurança das chaves é ilusão, como os guinchos pra quem mal estaciona, a calçada pra cego, as barreiras noticiadas na televisão, um ladrão em cada esquina
● No livro de Lourenço Gardner diz que os filisteus são antepassados dos palestinos e que filisteus e israelenses são invasores. Me lembro de que uma tese diz que os filisteus e em geral os chamados povos do mar seriam nórdicos fugindo dalgum cataclismo.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Escã de Waldir Rabello

Há pouco li A origem de Deus, de Laurence Gardner. Coincide com o relatado por Sitchin, de que o deus bíblico é Enlil, o eloim, ou melhor, nefelim, que, com o tempo e manipulação bíblica, se tornou a absurda, surrealista e superfantástica personagem cósmica na mente dos simplórios.
Mais um excelente livro, muito bem documentado, pra dissecar as incoerências bíblicas.
Ali vemos que o vocábulo hebreu deriva de eber han-hahor, vindo do outro lado da água (o rio Tigre), se referindo a Abraão (Abrão).
O vocábulo shem, indevidamente traduzido como nome, significa o que vai ao alto. O que reforça a idéia de que o conto da torre de Babel é uma alegoria a quando a humanidade se preparou pra lançar um foguete, o que alarmou os deuses, que se queixaram de que os humanos os estavam igualando. Então os deuses providenciaram dispersar esses humanos prafrentex. Algo que lembra a sabotagem estrangeira à base de Alcântara, no Maranhão. Esse dispersar não se tratou de brotar uma confusão lingüística na torre, gerando as línguas do mundo, mas desbaratar o projeto.
Éden, em sumério, significa pastagem elevada, enquanto a mesma palavra significa paraíso, deleite, regozijo em hebraico. Não houve um paraíso e sim um projeto agropecuário ou algo assim.
Na página 113 um tropeço de tradução: Urso de rosto pequeno em vez de urso de focinho curto.
Adão é um termo próprio unissex, não o nome dum indivíduo.
Israel significa soldado de El (El, o deus, o senhor). Betel, casa de El. Elisabete, juramento de El.
Dissecando as principais personagens bíblicas o autor percebe lacunas e interpolações, mesclas de personagem, falsificação de evento, tais como Robert Ambelain verificou no Novo testamento, e manipulações mil, constatando que Deus é uma personagem esporádica e que a Bíblia é, ou melhor, se apresenta, como um relato sobre os hebreus e não sobre Deus.
Que o povo adorava outros deuses e deusas e que Enlil tinha uma família.
Quando o planeta dos deuses se afastou o deus se ausentou e sua imagem se deformou na mão de obscurantistas misóginos, resultando no papai noel dos adultos.
O livro só peca pelo abuso do vício de linguagem dos vocábulos, especialmente nenhum e qualquer.
Por exemplo, os vícios mais comuns:
Isso não tem nenhuma importância
Isso não tem nem uma importância
Isso não tem qualquer importância
Isso não tem a mínima importância
Isso não tem a menor importância
Isso não tem sequer importância
Isso não tem nem sombra de importância
Isso não tem importância nenhuma
Isso não tem importância alguma
Quando se deveria dizer, simplesmente:
Isso não tem importância
Excelente livro pra mentes pensantes se libertarem dessa horrível superstição que é a teolatria.
Pois é: Como os doutrinadores dominam a sociedade, usam termos pejorativos como nerde e ateu, quando na verdade o termo deveria ser pra eles: Acéfalos e teólatras.
Se a turma de Moisés fugiu do Egito e vagou durante 40 anos pra chegar à terra prometida, então como Maria e José fugiram com o menino Jesus, ao Egito, montados num burrico? A ida é tão longe e a volta é bem ali na esquina?
Mexeram tanto no padrão de tomada elétrica, causando um transtorno danado. Não está na hora de melhorar a tecnologia da conexão do bujão de gás? Precisamos duma conexão prática, leve e segura. Não essa rosca tosca e antiquada, que precisa de bolha de sabão pra verificar vazamento. É mais fácil e seguro trocar um pneu de carro que um bujão de gás.
Propaganda do sebo Messias: São mais de milhares de títulos disponíveis. Então são milhões.
A livraria afirma que cadastra em média 1000 títulos por dia. Duvido.
Vez e outra liga uma moça fazendo propaganda do bujão de gás. Se quero aproveitar a promoção. Não entendo a lógica desse povo. Não existe o sistema de carregar, completar o bujão, como no abastecimento de gasolina de automóvel. Pra aproveitar a promoção tenho de entregar meu bujão em troca dum cheio. Mas meu bujão não está vazio. Pra aproveitar a promoção teria de jogar fora o gás que resta. Taí uma promoção que merece o troféu Burro.
Estêvão Hawking previu a extinção humana pro próximo milênio. Seu argumento se baseia em clichês ecológicos. Pra mim não passa dum paulo coelho da física.
Erro de tradução é muito mais comum do que se pensa. Tem muito mais que a tradução bíblica confundindo o grego kamel (corda) com camilos (camelo). É mais fácil uma corda passar numa agulha que um rico entrar no reino celeste.
Vejamos o conto de Cinderela, ou da gata borralheira. Cinderela dança com o príncipe, com sapato de vidro (ou cristal). Como tal absurdo? Ainda mais calçando em primeira vez! Logo os pés estariam em carne-viva. E depois que Cinderela foge correndo, pois o encanto se desmancharia na meia-noite, e perde um sapato, o príncipe pega o sapato e o experimenta em tudo quanto é mulher, pra ver qual pé serve.
Um absurdo após outro. Mas
O vocábulo francês pra veludo é velours. A pronúncia é parecida com a de verre, vidro.
A origem do conto é chinesa. Na antiga China era costume nobre a menina se torturar pra ter os pés pequenos. Desde pequena usar tamanho menor, pra atrofiar o crescimento dos pés.
O príncipe reconheceu no tamanho do sapato uma dama de nobre linhagem. Agora sim, faz sentido procurar um pé daquele tamanho, pois só uma dama de alta linhagem caberia naquele número.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

faltam páginas 15 e 16
Suplemento-revista dominical de El espectador, Bogotá

Postando de volta, após um tempão atualizando a máquina. Agora 64 bites, 4 processadores… pra ficar bem rápido. O carro pode ser um Gol 1.0 1993 mas o computador tem de ser chique no úrtimo.
Nessa aventura a gente cai num técnico mais-ou-menos picareta, chega a uma boa loja mas o pessoal só está interessado em atender a empresa, acha um muito bom mas é difícil se comunicar com a figura. Mas… mas… mas e mais.
Uma característica cultural marcante daqui é alguém avisar que telefonará ou passará aqui e… nada. Nem pra avisar que não deu. Aí, já viu: Quem mora sozinho passa a manhã preso esperando a digníssima figura, e a tarde esperando o carteiro, pois o rastreio deles é pra inglês ver.
Ainda estamos na idade da pedra internética. Quando morre um disco rígido ou se atualiza tudo, recomeça a viacrúcis: Instalar, configurar tudo e repor todos os programas que faltam. E vírus a todo lado. Verdadeira selva de bites. Na verdade parece mais que estamos na era dos bandoleiros de estrada, que assaltam diligência.
Desta vez em vez do Photoshope estou testando o Krita, programa grátis com interface bem parecida ao Photoshope, pois minha fotoxopagem consiste apenas em clarear-escurecer a figura (e uma macro pra isso), girar grau menor que 90 (quase sempre girar 1º ou -1º, porque no Photoeditor solto isso não funciona) e editar balão de quadrinho a traduzir. No Krita só não acertei a balonização. Dizque o programa é muito bom mas o recurso texto ali está esquisito, mais parecendo o velho Paint, só pra criancinha brincar. Verei se preciso instalar o Gimp só pra isso.
● Acostumado ao ovo caipira, por contingência preparei um do supermercado. Aquela gema amarelo claro, muito diferente do amarelo-alaranjado. Sem gosto. Batido pra fazer bolinho, não tem a espuma amarelada. E ao fritar não espuma. A diferença é a mesma do café gurmê ao vendido no Brasil, da cerveja de verdade à popular brasileira. Ou seja: Da água ao vinho. O frango, então… gosto de nada, além de entupido de hormônio, pois diferente do bovino, não há tempo pro bicho metabolizar o hormônio. O sistema de produção granjeira é uma crueldade contra os galináceos e contra o consumidor.
● Minha bronca com os restaurantes é que só focam na comida (então deveriam se chamar comidaria). Não existe variedade de bebida. Quase todos só têm veneno, o famigerado refrigerante. A questão é: Por que é, digamos, caseira, e a bebida sempre industrializada? Por que não fazem a bebida tal qual a comida? Mesmo a água mineral é envenenada: Comumente fluorada.
Se a comida tivesse o mesmo padrão da bebida seria assim: O cliente pegaria o prato e iria pondo nele uma lata de sardinha, um daqueles horríveis envelopinhos de maionese, um vidro de azeitona de oliva, uma lata de fiambre, uma lata de ervilha e outra de molho de tomate. Pra sobremesa uma lata de leite condensado, um potinho de geléia ou de pêssego em calda. E levaria à balança.
Qualquer dia será assim. Se não virar tudo pílula pra astronauta. Não duvides.