Agosto 2013 - Che Guavira - sítio literário

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Vida fora da Terra
Cientistas ianques afirmaram, em livro polêmico, que vida inteligente só existe na Terra.
Nem toda unanimidade é burra. Afinal quem defenderia que 2+2=5?
O Homo sapiens não é tão inteligente assim.
Pra não repetir artigos anteriores postados aqui, digo que pode ter sentido que vida como na Terra seja rara no superfície externa dum planeta. Pouco sabemos sobre a condição interna, o lado de dentro do oco dos planetas.
Vênus, Marte, Lua, podem ser inabitáveis no lado de fora. Mas e dentro, no oco?
Pode ser que a vida superior esteja no oco dos planetas, de forma catalética, vampírica, parasitando os animais de metabolismo mais acelerado, que são seu gado. Suas incursões ao galinheiro seria sob a forma disfarçada: Demônios, fadas, ufos.
Foi um erro pueril durante todo o século 20 se procurar vida inteligente em estrita analogia com a condição terrena: Uma estrela como o Sol, um planeta como a Terra, com a mesma distância do Sol, vida em terra seca, etc.
A condição de vida dos eloim (deuses) e dos nomos de Sírio (titãs) demonstra isso.
Nosso cientificismo racionalista, tão tosco, nem sabe exatamente o que é inteligência. O cidadão comum se envaidece de se julgar muito inteligente apenas pela capacidade de enganar os outros. Mas esse tipo de esperteza é típica dos irracionais. Enganar os outros qualquer raposa faz. Mesmo a galinha, conhecida pela estupidez, sabe escamotear o ninho.
Essa ingenuidade cientificista gastou fortuna em projetos de enviar ondas de rádio ao espaço na esperança de serem captadas por outras inteligências. Mas que comunicação de loucos era essa, com centenas, milhares, milhões de anos-luz de distância? E se sinalizamos a inteligências malignas?
Alguém procura desviar nossa atenção a fora, ao cosmo. Estudar as estrelas, galáxias, metagaláxias. Mas a imagem que vemos no céu é cenário do passado. Se vemos uma galáxia a 100 milhões de anos-luz estamos vendo como era há 100 milhões de anos.
Além do que o Homo sapiens não pode ter evoluído naturalmente na Terra. Num mundo tão ensolarado teríamos couro grosso coberto de pêlo espesso, como os outros animais. Nossa pele tão frágil é herança dos heloim, que vivem sob uma estrela-anã marrom, escura mas quente, por isso nossa pele tão fina e branca. A pele escura foi uma evolução, adaptação a regiões ensolaradas. O porco é o único animal que também sofre queimadura solar. É o que tem mais semelhança biológica conosco. Por isso a insulina foi feita a partir do porco, e é por isso que não se pode comer carne de porco mal-passada, porque dada a semelhança biológica a tênia suína também ataca o humano. O que sugere que o porco tem a mesma origem alienígena do humano.
A idéia da Terra como um paraíso é discutível. Na verdade é um planeta muito instável (muito vulcanismo, terremoto e queda de planetóide) e com gravidade muita alta, pouco propício à inteligência. Passamos milênios de obscurantismo, civilizações destruídas em seqüência, sempre ignorantes do passado, em vez dum contínuo avanço até viajar às estrelas.
Sitchin, em Gênese revisitado, disse que a sonda Pioneer 2 mostrou que Urano e Netuno são planetas oceânicos com núcleo rochoso, não gasosos como Júpiter e Saturno.
Se nos enganamos sobre planetas do sistema solar, o que nos estimula a crer que o que se sabe sobre estrelas e galáxias extremamente longínquas é correto?

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Colaboração de Joanco
Enviados por não mais estarem disponíveis no sítio original
em inglês - in english
● Por que os sobrinhos do pato Donaldo só são traquinas nas capas?
● Por que Pateta nunca vira Super-pateta quando está com Míquei?
● Por que partida é início duma corrida e um jogo inteiro?
● Anão desonesto é corrupção de menor?
● O que mais tem numa festa pornô?
Penetra
● Qual a prova mais aguardada num curso pra ator pornô?
Exame oral
● Acho graça quando se fala em homem virgem. Acaso se pode aplicar conceito assim impróprio?, como o sexo duma pedra, algo tipo a volta dos que não foram. Então poderíamos falar em mulher impotente.
● Outra bobagem é estar solteiro. Se é solteiro, e só uma vez. Depois pode ser desquitado, separado, divorciado, novamente casado. Mas depois de se casar nunca mais se é solteiro.
● Bem atípico este inverno 2013. Mas é tudo parte dum ciclo natural. Ao longo dos séculos há registro de temporadas assim. 1993, por exemplo, foi um inverno cum frio atrás do outro, coisa rara em Campo Grande.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Coleção Luciano Gatto
Desde que criei este blogue passei a navegar bem menos na internete. Há blogues que postam em série, quase uma linha de montagem, mas é trabalho coletivo, às vezes profissional. Este não. É dum escaneador solitário e sonhador. Assim umas e outras coisas vão ficando na fila.
Indo ver a entrevista vi quanta coisa já tem da Disney, principalmente devido ao Quadradinho de Patópolis.
Aproveito pra agradecer os comentários. Não pude escrever lá porque meu comentário não entra.
Recomendo a seguinte coleção inédita, lançada na Itália, que Luiz Dias recebeu do desenhista e traduziu ao português:
Um trabalho esplêndido, de alta qualidade

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sim. O autor é João Salvador Pérez, Tonico da dupla sertaneja Tonico & Tinoco.
Se alguém pensa que esse dueto é uma dupla sertaneja qualquer, é bom se informar melhor. Tonico é autor de centenas de composições, 25 peças teatrais e este maravilhoso volume de conto sertanejo. É um genuíno resgatador de legado cultural que se perderia. Longe da imitação e do humor estereotipado, é literatura com genuíno sabor caipira.
Orelha
As forças telúricas, os elementos da natureza, foram, são e sempre serão um fator decisivo na formação do temperamento humano.
O mundo todo de Tonico & Tinoco é arrancado do atávico silêncio. Um mundo nostálgico, às vezes alegre e outras triste, muitas vezes satírico.
Do contato com a própria natureza surgiu um estilo todo seu, tanto na melodia e cadência das músicas quanto na linguagem das peças teatrais e contos.
Tonico & Tinoco, a dupla coração do Brasil, são expoentes legítimos do mais legítimo de nosso folclore. Sem dúvida, merecedores do prestigio que gozam.
As composições se contam a centenas, o número de peças teatrais atingiu o cifra de 25, e ultimamente alcançaram inaudito sucesso com os filmes: Lá em meu sertão e Obrigado a matar!.
Nesta coletânea de conto temos uma prova definitiva de seu talento, da capacidade de apreensão do elemento vivo, nos dando uma transcrição fiel do homem do campo, com seus modismos, costumes e a maneira simples de viver. Sem dúvida, mil vezes mais autêntica que o cosmopolitismo da cidade grande.
A linguagem simples e expressiva traduz fielmente toda uma gama de sensações e emoções onde sua singeleza transmitem em toda a grandeza o modo de sentir do sertanejo. Esse homem calado, quieto, humilde, desconfiado, mas que sabe amar, viver e morrer cum heroísmo sem limite.
Nossa história está cheia desses exemplos!
Tonico e Tinoco nasceram no campo, queimaram a pele sob o sol causticante, formaram o espírito ao contato direto da natureza e forjaram um temperamento de aço, ao sabor das intempéries. Dali a autenticidade de suas narrativas.
Os campos brasileiros são muitos: Norte, sul, centro, leste, oeste, centro-este... mas, há algo comum a todos. Disse o poeta: O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Nessa frase está tudo definido, sintetizando, compreendido. Atinge a todos.
Tonico é o poeta, Tinoco o prático. Ambos se completam. Personalidades diferentes, sem dúvida, porém uma sem a outra seria impossível imaginar.
Tonico escreveu esta seleção.
Quanto ao resto, creio que após ler este livro vossa opinião coincidirá com a minha.
Eduardo Llorente

Numa nota de rodapé pus minha concepção e a de Macedo Dantas, sobre o dialeto caipira:
Expressões como Ó!, xente, Virxe! (Ó!, gente, Virgem!) são do vocabulário galego, língua mais aparentada ao português que ao castelhano. Na Bahia é comum porque ali é forte reduto de imigrante da Galiza. Já expressões muié, meus fios, trabaiá, não são produto de ignorância e desleixo mas influência do linguajar catalão, língua aparentada ao castelhano, italiano e francês, onde se pronuncia o L como I, como no francês Versailles (Versalhes), se pronuncia Versaies. Segundo Macedo Dantas, em Cornélio Pires: Criação e riso, foi um importante etnógrafo da cultura caipira e do dialeto caipira, que surgiu no século 18, quando a língua brasileira, o nheengatu, foi proibida pelo rei de Portugal e se passou a falar português com sotaque nheengatu, como é o caso de muié, cuié, zóio, orêia, falá, dizê, comê, dado que a língua nheengatu estranhava os infinitivos dos verbos e as consoantes duplas. A fala caipira não é um erro de linguagem, é um dialeto, uma legítima variante da língua portuguesa. Nota do digitalizador
Na primeira nota, sobre o vocábulo anhangüera, contestei o significado consagrado, diabo velho:
Anhangüera não é diabo velho
Em dicionário e enciclopédia se encontra a explicação clássica sobre o vocábulo. Por exemplo: http://www.dicionarioinformal.com.br/:
Anhangüera foi o Apelido dado a Bartolomeu Bueno da Silva, um aventureiro português nascido na capitania de São Paulo. Quando desbrava o interior brasileiro se deparou com alguns índios e os obrigou a mostrar onde encontrar ouro. Como negaram informar lançou fogo a uma botija com aguardente ameaçando incendiar da mesma forma os rios e lagos se não mostrassem o ouro. Os índios, com muito medo, levaram imediatamente ao local onde existia ouro em abundância. Doravante Bartolomeu Bueno ficou conhecido pelos índios como Anhangüera, cuja tradução grosseira e sumária é Diabo Velho.
Anhangá é uma assombração, saci, espírito maligno. Na verdade o sufixo tupi güé e o guarani qüé significam ex, o que foi, o que era. Anhangüé significa ex-diabo, o que era um gênio, o que foi uma assombração mas agora está personificado como homem. Se confunde o sufixo guarani qüé com qüera. Qüera significa os seus, sua turma, correspondente ao tupi güé. Portanto Anhangüera significa o da turma do diabo, o que tem parte com a assombração, o que tem aliança com o espírito maligno. Não diabo velho. Há uma música paraguaia, Che novia cué mi (minha ex-noiva). Quando alguém diz, em guarani (na verdade se fala jopará, onde o castelhano supre lacunas vocabulares), Juan cuêra significa a turma de João, João e seus companheiros. Portanto Anhangüera significa O que tem parte com o Diabo, O da turma do Diabo, O diabólico ou O diabo.
Mesmo porque velho, em guarani, é tudjá. Caraí tudjá, homem velho, senhor velho, velho.
À coleção Adeene neles!
Cotação no mercado agiota de raridade:

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

sábado, 17 de agosto de 2013

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Errata
Num reflexinhos & reflexões foi posto Havaí no Atlântico norte. É Pacífico norte.
Valeu, Joanco

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

repostando, conexão rompida

Por acaso vi o aviso de conexão rompida num comentário desta postagem que é bem antiga.
Peço não pôr aviso assim em comentário porque o sistema ainda não criou aviso de comentário novo.
Assim pode demorar muito pra eu perceber
Conexão rompida, avisar a
mariojorgevargas@gmail.com
Mau isso, Mau-rício
Acabamos de ver uma polêmica em torno da postura do Maurício da Mônica, o que nos força a uma série de reflexão. É triste constatar que os autores de personagens que amamos são um alter-ego do autor. Com tristeza vemos que o Chaves da vida real não é meigo como a personagem, que debocha da classe baixa dos companheiros de filmagem. Triste saber que Cháplin era bem oposto daquela meiguice toda, que Peter Sellers uma personalidade terrível, que Einsten um pai tirano. Sem falar nos nacionais, Renato Aragão, Paulo Silvino, Chico Anísio...
E, ironia do destino, Karl Marx era um sujeito bonachão, brincalhão, adorado pela família.
Pois é: Quem nasceu em 25 de dezembro foi Nero.
Se o inventor dum um remédio tem 7 anos pra o explorar, e a partir de então os outros podem lançar genéricos, por que uma obra só cai no domínio público após 70 anos depois da morte do autor?
Deveria cair em domínio público 7 anos depois de se tornar indisponível. Se os donos do direito não publicam nem disponibilizam, que se confisque! Assim como uma criança é tirada dos pais por mau-trato ou abandono.
Uma obra estar indisponível é algo inadmissível, crime de lesa-cultura.
Acima de tudo o acesso aos bens culturais, informação. Que tal se queres ler a Bíblia e não encontras? Não tem nas livrarias nem, sebos nem na internete. Só uns colecionadores as guardam, empoeiradas, e alguns a vendem a preço de diamante. Pesquisando a causa descobres que Inri Cristo, por ser filho do autor, entrou com ação judicial pra recolher todas. Mas nem mesmo esse herdeiro se preocupa em a disponibilizar, e quando o faz é a preço de diamante.
Não é escandaloso que um bem cultural fique nas mãos duns privilegiados, que o escondem, especulam, exploram? Quando alguém não consegue encontrar um livro, não pela natural raridade mas por especulação, isso não é escandaloso? Isso não é um atentado à cultura e à informação?
É preciso botar em sua verdadeira dimensão de criminoso quem tem essa postura.
Criminosos os colecionadores que especulam, guardando obras que logo se desmancharão, porque o papel de polpa de pinheiro tem vida média de 100 anos. Já postei livros e gibis que escaneei com cuidado, pois imanuseáveis pra ler, de tão quebradiças as folhas. Os colecionadores são como aquela anedota do caipira que levou sorvete na mala, e quando chegou de viagem já estavam derretidos.
Criminosos os autores e demais detentores do direito autoral, que não dão acesso, apenas guardam, como colecionadores, aguardando uma ocasião oportuna que nunca chega.
A nenhum deles importa que gerações tenham essas obras como inacessíveis.
Um livro é como um filho. Não é porque o filho é teu que tens o direito de o espancar, não deixar brincar com os amigos nem estudar. Da mesma forma é um atentado cultural mutilar, pôr adesivo, carimbo, rabiscar um livro. E um atentado contra o livro e o leitor ao mesmo tempo os deixar separados forçosamente.
Toda nossa cultura de direito autoral é equívoca, estereotipada, deformada. Só se baseia no lucro empresarial, só visa o interesse do capitalista selvagem e só protege o interesse de negociantes poderosos. Não protege o autor. Toda essa legislação tem de ser radicalmente modificada.
Em primeiro lugar tem de ser garantido o acesso ao bem cultural. Só depois o interesse do lucro. Sempre procurando favorecer o autor e os que promovem o acesso. Não como hoje, uma ditadura capitalista onde o bem cultural é só na base do papo-furado.
Nossa cultura ocidental cultua os heróis. Assim a máfia que domina o sistema promove os seus como benfeitores, mesmo que sejam lixo. Temos tanta celebridade-lixo e, impotentes, só podemos lamentar. O mundo fica dividido em duas classes: Uma elite de benfeitores e um rebanho de beneficiados-compradores. Daí a mentalidade de que alguns superdotados, alguns garotos-prodígio, criam as coisas, são os benfeitores da humanidade, enquanto o restante compra o serviço. Isso é verdade parcial.
Os benfeitores formam uma elite fechada. Nem pensar que entre o rebanho possa aparecer um benfeitor! Assim todo plebeu que tenta ingressar no clube dos benfeitores é barrado. O lema é Aos amigos todas as facilidades, aos inimigos todas as dificuldades, e aos demais a lei.
Esse culto ao herói benfeitor genial leva a uma deformação, um sofisma: A idéia de que quem teve uma idéia, lhe ocorreu certa analogia, isso é produto duma mente privilegiada e que se não fosse ele a humanidade permaneceria sem aquele invento, texto, criação, idéia, o que só é verdade em casos extremos. Comumente se constata a falácia dessa idéia.
Uma criação autoral é como um filho. Se traz ao mundo a criança mas há restrição. O pai dirige, educa, condiciona mas não pode determinar quais amigos ela terá. Vai perdendo gradativamente a autoridade porque tudo no universo, seja na física ou na biologia, é mutante. Tudo se transforma.
A criança vai crescendo e participando do mundo. Não é eternamente propriedade dos pais. Imagines um pai que se arrepende ter sido pai e decide extinguir o filho. Ou um que porque está em crise decide guardar a criança no frízer até que a situação econômica melhores. Pois é isso que os detentores de direito autoral e colecionadores fazem.
Imagines eu ir visitar um amigo pra perguntar porque ninguém mais o viu, e ser recebido pelo pai, que diz que só posso conversar com meu amigo se pagar tanto.
— Mas senhor, teu filho fez muita falta no amigo oculto e nas rodas de tereré, e tem uma garota apaixonada. Tem até umas histórias que falta terminar de contar.
— Não interessa. Sou o pai e tive muito gasto pra criar. Só deixarei falar consigo quem pagar por hora!
Quando uma obra é publicada interage com o mundo, que a digere, se apropria e assimila. Não é apenas lida. Como a criança, ela faz parte do imaginário geral, interage, influencia e é influenciada. Vejas a gama de Frankenstein, de Drácula, de bruxas e fantasmas que há. Mary Shelley se baseou em certas lendas e fatos pra compor seu romance. O filme Frankenstein, de 1931 se baseou nesse romance. Nesses 80 anos uma gama enorme de paródias, plágios, sátiras, imitações. Tudo o que era possível imaginar foi criado em torno desse protótipo. Se criou, recriou, reciclou, recontou. Uma derivação infindável, gerando estereótipos e mais estereótipos. O mesmo com Drácula, Chapeuzinho Vermelho e tantas outras obras.
E se de repente aparecer um dono da imagem do monstro de Frankenstein?
Mobidique, Crusoé, tantos romances, novelas e contos foram criados a partir dum fato real. Earl Derr Biggers criou Charlie Chan ao ouvir contar sobre um detetive havaiano. Cheiquespir criava do nada? Não. O que fazia era dar trato literário a estórias correntes, embelezar lendas, contos e fatos históricos. E cada um pode reunir uma enorme lista de outros exemplo. Desafio a que alguém aponte uma criação pura, original, sem analogia com outra.
Tudo o que se cria é uma elaboração complexa cujos ingredientes e processos são reminiscência, analogia, idéia, descoberta, emoção, interesse, tudo trabalhando não só como soma mas interação, mesmo se transformando como em reação química. Tudo é uma derivação, nada é absoluto.
Tentes conceber uma idéia tão genial que seja inédita e sem relação com outras. Verás que é impossível. Como a pureza, o zero e o infinito: Não existe idéia pura.
Tudo o que criamos é derivado do que nossos ancestrais criaram e mesmo de nossos contemporâneos. Tudo o que se faz é melhorar, polir, evoluir, criar novos ramos.
Não existe idéia genial que possa me ocorrer e a mais ninguém. Eu só me creria tão original assim sendo muito ingênuo ou louco. Uma vez criei um conceito de robopsicologia, a psicologia dos robôs. Mas eis que numa antologia de ficção-científica vi no prefácio a tal palavra.
Dias atrás li um artigo cosmológico onde um físico disse que os buracos-negros criam novos universos e que o bigue-bangue foi a desembocadura dum buraco-negro, criando assim nosso universo. Essa é uma idéia que me ocorreu há muito. Será que escrevi algo e acabou chegando a ele ou sua conclusão foi independente? Não importa. Creio que a muitos não ocorreu porque ficaram escravizados por conceitos absurdos como Deus, infinito, vazio. Sabemos o quanto idéias errôneas atravancam o progresso. O que temos de superar é essa emoção inferior de deleite em ser admirado, ganhar medalha, ser uma sumidade dando entrevista, escrevendo livro e fazendo palestra.
Muitas vezes comentei sobre o conceito de que nós humanos estranhamente nos comportamos como gnu em vez de como javali. Porque quando um é perseguido os outros só ficam olhando, dizendo: Ufa! Graças-a-deus não foi comigo! E o leão vai comendo um a um o gnu, enquanto só leão burro vai atrás de javali. Me ocorreu essa analogia vendo um documentário mundo-animal ou ouvi isso de alguém? Não importa. O que importa é que isso sirva pra que as pessoas se olhem no espelho, cum desconfiômetro na mão, e parem de se comportar como gnu e se tornem javali.
Há poucos dias um amigo me disse sobre esse conceito gnu-javali, que comentei um mês antes, dizendo que achou que tem tudo a ver e que comenta isso com todo mundo. É assim que as idéias correm. Na enxurrada de informação e estímulo que recebemos não podemos guardar tudo em detalhe. Por isso muitas vezes confundimos uma idéia nossa com algo que ouvimos ou lemos. Mas a natureza é assim mesmo. Ninguém é dono da informação, pois é tudo interação.
Muitas vezes comento uma impressão, um conceito, e o outro manifestar pensar o mesmo. Então vejo que não é uma sensação só minha. Mas claro! Se o outro tem a mesma constituição biológica que a minha e vive no mesmo ambiente, por que não teria impressão em comum?
 Escrevi o conto Bocácio, modelo de Cháucer, onde aponto as similitudes entre os contos do autor do Decamerão e os do autor de Contos de Cantuária. Ali pus uma nota tirada de O despertar dos magos, de Louis Pauwels e Jacques Bergier:
Galileu e Newton confessaram claramente aquilo que deviam à ciência antiga. Também Copérnico, no prefácio de suas obras dedicadas ao papa Paulo III, escreveu textualmente que descobriu a idéia do movimento da Terra ao ler os antigos. Aliás, a confissão desses empréstimos em nada diminui a glória de Copérnico, de Newton e de Galileu, os quais pertencem a essa raça de espíritos superiores cujo desinteresse e generosidade não levam em conta o amor-próprio de autor ou a originalidade a todo custo, que são preconceitos modernos. Mais humilde e mais profundamente autêntica parece a atitude da modista de Maria Antonieta, senhorita Bertin. Ao modernizar habilidosamente um chapéu antigo, exclamou: Só é novo o que está esquecido.

Louis Pauwels e Jacques Bergier, O despertar dos magos
Comentário de Pancho Balboa
OLA, CHÊ. DEPOIS DE LONGO E TENEBROSO INVERNO, VOLTO A ACESSAR ALGUNS BLOGS QUE EU COSTUMAVA "BISBILHOTAR". O SEU BLOG É UM DOS MEUS FAVORITOS. OUTROS BLOGS , TAMBEM LEGAIS, OS VISITO E A CADA "VISITADA" MEUS OLHOS SE ENCHEM DE ALEGRIA NOSTALGICA, REMETENDO MINHA MEMORIA E MINHA MENTE A UMA EPOCA QUE ERA MUI DIFERENTE DA ATUAL. TALVEZ POR SER ANOSO, SINTO ESSA DIFERENÇA BRUTAL. "...e aí, mano ! tudo em cima ?" - MEU DEUS ! O QUE MEU MUNDO VIROU...HOJE BRIGAMOS ( COMO JA FIZ VARIAS VEZES E FAREI OUTRAS TANTAS) QUANDO SOMOS BLOQUEADOS POR PORTAS GIRATORIAS EM ESTABELECIMENTOS BANCARIOS; ESSAS PORTAS BLOQUEIAM BANDIDOS??? NAO OUVI ISSO. SERA QUE A NOSSA "presidenta"-(ô alcunha terrivel decretada) ELA LARGARIA A METRALHADORA (QUE EMPUNHAVA QUANDO GUERRILHEIRA) NA CAIXINHA DA PORTA GIRATÓRIA ???AH, TA CERTO. NAQUELE TEMPO NAO TINHA PORTA GIRATORIA. 
SABE, CHÊ, ISSO É COMO O SINAL BRAILE NO PISO, PARA QUE OS NOSSOS DEFICIENTES VISUAIS (POR QUE NAO CEGOS??? NAO QUEREM MAIS QUE USAMOS ESSES TERMOS QUE SAO "PEJORATIVOS". NEM SURDO, NEM MUDO, NEM MANETA, NEM NAO SEI O QUÊ.) POSSAM PISAR COM SAPATOS DE SOLA VULCANIZADA E "PERCEBAM" A LEITURA DO LOCAL QUE PROCURAM. SANTA IMBECILIDADE. O BRASIL (NAO O "PAIS CONTINENTE") MAS ALGUNS ORGAOS DE IMPRENSA (A GENTE VAI "SI" "VÊ"NA GROBO) É PRODIGO EM ENALTECER A IMBECILIDADE E A INCOMPETENCIA. E O PT GOVERNO: "BRASIL, UM PAIS DE TODOS" ( SO ESQUECERAM DE COMPLEMENTAR A ORAÇAO) OS IGNORANTES E OS IMBECIS QUE SE JULGAM MELHORES QUE A MAIORIA. SABE, CHÊ, NAO SEI SUA FAIXA ETARIA, (TALVEZ VOCE VIVA ATÉ LÁ) MAS EU NAO ALCANÇAREI ESSA MUDANÇA TAO NECESSARIA EM NOSSA LINGUA (DEVIDO A MINHA IDADE E MEUS PROBLEMAS DE SAUDE), PARA QUE NOSSO AMADO PAIS POSSA ASCENDER UM POSTO MAIS ALTO E SE TORNAR MEMBRO DE UM "PRIMEIRO MUNDO" (NOS ESTAMOS EM QUE MUNDO???ACHO QUE EM PLUTAO) 
PARABENS, CHE, SUAS CRONICAS SAO ESPETACULARES, PENA QUE MUITOS "GENIOS" QUE MILITAM EM RADIOS E TVS NAO POSSUAM UM MILIONESIMO DA SABEDORIA QUE VOCE OSTENTA. PARABENS MESMO, CHE, E CONTINUE, POIS É UM LENITIVO PRA ALMA DA GENTE TAO ESPEZINHADA POR ESSE "PURTUGUEIS" TAO ASSASSINADO COMO O NOSSO.  
UM FORTE ABRAÇO. 
PANCHOBALBOA.


sábado, 10 de agosto de 2013

Che Guavira lança Bonzinhos anônimos, pra quem tá de saco cheio de amigos folgados.
Cerimônia de abertura com a quebra do disco de Roberto Carlos, Quero ter um milhão de amigos.
Sugestão de leitura:

 A síndrome do bonzinho
Como curar a compulsão a agradar
● 2011, 2012, a tevê Record anuncia o seriado CSI Maiame: Crimes misteriosos no paraíso tropical.
Mas Maiame fica a norte do trópico de câncer, fora da zona tropical.
E ainda tem essa mania abusiva de agência turística de chamar todo lugar bonito de paraíso. Não há paraíso na Terra. Talvez nunca o ser humano teve, e sim os deuses. Paraíso é onde não há doença, conflito, sofrimento nem puritanismo.
● Sempre que chegava o Carnaval tinha o tal Uma noite nos mares do sul: Baile do Havaí.
Mas o Havaí fica no Pacífico norte.
● Que tipo de sofisma leva certos europeus ignorantes a relacionar a carência de melanina com mais inteligência ou mais humanidade? Não deveriam esquecer que a Europa não existe. Eurásia é um continente cuja separação entre Europa e Ásia é meramente convencional, talvez mesmo racista. A definição de continente: Vasta extensão de terra cercada pelo oceano (Também o continente americano é só um). Adotaram o cristianismo, que nada tem de europeu, se conservarmos o milenar estereótipo geográfico, e sim asiático, de origem judaica, outra religião intolerante, obscurantista e misógina por excelência. Não são tão europeus assim.
● Não pude deixar de rir, baixando uns livros antigos na biblioteca iberoamericana: Bocetos de brocha gorda (Esboços de pincel grosso)
● Tem coisas que pra quem inventou pode parecer genial mas que na prática é uma asneira. Já falei sobre essas trilhas de calçada pra cego. Agora tem, dentro do recinto, um adesivo braile no chão. Tanto ao estúpido adesivo quanto ao estúpido ladrilho: Cego anda descalço? Em todos estes anos quantas vezes vi cego ou cadeirante na calçada? Não me lembro da última vez. Nunca vejo. Alguém já viu enterro de anão?
Outra retumbante idiotice é a mania de inverter o nome dos autores. Quem inventou isso deve ter sido um burro tapado. Pra quê pôr o sobrenome na frente? Não faz sentido, além de complicar muito, pois umas vezes se desloca um sobrenome, outras vezes outro. Ainda uma vírgula atrapalhando. Assim, quando baixo um livro, por exemplo, tenho de corrigir todos pra administrar, senão vira uma bagunça e não sei exatamente o que tenho. Pra controlar os de tal autor é preciso um padrão, senão procuro Edgar Allan Poe - Berenice, e na verdade está como Allan Poe, Edgar - Berenice ou em Poe, Edgar Alan - Berenice, por isso não aparecendo na listagem na letra E. Tem uns que fazem isso também com o título! O que eleva ao quadrado a dificuldade. É muita frescura!
Recentemente apareceu assim este livro numa livraria internética, o mesmo livro cadastrado em datas diferentes e aparecendo separados na pesquisa:
AUTOR: FIGUEROA, ALBERTO VAZQUEZ
TÍTULO: TUAREG - COLECAO LP&M POCKET
LPM 2002
BROCHURA
CÓDIGO: 427410
PREÇO: R$ 6,00

AUTOR: VAZQUEZ-FIGUEROA, ALBERTO
TÍTULO: TUAREG
LPM 1987
BROCHURA
CÓDIGO: 388548
PREÇO: R$ 8,00
Hoje, com computador, não faz sentido esse costume arcaico, que mesmo antigamente era uma burrice.
São convencionalismos arcaicos e estúpidos que temos de abandonar o mais rápido possível.
● Vi uma fachada: Livraria, cafeteria e internete. Por que não Livraria, cafeteria e interneteria? Os mais broncos chamam de lanhouse, os nem tanto de cíber-café. Mas quando o café foi descoberto criaram a palavra cafeteria e não cofeehouse. Nossos avós ousavam, criavam. Por que não podemos fazer o mesmo? Será que somos mais burros?
● Espã recebido:
Sara Veron - RV: Seminario de ORATORIA.. Inscripciones abierta!!!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

À coleção de placas ridículas e curiosas
Mercado cearenCe
 
● No iutubo um vídeo com a seleção dos grandes dribles de Ronaldinho Gaúcho. Mas... Cadê jogada com a camisa da seleção canarinho?
● No mercado, comprando farinha de linhaça, de banana verde, maracujá, etc, a vendedora oferecendo soja. Eu disse que soja é tóxica. E continuando a conversa, contou que a soja dá tremor, etc. E pensei: Se sabe muito bem que é tóxica por quê está vendendo?
● Os nomes de arquivo não devem ser muito longos, pois isso acarreta inúmeros problemas. Deve se ater ao essencial. Assim um filme deve ter o nome, nome original caso estrangeiro e o ano de produção. São três dados essenciais a quem vai baixar. Por exemplo, assim:
La comedia de los terrores (The comedy of terrors) 1963 Grupo Cine Clasico CentralClasico.Com por KaNyO.avi
Porque um título muitas vezes é vítima dum repeteco (anglicismo remake), ou o cliente quer, por exemplo, anteriores a 1990. Pra informação adicional se deveria criar um arquivo texto anexo, evitando excesso de informação no nome de arquivo.
● A revista Contigo publicou na capa a foto da apresentadora Angélica de topilés na praia de Maiame, junto a seu marido, também apresentador, que disse que não processará a revista porque a foto foi tirada em local público. Estamos no século 21 e ainda vigente o puritanismo vitoriano, que nem na idade média existia. Ainda cultivamos esse puritanismo boboca machista-burguês e esse estúpido culto a uma suposta imagem pública referente a um estereótipo de respeitabilidade. Temos a tecnologia de nossos tataranetos e a moral de nossos tataravós. O caso lembra o dum da dupla Chitãozinho e Xororó, onde um adolescente fez uma montagem da foto da filha dum deles. Um banal e natura ato adolescente virando caso criminal! Exemplos que mostram que os famosos não são mais inteligentes nem mais cultos. Como o apresentador Mion (que em castelhano significa mijão) mostrando uma cena onde o sutiã resvalou e apareceu uma teta, disse, parecendo bobo: Alá, alá! Apareceu o mamá! São essas atitudes de débil mental que perpetuam o preconceito.
Em O grande massacre de gato, Robert Darnton expôs a tese de que nos contos de fada, especialmente de Perrault, estranhamos que quando alguém tem direito a fazer três pedidos mágicos decide pedir um salame, por exemplo. Disse que devemos evitar a sensação de falsa familiaridade com o passado. Explicou que na França, na época do antigo regime (anterior à revolução francesa) a condição alimentar do camponês era precária. A fome era regra e proteína animal artigo de luxo. Comer carne era oportunidade muito rara. O plebeu tinha desejo mórbido de comer carne. Seu desejo, sonho, fixação era comida, especialmente carne. Por isso, quando uma fada concedia um desejo, o pedido era comida, especialmente carne.
A mesma estranheza que tive ao ler uma lenda onde o desejo foi viver 60 anos. Então me lembrei de que a média de vida medieval era 30 anos. Pra eles viver até os 60 era uma longevidade e tanto.
A coleta de Perrault, Grimm & companhia resgatou os contos estacionados numa era feudal-medieval, em cuja sociedade rígida e polarizada a camponesa só tem chance de sair da miséria se casando cum príncipe e o camponês tem como única esperança de ascensão social se casar com a princesa e herdar o trono, já que não tendo sangue azul não há esperança de ascender via trabalho.
E qual a morbidez do  indivíduo dos séculos 20 e 21? Sexo! Vivendo numa civilização de puritanismo exacerbado e furioso, onde uma simples teta é caso de polícia, onde nudez é pornografia, o pedido do cidadão, agora não só do camponês, é sexo, nudez, nudez, sexo.
Além da imprensa pervertida os perpetuadores dessa paranóia são as mulheres estúpidas, que cultivam essa respeitabilidade de polichinelo, e homens igualmente estúpidos, que babam feito retardados mentais, num voaierismo mórbido.
Afinal a humanidade se divide em duas classes: Os maníacos sexuais e os maníacos anti-sexuais.
Mas faço questão de ressaltar que o fascínio, o gosto, o prazer de ser um vuaiê é algo muito natural e saudável, pois está no código genético, além de ser belo e saudável. O mal está o excesso, na ostensividade, na morbidez. Muito equivocada está esta sociedade esquizofrênica que postula as perversões como direito e o instinto natural como vulgaridade ou imoralidade.
Em nosso meio cultural, produto da lavagem cerebral via imprensa, especialmente televisiva, prestes atenção e notarás que toda sexualidade normal é tida como imoral, indecente, imprópria, e toda perversão é um direito, diversidade, liberdade. O argumento de que cada um faz o que quiser com seu corpo só é válido ao segundo grupo. Não é muito estranho?
Não tenho de me envergonhar de gostar de ver mulher pelada. Está em meu código genético e fim-de-papo! Se os que deveriam ter vergonha não têm, e em vez disso fazem absurdas passeatas de orgulho disso e daquilo...
Os estrangeiros vêem o Carnaval e pensam que somos liberais, uma espécie de semi-paraíso. E voltam decepcionados. Idem, imaginamos que os europeus, com sua farta provisão de topileseiras praieiras e piscineiras, estão livres dessa paranóia (talvez apenas os nórdicos), e também temos um choque, vendo que não é bem assim, como vemos no seguinte conto, Hotel das mamas, de David Lodge, publicado na revista Ficções, edição de férias.
Não é por acaso que muitas cidade ianques têm nome de cidade grega antiga, símbolos e idéias da antiga Grécia. Também não é por acaso que emergiu um ocidente homossexualista igual a antiga Grécia, onde a nudez é só masculina. Uma cultura ocidental onde só o homem pode mostrar as tetas. Quando deveria ser o contrário. Quem deveria ter vergonha de suas tetas deveria ser o homem: Tetas peludas, atrofiadas, inúteis. O homem é que deveria cobrir as suas se é que alguém deveria o fazer!
O título original, Hotel des boobs, é um trocadilho intraduzível. Em inglês boobs significa seios mas também tolo, boboca. O conto satiriza a bizarra convenção subentendida do topilés com os mirões (vuaiês) bobocas.
Pois é muito diferente a garota se sentir uma garota de Ipanema passando e virando canção, de se sentir um pedaço de carne no gancho do açougue.
Temos de sair dessa mentalidade atrasada e pueril, boboca e insípida. É preciso um salto de inteligência na espécie. Temos de superar essa mentalidade tacanha e debilóide de intelectualidade inferior cheia de discriminação, arrogância, puritanismo, orgulho besta, competitividade, racismo e todas essas infelizmente comuns formas de bestialidade.


domingo, 4 de agosto de 2013

Ufo e desdobramento
Deve haver o autêntico ufo, seja extra ou intraterreno mas há também os interdimensionais e os desdobramento. Os desdobrados são disfarce.
Em O fenômeno óvni, editora Século Futuro, 1987, uma enciclopédia de fascículos, em 3 volumes, sobre o tema:
Enigmáticos aeroplanos escuros
Esses objetos inidentificados tinham forma de aeroplano mas de cor preta ou cinza, sem distintivo ou matrícula. Executavam complicadíssimas manobras no meio de tempestade (pareciam ter preferência em voar durante as piores condições atmosféricas). [...]
John A. Keel , falando sobre as fugidias criaturas como a besta de Exmoor, a de Gévaudan, o Chupa-cabra, monstros lacustres e Pé-grande, notou que surgem durante tempestades elétricas e desaparecem. Anomalias magnéticas criam um portal, cruzamento ou superposição dimensional, de modo que criaturas doutro universo, doutro espaço-tempo, aparecem. Muitos desaparecimentos podem ser o caso inverso.
Esses ufos da tempestade são esse caso.
Quanto ao grosso do fenômeno, o manipulador, creio se tratar de fenômeno de desdobramento implementado por tecnologia. Seres catalépticos, escondidos no lado de dentro da Terra oca, vivem numa civilização dormente. Provavelmente remanescentes ou quintas-colunas, que ficaram quando o planeta dos deuses se afastou. Gigantes, a gravidade terrena lhes é muito pesada. Daí o comportamento sonambúlico, imitativo, dos homens-de-negro. Procuram nos convencer de que são doutro planeta, desviar nossa atenção ao espaço sideral.
Na página 324 (2) da citada enciclopédia:
Quando o avião 26 se aproximou dos discos o piloto tentou os evitar mas a asa direita atravessou a formação sem sofrer dano.
Página 379 [sobre os homens-de-negro]:
Às vezes apareciam aos pés da cama e a submetiam a estados magnéticos nos quais podiam flutuar através de corpos sólidos.
384:
Ao contrário, como Spinkle demonstrou em magistral ensaio, o estímulo do inconsciente durante uma sessão hipnótica pode favorecer a invenção de fantasia.
Já foi constatado que muitos casos de regressão hipnótica onde a pessoa se recordava de assedio sexual na infância eram fantasiosos, falsa memória, como em sonho. Não de se estranhar o tema estar tão em moda na mídia na época.
Na página 384 sobre a relação ufologia-parapsicologia.
Da mesma forma que um veículo motorizado exponencia a capacidade humana de andar, uma impressora em relação a um datilógrafo ou o computador em relação ao cálculo e memória, o desdobramento, a viagem do corpo astral, pode ser implentada enormemente pela tecnologia.
Como a enciclopédia explicou, em cada época o fenômeno se apresenta de acordo com a mitologia vigente. Mesmo hoje o comportamento dos humanóides varia conforme a cultura do país onde surge.
Por isso hoje se disfarçam em discos voadores. É a mitologia atual.
Eis os itens que apóiam a tese, além do avião que bateu a asa, citado acima:
● Curvas de 90º e aceleração instantânea a velocidade supersônica
● Aparição apavora animais
● Ufos abatidos cujo destroço não é encontrado
● Naves desaparecem de vista
● Avistagens descontínuas: O ufo é visto numa cidade e a seguir noutra distante, mas não nas intermediárias.
● Vôo silencioso quando ao menos haveria som do deslocamento de ar
● Homens-de-negro se comportam como sonâmbulos, seu automóvel negro não acende o farol, têm ojeriza a expressões religiosas
● Não aparecem em massa porque o fenômeno de desdobramento despende muita energia.


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Conto contido no gibi:
 
Ambos em parceria com Bartolomeu777

Comentário
Obrigado meu jovem, por estas maravilha que o sr. postou. Sei que um simples obrigado é importante para quem faz este tipo de serviço. Fiz há pouco dois escãs e vi como é complicado, e sem fazer a restauração! Pois ainda nao é minha praia, nem sei como começar. Quem baixa poderia apenas dizer OBRIGADO!
Pois então, Hélio. É simplesmente uma lei da física. Todo movimento necessita estímulo.
Mas tem gente que até hoje acredita no moto-contínuo...

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Ritos estranhos são os ritos da morte. Funeral, sacrifício humano, imolação simbólica de divindade, canibalismo, culto às relíquias, etc.
Tais ritos não se podem explicar através da crueldade ou da superstição humana. A origem se deve atribuir a razões muito profundas. Mas quais? A origem psíquica do homem? Terá provocado a criação de usos e costumes aparentemente absurdos? Se sabe que as experiências do passado muito influenciaram o comportamento humano. Por isso Jacques Marcireau nos revela a evolução às vezes imprevista dos estranhos ritos primitivos, permitindo assim uma melhor compreensão do mundo atual.
Listando uma série de curiosas tradições o autor derruba a idéia de que a origem do rito funerário é o respeito ao ancestral e a crença na imortalidade.
O livro começa assim:
Os ritos funerários não provêm do respeito aos mortos e da crença noutra vida (imortalidade), mas do desejo de impedir o regresso do morto (fantasma, alma do outro mundo) através dum tratamento especial do cadáver.
E termina assim:
Os seres psíquicos, que aparecem em todas as tradições religiosas e em todos os folclores, temíveis ou benéficos, anjos e demônios, deuses ou diabos, espíritos ou larvas, são os vampiros!
Mas também uma anedota extremamente divertida:
Fazendo um brinde a uma mulher, um fidalgo destruía ou lançava ao fogo um acessório do vestuário ou até jóia. Os outros convivas deviam o imitar, o que era um ponto-de-honra.
Um dia Charles Sedley chegou a um botequim, orgulhoso com a sua gravata nova de fina renda. Tomou parte no grupo dos que bebiam e outro conviva fez um brinde lançando a gravata ao fogo. Todas as pessoas presentes, incluindo Sedley, foram obrigadas a fazer o mesmo.
Sedley prometeu tirar a desforra. Alguns dias depois, se encontrando no mesmo botequim com os mesmos convivas, pediu ao criado chamar um dentista. O dentista chegou, tirou a Sedley um dente estragado, que doía, e as regras de honra tornavam um dever, pra todos os convivas, sacrificar um dente. Foram, sucessivamente, todas obrigados a o fazer.
Em 1659, pouco tempo depois da chegada de Carlos II a Londres, cinco realistas decidiram beber à saúde do rei, se servindo do próprio sangue, e depois de cortarem todos um pedaço das nádegas pra fazerem um grelhado.
Esse programa foi executado pelos quatro primeiros. No momento em que o quinto os imitaria, entrou na sala a esposa, armada de tenaz. Esgrimia tão bem que o traseiro do marido ficou inteiro.

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