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sábado, 2 de novembro de 2019

Planeta 227

Mais um número da excelente revista infelizmente algumas vezes voltada demais ao espiritismo. O artigo final é absurdo de tão fantasioso, mas a revista é eclética e tem matéria excelente.

A nota sobre notícia ruim permanece atual, ainda mais premente, e é preciso levar a sério o conselho dos terapeutas

Milenio 3 - La maldición del curu
Muito detalhe sobre a terrível doença, o curu, causado por príon, resultado do canibalismo. Até a década de 1990 era desconhecido. Até então se considerava que a ojeriza ao canibalismo era apenas cultural.
Também os terríveis males causados pela consangüinidade permaneceram ignorados durante muito tempo.
É muito importante que os apologistas, defensores e simpatizantes de perversões sexuais reflitam sobre sua irresponsável mentalidade.

Muera el roto Piñera!

Parabéns Venezuela
Ganhou uma vaga no conselho de direito humano na ONU

Coleção Cartão-postal de Joanco
 
 


segunda-feira, 24 de junho de 2019

Riquinho 0028, 03.1970

Escaneio de Danilo Meneses


As cabeças de pedra olmecas são nitidamente negróides
Em Leyendas prehispánicas mexicanas, de Otilia Meza, página 141, La Xtabay (lenda maia) que dalém das fontes de Chapopote (Chapopotl) chegou um homem muito negro seguido dalguns sacerdotes pintados de negro e a cujo deus principal untavam de hule. Se chamava Ek aquele misterioso sacerdote de cor escura e lábios grossos e sensuais. [...] Ek, o homem de negra carne e dentes brancos como a Lua...
Recomendo Os impérios negros da idade média, de Philippe Aziz, coleção Grandes civilizações desaparecidas, Otto Pierre editores, Rio de Janeiro, 1978

Las cabezas de piedra olmecas son nítidamente negroides
En Leyendas prehispánicas mexicanas, de Otilia Meza, página 141, La Xtabay (leyenda maya) que de más allá de las fuentes de Chapopote (Chapopotl) llegó um hobre muy negro seguido de algunos sacerdotes pintados de negro y a cuyo dios principal untaban de hule. Se llemaba Ek aquel misterioso sacerdote de color oscuro y lábios gruesos y sensuales. [...] Ek, el hobre de negra carne y dientes blancos como la Luna...
Recomiendo Los imperios negros de edad media, de Philippe Aziz, colección Grandes civilizaciones desaparecidas, Otto Pierre editores, Rio de Janeiro, 1978

E aos racistas de plantão, a lembrança de que branco não é necessariamente bonito:


Durante todo o século 20 o telefone funcionava perfeitamente. Agora se liga a um número e dá a mensagem de que não existe. Liga a outro e diz que está programado pra não receber mensagem. Mas no dia seguinte se descobre que só pode ser alguma falha, pois estão todos normal. Antes o telefone era independente. Se caía a rede elétrica se podia ligar pra pedir socorro. Hoje, se cai a energia ou a conexão internética o telefone cai junto.
Isso é progresso tecnológico?
Não põe data mas quer reclamar direito autoral. É incrível a quantidade de livros recentes, antigos, antiqüíssimos, que não põem data da edição. Então como reclamar direito autoral?, se a data é o item mais importante.
O terraplanista que afirmou que a gravidade não existe porque duas bolinhas próximas não se atraem!
Pois é. Essa é a lógica dos terraplanistas!
É como os que ao ver falha na teoria da evolução já concluem que não existe.
O fato da evolução não ser como pensamos não autoriza a concluir que não existe.
Também o fato de o ser humano não ser resultado de evolução natural na Terra e sim híbrido de primatas africanos com os eloim de Marduque não autoriza a negar que ela existe.

Coleção cartão-postal de Joanco
 



segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Por quê Rítler não usou suas superarmas?


Por quê Rítler não usou suas superarmas?
Artigo da revista Planeta 008, 04.1973
 









● Dizem o tempo todo que se tem de fazer checape de saúde todo ano, patati-patatá, mas é mais uma conversa-fiada. Ramão andava com recorrentes e misteriosas altas de pressão. Tanto exame e nada aparecia. Já não queria mais ir ao posto-de-saúde, a tal UPA, pois já passava por hipocondríaco. Um médico perguntou:
— O senhor bebe, né?
— Não. Nunca fui bebedor.
— Mas já bebeu. Né?
Quase *@#!¢¡ Só faltou perguntar se beberá. A tal sentença de que quando o povo fala é porque foi, é ou será.
Mas enfim teve de ir novamente, e novamente nada tinha. Só uma tomografia particular detetou uma infecção num rim. A decisão foi extrair o rim, mas na operação se decidiu tirar só a metade.
Na semana antes da cirurgia levei o casal às sessões diárias de soro com antibiótico na UPA.


Estacionado na frente do posto, no lado oposto da avenida, observei como os carros se comportavam ao fazer a conversão conforme a figura acima. Poucos fazer de forma correta, A. Quase só auto-escola. Até taxistas e outros profissionais o fazem entrando na contramão, B.
Numa das vindas passamos no açougue, aquele do recanto dos folgados. Estacionei na rua perpendicular, bem na ponta da garagem da casa seguinte. Chuviscava. Emiliana foi, porque Ramão estava debilitado e por isso estava no banco traseiro. Chegou um carro e embicou pra entrar. Subiu o portão levadiço ao controle-remoto mas o carro não entrou. Saiu o motorista, de chapéu, na chuva, entrou e fechou o portão. Logo mais o portão abriu e fechou de novo. Então abriu mais uma vez, o sujeito saiu na chuva, entrou no carro, fechou o portão e foi embora. Ficamos questionando o motivo do sujeito não entrar e sair com o carro, já que pode abrir o portão dentro do carro e tinha espaço pro carro entrar. Decerto o sujeito tinha lá suas razões, vá-saber quais!
Em seguida passou uma senhora gorda com guarda-chuva, dizendo:
— Mas quê calçada escorregadia!
Não escorregou, movimento brusco, nada. E foi ao açougue. Então veio Emiliana, contando que no açougue a mulher contou que caiu na calçada.
— Mas olha, quê mentirosa! Passou agorinha aqui…
Me fez me lembrar do livro de Edmund Pearson, cujo capítulo sobre a bicicleta verde postei há pouco. Num capítulo fala sobre as mentirosas compulsivas, mitômanas, e até um caso estarrecedor do século 18, onde uma garota caiu na farra e voltou cuma estória mirabolante de seqüestro, o que levou a sérias implicações criminais contra inocentes. O autor refletiu sobre quantos casos de inocentes enforcados por mentiras assim já aconteceram.
● Quando a gata Branca-de-neve estava se recuperando, Ramão vinha todo dia pra ajudar a renovar o curativo. Ficamos assombrados com a ação da pomada cicatrizante homeopética da CRM homeopet. Homeopética porque é homeopática pra pete. Não é pomada pra passar na garrafa. Pete é um anglicismo pra cão e gato. E a reciclagem de pete não é cão e gato virando tamborim, churrasquinho e sabão, mas as garrafas. Em poucos dias uma área grande esfolada dum ponto que abriu fechava estreitando o círculo cada vez mais. Parecia aquelas cicatrizações rápidas do Hulk. Emiliana passou num dedo que custava cicatrizar. Santo remédio. Ramão perguntou ao médico, se tem essa pomada pra gente. Parece que não.
É por essas e outras, que mesmo tendo Cassems, se eu precisar de tratamento quero ir aonde levo meus gatos, porque os bichos recebem tratamento muito melhor.
● Neste segundo turno, como somos obrigados a participar dessa odiosa palhaçada que é a grande mentira da utopia democracia, fui às 7h da manhã. Na escola onde voto, pequena fila na calçada. Perto das 8h se abriu o portão, depois outro acessando a uma quadra desportiva em cujo fundo fica minha sessão. Mas não é que três peruas se adiantaram correndo, passando na frente? Pois é. O povo não pode falar dos políticos, pois a malandragem é a mesma. Macaco só olha o rabo do outro.
● Me lembrei da explicação dum gramático, de que no uso, por exemplo João, Maria e Helena estão atrasados, predomina o masculino não por machismo mas porque a forma masculina a flexão é mais simples. Mas a feministontas não observaram que em avós a forma é feminina: Meu avós maternos eram espanhóis se refere ao avô e à avó maternos. Como naquela minha piada onde o professor repreende o aluno que disse Meio-dia e meio, tirando o sarro:
— Meio-dia e meia! Meio-dia e meio é um dia inteiro!
— Á! Entendi. E meia-noite?
— Meia-noite e meia. Lógico!
— Mas, professor, meia-noite e meia é uma noite inteira!
[…] Os vários turistas estrangeiros que chegam à escola de samba pra pedir (e pagar!) aula são um reflexo da vivência de papai em Israel, onde se pode ter contato com pessoas de várias partes do mundo, e da falta de conhecimento sobre o Brasil e a cultura brasileira. Muita gente no exterior realmente acredita que se ensina samba nas escolas de samba, a qualquer um que se inscreva a um curso. […]

Coleção cartão-postal de Joanco