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sábado, 18 de fevereiro de 2023

O irmão de Pinóquio

Monteiro Lobato - O irmão de Pinóquio

~1931

Monteiro Lobato - O irmão de Pinóquio - escã original

 

Liberato Bittencourt - A fase inicial da guerra do Paraguai.docx

Sem data

Liberato Bittencourt - A fase inicial da guerra do Paraguai.pdf

 

Exemplo da ortografia da época

 Dos discos de Joanco

Seriado

Zorro 1.rar

Zorro 2.rar

 ● Discutindo o tema de que foi a Urs quem ganhou a 2ª guerra mundial, alguém alegou Mas Eua enviou armas pra ajudar a Urs na 2ª guerra. Porque financiaram Rítler pra destruir a Urs. A tática é enviar armas a ambos (vendendo, nunca doando), pra prolongar a guerra ao máximo e os debilitar, promovendo destruir mutuamente. Israel enviou arma ao Irã na guerra Irã–Iraque, com esse fim. Na Ucrânia o mesmo. Só não enviando arma à Rússia porque ela tem mais e melhores. Essa tática nunca deu certo mas sempre usam porque acham genial demais.

 ● Nos livros escolares de história nos 1970 Federico Barbarossa aparece em português como Frederico Barba-Roxa. Agora na internete Frederico Barba-Roxa ou Frederico Barba-Ruiva, como se sinônimos! O italiano rosso, como o castelhano rojo, não é roxo, e sim vermelho. São erros que ficam, como O planeta dos macacos em vez de O planeta dos símios.

 https://www.youtube.com/watch?v=Qb_kIB19cEQ

Estácio de Sá, samba-enredo 1988, O boi dá bode

0:29

E também o Minotauro

O boi grego da mitologia

O Minotauro é da mitologia grega mas não era grego e sim cretense. Por pouco não disse grego o boi Ápis

 Estilo, moda e camisa-de-força

É impressionante o número de bobocas que se sentem na obrigação de aderir à linguagem inclusiva, produto do politicamente correto derivado da ideologia-de-gênero, adotado pelas mentes bovinas, as do instinto-de-manada. Quanta falta de personalidade! E  como são feministas esses sujeitos! Um feminismo adolescente, pueril, vergonha alheia. Um disse que no discurso exortando se disse Senhores!, como se só houvesse homem ali. Dã?! Fugia das aulas de português na escola? Mas a internete é o reino da ignorância.

Mas donde vem essa adesão tão estóica ao politicamente correto? Baixa inteligência? Creio que sim. Baixa inteligência da espécie, o que impede as pessoas se livrar da lavagem cerebral e se comportar como adolescente necessitado da aprovação do grupo, de se sentir o mocinho da fita, imaginando que estar na moda lhe renderá mais cliques positivos, inscrição, etc. O triste é que isso inclui altos políticos, inclusive o presidente, altos magistrados, em vez de apenas iutubeiros carentes de cultura formal.

Agradeceria se esse estoicismo se aplicasse também no trânsito. Que se desse sinal devidamente, acendesse luz em tempo nublado, corresse menos em pista molhada, etc. Em vez de só se mostrar certinho, bonzinho e bonitinho quando crê que os outros estão vendo. E agradeceria também se os puristas ortográfico-gramaticais, que se acham tão corretos, não usassem vocábulo estrangeiro nem cometessem tanta barbaridade preposicional e pronominal, por exemplo. Certinhos do pau-oco!

Como todo mundo anda na rua? Uniformizado, a mesma cor de cabelo e penteado? O mesmo modelo e cor de sapato? Porque o modista tal escreveu no livro sobre o bem-vestir, que o certo é usar camiseta cinza e calça verde escuro, todo mundo se veste assim? No mundo real cada um tem seu estilo. Tirando exagero como calçar pé-de-pato, roupa de palhaço ou escafandro, cada um tem seu estilo. Uma veste calça brim azul, outra minissaia amarela, outra bermuda preta. Cada automóvel, idem. Senão seriam todos iguais, da mesma cor. Cada um tem maneira própria de ser, gestual, tom vocal, estilo verbal, expressão corporal…

Então por quê a mania de achar que tem uma forma rígida correta de redigir um texto escrito ou verbal? É concepção equivocada. Não sei se noutros, mas onde sei que a gramática é rígida e regulamentada pelo governo é na Coréia do norte.

Claro que existe uma forma oficial do português correto, pois é preciso estabelecer um padrão pra se classificar os candidatos num concurso público, vestibular. Assim como se normatizou a receita do acarajé quando foi tombado como patrimônio cultural, mas é mais pra evitar descaracterização acentuada.

Assim como o que é lei não é necessariamente justo e correto, o que é norma gramatical, ortográfica, etc, não é necessariamente português correto. E ser adotado pela imprensa massiva não o faz correto.

Há norma técnica pra publicação científica e universitária. Assim como não me interessa se os astrônomos consideram Plutão planeta ou os agentes imobiliários tal prédio arranha-céu, não me interessam as normas técnicas nem a camisa-de-força dalgum gramático quando redijo texto.

É isso que as pessoas devem entender definitivamente: Cada um tem estilo de cozinhar, se vestir, passear, o trajeto em automóvel pra chegar até sua casa, viver, enfim, também tem o de falar e escrever. Se não estou prestando concurso, redigindo documento oficial nem apresentando tese universitária ao-diabo a camisa-de-força dos gramáticos!

 A Rússia, Diatlove e o magnetismo

Uma declaração oficial do governo russo sobre o caso Diatlove apontou uma avalanche como a causa da tragédia. https://br.rbth.com/historia/84105-causa-morte-diatlov-revelada

Uma postagem aqui no blogue apresentou o minucioso estudo de Natália Diaconova elucidando o caso Diatlove como ataque de chupa-chupa, um ufo-de-fogo que queima pessoa, como casos de morte no Brasil e na Espanha. https://cheguavira.blogspot.com/2020/04/gazeta-juvenil-18.html

Como explicou John Alva Keel, em Operação Cavalo-de-tróia, sabe que os ufos não são objetos fabricados procedentes doutro planeta, que são assombrações. Por isso se conforma com a pecha popular de que conspira escondendo esse mistério, do que enfrentar a complicadíssima e temerária tarefa de explicar a verdade a um público ignorante e fanatizado pela idéia de visitantes extraterráqueos com tecnologia avançada.

Os russos também se escamotearam dessa situação cacete que geraria muita polêmica e levaria a muita discussão indesejável nada produtiva à elite governante. Mas tal declaração oficial reforça a idéia de qual facção intraterráquea dirige, inspira ou ajuda o país.

A famigerada profecia de Fátima, pois as aparições marianas são ufos mal-entendidos e mal-interpretados, diz que se a Rússia for consagrada ao coração Maria o mundo ficaria em paz.

Com medo de evitar conflito político os diplomatas do Vaticano não permitiram mencionar o nome da Rússia, motivo pra muitos suspeitarem da genuinidade sobre a consagração.

Supondo que tudo isso seja autêntico, ainda resta o fato, como John Keel declarou, de que o pessoal que dirige os ufos é mentiroso, manipulador e trapaceiro.

Após a queda da Urs a Rússia se ergueu aliada à igreja ortodoxa russa, reforçando e defendendo os valores morais da cultura russa contra a depravada e caótica ideologia ocidental de falsos valores.

A espantosa tecnologia russa, esmagadoramente superior à ocidental, especialmente em magnetismo, leva a supor aliança cuma facção ufo benigna ou não tão maligna quanto a que manipula o mundo ocidental.

Sendo assim, não convém revelar a verdade sobre o caso Diatlove, mesmo que a tragédia fora obra de facção ufo inimiga, também pelo motivo de que isso daria informação ao inimigo.

Galãs chulos

 
Certos iutubeiros não têm limite no afã na corrida caça-clique

Muitos iutubeiros que se dizem esquerdistas, cedendo ao abjeto instinto-de-manada, no afã de agradar e se mostrar, cada um, bom-rapaz, não param de citar o esdrúxulo vocábulo homofobia. Junto citam o negro, quando muito. Como se não existissem inúmeros exemplos, esses sim genuínos, de violação ao direito, preconceito, discriminação, etc. Não se lembram de obeso, cadeirante, mongolóide, pobre. Pobre? Esse só aparece em discurso cívico-político. É tão desgraçado que é desprezado até pelos outros pobres. Não! Só lhes vem à cabeça homofobia, homofobia, homofobia. Mas o vocábulo grego fobia é medo mórbido. O vocábulo xenofobia inicialmente representava medo a estrangeiro, forasteiro, alienígena. Muito usado e abusado, acaba sendo entendido também, na falta de termo mais preciso, como ódio, ojeriza, desprezo. Quem tem medo mórbido é vítima dalguma forma, pois é doença, não algoz. Mas esses imbecis só tem na ponta-da-língua o vocábulo homofobia, de tanto que a imprensa corporativa antinacional martela esse tema há década, já completando a lavagem cerebral de destruição cultural.

Tal é o caso do canal Galãs feios, que faz boa crítica aos costumes mas não percebem que nesses pontos são dissidência controlada, inocentes úteis, bradando contra o sistema mas fazendo o jogo dele, como Datena e sucedâneos (embora um tanto melhor) que vociferam contra os crimes mas só provocam catarse.

Pois postaram a incrível matéria escatológica do dedo no reto. Agora te peguei em contradição! Encarnando o menino no conto O rei está nu, perguntei: E quem põe o pênis ali não é outro porcalhão? Mas na vida real o menino alerta mas em seguida todos fingem não perceber, que nada ocorreu, e fica tudo na mesma. No máximo, se criança o menino leva uma chapuletada, pois o que sonâmbulo mais odeia é ser despertado de supetão.

Como o Plantão Brasil, onde o apresentador é adepto da linguagem inclusiva, feminista adolescente e todos aqueles sintomas do bom-rapaz. Apresentou o caso dum pastor bolsonarista conservador gravado em intimidade homossexual. E foi logo se limpando Usou o termo homossexualismo, em vez de homossexualidade, pra parecer que é doença. Dã?!

Num canal hispânico, idêntico. Alguém afirma que não posso usar o termo terminado em ismo. Bem estranho. Os mesmos vícios-de-linguagem, modismos, eufemismos… em ambos idiomas. Tem uma central controlando tudo. Ora! Mas quem determina como devo me expressar sou eu!

Toda vez que se aborda o tema já de antemão se previne Nada contra. Até tenho amigos gueis. Ou então Naquela época isso era estigmatizado. Ou no seriado Sofres com a reação das pessoas, quem consideram errado.

Tal qual nos sítios astronômicos, especialmente os que mostram imagem de sonda espacial: Sempre dão um jeitinho de encaixar uma expressão reforçando a farsa da ida à Lua: Aquele ponto ali é a Apolo 11 (171) rumo Lua. Ou Foi uma das grandes façanhas do século 20, depois do homem na Lua em 1969… Com enxurrada de provas e evidências da farsa lunar, só mesmo os fanáticos admiradores da superprepotência persistem na crença, que é uma seita como a dos que insistem que os ufos são naves duma civilização tecnológica extraterráquea mui avançada.

Thiago dos Reis (Plantão Brasil) já confessou que fugir a outra plataforma é complicado porque quando se recria um canal é quase impossível recuperar o número de seguidores. Ou seja: É caça-clique assumido. Que ninguém se iluda com o discurso dos iutubeiros, de que lê e responde todos os comentários, usando todos os ardis pra forçar comentar, mas é só porque comentário valoriza o canal. Imploram clique positivo, inscrição, sininho, e principalmente doação. Acho meio indigno isso de implorar clique e doação. Essas coisas têm de ser espontâneas. Virou uma praga pedir doação. A monetização derrubou a qualidade do iutubo, que agora é um oceano de desinformação. Muita matéria científica por diletante ignorante no assunto. Os iutubeiros são os mais hipócritas da internete. Só lhes interessa a estatística.

O cara do Meteoro é meio poeta meio maluco. Uma vez citou o Metaforando como charlatão, e dois vídeos depois disse que gostaria de aplicar as técnicas de linguagem não verbal do curso que fez no Metaforando. A esposa, co-apresentadora, ficou com cara-de-bunda, não podendo contrariar, quando o cara resolveu filosofar ao meio que o bolsonarismo e tudo o que aconteceu foi bom porque despertou as pessoas, e tal.

Eduardo Moreira contando que fulano e beltrano fizeram acordo-de-cavalheiro, e abriu parênteses pra dizer Eta termo machista! Mais um exemplo de filósofo-de-botequim já no quinto copo.

O canal Cortes 247, quem postou aquela do ser desrespeito os jogadores comer carne com ouro em nossa cara, canal esquerdista lulista, posta matérias de Folha, Uol, Estadão, tudo falsimídia! Jornalistas que não diferenciam ponto de vírgula e redigem mal. Jornalista tem obrigação de escrever bem, ainda mais que há estudantes se espelhando no que ali está.

E outros botequineiros caça-clique que pra agradar metade da platéia resolve rasgar seda como se fosse 8 de março. A esses, aos homofobiamaníacos e aos religiosos ostensivos digo que se se sentem no direito de ser ostensivos, isso dá direito a quem discorda se manifestar. Se não querem polêmica se calem e parem de aborrecer com seu mantra de lavagem cerebral, e fiquem satisfeitos com o já obtido.

Todos canais com bom conteúdo no geral, excelentes análises e notícias. É por isso que pasmo ao ver esse buraco lateral.

Mas o mais preocupante na postura desses esquerdistas meia-sola é a omissão a violência quando é contra opositor. Galãs feios festejou quando um bolsonarista falou mal do fanque e foi ameaçado por fanqueiros na rua.

Todos são dissidência controlada, feministas pueris, num oba-oba que me assusta.

 Cássia Kiss falou em destruição à família:

— Não existe mais o homem e a mulher, mas a mulher com mulher e homem com homem. […] O quê está atrás disso? Destruir a família, a vida humana? Porque onde eu saiba homem com homem não dá filho, mulher com mulher também não. Como faremos?

A organização sem fim lucrativo afirma que declarações têm teor discriminatório e preconceituoso, que essas falas claramente carregam teor discriminatório e preconceituoso aos casais homoafetivos e a comunidade LGBTQIA+ ao questionar a validade da sua existência, disse a petição inicial.

O grupo pede retratação e indenização de R$ 250 mil. O grupo Arco Íris pede retratação pública em veículo de comunicação de alcance nacional que deverá ser reproduzida nas mídias sociais da ré e indenização por danos morais coletivos no valor de R$250.000 pra promoção de políticas e programas direcionados a enfrentar discriminação e LGBTfobia no contexto artístico.

Cássia Kiss é vítima de delito-de-opinião por falar a verdade. Não pregou agressão, extermínio, discriminação nem fez afirmação caluniosa. Ninguém é obrigado a ser simpatizante dalgum movimento nem concordar com sua ideologia. Falou sobre a doença, não sobre o doente. Então se alguém disser que o cigarro faz mal terá de pagar indenização a algum sindicato de fumante. De nada mais se poderá discordar. É a SU, sociedade unânime. Se terá de concordar com tudo e se calar ante tudo. Ninguém pode mais ter opinião própria. Não se pode contestar, pois o simples ato de discordar é considerado ódio, intolerância, preconceito. Isso abre precedente muito sério de impor modismo ideológico, e no futuro transformará um indivíduo odioso como mártir.

O que Cássia falou é verdade notória, seja ou não celebridade odiosa

https://jornaldebrasilia.com.br/entretenimento/celebridades/cassia-kis-diz-estar-desempregada-para-reduzir-indenizacao-em-processo/

Se usas o vocábulo homofobia não és esquerda. És dissidência controlada. Estás sob a lavagem cerebral da imprensa corporativa. Estão criando leis autoritárias pra impor certos comportamentos anômalos e indesejáveis. Uma coisa é atacar a doença. Outra é atacar o doente. Não é correto bradar matar fumantes. Mas se não posso dizer que fumar é anômalo e faz mal, e por isso sou chamado de tabacófobo, estamos numa ditadura do pensamento, onde só é permitido aderir e concordar. O caso de Cássia Kiss é um exemplo flagrante desse abuso.

Ciro Gomes teve a casa herança materna penhorada pra pagar R$250.000 de indenização por ter chamado o vereador Fernando Holiday capitãozinho-do-mato.

No Brasil o capitão-do-mato foi o serviçal duma fazenda ou feitoria encarregado de capturar escravo fugitivo. Na sociedade brasileira gozava de pouquíssimo prestígio social e era suspeito de seqüestrar escravo apanhado ao acaso, esperar ele ser declarado fugitivo, e o devolver ao dono, cobrando recompensa. Wikipedia (PT).

O quê há de tão grave no xingamento de Ciro? Supondo que foi só isso. É muito grave que certos movimentos e personagens sejam privilegiados, com acesso à justiça na moda como se fossem melhores que o resto do povo, quem não tem a quem apelar quando sofre grave prejuízo ou dano moral pra valer.

E é imoral isso de pagar pena em dinheiro. Significa que quem tem dinheiro tem mais direito de ofender. Quem tem mais dinheiro sofre menos. A menos que seja pra compensar prejuízo real, palpável.

Ali se descortina uma indústria da indenização, como já nos anos 1980 era gritante e ululante a indústria de taxa de arrecadação a concurso público. Aqui em Mato Grosso do Sul o TRE era notório por fazer concurso-de-fachada, chamando meia-dúzia ou 7 do concurso, pra disfarçar. O resto era apadrinhado. Não sei se ainda é assim.

Supondo que foi só isso, é abuso pra intimidar os discordantes, pra temer se manifestar. É a forma do sistema vestir a camisa-de-força. É a tal história: Contra os inimigos me defendo bem. O problema é me defender contra os amigos.

Não quero defender essas duas celebridades detestáveis. Mas se festejamos a ilegalidade contra o inimigo, logo podemos ser vitimados por essa ilegalidade.

É grave a omissão de todos, deixando correr esse estado-de-coisa, deixando se estabelecer o irracional, como deixaram a religiosidade exacerbada e o anti-comunismo fanático. E deu no que deu.

Vejas como funciona

Se o sistema quer implantar uma cultura onde, por exemplo, o fumante, o zoófilo e o psicopata assassino serial sejam aceitos como normais. O trabalho leva décadas.

Primeiro começam a noticiar o tema esporadicamente, pro público se acostumar e diminuir a rejeição. Isso é fácil porque a máfia globalista domina a imprensa massiva. Na década seguinte aumentando a freqüência. Ao mesmo tempo os humoristas contando todo tipo de piada e criando personagem com o tema. Esse primeiro passo visa forçar o tema se tornar onipresente na cultura popular, de modo a que toda excentricidade seja associada ao tema. Com tanto vaivém de aceitação–rejeição, o público se cansa e afrouxa a resistência.

Criam um eufemismo pra denominar o tema, de modo a descartar todos os pejorativos como preconceituosos. Então não se pode mais dizer fumante e sim fumolover. Nem pensar em zoófilo e sim zoolover. Nada de assassino serial, nem psicopata, mas killerkiss. Quem discordar dos fumantes será taxado tabacófobo, o que rejeita a zoofilia será o zoófobo, e os que se horrorizam com as mortes seriais serão os serialfóbicos.

O esforço é pra associar a ideais de beleza, libertários, democráticos e solidários coisas feias, egoístas, pervertidas e depravadas.

Depois começarão a propagar a idéia de que todo mundo é nalguma porcentagem fumante, zoófilo e assassino. Organizações científicas devidamente recompensadas distorcerão os conceitos, estatísticas e procedimentos científicos pra forçar a OMS a retirar essas duas categorias da lista de doença. A imprensa e ongues começarão a fazer analogias esdrúxulas, alegando que se deve incentivar a diversidade. O assassino serial é uma forma de diversidade predadora. Se o predador come a presa, o serial mata o cidadão como forma de seleção natural. A fumaça de tabaco seria uma variante nos cheiros e fumaças naturais. O zoófilo mais um item na diversidade sexual. Futuramente o necrófilo também terá lugar-ao-sol. Claro que a diversidade de opinião, não. Essa diversidade não vale. Né?

E finalmente, pra avacalhar geral, grandes passeatas carnavalescas com os respectivos temas Orgulho fumolover, zoolover e killerkiss.

Finalmente a institucionalização dessas doenças e perversões, e o uso do poder jurídico e midiático pra intimidar os que ainda se opõem a essa nefasta ideologia surreal antes que clamem O rei está nu! e despertem os outros.

 Coleção cartão-postal de Joanco

 




sábado, 25 de abril de 2020

O melhor de Pica-Pau 059

Escaneado por Daniel Silva


Num vídeo do espanhol de Canárias, Jorge Guerra, em comentário contestei a qualificação de genocídio à guerra do Paraguai. Jorge disse ter ficado pensativo com o comentário. Então traduzi e enviei prefácios, índices, sinopse na capa traseira e orelha, etc, de obras que são fontes primárias, várias são de autores militares da época. Eis a matéria compactada, versão 2020, em português e castelhano.
En un vídeo del español de Canarias, Jorge Guerra, en comentario dudé de la calificación de genocidio a la guerra del Paraguay. Jorge dijo haber ficado pensativo con el comentario. Entonces traduje y envié prefacios, índices, sinopse en loa portada trasera y solapa, etc, de obras que son fuentes primarias, varias son de autores militares de la época. He la materia compactada, versión 2020, em portugués e castellano.

A última moda em Paris
 Chique no úrtimo








Macumbeira despachando pipoca em folhas de jornal no meio da rua

Coleção Adeene neles! 
Guido Mantega - Tio Chico de A família Addams
Enviado por Waldir Rabello

 Leão - Wally Walrus

Coleção cartão-postal de Joanco





sábado, 15 de dezembro de 2018

Papai Noel 048 - Tom & Jerry, 03.1956


Mais um número deste maravilhoso gibi

Amigos,
a editora Clock Tower está com a impressão concluída de O ciclo de Yig, livro com contos inéditos de Lovecraft.
Também temos disponíveis A terra da noite, de William Hope Hodgson que teve ótima repercussão.
Fora isso ainda, estamos relançando a versão capa dura da antologia O mundo fantástico de HP Lovecraft.
Peço ajuda em divulgação. Somos pequenos. Por mais que eu faça, nosso feis (conexão abaixo), não passa de 3000 seguidores.
Abaixo a conexão da loja e também foto dos livros:
Um grande abraço,
Denílson

  O correio inovou na entrega. Agora em vez de assinar numa folha a respectiva entrega, assina no pacote, e o carteiro tira foto da rubrica. Então por quê não tira foto da cara de quem recebe?
Império do Brasil, termo impróprio. O quê é império? Império é uma reunião de reinos ou um reino com colônias. Quando um reino se torna muito poderoso e anexa os reinos ao redor, os tornando reinos vassalos, temos um império. Portugal formou um império com suas colônias. O reino unido de Brasil, Portugal e Algarves era um império mas o império do Brasil era um reino.
● A república brasileira é ilegítima, pois nasceu dum golpe-de-estado. Todos os governos republicanos são ilegítimos, mesmo o recentemente eleito, produto de manipulação publicitária e fantoche de Estados-Unidos.
● Quem não conhece a estória do porteiro do puteiro? Tem hora produzir obras-primas, pois não faltam imitadores e plagiadores. Circula na internete um conto de êxito atribuído ao dono da Tramontina. E também a outras empresas, mas em muito menor grau. Num sítio de língua castelhana constatei nos comentários o quão espalhada está essa farsa. Desci nos comentários até o fim, mais de hora. É impressionante a quantidade de castelhanófonos que crêem piamente que é a história-de-vida do dono da Tramontina.
Alguém pegou o conto clássico de William Somerset Maugam, O sacristão da igreja (The verger) (Não sei de sacristão que não seja de igreja. Me corrigir se estiver enganado).
O bispo descobriu que o sacristão é analfabeto, então o demitiu. Tendo de se virar, virou comerciante de tabaco e ficou rico. Um fornecedor percebeu ser analfabeto e se admirou, dizendo que se não fosse o quê seria então. O comerciante respondeu que sabia, que se não fosse analfabeto seria sacristão da igreja tal.
Um farsante adaptou o conto e pôs o sacristão como o dono da Tramontina, trocando a profissão de sacristão por porteiro do puteiro e o negócio de tabaco por uma casa-de-ferragem. O enredo ficou muito remendão, pois onde se viu um lugar sem uma ferraria pequena que fosse? Além do que a profissão original ser marginal, de pessoa mais bruta e primitiva, não coadunando com quem roda a baiana e levanta a poeira do chão dando a volta por cima com tanta competência. E por aí vai…
● É comum na imprensa-ralé ouvir o dizer algo como agora fulano está solteiro. Isso é licença poética, pois solteiro só se é uma vez na vida. O casamento não é indissolúvel mas é irreversível. Doravante o sujeito pode ser desquitado, separado, divorciado, etc, mas nunca mais solteiro.
● Na segunda-feira, 3 de dezembro, ao entrar ao Pão-de-Açúcar de Campo Grande, o intenso assédio dos vendedores de assinatura de revista fingindo dar de brinde uma sacola, pra quem tem cartão tal, e no fim teria de pagar o apenas frete. O mesmo golpe da mala de brinde nos aeroportos. Se fosse um país sério a polícia chamaria esses golpistas a depor e resultaria em ao menos dois meses de prisão. O Extra já há muito decadente, com cara de mercadão, o Walmart tão decadente que a quem for ver ar-condicionado o vendedor avisa que é usado e que tem de mandar consertar antes de usar. Já não se pode mais nem entrar em mercado supostamente de elite, sem ser assediado ao estilo Cartagena das Índias ou fruteiros do mercadão paulistano! Só falta ter ambulante dentro da loja e mendigo assediando!
● No sebo vi o livro de Demis Roussos, Emagrecer comendo. Me lembrou o de Chico Anísio, Como conservar teu casamento.
● Basta um fiapo de pêlo felino pra desorientar o mause ótico
● Até Jacques Bergier embarcou fundo na roubada da Vinci gênio. Em Os mestres secretos do tempo chegou a aventar ser um crononauta.
● Todos temos a imagem do detetive Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle, como o rei da lógica, da dedução, dos princípios científicos. Obra ficcional mas pé-no-chão, adulta, sóbria… Mas vejamos o conto Um caso de identidade (A case of identity). Uma jovem procurou o detetive pra achar seu namorado desaparecido. O detetive descobriu que o padrasto dela dava sumiço nos pretendentes porque se ela se casasse deixaria de receber uma pensão. Então se disfarçou e a conquistou, a deixando apaixonada, pra logo sumir e ela ficar na esperança de o reencontrar, não querendo outro. Ora! Francamente! Isso caberia numa série mais à fantasia ou satírica!
● Uma ianque que aprendeu português, falando sobre as diferenças culturais em seu canal iutúbico explicou que em Eua o riso hihihihi (hehehehe em inglês) é feminino. Aqui não tem esse conceito. Temos o riso de alegria de palhaço ou piada hahahaha, de satisfação hehehehe, escarninho hihihihi, de cumprimento que é o hohohoho de Papai Noel, de susto huhuhuhu.
● O estereótipo da guerra do Paraguai. No canal iutúbico castelhano de Jorge Guerra, ao citar a guerra do Paraguai falou em genocídio. Então comentei que o Paraguai sabe que foi o agressor e nunca se vitimizou. Quem o faz é quem não o conhece. Que genocídio implica em ato intencional. Quem se esfalfou todo, quase uma vitória-de-pirro, pra vencer um agressor fanatizado que não aceitava se render não é genocida. E que não comento com intuito patriota mas procurando a verdade. Que uma vez, no Taringa, comentei que a participação platina no conflito foi só logística, basicamente fornecimento de gado. Alguém apresentou uma estatística sobre os mortos argentinos e uruguaios, e então reconheci que minha informação estava errada. Que escaneei e está postado o livro dum general francês presente no conflito, e de pesquisadores de fonte primária, não um simples bacharel que foi pesquisar pra apresentar tese de mestrado, por exemplo. Jorge  respondeu que ficou balançado com o comentário e sugeriu uma resenha. Então estou passando trechos significativos do que vou lendo.
 A guerra do Paraguai, volume 1: Suas causas (1823–1864)

Acyr Vaz Guimarães
Editora UCDB, Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil, 2001
Senhor Acyr Vaz Guimarães é membro efetivo do instituto histórico e geográfico de Mato Grosso do Sul e sócio correspondente do instituto histórico de Mato Grosso e da academia de história militar terrestre do Brasil. Tem os seguintes livros publicados: 600 léguas a pé (republicado pela Biblioteca do Exército); História de Mato Grosso do Sul, em parceria com Hildebrando Campestrini, Mato Grosso do Sul, sua evolução histórica, Guerra do Paraguai, volume 1: Verdades e mentiras, 500 Léguas em canoa, de Araraitaguaba às minas do Cuiabá, História dos municípios, volume 1. A publicar: Notas históricas (relativas a Mato Grosso do Sul), História dos municípios, volume 2, A saga bandeirante, A guerra que Solano López fez, y Rios, lagos e canais navegáveis do mundo.
É membro da academia sul-mato-grossense de letra e da academia ponta-poranense de letra.
Nesta obra retoma de forma inédita os prelúdios da guerra da tríplice aliança, notadamente aqueles fatos que representavam o pensamento expansionista de Francisco Solano López. De forma simples e direta esclarece as causas da guerra do Paraguai contra o Brasil, Argentina e Uruguai.
Nasceu em 1919, no município de Ponta Porã, na proximidade da antiga colônia militar de Dourados, hoje importante marco histórico da região.
Homem do campo, se formou em agronomia e se dedicou ao cultivo da terra, exercendo profissão também como funcionário do ministério da agricultura no estado. Após se aposentar se dedicou ao estudo da história de seu estado natal, o antigo Mato Grosso, pesquisando o contexto social na época da guerra do Paraguai e os fatos que a provocaram.
É considerado um historiador de extrema dedicação em relação ao levantamento de dados históricos, via-de-regra diretamente de fontes primárias. Isso lhe valeu elogio e reconhecimento.
Pra bem aquilatar as causas da guerra do Paraguai, as relações diplomáticas entre o império do Brasil e a república do Paraguai devem ser sempre estudadas. Essa é a razão deste livro, que as percorre durante um período de 40 anos, de 1824 a 1864. Nesse intervalo, devidamente analisado, está toda a razão da guerra. Basta ser lido com atenção e ligados os fatos, um a um, pra se chegar à eclosão da guerra.
Fatos não estudados pela história mas existentes podem ao longo do tempo reformular extraordinariamente o contexto que levou Francisco Solano López a fazer a guerra do Paraguai. Neste livro se cita a fundação do império do rio da Prata (ou outro nome) que López instituiria no começo de 1864. A guerra, segundo raciocínio lógico, foi antecipada diante dos acontecimentos no Uruguai, a partir de 1863. Isso o impediu de proclamar seu império, precipitando a guerra antevista havia muitos anos (1856). Se quebrou assim a estrutura que López armara pra enfrentar Argentina e Brasil, dois fortes inimigos, tal fora a ajuda do imperador Napoleão III da França, feita então ao México, que repetiria ao Paraguai, outro império a ser tutelado. Em guerra contra a Prússia, a ajuda francesa não aconteceu, ficando López sozinho pra enfrentar os dois inimigos. São fatos a ser esclarecidos, que não obscurecem os contidos neste livro. Aqueles como conseqüência destes.
Se a história não cumpre sua missão exemplar de informar, não merece a devoção dos estudiosos, e menos se ela se prostitui com fins políticos disfarçados de patriotismo.
Efraim Cardozo, historiador paraguaio
Prefácio
A função social do historiador avulta, em sua insofismável relevância, na medida em que se identifica como fiel depositário da tradição e da verdade histórica. A árdua, longa e complexa senda da pesquisa do evento histórico, quando palmilhada com prudência, isenção, honestidade e, sobretudo, fidelidade aos atos e fatos que compõem a tessitura do período considerado, conduz ao objetivo maior de revelar a verdade histórica.
A guerra da tríplice aliança representa marcante episódio na escalada do secular antagonismo ibérico, transplantado ao novo mundo via colonizadores, de que a bacia do Prata se tornou permanente foco de tensão e enfrentamento.
Sua magnitude histórica e os desdobramentos resultantes que, durante largo período, permearam as relações entre os países envolvidos, vêm gerando alentada e diversificada bibliografia. A par das interpretações sérias, competentes e honestas, como esta obra, nos últimos tempos medraram, à sombra dum revisionismo histórico sectário baseado na miopia ideológica, versões que se insurgem contra nosso passado, muitas vezes sob as luzes deslumbrantes dos pontos da mídia engajada.
Se o ato primeiro de hostilidade da guerra se configurou no insólito apresamento al Marquês de Olinda, as raízes primárias remontam às décadas antecedentes, como o autor com justeza, erudição e conhecimento, reconstitui no primoroso trabalho que hoje vem a lume.
Ressalta, por oportuno e significativo, o corolário, como acentua o autor, eficaz resposta à desinformação proposital e à manipulação tendenciosa do fato histórico, desserviço da incompetência e da omissão do autor.
Acyr Vaz Guimarães, emérito e reconhecido historiador mato-grossense, se escusam apresentação, apreciação e juízos de valor, mercê o vasto e laureado acervo bibliográfico com o qual desde muito enriquece a historiografia nacional.
Resta agradecer a deferência do convite pra compor esta mensagem de apresentação, mero preâmbulo da relevante obra que, em mãos do pesquisador, do estudante e do grande público receberá o destaque merecido, como fonte de inquestionável valor pra melhor conhecimento de nossa história.
José Maria de Souza Nunes
Coronel R/1 do exército brasileiro
Ex-diretor do colégio militar de Campo Grande, MS
Do instituto histórico e geográfico de Mato Grosso do Sul
Da academia de história militar terrestre do Brasil
Sumário
Capítulo 1
As relações diplomáticas do império com a república do Paraguai 15
A missão Corrêa da Câmara no Paraguai 16
Os guaicurus 21
A missão Leverger em Assunção 22
Caxias pede uma legação brasileira em Assunção 30
A missão Pimenta Bueno pra reconhecimento da independência do Paraguai 32
O quê era o Paraguai? 38
A sagração dos bispos paraguaios em Cuiabá 42
Armas pra López 44
A missão Gelly no Rio de Janeiro 45
A missão Bellegarde em Assunção 50
O conflito de Fecho dos Morros 53
O tratado de 1850 63
Cai Rosas. A missão paraguaia Moreira de Castro no Rio de Janeiro 67
A missão Pereira Leal em Assunção 70
A missão Pedro Ferreira em Assunção 74
A missão Berges no Rio de Janeiro. O tratado de 1856 76
A missão Amaral em Assunção 95
A missão Rio Branco em Assunção. A convenção de 1858 97
Capítulo 2
O ministro da guerra Francisco Solano López se prepara prà guerra 101
Capítulo 3
Vésperas da guerra
O Paraguai em retrospectiva 113
A rebelião de general Flores no Uruguai 115
Os primeiros contatos do governo uruguaio com o paraguaio 116
O acordo de 20 de outubro e o pedido de explicação a López 127
O barão de Mauá. López insiste no pedido de explicação 132
López organiza suas forças armadas 137
A última carta de López a Mitre 140
O impasse do Paraguari 141
O diplomata uruguaio Sagastume em Assunção. A missão Saraiva no Uruguai 142
López se propõe mediador 145
A reunião de Puntas del Rosario prà paz 147
O diplomata uruguaio Antonio de las Carreras em Assunção. O ultimato. As represálias brasileiras 153
López ameaça o império 158
A guerra 171
Literatura consultada 179
Do quê trata este livro
Este livro, num primeiro plano, trata das relações diplomáticas do império do Brasil com a república do Paraguai, a partir de 1823.
Trata das missões diplomáticas Corrêa da Câmara, em 1823 e 1825; de Leverger em 1839, 1841, 1842, 1843 e 1846, contando a vida do povo paraguaio e de seu governo, com elementos por eles coligidos pra mostrar o que era o país no correr daqueles anos. Como fato histórico interessante conta sobre a atividade de Caxias ao pedir uma legação diplomática brasileira em Assunção com vista relacionada à guerra dos farrapos no Rio Grande do Sul, cuja província presidia.
Outras e importantes missões diplomáticas foram estudadas, como a de Pimenta Bueno, que fez o reconhecimento da independência paraguaia, e a de Bellegarde, em cuja gestão ocorreu o conflito de Fecho dos Morros.
Conta sobre a missão paraguaia Gelly no Rio de Janeiro, buscando aliança e estudo aos limites territoriais, propondo a neutralização do território entre os rios Apa e Branco e a divisão das terras argentinas de Missões entre o império e o Paraguai. Conta que três anos depois foi firmado o tratado de 1850 pra defender o Paraguai e o Uruguai contra Rosas, da Argentina.
Esclarece os fatos com a missão brasileira do diplomata Pereira Leal, junto a Assunção, de passaportes devolvidos por López, e da missão Pedro Ferreira, que foi recebida em Assunção em pé-de-guerra, contra Humaitá fortificada.
Estuda as bases do tratado de 1856 firmado no Rio de Janeiro com missão paraguaia Gelly e sobre os limites territoriais entre os dois países.
Trata da missão Rio Branco e das atividades do diplomata Amaral em Assunção.
Num segundo plano...
Com a assunção de general Francisco Solano López, em 1862, à presidência da república, fala sobre os contatos dos diplomatas uruguaios com o governo paraguaio lhe pedindo ajuda pra combater o revolucionário Flores e à Argentina.
Enfatiza, transcrevendo parcialmente excerto de uma entrevista que general López, em 1856, concedeu ao jornal argentino La Tribuna, de Buenos Aires, comentada em 1928 pelo periódico La Nación, prevendo fazer guerra à Argentina, Brasil e Uruguai.
Conta das querelas entre Uruguai e Argentina por motivo da rebelião de Flores em território uruguaio gerando mal-entendidos que quase se transformaram em guerra, fato que levou general López a pedir explicação a Mitre, de vez que, instigado pelo governo uruguaio, pretendia tutelar o que ele chamava de equilíbrio do Prata.
Fala do acordo de 20 de outubro entre Uruguai e Argentina gerando paz entre ambos, nomeado o imperador do Brasil como seu juiz, fato que levou o governo uruguaio a o exigir pra general López, não aceito.
Fala dos entendimentos do barão de Mauá junto aos governos uruguaio e argentino propondo paz, e da visita que fez a Urquiza.
Conta que general López punha seus exército e marinha em ordem de combate sem fazer alarde, a partir de janeiro de 1864.
Fala da reunião de Puntas del Rosario pra pacificar o Uruguai, não aceita por seu presidente, quem preferia receber a ajuda paraguaia pra debelar a revolução de Flores e enfrentar a Argentina e o Brasil.
Conta que em princípio de 1864 o general gaúcho Sousa Neto viajou à corte a fim de a notificar que 40.000 brasileiros residentes no Uruguai, perseguidos pelo governo, precisavam da proteção do imperador. Ao diplomata José Saraiva foi dada missão de se entender com o governo uruguaio e, não atendido, apresentasse um ultimato seguido de represália.
López, com seu exército em preparo, apresentou um protesto em 30 de agosto, ameaçando o império. Em novembro apresou o navio brasileiro Marquês de Olinda, fazendo cessar relação diplomática com o império. Em dezembro invadiu Mato Grosso.
Faz, no final, um libelo a López, esclarecendo sua posição como general derrotado, demonstrando que nunca quis a paz porque esperava ajuda da França e de Estados-Unidos, estribado no que Napoleão III, da França, fizera com o México, impondo um imperador seu.
Trata, também, duma opção que López parece ter pretendido dela se valer pra invadir a Argentina pra tomar Buenos Aires!
No final, o autor, como corolário, responde a alguns escritores que deturpam a história da guerra do Paraguai, quem se valem de sofismas pra ganhar espaço junto ao grande público leitor inapto pra entender tão distante acontecimento que enlutou quatro países da América do Sul por obra dum homem.
A literatura consultada, tanto a paraguaia quanto a brasileira, se fundamenta em documentos constantes nos arquivos públicos, salvo uma ou outra.

[Fim do livro:]
No extenso relatório da comissão encarregada de estudar a declaração de guerra, os congressistas sempre se manifestaram com ênfase ao equilíbrio do Prata, como o decreto o fizera. Nunca invalidariam o raciocínio do marechal porque ainda estavam no cárcere alguns colegas que, dois anos antes, levantaram a voz num congresso extraordinário como aquele. Entre eles se destacava padre Maiz, quem não teve o azar do honrado juiz Lescano, morto na masmorra, sem antever que daqueles congressistas muitos pagariam a desdita inocentemente a seguir em plena guerra, com seu sumário fuzilamento, tal qual aconteceu com o redator do relatório, Carlos Rivero e outros! Quem ousasse levantar a voz num congresso paraguaio naquele tempo estaria decretando o próprio fuzilamento!
Pelo artigo 1° se usava a lei de 13.03.1844, ano glorioso pro Paraguai porque seu país vizinho e amigo que lhe dera segurança pra sobreviver como país e não como província de Rosas, naquele ano, ano glorioso prà república do Paraguai, em 14 de setembro, reconhecia sua independência, levando todo o Paraguai a grande festividade durante dias inteiros. Doravante o mundo não duvidaria mais da existência na América do Sul duma república chamada Paraguai, livre, independente, que fez aportar em Assunção diplomatas europeus e americanos (menos da Argentina, de Rosas), pro livre intercâmbio, como faziam entre si os países civilizados, se inserindo o Paraguai, doravante, entre eles. E, pasme! Finda a guerra o Brasil quase entrou em conflito contra sua ex-aliada Argentina defendendo o velho amigo Paraguai por causa das terras do Chaco que ela queria fossem todas suas! Provava o império que quando se é amigo, sempre será!
Eclodiu a guerra. O Paraguai, triste e desgraçadamente, teve que se recolher a seu pequeno território pra resistir Brasil, Argentina e Uruguai.
Se acabava o sonho de 1856, transformado em profundo pesadelo, 14 anos depois, em Cerro Corá! Sonho de menino endiabrado que não obedeceu ao pai, brincando de marechal, ou um napoleão ao avesso!
Teve Pedro II razão bastante pra levar seu exército aonde foi, em Cerro Corá, ao encalço de López, vivo ou morto.
O escritor inglês, Pelham Horton Box, em sua tese publicada Orígenes de la guerra del Paraguay contra la triple alianza, 1927, tradução, El Lector, Assunção, 1996, disse:
Por isso provavelmente falamos tão a miúdo que a guerra do Paraguai, 18641870, aquela grande explosão política da história latino-americana, é contemplada à luz da personalidade e das aberrações dum homem. Se descreve Francisco Solano López como desafiando de morte ao Brasil, Argentina e Uruguai, que se uniram em legítima defesa contra o demente que, à semelhança do velho da montanha, Hasan-i-Sabah, quem fazia do assassínio sua arma pra reinar, aterrorizava o próprio povo até o reduzir a abjeta submissão.
Dizer mais?
[Começo do livro:]
Capítulo 1
A relação diplomática do império do Brasil com a república do Paraguai
O Paraguai independente, no início da república, não tinha interesse em relação diplomática com os vizinhos. Como os argentinos não as convinha por serem tachados de anarquistas, e com os brasileiros por desconfiança.
O Paraguai, como país amigo representaria segurança pro império, de fronteiras com as províncias de Mato Grosso e Rio Grande do Sul livres das avançadas dalgum caudilho do Prata, na iminência de acontecer com Rosas no pós-1829. Assim a amizade Brasil-Paraguai seria, como foi, de grande valia pràs duas partes, de vez que Rosas, governando a Argentina até 1852, jamais tentou pôr os pés em terra paraguaia ou brasileira. O império do Brasil foi um escudo que protegeu a república do Paraguai.
 A missão Correa da Câmara no Paraguai
Só após sua independência, em 1822, o Brasil tomou iniciativa de melhor se avizinhar ao Paraguai. Pra isso foi nomeado o militar diplomata Antônio Manuel Corrêa da Câmara que já estivera em Buenos Aires pouco antes pra sentir de perto a animosidade que o governo argentino mantinha contra o império por causa das terras uruguaias, nas mãos do Brasil, constituindo a província Cisplatina.
Extra-oficialmente, o primeiro contato com o governo do ditador Francia ocorreu com carta de um comandante brasileiro de Missões, de nome José Pedro Chaves, datada de 1º de fevereiro de 1823, pedindo franquear os portos paraguaios ao comércio com o Brasil. Na realidade o comandante brasileiro via como porto apenas o de Itapua, onde o Paraguai se ligava ao Brasil, através do Rio Grande do Sul, embora passando em território argentino ocupado pelos paraguaios. Nesse tempo o território paraguaio vivia isolado, e é de admirar Francia concordar com o pedido de franquia, estabelecida por si num só porto pra facilitar a direta fiscalização.
O comércio passou a existir muito precariamente, e assim permaneceu até desaparecer. Nada convidativo, se impunham aos brasileiros exigências descabidas, acabrunhadoras, vistas como menosprezo aos mercadores brasileiros. Os brasileiros as viam assim. Afinal, era o regime!
O comerciante brasileiro, saído de São Borja, Rio Grande do Sul, atravessava o espaço entre os rios Uruguai e Paraná, com suas carretas levando a mercadoria pra venda ou troca. Em Candelária, território argentino, que naquele tempo era mais paraguaio que argentino, povoado que ficava em frente ao de Itapua (mais tarde Encarnação), o comerciante estacionava e pedia autorização pra entrar ao Paraguai. Ficavam no vilarejo as carretas e os bois que as tracionavam. Ao entrar a território paraguaio passava o comerciante a obedecer a um ritual, obrigatoriamente. Entrava a pé, de chapéu na mão e sem espora! Era revistado da cabeça aos pés, desde os sapatos até a roupa que trazia pra se vestir. Por quê? Pra não entrar jornal, livro ou carta que viesse de Buenos Aires!
Se comerciante de tecido, era totalmente desdobrado, peça a peça, tirado um retalho pra ser enviado ao ditador que, em pessoa, inspecionava, dando o preço de venda. De retorno, o comerciante passava a saber o preço e quais as mercadorias de interesse pro comércio paraguaio.
O comerciante que levasse mulher e filhos precisava de ordem especial pra entrar ao país. Mas ele recomendava um bom tratamento ao comerciante, determinando que não lhes faltasse cozinheira ou lavadeira.
No comércio, de início, circulava dinheiro. Depois de 1825 foi proibida a circulação da moeda, se processando apenas a troca de produto. Isto é: O brasileiro levava o seu e trazia o paraguaio. Essa medida às vezes se revezava, de acordo com a vontade do ditador: Ora troca, ora moeda. Na troca o mate e o fumo eram os principais produtos recebidos pelos brasileiros, cabendo ao produtor paraguaio vender ou os trocar em quantidade e preço fixados por Francia. Era terminantemente proibido o comércio intermediário.
Disse Corrêa da Câmara: Os mercadores brasileiros receberam ordem de não vender mais mercadoria a dinheiro. Pouco depois, disse o diplomata: A permissão dada aos mercadores ditos brasileiros de vender algumas de suas mercadorias a dinheiro acabou de ser revogada pelo ditador.
O ditador fazia a compra que era entregue a um armazém na capital, onde um funcionário, conhecido por alguazil-mor, bizarramente vestido, procedia à venda ao povo ali reunido em dias certos, a preço elevado, até 150% sobre o custo.
Desaparecido doutor Francia, presidente Carlos López, seguindo suas pegadas, mudou um pouco o sistema de comércio, mas era o governo que comprava, estocava em grandes armazéns e distribuía ao varejo.
Corrêa da Câmara sabia não ser fácil uma gestão junto a Francia, em face do modo de governar autoritário, onde as mínimas decisões eram tomada por ele.
[…]
O general correntino Paz, Corrientes, província argentina ligada ao Paraguai no sul, estava rebelado contra o ditador Rosas e seu general Urquiza, da província de Entre-Rios. Urquiza, em luta, nos primeiros confrontos armados, aprisionara o irmão do governante correntino Madariaga, a quem Carlos López se aliara na luta contra Rosas, enviando seu general Francisco Solano López, jovem de 18 anos apenas, com 5000 soldados, pra dar cobertura aos amigos correntinos. Seria, como se vê, uma oportunidade pra o jovem general paraguaio se projetar.
A luta cessou inesperadamente. O irmão de Madariaga seria fuzilado se ela continuasse. O jovem general Francisco Solano López, sem dar tiro, retornou ao país.
Nessa ocasião estava no acampamento do general, filho do presidente, o escritor chileno Federico de la Barra, que ouviu do general-menino (18 anos), em tom convicto: Da arte militar não há segredo pra mim. General Paz nada pode ensinar a mim, nem posso aprender algo de sua ciência. Mariano Olleros citou, a respeito: Quem assim falava era um menino que nunca vira um combate. E o manco general Paz era considerado em sua época um dos melhores táticos e organizadores militares da América latina (em Alberdi a la luz de sus escritos en quanto se refieren al Paraguay, Assunção, 1905).
Daí porque o império do Brasil se postar incontinenti em alerta através de sua província de Mato Grosso com aquelas duas canhoneiras pra defender o território paraguaio. Também, felizmente, voltaram sem dar tiro.


Coleção cartão-postal de Joanco